The Guide Of The Gods.
2 Não havia como negar que Mackenzie era filha de...
Notas iniciais
leia ali em baixo também (:
PRIMEIRAMENTE LEIA ALI EM CIMA!
Piper preferiu começar o que chamava de 'pequeno tour' pelo Anfiteatro, que era uma arena de terra e que no centro era cercada de arquibancadas e tinha um palco demontável. Depois levou Kenzie para conhecer a enfermaria, que tinha no máximo umas doze macas, seis de cada lado. Piper também explicou que ali tinha reservas de ambrósia de néctar e explicou o que era cada um para Kenzie enquanto a mesma pegava uma das faixas e começava a brincar com a mesma, mas logo a faixa foi retirada dela por Piper que olhou-a repreendedora como uma mãe que dá sermão em um filho.
Depois disso vieram os campos de morango, arena, praia, refeitório e até mesmo o punho de Zeus, mas quando chegaram na área dos chalés que a ruiva parou de mexer no pequeno livro que Piper entregou para a garota e finalmente começou a prestar atenção. O primeiro chalé era de Zeus, era grande, feito de mármore e portas de bronzes que chamaram a atenção de Kenzie pelo fato de que dependendo de onde se olha parecia que eram atravessadas por raios e isso fazia a mesma soltar pequenas gargalhadas.
O segundo foi de Hera, mas pelo fato da deusa não ser uma das favoritas da ruiva ela deu de ombros e partiu para o próximo chalé, enquanto Piper explicava que Hera não havia filhos. O Terceiro chalé era do pai de Percy: Poseidon, que possuiam paredes de pedras cinzas com pequenos pedaços de conchas e corais. O quarto era de Deméter, que ao contrário do de Zeus tinha um mármore marrom e escuro, tomateiros pendurados nas paredes e uma cobertura que parecia grama artificial, mas Piper jurou que eram verdadeiras. Tinha então o de Ares, que era um tanto assustador por causa do telhado forrado com arame farpado e coloração vermelho-vivo mal pintado.
Depois de verem todos os chalés (N/A: não vou descrever todos), Mackenzie não conseguia chegar a conclusão de qual era melhor: O de Apolo com suas parede de ouro que quase chega a cegar ou Hermes por ser algo simples e velho, o que sempre agradava a ruiva?
— Bem, temos apenas as forjas para irmos agora. — Piper deu de ombros tirando Kenzie de seus pensamentos. — Você tem hiperatividade, certo?
— E dislexia e déficit de atenção. — Kenzie respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo. Tacou o pequeno lápis de madeira pra cima e o pegou de volta na mão.
— Você não é a única com isso. — Piper disse um tanto preocupada pela garota achar que por esse motivo seria excluida.
— Eu sei. — Fingiu que o lápis era uma varinha. — Percy disse que isso é nossa maior arma, não que eu acredite nele, mas tudo bem.
Piper virou-se para a ruiva e pela primeira vez prestou atenção na garota. Era um pouco mais baixa que ela, cabelos ruivos encaracolados com apenas a franja lisa, tinha um sorriso sapeca e o mesmo tempo malicioso, rosto fino e lembrava uma pequena elfa saltitante. Não que Piper já havia visto uma pessoalmente.
— Olha, você está me deixando um tanto constangida. — Kenzie pigarreou. — Sei que sou bonita demais, mas não precisa ficar me encarando desse jeito. Piper balançou a cabeça de um lado pro outro e focou-se novamente em guiar a garota em direção às forjas.
— Bela adaga. — Kenzie disse de relance. Piper levou à mão para onde sua pequena adaga deveria estar, mas não sentiu nada ali e então se virou para a ruiva. Ela olhava admirada para como a tal adaga era brilhante. — Meu lápis caiu e eu precisava mexer com alguma coisa e se eu parasse pra pegar ele, com certeza me perderia de você. Toma.
— Co-como você fez isso? — Piper ergueu uma sobrancelha um tanto confusa. — Eu deveria sentir você pegando algo que está preso á mim.
— Minha mãe diz que eu tenho dedos mágicos. — A ruiva deu de ombros enquanto rasgava um dos papéis de chiclete que havia guardado. — Eu vivo pegando coisas das pessoas sem elas perceberem, mas relaxa eu devolvo... Quer dizer, na maioria das vezes, aliás, tem lá suas exeções.
— Você quer dizer, que você rouba coisas das pessoas e elas nem percebem? — Piper disse em um tom até mesmo brincalhão como se estivesse entendido uma pergunta de uma prova de matemática ou até mesmo estivesse começando a entender uma piada.
— Não diria roubar. — A ruiva parou e virou-se contra Piper. Um sorrriso sapeca brincava com seus lábios. — E sim pegar emprestado sem pedir, aliás, se eles não vêm não podem me julgar e eu sou esperta demais, por isso a culpa sempre caí em outra pessoa.
— Espera. — Piper parou der repente e apoiou o queixo na mão fazendo cara de pensativa. — Ele deveria te reclamar agora.
— Epa, reclamar pra quem? — Kenzie pulou alto. — Eu já te devolvi a adaga, porque você iria reclamar? Sério, não precisa reclamar não... Vamos viver a paz!
— É ele realmente deveria fazer isso, aliás, está na cara de quem você é filha. — Piper ignorou completamente o que a ruiva disse e continuou com seu ar de pensativa.
Kenzie franziu o cenho e seus pensamentos foram tomados por "piper é um tanto louca", mas logo em seguida uma pequena luz amarelada começou a brilhar e pra surpresa da ruiva a luz vinha do nada e pairava sobre sua cabeça. Era o símbolo de uma cobra enrolada em um cajado.
— Isso é normal? — Kenzie sussurrou para Piper assim que percebeu os vários olhares que recebia e até as pessoas que paravam para olha-la.
— Você é filha de Hermes! — O tom de voz da filha de afrodite mudou para completa animação. — Eu estava certa, viu?
— Você não disse que eu seria filha de Hermes. — Kenzie ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços encarando Piper em forma de desafio.
— Mas eu pensei! — A morena protestou batendo o pé.
— Não é a mesma coisa, mas tudo bem. — Kenzie deu de ombros e sorriu. — Agora tudo faz sentido... Hermes é deus dos ladrões.
— Certo. — Piper assentiu feliz. — Vem vamos conhecer as forjas e então vamos contar para Quirón de quem você é filha.
Piper arrastou a ruiva para as forjas. Era o último lugar que elas teriam que conhecer e no fundo, era um lugar que Kenzie havia realmente gostado, aliás, imaginava quantas coisas engraçadas poderia fazer se pegasse uma daquelas ferramentas esquisitas sem ao menos que ninguém visse. Havia colunas de mármore branco que revestem as paredes manchadas de fuligem. Chaminés com a fumaça ao longo de um telhado de duas águas com esculturas de deuses e monstros, tinha o som de maquinaria e de martelo contra metal.
Mackenzie soltou a mão de Piper e olhou um tanto admirada para tudo aquilo. Deu pequenos passos sem fazer algum barulho e mesmo hesitando adentrou na forja. Havia várias mesas com projetos e até mesmo armas e em cada uma delas, dois, três ou até mesmo um filho de Hefesto trabalhava.
A ruiva andou mais um pouco até dar de cara com uma mesa abandonada. Achou estranha o fato de ter um laptop estragado, aliás, aquilo não parecia certamente algo que um filho de Hefesto concertaria. Deu de ombros e avistou uma pequena bombinha que parecia ser daquelas que soltam fumaças, passou os dedos pela mesma e rápidamente sem que ninguém percebesse colocou-a no bolso do moletom que usava.
— Hey! — Ouviu uma voz estranha a chamando. — Quem é você?
Se virou contra um garoto. Tinha orelhas um tanto pontuda, sorriso divertido e cabelos encaracolados. Usava uma blusa branca toda manchada de óleo, suspensórios pretos, calças e um cinto amarelado.
— Kenzie Filha de Hermes. — Disse dando de ombros enquanto voltava à analisar as coisas jogadas sobre a mesa. Pegou uma das ferramentas e começou a observá-la, porém, por algum motivo a mesma escorregou de seus dedos e bateu na cabeça de outro filho de Hefesto. A ruiva encolheu os ombros e colocou a mão na boca segurando o riso.
— Leo! — Piper gritou animada e se aproximou do garoto de cabelos cacheados. — Concertou meu laptop?
— Quase, rainha da beleza. — Um sorriso sapeca brincou nos lábios do garoto e o mesmo se dirigiu para o computador todo destruido.
— Não adianta. — Kenzie cruzou os braços e olhou o garoto enquanto o mesmo pegava uma de suas ferramentas largadas em cima da mesa. — Ô miolo mole, isso daí parece que foi pisoteado por mamutes você não vai conseguir conc... Interessante!
Antes mesmo que Kenzie terminasse a frase, Leo havia concertado o tal computador e entregado nas mãos de Piper.
— Leo Valdez filho de Hefesto. — Rodou a chave de fenda nas mãos e guardou-as no bolso da frente. — E filhos de Hefesto concertam tudo.
— Mas não enxgegam muito bem. — A ruiva sorriu maliciosa e o sorriso apenas aumentou quando Leo olhou-a confuso. — Enquanto você concertava e eu falava... Você nem percebeu o que eu fiz. Colocou as mãos no bolsos tirando dali pequenas ferramentas e colou as mesmas sobre as mesas, porém, continuou com a bombinha guardada.
— Filhos de Hermes conseguem tudo que querem, garoto das forjas. — Disse em tom superior e ao mesmo tempo vitorioso.
— Você é boa no que faz. — Leo disse dando um sorrisinho de canto.— Às vezes eu nem percebo. — Deu de ombros.
— Acho que por causa da hiperatividade eu faço coisas sem ao menos me tocar... E quando eu digo coisas, estou me referindo a pegar objetos emprestados e colocar a culpa em outra pessoa.
— Kenzie? — Piper pigarreou.
— Eu tenho que ir... Leo. — Demorou um pouco para lembrar o nome do garoto de cabelos cacheados e quando lembrou estalou os dedos. — Posso ficar com isso?
Leo estava prestes a responder, mas a ruiva já havia pegado a chave de fenda vermelha.
— Obrigada! — Gritou enquanto corria em direção à Piper.
As duas caminharam em silêncio completo, aliás, mesmo que Piper tentasse puxar um assunto seria em vão pelo fato de que a ruiva analisava a ferramenta e fazia a mesma coisa que o lápis: Fingia que era uma bruxa, que a ferramenta era sua varinha e que todos aos seu redor eram Comensais da Morte.
— Você gosta de doce? — A ruiva perguntou por fim.
— Como? — Piper franziu o cenho, confusa.
— Doces. Não tem como não gostar de doces, aliás, eles são... Açucarados.
— Claro, claro. — Piper disse ignorando o fato de aquela era a frase mais idiota que ela tinha ouvido no dia e olha que a mesma era melhor amiga de Leo Valdez.
Não tinha como negar que Mackenzie StandFord, era realmente filha de Hermes.
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