The Hated
3 Capítulo 2: Body Ache
A cara de Carl Davis estava praticamente no chão. Edward Stowe, filho renegado de Samuel realmente estava ali na sua frente e ele não sabia o que fazer nem o que dizer.
–Eu não sei o que dizer. -Carl gaguejava.
–Não precisa dizer nada, não estou aqui pra conversas ou coisa do tipo. Só quero saber quem fez isso.
–Quem te informou sobre isso Edward? -Dr. Silver resolvera falar.
–Eu recebi um telefonema a três horas atrás. Uma voz estranha disse que eu deveria ir pra cá porque Samuel Johnson iria ter o que merecia. -Edward era direto.
–Mas isso não é possível, Samuel era um homem íntegro, sem inimigos. -Diz Julie em meio as lágrimas.
–Pelo visto não era. E a senhora quem é? -Pergunta Edward.
–Sou Julie Johnson, mulher de ser pai. Você realmente cresceu desde a última vez que eu lhe vi. -O olhar de desprezo de Julie corroía Edward mas ele não se importava.
–Se me permite, eu gostaria de conversar com o xerife em particular. -Diz Edward.
–Ok, vamos para a delegacia.
O caminho do Grand Saloon até a delegacia era de dez minutos e no caminho todo nem Edward nem Carl abriram a boca para falar mada. O silêncio estava cruel dentro do Opala 87 do xerife. Quando chegam até a delegacia, ambos saem do carro e se dirigem para dentro. Uma chuva forte está caindo, o que é estranho já que em SpringTown nunca chove na Primavera. O cômodo era pequeno mas confortável. Tinha uma mesinha de centro com uma grande geladeira de Coca-Cola vermelha e brilhante. Carl Davis era um xerife de sorte.
–Sente-se por favor sr. Stowe. -Pede Carl.
–Pode me chamar de Edward Carl. Sem muita pompa por favor. -Retruca Edward.
–Você realmente se parece muito com Jennifer, sua mãe. -Carl respondia.
–Antes de mergulharmos em memórias, quero lhe contar uma história, que talvez possa ajudar nisso tudo. Quero lhe contar por que eu e minha mãe saímos de SpringTown.
Os olhos de Carl se arregalaram. A história era que Jennifer havia sido expulsa da cidade por ter se envolvido com um homem casado e na época o Padre Phillip Seymour, era um crente ortodoxo até demais e não permitia adultério. Diziam também que Jennifer Stowe tinha pego barriga e que o pai era um homem de negócios da cidade. Mais tarde foi se descobrir que esse homem era Samuel Johnson, ex colega de classe de Jennifer. Julie Johnson se tornou quase uma Virgem Maria, pois ser traída deveria ser bastante barra pesada e todas das mulheres da cidades se juntaram a ela e a campanha "Fora Jennifer, SpringTown não aceita meretrizes em suas ruas". Jennifer Stowe foi expulsa com três meses de gestação.
–Sua mãe quando foi expulsa da cidade, veio falar comigo na calada da noite. Eu me lembro que eu ainda era o estagiário da delegacia mas éramos muito amigos. -Diz Carl.
–Eu entendo, ela me contou toda a história. Eu serei eternamente grato ao senhor. -Diz Edward.
–Você por favor. Mas me diga essa sua história tão misteriosa por favor.
–É simples. Meu pai foi assassinado por inimigos dentro de SpringTown. Eu venho pesquisando sobre a Johnson Maquinary a bastante tempo e ela é uma fábrica de grande destaque aqui na área dos Cinco Estados Menores. Com uma grande produção de carvão por mês, ela deixa fábricas e mais fábricas pra trás. E soube também que o seu grande amigo Samuel, tirou várias famílias de suas casas para aumentar a fábrica.
Dez anos atrás, a Johnson Maquinary, era do tamanho de um campo simples de futebol. Com o crescimento da cidade e da produção, logicamente a fábrica deveria crescer junto. Perto da beira do Hazel Grace River, o único rio da cidade, viviam várias famílias de ciganos e sem terra, a Homeland em SpringTown. De um mês para o outro, as pessoas havia sumido do nada e tinham aparecido no meio da cidade pedindo abrigo. o então padre Seymour, resolveu abrir o Orfanato Santa Sofia para abrigar todas aquelas pessoas. Todos os ciganos e sem tetos diziam a mesma coisa: um incêndio destruiu todo o alojamento deles perto do rio, mas a perícia criminal tinha falado que não tinham indícios de fogo em lugar nenhum.
–Então foi Samuel que tirou aquele povo de lá. -Carl estava começando a entender tudo.
–Sim e ainda tem muito mais. Acho que ele sabia sobre o incêndio no hospital dois anos atrás.
Aquilo não fazia sentido. Carl tinha isto Samuel ajudar a salvar as pessoas que estavam no hospital, dando auxílio, comida,água e tudo mais. Não fazia sentido.
–O que você quer dizer com isso Stowe? -Pergunta Carl.
–Eu estou dizendo que a família Johnson sabe o que realmente aconteceu no hospital e..
A campainha da delegacia toca. Do outro da porta está Julie, Samantha e Dra. Silver paradas. Carl libera a porta e as três entram.
–Posso saber por que o nome da minha família está na sua boca imunda? -Dispara Samantha.
–Vejamos que minha irmã tem sangue quente nas veias. -Debocha Edward.
–Não dirija a palavra a minha filha seu bastardo. Você contou para o xerife aonde você estava todo esse tempo? -Diz Julie.
Carl se vira para Edward que está com o rosto vermelho feito um tomate. O que será que deve ter acontecido com esse rapaz?
–Caro xerife Davis, com meus quatorze anos, eu tentei assaltar um carro numa rodovia na Caifórnia e fui preso. Fiquei num reformatório até os dezoito. Quando saí de lá descobri que minha tinha um câncer terminal no esôfago e eu não condições de sustentar ela ou pagar tratamento. Fui tentar pedir ajuda ao meu querido pai e essa senhora que está com esse vestido chique aqui no meio da delegacia me negou ajuda. Se você acha que eu vou tolerar que você me destrate, dona Julie, você está muito enganada.
Carl não sabia dessa história e estava triste por saber de Jennifer.
–Sua mãe, ela..
–Morreu. Faz três meses. -Diz Edward.
O clima pesa dentro da delegacia mas isso não impede que Carl continue.
–O que deseja senhora Johnson?
–Eu só quero que alguém tire meu marido daquele lugar, ele pelo menos merece um enterro digno. -Diz Julie.
–Sim, vou ligar para a Connnor e pedir para que ela providencia a retirada.
As horas se passam e a chuva do lado de fora só piora. Julie e Samantha Johnson voltaram para casa e Edward e Carl estavam conversando sobre essa morte misteriosa de Samuel até que o telefone de Edward toca. O rapaz olha para o xerife e diz "é o número que me ligou pra vir pra cá".
Será que era possível? Carl estava achando aquilo tudo fácil demais.
–Atenda por favor. -Pediu Carl.
Edward obedece e coloca no viva voz.
–Alô? -Diz ele.
–Então você realmente está em SpringTown não é? Maravilha. Agora você vai saber a verdadeira história do porco do seu pai e caro xerife Carl Davis, melhor você se preparar também.
–Me preparar para o quê seu imbecil? -Grita Carl.
–Scarlett Davis, sua querida filha.
Os olhos de Carl quase saltam de dentro de suas órbitas. O xerife começa a se tremer e grita.
–O que você sabe da minha filha seu imbecil? Não fale dela, eu não permito!
–Ah não me interessa o que você me permite meu querido. Só te darei uma pista: O seu grande amigo Samuel Johnson, está por trás do acidente misterioso de sua filha. E agora quem são seus amigos?
E o telefone apaga.
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