The Heart Never Lies
2 Capítulo 2
POV (Shyned)
Rebeca estava tão imóvel que por um instante pensei que tivesse congelado com o frio que fazia, mas, foi só eu me aproximar mais um pouquinho para que ela já sorrisse. Subimos para a classe, eu como sempre, tagarelando qualquer coisa, e Berréca só prestando atenção e rindo das abobrinhas que me ouvia dizer.
Quem nos vê juntas hoje, nem imagina que quando estávamos na 5° série, Rebeca não me suportava nem por um mísero minuto, já agora no 3° colegial passamos o intervalo juntas, fazemos academia juntas, saímos, e até planejamos coisas mirabolantes, só não sentamos uma perto da outra na sala de aula, porque ela senta bem no fundão da sala, e lá senta um menino que eu particularmente não suporto.Ele é meu amigo e tudo mais, mas ficar mais de 2 minutos ao seu lado não da certo, então para não me estressar fico mais longe possível.
Era aula de química, e como sempre não estava entendendo uma só palavra do que a professora falava,sempre me pegava perguntando: “Para que aula de química? Isso nem é importante! Agora,inglês é importante,porque na Inglaterra eles não falam o quimiques,e sim inglês!...” Continuei reclamando mentalmente, mas meu blábláblá mental foi interrompido pelo sinal, que para mim era o segundo sinal mais lindo do dia: "O sinal do intervalo!" Peguei meu celular, e comecei a procurar em minha bolsa meus fones de ouvido, afinal de contas, o que é um celular sem seus queridos e fiéis fones de ouvido?
Vi Berréca passando ao meu lado e indo em direção a porta então berrei para ela me esperar, enquanto continuava procurando os benditos fones.
- ACHEI! – gritei e Berréca riu.
Fui correndo até a porta, e me esperando ao lado de Rebeca estava a Rafa. Eu particularmente gosto dela, ela é uma menina calma e fácil de se fazer rir, e está cientificamente provado que Rafa não conseguia ficar brava comigo.
Descemos e ficamos onde costumamos ficar, ao lado da cantina; Rebeca entrou na fila da cantina, então entreguei meu dinheiro para ela comprar pra mim também. Coloquei meus fones de ouvido e dei play em minha musica preferida, fechei os olhos e entrei em um mundo só meu, onde eu estava em um show do McFly, esgoelando as seguintes frases:
Everything was going just the way I planned
(Tudo estava indo exatamente do jeito que eu planejei.)
The Broccoli was done!
(O brócolis estava pronto.)
She doesn't know I'm a virgin in the kitchen
(Ela não sabia que eu era virgem na cozinha.)
Cause it's normally my mum!
(Porque normalmente essa tarefa é da minha mãe.)
Levei um susto quando Berréca me cutucou para me entregar o lanche.
- Ai Berréca,que susto! – falei,enquanto ela ria do meu quase infarto.
- Ué seu lanche. Ou posso pegar pra mim?- falou, ainda rindo de mim.
- Nãããããão! Meu, me dá.
Peguei o lanche e dei uma mordida. Olhei para Rebeca e falei com a boca cheia de pão:
- Adivinha o que eu to ouvindo ?!
- McFly. – disse ela sem nem ao menos pensar por dois segundos!
- Nooooooooossa,como você sabe? Da pra você ouvir também?- falei dando outra mordida em meu lanche, estava com o estomago nas costas de fome.
- Não é difícil de adivinhar,você só escuta essa banda agora – falou Rafa, fazendo uma cara de dãã caabeção, e voltando a comer seu lanche.
Eu apenas falei um ‘ Aaah ’ e voltei a comer o meu também. O sinal para subirmos de volta à sala bateu, exatamente um segundo depois de eu ter terminado o meu lanche, parece até que o sinal estava esperando eu terminar de comer. Subimos o mais devagar possível pois era aula dupla de português.
A professora falava sobre as Vanguardas e em seguida passou 19 questões ( é isso mesmo DEZENOVE!) sobre o assunto para serem respondidas até o final da aula. Procurei as respostas igual um camelo no livro, faltava 2 minutos para terminar a aula quando a professora passou vistando os cadernos, consegui responder até a questão de numero 18, mais para não ficar sem visto, escrevi qualquer abobrinha na ultima questão; a professora pegou minha folha para vistar e acabou lendo minha ultima resposta, ela me olhou com uma cara meio que “O que é isso?” e deu uma risadinha, mas acabou vistando mesmo assim.
O sinal para a ultima aula tocou, olhei para trais e não vi o Gustavo sentado perto da Rebeca e da Rafa, então como de costume, me levantei e fui falar com elas.
- Sabe eu queria ter uma maquina do tempo – falei enquanto me sentava perto delas.
- Porque?- Rebeca me perguntou e Rafa me olhava com um enorme ponto de interrogação.
- Ah sabe – comecei a explicar – Pra voltar pro 1° colegial e nunca ter deixado o Gustavo entrar nessa escola,e muito menos na nossa sala.
Rebeca e Rafa riam da minha super imaginação, então continuei:
- No lugar dele entraria um menino loiro, que usa o cabelo meio bagunçadinho, engraçado, com os olhos azuis, com um sorriso digno – Rebeca e Rafa me olhavam tentando adivinhar quem eu estava descrevendo – medindo mais ou menos 1,74, que curte répteis, tem uma banda onde ele é o baixista – Rebeca começou a rir pois já sabia quem eu estava descrevendo e a Rafa nos olhava sem entender nada, mas isso não impediu que eu continuasse o meu blábláblá – O nome da banda dele é McFly e seu nome é Dougie...
Rebeca entrou na minha e continuou:
- Ele ia ter 3 amigos, um deles usaria o cabelo meio arrepiado, e teria olhos azuizinhos e sardas espalhadas pelo rosto, que canta super bem, e seu nome é Danny – Rafa e eu apenas observávamos e riamos enquanto Rebeca descrevia Danny. Mas nossa alegria foi interrompida por ninguém menos que Gustavo, que falava qualquer merda, como sempre. Olhei para Rebeca e falei:
- Cada dia eu desejo mais uma maquina do tempo — Rebeca e Rafa riram, e eu voltei para meu lugar.
Era aula de inglês,e a professora já havia passado a matéria na lousa, era só completar com os verbos e depois responder algumas questões. A aula passou voando e então o sinal tocou, o sinal mais lindo do mundo. O sinal que falava “HORA DE IR PARA A CASA GALERA!”, e foi o que eu fiz.
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