The Gângster

24 Volte Para Mim


Notas iniciais
Estamos na reta final espero que gostem!

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Já havia passado um mês depois daquela loucura toda.As coisas voltaram ao normal, bom, eu acho pelo menos.Karla ainda não fala comigo, eu tentei pedir desculpas, mas a mesma não quis me ouvir.
Desci as escadas correndo.Era numa noite de domingo, e Ian ia viajar para resolver umas coisas de gangue.Ele me olhou e sorrio de lado, ah, esse sozinho, eu me molho todo com seu sorriso.Desço correndo as escadas e pulo em seus braços.

—Você não vai demorar para voltar, não é? — Me afastei um pouco.

—Segunda eu volto. — Ele passou a mão em meu cabelo. — Quando eu estiver fora, bota os caras no lugar, tá okay?

—Pode deixar. — Sorrir largamente. — Eu te amo, Ian.

Ele me olhou triste e sorrio de lado.Me puxou para um beijo ardente e cheio de desejo.

—Quando eu voltar, esteja pronta em? — Ele disse entre os beijos.

—Pronta para o que? — Me afastei um pouco.

—Segredo. — Ele fez sinal de silêncio, precisando seu dedo indicador entre os lábios.

Eu odiava segredos, e Ian sabia disso.Me afastei e Sebastian apareceu do meu lado.Ian se agachou na sua frente.

—Cuida da Cloe pra mim, garotão. — Ian colocou a mão no ombro de Sebastian.

—Não precisa me pedir tal coisa, Ian. — Sebastian sorrio.

—Me chama de papai, a partir de agora. — Ian bagunçou seus cabelos.

Sebastian arrumou seu cabelo e ajustou seu óculos.Pulou em cima de Ian e eu sorrio, quase chorando.

—Eu vou sentir a sua falta, papai. — Choramingou Sebas.

—Seja forte, Sebas. — Ian o o abraçou apertado.

Ian se levantou, e arrumou a sua mochila nas costas.Em casa hoje, só era eu e Sebastian mesmo.

—Adeus, Cloe. — Ele pegou minha mão que estava o anel.

—Até amanhã Ian, não tem por que dizer adeus. — Sorrir de lado.

—É...Você tem razão. — Ele sorrio fraco de lado.

Ele tocou em meu anel, que o mesmo havia me dado, sim, ele usa a dele também, não sei exatamente o que significa para ele, mas para mim, significa que estamos juntos.
Ele não disse mais nada, pegou a chaves do seu carro.O vi saindo pela porta.Eu sinto algo ruim, algo em mim está incomodando.

É como se minha consciência dissesse que é para não deixá—lo ir

Franzi o cenho.Porquê estou fazendo tanto drama com sua ida? Ele vai voltar segunda Cloe, não precisa ficar fora da casinha.Já estamos tanto tempo juntos, ele nunca ficou fora de casa nem por um dia ou por dois.

—Ele vai voltar né, mãe? Me perguntou Sebastian.

—Claro meu amor. — Passei a mão em seu cabelo.

Nem eu tinha tanta certeza do que eu estava dizendo.Eu sentia um frio na barriga, e não era qualquer frio.

—Vamos, vou te levar para a escola. — Digo.


Ele parecia mais desânimo que possível.Eu nunca o vi assim, ele se apegou tanto em Ian.

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Era numa segunda-feira de tarde, como todas.Peguei folga hoje só para esperar sua chegada.Abrir as portas de casa e fiquei olhando para os grandes portões.Ele vai chegar, ele vai! Fiquei parada na porta, esperando sua chegada.
Horas se passaram, e nada dele chegar.Muito trânsito? O carro quebrou? Não deixo de pensar em mil e uma coisas.Dylan chega, junto com Sebastian.

—Oi mãe!

Dou um beijo no topo de sua cabeça e sorrio para o mesmo.

—Como foi seu dia? — Pergunto.

—Normal.Cadê o papai? — Ele olhou para a sala, a cozinha e sala de jantar.

—Ele ainda não chegou amor.Vai tomar banho, a janta está quase pronta. — Digo.

Ele subiu correndo lá para cima.Dylan parou do meu lado e colocou as mãos no bolso.Sabe o bebê de Karla? Então, o pai é o Dylan, acreditem, nem eu acreditei quando Dylan chegou em mim e me disse.Eu pensei que Karla e Andrew iriam se casar, mas parece que o destino nos dar outras surpresas.

—Você sabe né, talvez ele não chegue hoje, no máximo amanhã. — Dylan me tira dos meus devaneios.

—Ele disse segunda. — Falo.

—O que ele foi resolver foi sério.Ele sozinho que quis ir, a gente falou que era arriscado, mas o chefia não ouve a gente. — Dylan se aproximou de mim.

—Eu estou com medo, e se algo tiver acontecido com ele!? — Me viro para Dylan.

—Estamos falando do Ian, Cloe. — Sorrio convencido. — E Clô...Eu ainda não esqueço daquele beijo.

—Dylan... — Suspirei tristemente.

—Espera, deixe-me explicar. — Ele fechou os olhos com força. — Eu te amo pra caralho, Cloe.Eu não me arrependo daquele beijo, e eu faria de tudo para você ficar comigo.

—Eu amo o Ian, Dylan. — Digo.

—Eu sei. — Ele suspirou cansado. — É isso que fode tudo.

—Você vai ter uma família com a Karla, ela gosta MUITO, mas MUITO de você. — Coloco minha mão em seu rosto. — Um dia você vai amar ela.

—Não, não, não! — Ele segurou minha mão. — Não do jeito que te amo, porra!

Me afastei um pouco dele.Eu não sabia o que fazer ou o que falar exatamente para ele, para não ferir ele.

—Eu vou lá pra cima, vou ajudar Sebastian um pouco em ciências. — Olhei pro lado. — Não fique muito na porta, podem aparecer atiradores de tudo qualquer canto.

Ele saiu andando.Fechei meus olhos com força.Eu só queria o conforto dos braços dele em mim, e a paz que trazia junto comigo.Eu sinto falta das noites que dançávamos em seu quarto, ao som de uma melodia calma.

—Amanhã ele vai voltar. — Falo comigo mesma.

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Olhei para os pontes do relógio do hospital, estava quase na hora de bater o cartão e ir para casa.Hoje é sexta-feira, e nada de Ian.A cada dia que passa, eu sinto que algo aconteteceu com ele.
Eu comentei com os meninos, mas eles parecem relaxados.Parece que eles sabem que Ian ia demorar mesmo para voltar.Mas, sou a única que não ingere isso? Só eu sinto que algo aconteceu? Ele não me atende, só dá na caixa postal.Mensagens? Elas mal enviam.

—Cloe!

Quase dou um pulo de susto.Jhonathan me olhou de cima abaixo.O mesmo voltou para o hospital.Ele tinha saído de licença, por causa da morte de ambos seus pais.Se envolveu com coisa errada, logo com a gangue rival dos The Foxes, e ele acabou se tornando da nossa família.

—Você anda avoada demais, gata. — Arrumo meu jaleco. — Todo dia você brisa nesse relógio.

—Desculpa Jhon.Tem alguma cirurgia para agora? Lembro que tinha umas três só hoje. — Dou uma pequena mordida na tampa da caneta.

—Não Cloe, essas três cirurgias já foram, esqueceu? — Olhei para minha prancheta. — Credo, Cloe.

—Aí Jhon...

Me sento em uma das cadeiras do saguão.Olho minha prancheta e confiro, não há nenhuma outra cirurgia, ainda! Ainda.Jhon se sentou do meu lado.

—É por causa da viagem repentina do dogão do mau? — O olhei sorrindo, por causa do apelido que ele deu pro Ian.

—É, é por causa disso mesmo. — Suspirei tristemente. — Por que ele não retorna as ligações e tudo mais?

—Poxa Cloe...Você sabe como é perigoso o que eles fazem. — Jhon colocou meus fios soltos atrás da orelha. — Talvez ele tenha que desligar o celular, e decisões demoram dias, né, ainda mais decisões do mundo de gângsters.

—Talvez sim. — Me sentia mais tranquila.

Estávamos perto da cafeteria do hospital.Sentir o cheio dos pãezinhos.Sentir meu estômago revirar.Fui correndo para o banheiro.Perfeito! devo estar passando mal.

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Positivo...Positivo.Era a palavra que mais soava em minha mente.Comecei a suar frio.Joguei água em meu rosto.Eu...Eu vou ter um bebê?


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Notas finais
Até o próximo capítulo!