The Heart And Darkness

4 A ansiedade e algo inesperado.


Notas iniciais
Acho que.. A partir daqui as coisas começam a ficar mais legais. :B (eu acho. e_e')

- Nina! ACORDA! – Dizia aquela voz feminina brava. – AGORA! – Gritou a mulher que tacava um giz na garota que cochilava tão bem na aula de história.

- Hã...?

- “Hã” o caramba, garota! – Disse Daisy enquanto o resto da turma abafava o riso.

- Nina, tenta se manter acordada. – Disse Eros em um sussurro. O garoto se encontrava sentado ao lado direito da garota e anotava coisas que estavam escritas no quadro negro. – Olha, freqüente as aulas dela por um tempo, deixa a poeira abaixar...

- O Eros tem razão Nina, pelo menos por enquanto, tenta não aprontar com ela. Sabe como é chata... – E então Lee se encontrava sentado ao lado esquerdo da garota. Ambos se encontravam em uma sala de aula ampla com dezoito alunos. Todos se sentavam em trio numa carteira larga, formando uma longa mesa na cor bege clara. Nina continha olheiras, não muito evidentes, porém olheiras. A cada oportunidade que tinha a garota bocejava de forma viril e esticava os braços, demonstrando preguiça.

- Eu vou almoçar rápido assim que o sinal tocar. Então vou para o quarto dormir no tempo de combate corpo-a-corpo. Disse a garota cansada após um tempo.

- Mas... As suas notas em combate são baixas. – Dizia Eros até ser cortado.

- Você acha mesmo que eu levo as aulas de combate corpo-a-corpo a sério? Se eu levasse, minhas notas seriam as mais altas. Haha! – Ria a garota, que demonstrava mais uma vez confiança.

- Então, se eu fosse você, eu iria à aula e a levaria a sério. Hoje tem avaliação e a Rainha Minnie irá assistir ao seu desempenho. Até onde sei...

- O que?! A rainha irá me assistir? – Nina chegou a se elevar da carteira, porém Eros e Lee foram mais rápidos e a puxaram antes que a Professora Daisy percebesse algo. – Ela vai me assistir mesmo? Como sabem?

- Eu escutei a Professora Daisy conversar com um outro professor. Parece que a Rainha quer avaliar algo em você. – Disse Lee, que disfarçava a conversa enquanto copiava a matéria.

- Droga... Beleza, então eu irei, mas a próxima aula eu irei matar. Não dormi muito bem essa noite... – Disse Nina quase fechando os olhos novamente.

- Ta bem, mas não deixe de ir. – E assim o sinal tocou e todos os alunos saíram de sala, seguindo para um imenso salão, aonde foram comer. Nina demonstrava muito cansaço e Eros juntamente com Lee tentavam manter a garota acordada. Eros, tentando fazer a garota comer, a segurou pelo pescoço, tapou seu nariz e disse.

- Manda ver, Lee! A dorminhoca aqui precisa se alimentar!

- Beleza! – Então, o garoto puxando a colher para trás, a soltou, mirando a comida fantasticamente bem na boca da garota, que logo começou a mastigar de olhos fechados.

- Cara, assim eu capoto de vez. Eu to quase engasgando com a comida. COF. – Disse Nina que tossia e mastigava ao mesmo tempo, deixando escapar de sua boca um pouco de arroz.

- Pó, Nina, que nojo, olha o desperdício de comida, garota! – Disse Eros horrorizado com os restos de comida espalhados pela mesa.

- Foi mal, mas a culpa é sua!

“ Chamada para os alunos da turma B. Ir, após a refeição ao salão do terceiro andar. Chamada para os alunos da turma B...”

- Nossa! Essa avaliação é tão importante a ponto de chamarem pelo interfone? É... Acho que a situação lá encima deve estar tensa. – Disse Nina, em um tom admirado.

- Como pode falar tão tranqüilamente? Nina, essa avaliação terá vistoria da Rainha! Isso é importante, além de que... Não se esqueça, a nota de combate corpo-a-corpo são as que decidirão quem serão os capitães para quanto todos nós voltarmos aos nossos mundos... – Disse Lee, que havia perdido a fome e guardou a comida em uma bolsa pequena, presa ao lado de fora da mochila.

- Como se eu quisesse ser capitã! – Disse a garota, que cruzou os braços e apoiou o queixo nos mesmo. – Sabe muito bem que vim por que se não meu pai não ficaria orgulhoso.

- Nina... Justamente... Pra ele poder ficar orgulhoso de você, que tal se esforçar? – Disse Eros, que enfim se levantou. – Se é para trazer orgulho ao seu pai, tem que dar o melhor de si! – Nina nunca havia pensando dessa forma. Pensava que pelo simples fato de estar no castelo Disney já traria orgulho ao pai. Pensava que se ela não levasse jeito para coisa, o pai teria orgulho por ela ao menos ter tentado, mas pelo visto errou.

- Vamos lá! O terceiro andar nos espera. – E a garota pegou sua mochila e se juntou aos garotos, que seguiram por mais um corredor de pedra até chegar as escadarias.

- Own, mas isso será muito problemático! – Disse a Rainha em tom de lamento. – O que faremos, Horácio?

- Hm... O jeito é adiar o combate para amanhã. Clara Bela irá me ajudar a consertar a máquina. Se desligarmos tudo agora e começarmos a consertar, amanhã, neste mesmo horário tudo estará pronto!

- Sim, mas vamos precisar da noite e da madrugada para trabalhar!

- Own... Não, não se esforcem tanto! Eu lhes darei dois dias para consertar. Apenas não se esforcem demais... – Disse a Rainha que foi andando em direção a uma gigantesca porta. Até que então o coração da ratinha teve um salto, ao receber batidas na porta.

- Com licença, mas já podemos entrar? – Claramente era a voz de Nina.

- Own, e essa agora? – Disse Minnie. – Horácio, Clara Bela, agilizem com um pano, vou disfarçar aqui com os alunos. – E assim Clara Bela e Horário correram para uma grande mesa que havia no local e puxaram o pano que forrava a mesma. Rapidamente eles cobriram algo de estranhas proporções, enquanto a Rainha Minnie abria as portas.

- Crianças, eu tenho que pedir a vocês. – Falou Minnie em um tom alto e claro para as dezoito crianças escutarem. – A avaliação de combate será daqui a dois dias, devido a problemas técnicos.

- Problemas técnicos? Mas nós não precisamos mais do que espadas de madeira forradas e instrutores. Qual o problema para cancelar a avaliação? – Disse Eros, perguntando com interesse.

- Ahn... Own... Veja bem... As espadas foram roubadas! – Disse a Rainha repentinamente.

- Roubadas? – Perguntou Lee, estupefato.

- Sim, isso mesmo, portanto... Voltem amanhã. Ho, ho, ho! – E assim Minnie abriu a porta e adentrou, fechando a mesma na cara das crianças.

- Mas... Heim? – Disse Nina, que não compreendeu o comportamento da Rainha.

- Bom, sem o combate, temos um tempo livre. – Disse Eros.

- É... E isso é bom pra Nina também, que até ontem estava com o pé torcido.

- Estava não... Estou! Só estou conseguindo andar devido a uma meia especial em forma de sapato que está dentro da minha bota. É ela que está me impedindo de ter dor.

- Ah, mas que problema, heim? Assim aprende a deixar de ser teimosa e ficar se esgueirando nessa floresta. – Disse Eros, que caminhava lentamente para acompanhar o ritmo de Nina. Os garotos seguiram até uma porta que dava a uma escada em espiral e ali eles constataram.

- Eu vou à enfermaria... – Disse Nina em um tom mais baixo que o normal.

- Ah?! Mas pra quê? Não esta usando a tal meia especial? – perguntou Lee.

- Sim, porém... De horas em horas eu tenho de tomar um remédio. Ele me inibi da dor e faz com que isso ajude a meia, pra evitar qualquer rastro de dor forte. – Disse a garota que coçava a cabeça sem graça.

- Ah... Entendi... – Disse Eros em um tom desconfiado.

- Eu vou lá, mais tarde a gente se fala no dormitório. – E então a garota se afastou e os meninos fecharam a porta, por onde ecoaram os passos nos degraus que subiam, até o andar do dormitório.

- Há... Bem, vamos lá. – E assim Nina andou quase saltando por mais um corredor colossal de pedra com suas armaduras segurando armas de guerra. “Mas que droga, estou levando quinze minutos um caminho que faço em três! Ah...” E assim a garota finalmente achou a porta branca da enfermaria. Por algum motivo estranho sentiu uma euforia e assim saltou mais rápido, finalmente tocando na maçaneta de cristal e a girando a toda velocidade. – Boa tarde, dona enfermeira! – Disse Nina, que entrava no lugar com um sorriso forçado.

- Ah! Imagino que veio por causa do remédio para aliviar a dor, certo? – Disse a mulher que fazia anotações em uma prancheta. – Sente-se aí. – E então esta foi em um armário próximo pegar um vidro grande que parecia ter uma água verde barrenta dentro.

- Eca, esse remédio me da um nojo... – Disse Nina, que olhava com horror.

- Mas é para o seu próprio bem. – Disse a enfermeira e tentava fazer com que Nina engolisse um pouco do conteúdo que estava na colher.

- Ugh... – Nina virou o rosto.

- Abra a boca! – E então a mulher apertou o nariz de Nina, que logo abriu a boca para respirar. E nessa brecha a mulher enfiou a colher na boca e então a garota foi obrigada a engolir.

- ARGH! Socorro, estou morrendo! – Disse Nina em tom dramático e pondo ambas as mãos na altura da garganta e fazendo uma cara de horror.

- Sem brincadeiras Nina. Agora vá, mais tarde você deve ter aula.

- Sim... – E a garota se levantou andando lentamente em direção a porta. E enquanto ia, ela observava atentamente a cortina ao canto da sala, próxima a janela mais ampla. Sequer um vento batia ali, para fazer com que desse para ver a porta da ala particular. Então, sabendo que não poderia fazer aquilo na frente da enfermeira, afinal ela mesma havia dito para deixar Riku em paz, Nina se afastou com pesar. Porém, no ultimo instante, ela teve uma ponta de sorte. A enfermeira estava pegando remédios e pondo em uma pequena caixa de pronto-socorro. E assim que Nina saiu, a enfermeira a seguiu. Andou por um corredor saltitando, até perceber que a mulher vestida de branco estava subindo uma escadaria. Vendo que não havia chances dela voltar tão cedo, Nina correu (ou saltou) o mais rápido que pode, até poder voltar a enfermaria. Seu coração estava saltitando mais uma vez, como na madrugada anterior. A esperança de poder ver o garoto dos cabelos prateados a deixava eufórica. Então estava próxima a cortina, que agora balançava com uma leve brisa e fazia um contraste forte para os olhos, com tanto branco para todos os lados. Enfim, alegre diante daquela parede a garota puxou a cortina. Mas algo impressionante a desapontou.

- Mas... Onde está a porta? – E assim Nina apalpava a parede em todos os ângulos que ela lembrava da porta estar ali. A parede era concreta, de modo a parecer que ali nunca houvera uma porta branca com uma maçaneta que parecia cristal.

Notas finais
Bom, para quem está acompanhando.. Deve reparar em muitos erros bobos meus. xD
Isso é devido a maluqice de minha cabeça: a inspiração só vem de madrugada em pleno momento em que me encontro com MUITO sono. '
Aí eu escrevo, escrevo, escrevo e vai saindo... Um monte de baboseiras com palavras trocadas. >XD
Mas é isso aí, eu espero mais leitores e mais reviwes! o
Oyasumi! (Postado as 2:28 da madrugada. o^o")