The Gângster
11 Muitas Mudanças
Notas iniciais
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A campainha estava tocando sucessivamente, enquanto eu estava no banheiro, embalando as coisas e as colocando dentro da caixa.
—Karla atende pra mim! — Falo alto.
Ouvir passos rápidos e a porta abrindo, muita vozes, mas abafadas, já que, eu estava no banheiro.Coloco as caixas empilhadas e suspiro casada.
Dia de mudança é tão cansativo!
Preciso arrumar meu nome e minhas coisas.Ainda bem que meus pais não ficaram com meu dinheiro da minha conta privada, se não, eu estaria sem nenhum custam.Saio do banheiro e ouço vozes na cozinha.Vejo certas pessoas que me surpreenderam.
—Sarah? O que faz aqui? — Digo surpresa, dificilmente ela vem aqui.
Ela gira a cadeira da ilha e me olha, aparentando não estar muito bem.Me aproximo dela e a abraço apertado.Abraços meus sobrinhos, Carlos e Lívia.
—Oi tia Clô, tudo bem? — Pergunta Lívia.
—Tudo meus bebês, porque não vão para sala com a Karla? Eu e sua mãe precisamos conversar asós. — Digo a eles.
—Claro tia, vamos Lívia. — Carlos pega a mão de sua irmãzinha.
Karla me dá uma olhada mortal, ela não é muito fã de crianças, não.Me sento na cadeira ao lado de Sarah, ela parecia pensar bem.
—Aconteceu algo, Sarah? — Pergunto preocupada.
—Quando você estava lá em casa...Naquele fiasco de jantar... — Foi o pior dia da minha vida, certamente. - Você mencionou que traição não tem perdão...Não?
—Sim, mas Sarah, o que isso te... — Ela me olha diferente, como se um olhar eu já soubesse de tudo. — Sarah...O Chaz te traiu!?
Ela se remexe na cadeira desconfortável.Engolou um seco e suspirou, visivelmente triste.
—Foi três anos atrás.Ele chegou com uma puta em casa, e bem, eu fiquei louca e tudo mais...Quando eu e meus filhos estavamos quase saindo daquela casa, ele veio com tantos papos estranhos, sobre segunda chance e disse que eu nunca conseguiria alguém melhor que ele. — Um ódio me sobe. - E disse que eu não irei conseguir nenhum emprego...Que jamais ele deixaria os filhos dele morar em casas de pobres.Cloe, ele me disse tanta coisa ruim, e eu nunca conseguiria deixar ele, eu o amo tanto que dói. — Seus olhos se enchem de lágrimas. - Eu pensei e pensei.Você estava certa Cloe, traição é traição, não existe segunda chance.
—Eu sinto muito, Sarah... — Meu peito se fecha.
—E por isso eu decidir sair mesmo de casa, com meus filhotes.Só queria te pedir algo. — Ela diz, parecendo receosa.
—Pode me pedir qualquer coisa. — Digo.
—Posso morar com vocês? Eu prometo que vou achar um emprego.
Aquela sua pergunta me afetou, nunca me passou a cabeça morar com mais pessoas.Eu, definitivamente, iria amar essa idéia.
—CLARO! Eu amaria morar com você e as crianças! — Ela sorrir aliviada. - Precisamos pesquisar uma casa grande, as crianças futuramente precisaram mais espaços.
—Amanhã eu já coloco nossas coisas no armazém.Eu ainda tenho dinheiro em minha conta e os papéis do divórcio estão em cima da mesa lá em casa.Chaz vai chegar surpreso! — Nós duas rimos.
Chaz não merece a Sarah, definitivamente.Chaz está na minha lista negra, a partir de hoje.Eu, Sarah, e Karla passamos a tarde olhando casas pela internet, e escolhemos algumas agradáveis.
Já a noite, montamos na sala uma montanha de edredões e dormimos assim.Eu pensei que eu decair por causa de meu noivado, por outro lado, eu só melhorei e dei a volta por cima.
xxxx — no dia seguinte...
A porta do apartamento é aberta.Me escondo atrás da ilha.Sarah, Karla e as crianças saíram não faz muito tempo, e ela são as únicas que tem a chave.
Passo a mão no balcão sem me levantar e toco numa panela, a pego e a aperto em meu peito.E se esse desconhecido estiver com uma arma!? Ou pior!
O que é pior do que uma arma de fogo?
Agachada, eu me arrasto até ver a porta descancarada e vejo alguém sentado no sofá de costas para mim.Me levanto silenciosamente e levanto a panela para trás, seguro o cabo de forma e....!
—Cloe, larga essa panela agora. — Ah! é Andrew!
Noto que ele me olhava no reflexo da TV.Que vergonha, e se fosse mesmo um ladrão? Seria meu fim! Largo a panela no chão e me sento ao seu lado.
—Como você tem a chave daqui!? — Pergunto a ele.
—Eu fiz uma cópia, minha futura noiva mora aqui. — Ele dá um sorriso convencido.
—Pedófilo. — Murmuro.
—Teu cu. — Ele responde de volta.
Se eu não me engano, Andrew tem 25 e Karla 18 já.Fez semana passada 18 aninhos.Coloco meu cabelo atrás da minha orelha.
—Ela saiu já faz um tempinho. — Digo.
—Com quem? — Seu tom é sério.
—Com minha cunhada.E bem, estou ocupada, se quiser ficar para me ajudar, aceito. — Me levanto.
Fico frente a frente dele.Andrew me olha de cima abaixo e dá uma risada nasalada.Nesse momento, ouso passos rápidos.
—O SEU PROJETO DE PORRA! EU TENHO HORA! — Eu conheço essa voz a quilômetros, se fosse preciso.
Ian entra em meu apartamento furiosamente.Andrew olha para trás tranquilamente.
—Surpresa! — Andrew diz para mim.
Eu e Ian nos olhamos.Faz quase uma semana que não nos víamos.É sempre assim, sempre algo acontece e nós dois acabamos nos esbarramos.Andrew se levanta e passa a mão em sua roupa.
—Bom, depois eu volto.Diga a Karla que eu quero conversa com ela depois.Tchal, Clô. — Andrew bagunça meus cabelos.
Passa por Ian e sair do apartamento.E lá estávamos nós dois, sozinhos novamente.As vezes eu não sei o que fazer em sua presença.Tomo coragem e dou o primeiro passo.Meia tímida, começo a andar até ele, até ficar em sua frente.
—Sentiu falta? — Digo meia irônica.
—Vai sonhando, Clô. — Ele dá um sorriso de lado.
Eu odiava quando meu apelido soava tão bem em sua boca, ou quanto meu nome vinha tão sujo, quando ele me chamava.Numa rapidez, suas mãos já estão em mim, apertando minha bunda, nossos corpos já estavam colados e minhas mãos em seu abdômen.
—É Cloe, você é minha. — Espera, o que!?
—Como? — Digo confusa.
—Você é minha, e agora sempre será.Já nos virmos muitas vezes, e ficamos, eu anseio você ser minha. — Sua voz se torna sexy.
—Eu não sou um objeto, Ian. — Reviro os olhos.
Por mais que eu tenha digo isso, nunca ouvir alguém dizer algo parecido com isso, nem Elias dizia isso.De repente, Ian me beija, muito, mas muito bom.
Esse beijo me parece diferente
Sim, eu sinto coisas estranhas por Ian, e eu me odeio por causa disso.Ele tem todas aos seus pés, por que ele iria querer eu?
—Porque eu? — Questiono.
—Não me venha com perguntas, você é minha e ponto final. — Suas palavras me dam calafrios.
Eu me sinto especial, quando ele diz isso.Mas eu não sou idiota, sei que amanhã ele irá tranzar com uma de suas vadias, eu só sou o estepe.Se ele quer brincar, vamos nos divertir então.
...
...
Você gosta dele
Você é apaixonada por ele
Você não pode fingir não sentir nada
Depois de tudo que passaram
Que não foram muitas coisas
Porém, tudo que ele faz fez seu coração acelerar
Meu subconsciente está certa, eu me odeio por isso.Me afasto um pouco de Ian, pensando em tudo e o que perguntar.
—Ian, nos conhecemos ja faz um tempinho... — Ele me olhava sério. - E bem...Você sente algo por mim? Além dessa possessividade?
—O que você quer dizer? Você está querendo dizer... — Eu o olho meia sem jeito. — Se eu gosto de você? Claro que não Cloe, não pira.
Suas palavras me machucam, me afasto mais dele.Eu me acostumei demais com rejeição, mas essa, essa doeu até demais.O que eu fiz?
—Eu só sou uma conquista para você né... — Ele me olha confuso. - Só porque ainda não fui para cama com você! É isso que você me ver, como uma de suas vadias! Sinto muito em dizer Ian, mas porra, eu não sou! — Sentia um nó em minha garganta, e meus olhos se encherem em lágrimas.
—Cloe, calma aí... — O cortei.
—Saía por favor...— Ele me olhou petrificado. - SAIR DAQUI!
Apontei para saída e lhe dei uma olhada raivosa, com os olhos lacrimejados.Parecendo meio receoso, ele saiu do apartamento.Vou até a porta e a fecho lentamente, depois a tranco.Me encosto nela de costas, depois caiu no chão lentamente, me encolho e me permito chorar até doer.
...
...
Não sei o que me machucando mais
Minha família, minha vida, ou Ian
Tudo de uma vez, talvez?
Fungo e pego o telefone sem fio.Disco o número do dono do meu prédio e lhe peço um mês para me mudar ainda, e como boa inquilina, ele permitiu.Desligo o telefone e o deixo no chão.Me levanto sem vontade e vou até meu quarto.Espero que elas não cheguem agora, odiaria explicar o porquê de eu estar tão para baixo.
Me jogo em minha cama e choro mais.Eu me apaixonei rapidamente por Ian, desde que eu o vir, segundo meus sentimentos.Homens...Eles certamente não prestam...
Elias
Chaz
E Ian...
É difícil encontrar alguém bom? E Ian, me iludindo, dizendo que eu era dele, o que ele pensou que conseguiria!? Passo a mão no rosto, ele que cima dá minha vida.
xxxxx — quase um mês depois...
Falta menos de uma semana para a minha formatura.Estou tão animada para começar logo meu trabalho! O sinal toca, era por volta das cinco da tarde ainda.Fecho meus livros e os carrego entre meus braços.
Vou para fora da faculdade e vejo uma muvuca entre garotas, em frente de um carro luxuoso...e esportivo.
Meu peito acelera e meus lábios o chamam
Fui até elas, e quando chego perto, noto que nada mais era o próprio Dylan.Ele sorrio para as garotas e elas deram minis gritinhos.Ele passa a mão em seus cabelos ruivos e olha pro lado.Nossos olhos se encontram e ele me chama:
—Ei! Clô! — As garotas passam a me olhar.
Vou até ele e ele abre a porta para mim.Ele aponta e sem discutir, eu entro.Ouço as garotas me xingarem baixinho.
—Meninas, sinto muito, mas já encontrei minha dama. — Diz Dylan.
Elas fazem som de decepcionadas e Dylan da a volta, entrando no carro em seguida.Reviro os olhos, é um ator de primeira.Ele acelera e já estávamos na rua.
—Aconteceu algo? Quem é vivo sempre aparece. — Brinco.
—Eu tenho uma surpresa para você.- Surpresa? - Você vai gostar muito, mas claro, não só você.
—Que tipo de surpresa é essa, que envolve outras pessoas? — Digo, um pouco curiosa.
—Você irá ver! — Ele sorrir.
Eu odeio segredos.Me remexo no banco e olho a paisagem.No caminho, entramos num bairro luxuoso.Mansões, casas enormes.Ele subiu em uma pequena subida que dava para o fim da rua, e parou em frente a uma mansão luxuosa.
—Saía, beijo! — Ele se aproxima e me dá um selinho. - Até mais tarde.
Coro e saiu do carro.Ele me deixa em frente a mansão e saiu acelerando.Fico em frente aos portões pratas enormes.Estou apaixonada por essa casa.Sorrio.Meu sonho é ter uma família e morar em uma causa linda dessas.Ouço passos.
—Gostou? — Não me atrevo a virar.
Me paraliso.Não se vira Cloe! Não se vire! É como se eu sentisse a presença dele, e ele se aproximar mais e mais de mim.Ian, ah, de novo em minha vida.
—O que você está fazendo aqui? — Digo sem o olhar.
—Eu que pedir para Dylan te trazer, porra! A idéia é toda minha. — Suas palavras são fortes. — Gostou da mansão?
—É maravilhosa. — Digo.
—Gostaria de morar nela? — Eu assentir com a cabeça. - Pois bem, você mora nela.
Ouço sons de chaves.Eu me viro bruscamente.Nossos olhos se encontram, e meu corpo todo se aquece.Ele sorria meio sem jeito, eu nunca vir ele sorrir desse jeito, e sua postura, como não havia aquele escudo todo.Eu me aproximo um pouco ele.
—Explica isso direito, Ian. — Digo confusa a mil.
—Não estou de zoação.Eu, você, os merdas, aquela tua cunhada, a adolescente, e os pirralhos.Essa é nossa casa a partir de hoje.
Meu peito se aquece é meu coração se reconstroe.Isso está acontecendo? E isso, é um pedido? Meus olhos se enchem de lágrimas de felicidade.
—Ah não porra, não chora! Caralho Cloe, sabe quando custou essa caralha!? — Ele cruza os braços.
Eu enxugo as lágrimas rindo.Agora suas palavras de baixo calão saem tão engraçadas.Ian, meu querido Gângster...Espero que não me decepcione mais.Fungo e ele chega perto de mim.
—Agora você é mais minha, Clô.
Lembro me dá primeira vez, que, ele me chamou pelo apelido.
Velhos tempos
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