The Half-blood Prince - Severo Snape
16 Merry Christmas
Notas iniciais
Alfardo Black ouvia as últimas palavras que o elfo dizia e tentava a todo custo não sair naquele mesmo momento em direção a Hogwarts.
"Você tem certeza Tofin? Não poderia ter ouvido errado?"
"Tofin tem certeza senhor. Tofin viu quando senhora Black saiu para falar com o diretor de Hogwarts, senhor. A senhora falava algo sobre uma sangue-ruim chamada Graves, senhor."
Uma bruxa chamada Graves a qual sua irmã estava tentando expulsar de Hogwarts. Só poderia ser sua filha. Sua filha com Beatrice e ele não poderia deixar de conhecer a jovem, já tinha dentro do peito uma necessidade gigantesca de abraçar sua filha.
Escreveu uma carta para seu velho amigo Alvo Dumbledore, se havia uma pessoa que poderia ajudá-lo a se aproximar de sua filha esse era o diretor de Hogwarts.
O velho diretor demorou menos do que ele imaginava para lhe responder com um convite para ir ao castelo e tomar chá, convite a qual ele aceitou prontamente.
[…]
"Você deve admitir que é uma história surpreendente Alfardo."
Falou Dumbledore depois de ouvir a versão de Alfardo sobre o ocorrido.
"Eu não rotularia desse modo, mas sim, eu fiquei muito surpreso ao saber que tenho uma filha, surpreso e feliz. Como ela é Alvo?"
Alfardo soltou a pergunta e o diretor viu a ansiedade em seus olhos. Dumbledore sorriu amavelmente ao ouvir as palavras do homem. Ele sabia que Alfardo não era como os outros membros de sua família e decidiu ajudá-lo a se aproximar da filha.
"Não a conheço muito bem meu amigo. Mas do pouco que sei dela posso lhe dizer que é uma moça forte e determinada. Sem falar que não se deixa intimidar facilmente, deveria ter visto a cara de sua irmã quando a jovem a enfrentou."
Alfardo imaginou a cena e deu uma gargalhada com a imagem que veio a sua mente. Parece que sua filha saiu uma mistura perfeita entre Beatrice e ele e isso alegrou seu cansado coração.
Ele tinha que vê-la, estar perto dela, conhecer sua filha e uma ideia inusitada brotou em sua cabeça.
"Me diga uma coisa Alvo, será que você teria uma vaga para um novo professor?"
********************
Duas semanas depois…
Severo não sabia como foi que deixou Valerie o convencer a passar o Natal com ela. Ele detestava aquela data, quando pequeno em sua casa nunca houve muitos motivos para comemorar e quando finalmente entrou em Hogwarts passava essa data sozinho.
No começo pensou que poderia ser uma boa idéia mas agora que estava alí no meio de vários trouxas se sentindo extremamente desconfortável ele soube que foi uma péssima idéia.
Ouviu a voz de sua namorada falar em um sussurro ao seu ouvido.
"Relaxa Sev. Eles são bem legais."
Ele não sabia explicar como a voz dela conseguia fazer tudo em volta desaparecer mas era como ele se sentia ao estar com ela.
"Ai ai, os sacrifícios que eu faço por você, namorada."
O moreno falou em tom de brincadeira, o que fez Valerie gargalhar.
"Acredite. Você será bem recompensado, namorado."
Severo olhava a interação da família a sua frente. Não era uma família grande, o casal tinha dois filhos pequenos. O menino deveria ter uns sete anos e ele já tinha notado que o garoto tinha uma quedinha pela sua namorada, pois olhava para ela com um ar encantado. Ele não culpava o garoto era difícil não se apaixonar pela castanha.
A filha mais nova tinha cinco anos e era muito parecida com a Valerie principalmente o sorriso. A menina não saía de perto do pai e o homem a tratava como uma princesinha. Severo se perguntou como seria ter um pai tão amoroso assim?
Valerie não saiu do lado do amado em momento algum, sabia que ele não estava acostumado com interações sociais e preferiu não o deixar ainda mais desconfortável. Com o passar da noite viu que o moreno começava a se soltar mais, fazendo pequenos comentários e rindo de alguma piada que seu tio contava. Valerie chegou mais perto de Severo e sussurrou.
"Feliz Natal, namorado."
O sonserino a olhou com carinho antes de responder.
"Feliz Natal, namorada."
[…]
Valerie olhava fixamente para o teto enquanto repassava os acontecimentos daquela noite. Ficou feliz por Severo estar alí com ela. Teria sido horrível estar alí enquanto seu namorado estaria sozinho em Hogwarts. Ficou até surpresa por ele e seu tio terem se dado tão bem. Estava perdida em pensamentos quando ouviu uma batida na porta e ao abrir não poderia ter ficado mais surpresa ao ver Severo.
"Não vai me convidar para entrar?"
Falou o moreno em um tom de voz baixo que Valerie achou muito sedutor.
"Desculpe, fiquei momentaneamente sem ação não é todo dia que Severo Snape faz algo tão imprudente e bate a minha porta de madrugada."
"Peguei esse hábito com uma certa americana inconsequente."
Os dois riram da inversão de papéis.
"Só vim pois queria te entregar seu presente."
O sonserino estendeu uma pequena caixa preta
"Sev, não precisava."
Valerie olhou para a caixa por um tempo e então ela abriu e dentro havia um pingente de prata e uma corrente também em prata. O pingente tinha a forma de um retângulo fino e cumprido. Olhando mais de perto Valerie viu que cada um dos lados havia algo que lhes diferenciava. Um lado era todo coberto de uma pedra verde que Valerie deduziu ser esmeralda. O outro havia uma data gravada que ela reconheceu como sendo o dia em que os dois começaram a namorar. Enquanto ela girava o pingente na mão ela ia vendo as outras gravações feitas, em um dos lados o nome de Severo estava escrito e no último lado estava a frase Estaremos sempre juntos.
Severo observava as várias emoções que passavam no rosto da castanha. Primeiro encantamento por receber o presente depois o reconhecimento do que estava escrito e por último a emoção estampada no rosto de sua namorada era de amor e isso encheu o coração de Severo de felicidade.
"É tão lindo Sev."
"Que bom que você gostou. Eu também tenho um."
E ao dizer isso o sonserino mostrou uma cópia do pingente em seu pescoço.
Valerie olhou de perto e viu seu nome na jóia. Quem poderia imaginar que Severo Snape era tão romântico.
Valerie passou os braços pela cintura de Severo e pousou a cabeça em seu peito. Virando o rosto sobre a pele quente roçou o nariz nela, sentindo seu cheiro que era uma mistura de ervas com um leve almíscar. Inebriada pelo perfume do moreno Valerie decidiu passar vagarosamente a língua também, para saboreá-lo, e, ao sentir que Severo enrijecia de encontro ao meu corpo, ela se pressionou ainda mais de encontro ao dele, apertando-o, fazendo o sonserino estremecer com o contato.
Por um momento Severo separou seus lábios dos de Valerie para poder olhar em seus olhos e quando viu a expressão de encantamento nos olhos da castanha, como se ela não quisesse estar em nenhum outro lugar se não ali em seus braços, o moreno sentiu seu coração querer saltar do peito. Por vários segundos, ficaram apenas se olhando, até que ele correu os dedos pelos cabelos dela até ouvi-la gemer. O que fez com que ele encostasse os lábios nos dela e invadisse sua boca com a língua, quente e úmida, deslizando deliciosamente como uma dança bem coreografada.
Severo sentiu que Valerie pressionava o corpo com mais força contra a sua ereção fazendo os beijos do sonserino se tornar ainda mais intensos.
"Severo..." Valerie falou interrompendo o beijo.
Severo continuou com os braços ao redor de Valerie e seus olhos buscaram os dela. Valerie viu a expressão ao mesmo tempo nervosa e faminta que o sonserino tinha em seu rosto.
"Valerie, eu…"
Severo respirou fundo tentando se controlar, estava sendo muito difícil estar alí com Valerie em seus braços sem correr o risco de passar dos limites e ofende-la de alguma maneira. Valerie parecia a realização de todas as suas fantasias. Mas o sonserino tinha que confessar que sua imaginação não chegara tão longe a ponto de acrescentar aquela expressão de encantamento e desejo nublando as lindas feições da jovem a sua frente. Inclinou-se e depositou um beijo doce sobre os lábios dela.
Valerie deu alguns passos para trás enquanto puxava Severo pela mão em sua direção. Ela sentiu a cama atrás de si e em um movimento lento se deitou puxando o sonserino para o seu lado.
Na mesma hora os olhos de Severo encontraram os dela, brilhando com o intenso desejo. Ele pediu permissão com o olhar e Valerie o concedeu com um pequeno aceno de cabeça. Severo sacou a varinha e jogou um feitiço silenciador no quarto.
Os olhos negros então voltaram a devorar o corpo, enquanto ele erguia a camisa da jovem e a tirava. Severo olhava cada vez mais extasiado para o sutiã simples de renda branca que ela usava, e então respirou fundo.
Valerie por um momento ficou insegura mas colocou esse sentimento de lado e com ousadia ergueu as mãos, abrindo o sutiã e deixei-o cair ao lado. Os olhos de Severo se arregalaram enquanto ele fitava os seios médios. Seu olhar era tão intenso que Valerie sentia sua pele queimar.
Em outras circunstâncias, talvez se sentisse desconfortável, mas o desejo óbvio cintilando nos olhos de ônix a fez se sentir a mulher mais linda do mundo.
"Você é a coisa mais linda que eu já vi."
Valerie sorriu ao ouvir as palavras de Severo.
"Pode beijá-los, se quiser."
A voz de Valerie era apenas um sussurro, enquanto ela ansiava desesperadamente por sentir a boca quente e úmida sugando seus seios.
Os olhos de Severo brilharam em antecipação, e ele se inclinou na mesma hora, como se aquilo fosse exatamente o que ele quisesse fazer e estivesse apenas esperando a permissão dela.
Valerie gemeu ao sentir a língua dele saborear um mamilo, e depois o outro vagarosamente. Ela juntava as pernas tentando buscar alívio para a pulsação louca que havia no meio delas.
Severo continuou a provocar e sugar os mamilos até ouvir os gemidos de Valerie saírem mais altos e serem uma deliciosa combinação de agonia e êxtase.
"Sev... Ahhhhh…"
"Está bom?" O moreno perguntou.
"Está bom demais." Valerie respondeu, mordendo o lábio.
Severo deu um sorriso convencido antes de voltar a beijar os lábios de Valerie e enquanto distribuía beijos e chupões por seu pescoço sua mão acariciava as coxas macias subindo em direção ao centro do prazer dela. Severo pôs a mão sob o elástico da calcinha e sentiu que ela estava encharcada.
Ele desceu a mão e quando seus dedos encontraram a intimidade e deslizaram por aquela umidade, ambos gemeram de prazer.
Valerie jogou a cabeça para trás e abriu mais as pernas facilitando o acesso do sonserino. A sensação dos dedos de Severo em si estavam levando Valerie ao delírio. Ela já havia se tocado sozinha antes mais nunca foi tão bom assim.
Quando o dedo de Severo tocou o feixe de nervos que era o centro do seu prazer, Valerie gemeu e pressionou o corpo contra os dedos dele. Os olhos do sonserino se inflamaram e ele começou a fazer movimentos circulares com o dedo, enquanto os gemidos de Valerie ficavam cada vez mais sensuais e descontrolados. Valerie sentia como se o seu sangue começasse a ferver.
"Mais rápido… por favor… Sev…"
Severo ouvia as suplicas de Valerie o que estava deixando o sonserino cada vez mais excitado então ele acelerou o ritmo, os dedos fazendo círculos firmes ao redor do clitóris, ele seguia o ritmo em resposta aos gritos e gemidos que ouvia de Valerie.
Não demorou muito e ele sentiu o corpo da castanha se retesar em um gozo delicioso, um jorro de prazer tão intenso que a fez gritar o nome de Severo.
Valerie demorou alguns minutos para se recuperar do orgasmo, ela abriu os olhos e encontrou o olhar penetrante de Severo sobre si. Os olhos negros do sonserino estavam repletos de desejo. Ele se aproximou e a beijou com carinho, mordiscando seus lábios de forma provocante. Podia sentir as mãos possessivas do moreno ainda sobre ela e quando se mexeu para mais perto dele percebeu o evidente sinal de sua excitação, ele ainda precisava de alívio.
Sem dizer nada, Valerie empurrou o moreno para trás delicadamente até que ele estivesse recostado na cabeceira da cama. Severo observava cada movimento de Valerie.
A princípio ela não sabia exatamente o que fazer, nunca tinha feito isso antes mas queria poder dar prazer a Severo assim como ele deu a ela. Tocou o cós da calça de pijama e puxou para baixo e o pênis dele saltou, livre. Por um momento Valerie apenas o observou, ele estava totalmente rígido e era magníficamente longo. Ela nunca tinha visto um garoto nú antes e achou Severo muito bonito.
Circulou a ereção com uma da mãos e a apertou levemente. Severo soltou um gemido baixo ao sentir a leve carícia.
"Me diga como tocá-lo."
Pediu ela, correndo um dedo para cima, em direção à cabeça. Severo pensou que ela só poderia estar louca se achava que ele conseguiria falar agora.
"Feche..." disse o moreno e respirou fundo em busca de um pouco de ar. "Feche a mão em torno dele, depois deslize para cima e para baixo."
Valerie não precisou de mais nenhum instrução, ela fez exatamente o que ele disse, e enquanto as delicadas mãos o acariciavam Severo viu estrelas tomaram toda a sua visão. Precisou piscar várias vezes para enxergar alguma coisa. Ela era uma linda visão, sentada sobre seu colo. Ela usava apenas uma saia que estava levantada revelando parcialmente sua intimidade e foi inevitável para Severo lembrar que esteve com seus dedos naquele local a poucos minutos atrás. Subindo ele viu as marcas que deixou no corpo dela, haviam marcas vermelhas pelo pescoço e nos seios redondos que balançavam levemente devido ao movimento que as mãos dela estavam fazendo e Severo ficou ainda mais duro ao beber daquela visão.
Valerie estava adorando ouvir os gemidos sôfregos que saíam da boca do sonserino então ela decidiu intensificar a carícia.
"Santo Merrrrrlin."
Ela o ouviu gemer mais alto e deitar a cabeça para trás.
Severo estava em alguma forma de nirvana a qual as mãos de Valerie o tinha levado e ele não queria sair de lá.
"Machuquei você?" perguntou, inocentemente.
"Ahh, Val, não. Está muito bom."
Ao saber que Severo estava gostando Valerie manteve a pressão, e começou a deslizar para cima e para baixo com mais vigor.
Severo já não estava aguentando. Ele tentava se segurar para poder aproveitar mais, só que estava sendo extremamente difícil se conter. Ao abrir os olhos e olhá-la, ele soube que tinha sido seu fim. Ela mordia o lábio inferior, e em seu rosto havia uma expressão safada. Pronto.
"Vou gozar"
Severo avisou enquanto a puxava para um beijo pecaminoso. Seus lábios macios e o cheiro dela o fizeram se derramar deliciosamente em suas mãos.
Ela continuou movendo as mãos no membro ainda rijo do sonserino e ele continuou gozando feito louco. Severo não sabia exatamente onde estava, não tinha mais certeza. Seu cérebro estava nebuloso e seu corpo zumbia com um prazer tão intenso que ele não sabia se conseguiria caminhar outra vez. Então a mão dela parou de se mexer, e ele finalmente conseguiu voltar a terra.
"Por Salazar, isso foi... incrível."
Ele falou ainda fitando as mãos delicadas coberta com seu gozo. Severo respirou fundo tinha acabado de ter o melhor orgasmo da sua vida nas mãos dela
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