The Guardian
30 Nossa The Guardian!
Notas iniciais
Quero agradecer as que me mandaram reviews no capítulo anterior, carla kodel, Eclipse She, Tamara Almeida, sissy, jamillesmoura, CatyTS, LêhRobsten, Brunaras Bella Cullen, Erica, bellitasnv, Fabiana Lustosa, Sisters_love, Helena Ferreira, Marcela,Sandy Beatriiz, bjos!
VAMOS AO ULTIMO CAPÍTULO!
Capítulo anterior — Mel... Querida tenha um pouco mais de paciência! Disse a vovó Esme.
– Eu quero a minha mamãe... Eu... Eu... Ai eu comecei a chorar e o meu coraçãozinho tava doendo, porque ninguém me levava pra minha mamãe? Não era justo isso... As crianças ficam com as mamães... Minha mamãe nunca me deixou... O papai quis me abraçar, mas eu não deixei... Eu quis tanto ele, por tanto tempo sonhei com ele e agora ele tava ali, mas não me ajuda em nada... Eu não queria ele... Eu queria a minha mamãe. – Eu não quero você... EU QUERO A MINHA MAMÃE... Vai embora! Falei bem altão e sai correndo...
POV Edward
Ouvir aquelas palavras me deixou ainda mais ferido, ainda mais culpado... Eu era também o responsável por infligir a dor da ausência de minha mulher a Mel e Nate... Meus filhos estavam sofrendo por minha culpa!
– Ela tem o direito de vê-la querido! Disse minha mãe enquanto víamos Mel sentada no gramado com Rosalie a abraçando enquanto chorava.
– Mãe... A imagem de Bella naquela cama não é algo para Mel ver... Aquilo choca e...
– Eu sei disso... Mas Edward Mel está sofrendo sem vê-la, quase não come... A madrugada toda teve pesadelos e chamava por Bella... Por mais que seja traumático vê-la no hospital será melhor do que a angustia que ela está sentindo. Dizia minha mãe.
...
Guardian — Alanis Morissette (ouça)
Relutante, porem vencido levei Mel ao hospital, e agora estávamos aqui prestes a entrar no quarto de minha mulher...
– Mel... Eu falei pra você que a mamãe está dormindo certo? Questionei com ela em meu colo, nossos olhos conectados e ela assentiu. – Sabe pode parecer feio ao olhar, mas não se assuste, a mamãe está sendo bem cuidada e logo, logo vai acordar e ir pra casa ficar com a gente ok? Soltei e ela voltou a assentir sem perder a seriedade... Ver o sorriso nos lábios de minha filha havia se tornado raro, muito raro... Entramos no quarto e de imediato percebi Mel arfar em meu colo.
– Mamãezinha! Soltou com pesar bem baixinho... Me aproximei da cama e Mel se esticando ainda em meu colo pegou na mão de Bella. – A mão dela ta fria! Disse me olhando, o nó em minha garganta não me permitia responder... – Eu quero dar um beijo nela! Disse e eu a aproximei ainda mais de Bella e mesmo com os tubos conectados a mãe, Mel não se intimidou... Se aproximou beijando seu rosto e fazendo carinho com os dedinhos em sua face. – Você é linda mamãe... Eu... Eu amo você! Disse e vi as lagrimas descerem por seu rostinho... DEUS... EU NÃO IRIA AGUENTAR ISSO!
– Mel... Soltei com a voz embargada e ela me olhou, as lagrimas marcando seu lindo rostinho... Fiz algo que fugia as normas do hospital, mas não me importava... Deitei Mel junte de Bella e ela passou seu bracinho em volta da mãe se escondendo em seu pescoço e eu me debrucei sobre as duas sem deixar meu peso pressioná-las. – Ela vai ficar boa gatinha! Afirmei desejando que aquela frase fosse verdadeira.
– Mamãezinha... O Nate ta bem viu? A vovó Esme e a vovó Renée tão cuidando dele e de mim e a tia Rose ta ajudando... A... A tia Alice ta triste sabe, mas também ajuda... Dizia fazendo carinho no braço de Bella e aquilo maltrava um pouco mais o meu coração...
(...)
POV Melany
– Não fica triste Mel... A tia Bella vai ficar boa! Disse o Tomy.
– Ela ta muito dodói e não acorda... Falei segurando o choro... Se eu chorasse todo mundo ia ficar ainda mais triste e eu não queria ninguém triste.
POV Edward
A rotina que se instalara era a mais torturante possível... Eu não estava trabalhando, estava de licença por recomendação do capitão depois de receber informações de tudo que havia ocorrido... Restava-me apenas tentar cuidar das crianças, coisa que eu não conseguia fazer direito, e estar com Bella o maximo que eu pudesse... Com a ajuda do meu pai eu conseguia ficar um tempo a mais na UTI com ela e estava por conta disso voltando a me familiarizar com a medicina... A culpa ainda me corroia e meu pai percebeu isso...
Flash Back On
– Se sentir culpado não fará com que ela melhore... Não vai mudar as coisas Edward! Afirmava.
– Ambos sabemos que foi culpa minha... Aquele maluco não teria seqüestrado Bella se não quisesse se vingar de mim... E olha ele foi inteligente... Pegar ela ou uma das crianças seria realmente a maior dor da minha vida muito mais do que na minha carne e ele conseguiu... Eu preferia que fosse em minha carne... Bella estaria aqui... Cuidando das crianças, coisa que sempre fez e muito melhor do que eu... Sou um idiota inútil...
– Chega Edward... Pensar assim não vai ajudar... Você é mais forte do que isso... Filho... Bella ama você e jamais iria culpá-lo por isso... Veja estamos com o quadro estável no momento... Isso nos permite ter esperanças... Ela é forte... Vamos ter fé... Vamos nos manter firmes ao lado dela ajudando no que for possível... É assim que deve pensar! Disse... O estado de minha mulher era estável... Estável, palavra que me deixava irritado ao ouvir... Trazia-me a sensação de inércia...
Flash Back Of
– O quadro pulmonar melhorou e por isso arrisquei o desmame*... Vamos manter o suporte de oxigênio apenas com a cânula ... Dizia meu pai avaliando os últimos exames de Bella... – O nível de atividade cerebral aumentou um pouco o que nos deixa mais animados... Ainda falava... Eu sabia que a evolução em seu quadro era animadora diante da situação em que ela chegara ao hospital... Mas tal evolução não se aproximava de nada semelhante à Bella voltando, acordando... Os mais de quinze dias naquela situação estavam me deixando cada dia mais temeroso.
...
– Papaizinho fica aqui com eu! Pediu Mel assim que a coloquei na cama... Eu estava decidido a me comportar como Bella esperava pelo menos como eu achava que ela esperava que eu agisse e dar mais atenção aos nossos filhos era uma das atitudes...
– O papai fica gatinha! Disse me deitando desajetadamente em sua caminha... Mel se aconchegou em meu corpo me abraçando e se escondendo em meu pescoço... Permanecemos ali enquanto cantarolava para ela e minha pequena logo relaxou demonstrando que o sono havia chegado...
POV Bella
Sentia-me pesada... Sentia meu corpo pesado... A cabeça pesava toneladas... E as pálpebras... Nossa nunca fora tão difícil abrir os olhos.. Bem eu ainda não tinha conseguido abri-los... A sensação de ouvidos entupidos era ensurdecedora... E embora tivesse dificuldades de ouvir, alguns sons eram claros em determinados momentos... O tempo era algo com o qual eu não tinha intimidade ali seja lá onde eu estivesse... Mas como falei algumas coisas eu ouvia, de forma distante mais ouvia... Ouvia muito a voz de Edward pedindo que eu acordasse, ou de minha mãe e até mesmo Alice ambas sempre chorosas, sem falar em papai... Cheguei a ouvir a voz de Mel um vez de forma quase tão nítida quanto o habitual... Mas de todas as vozes a mais dolorida era a de Edward... Eu queria reagir, dizer que estava tudo bem, mas não conseguia... Sentia-me comprimida em algo como uma cápsula... Alguns barulhos incômodos me deixavam tensa... Um sinal como de timer apitava de instante em instante e aquilo me deixava irritada... Ah e respirar? Respirar era algo complicado de se fazer e em alguns momentos eu sentia que algo ia contra a minha respiração se impondo e levando o ar até mim quando na verdade eu queria expulsar o ar de mim... Mas hoje senti mais facilidade em soltar o ar o que me ajudou a relaxar, contudo uma dor na garganta agora me assolava, eu queria acordar... Me mexer...
– A saturação de oxigênio está muito boa hoje Bella... Disse... Ah me esqueci de Carlisle que vira e mexe também falava comigo. – Vamos lá filha acorde... Seu encefalograma* me mostrou uma atividade cerebral ainda maior... O que acha de deixar todos nós felizes? Questionava e eu me via impelida em falar, reagir, mas era inútil... Ainda me sentia oprimida...Impossibilitada... Realmente incapaz de agir.
(...)
POV Edward
– Baby? Falei encostando minha cabeça bem próxima a sua e como de costume alisava sua face com os dedos... – Eu sei que você pode me ouvir, eu quero acreditar que pode me ouvir... Bella... Amor... Eu sei que não mereço sua atenção, mas eu quero pedir por nossos filhos... Quero pedir por Mel e Nate... Eles precisam de você meu amor, Mel anda tão tristonha e Nate tem percebido a sua falta e tenho certeza que a noite seu choro é além do habitual associado a sua ausência... Eles precisam de você... Eu preciso de você, sei que o que sinto não conta, sei que não mereço mesmo... Mas tem os seus pais também... Princesa, por favor, reaja... Reúna as suas forças... Abra esses lindos olhos... Lembra-se de como me olhava quase fuzilando quando me atendia em seu consultório? Como uma fera... Falava e soltei um sorriso ao lembrar-me...
Flash Back On
– Isso é um... É um absurdo! Disse me levantando. – A doutora se acha muito superior não é?
– Não eu não me acho superior... Diferente do senhor que entrou aqui se achando eu sei meu lugar e ele é aqui ajudando pessoas com dificuldades que na maioria das vezes não entendem sobre a mesma e por isso não sabem administrar...
Sex on fire – Kings of Leon (ouça)
– Isso é um ultraje! Declarei. – Eu não preciso passar por isso! Disse ainda nervoso.
...
– O que eu... Eu terei que voltar aqui? Perguntei incrédulo.
– Sim terá... Se é que pretende um dia voltar a fazer resgates! Respondeu e eu bufou intensamente.
– PREPOTENTE! Soltei alto.
– TROGLODITA! Devolveu ainda mais alto e eu dando as costas sai pisando duro como da outra vez...
...
– Prepotente! Rebati a milímetros de distancia de dela... Olhando em seus olhos para os seus lábios e ela fazia o mesmo...
– Troglodi... Tentou dizer, mas eu interrompi com meus lábios que prensaram os seus... O sabor era único e de forma completamente incompreensível me era familiar... Aquele corpo me era familiar... Encerrei o beijo.
– Me desculpe! Disse com a voz entrecortada e não sei... Algo ali soava estranho... Ela me deu um tapa e no segundo seguinte sem dar-me chance de reagir coloquei suas mãos aos lados de minha face e me puxou de volta para si... Nós dois agarrados... Corpos grudados, empurrei seu corpo... E ele se chocou com algo duro, achava que era sua mesa... Meu amigo se deus sinal de vida... O barulho do telefone tocando nos despertou para realidade... Ela não atendi o mesmo... Nossos olhos voltaram a se encontrar e eu tive medo ao passo que me vi maravilhado com tudo aquilo... Ela se mostrou confusa... Completamente confusa. – Até a próxima sessão doutora Swan! Disse saindo em seguida deixando-a ali para digerir assim como eu tudo que acabara de acontecer no meio daquele violento beijo...
Flash Back Of
– Bella seja a doutora prepotente mais uma vez... Acorda meu amor e brigue comigo... Dizia beijando seu rosto... Como eu queria sentir seus lábios... O calor do seu corpo... – Por favor, baby... Pedia em suplica...
– Pa... Pare de ser pidão troglodita... Soltou do nada quase em sussurro a minha mulher e eu me vi maravilhado e de forma surpreendente abriu os olhos por uma fração de segundos os fechando em seguida... É claro que um sorriso idiota se instalou em meus lábios e eu acho que nunca mais iria sair dali...
– Bella... Disse com esforço maravilhado com o que via.
– Você é muito resmungão amor! Soltou abrindo os olhos novamente e virando a cabeça em minha direção lentamente.
– Deus... Obrigado! Afirmei convicto de um milagre... Rapidamente me aproximei ainda mais dela e toquei seus lábios com os meus. – Meu amor! Falei me distanciando para vê-la, admirar um pouco mais a minha linda mulher... Bella sorriu pra mim... Deus ela sorriu pra mim...
– Oi... Disse ainda sorrindo e no momento seguinte fez uma careta brincalhona.
– Oi minha doutora prepotente! Afirmei sem me importar com as lagrimas que caiam em meu rosto, minha Bella estava de volta!
POV Bella
Depois de um esforço extracorpóreo eu consegui reagir e embora as dores em meu corpo me maltratassem no momento eu me sentia vitoriosa ao final de uma maratona que segundo Carlisle havia durado vinte e dois dias, eu ainda respirava com certo incomodo, mas segundo meu sogro isso gradativamente passaria... Edward permanecia ali ao meu lado sorrindo como um bobo, o meu lindo bobo... Era bom vê-lo... Era bom estar acordada... E depois de ouvir o relato de Carlisle sobre o quadro que eu apresentava era bom saber que sobrevivi.
...
– Eu preciso urgentemente da sua irmã aqui! Afirmei e ele permanecia sorrindo.
– Alice... Pra que? Perguntou.
– Como pra que? Pra ela me ajudar a me refazer, ou pelo menos tentar me refazer, me arrumar... Quem sabe assim você para de me olhar com espanto... Eu sei que estou horrível Edward, mas você podia pelo menos disfarçar... Soltei forçando um bico no final e ele riu gostoso e parando de rir ficou sério.
– Deus pensei que fosse te perder... Pensei que seria realmente castigado pelo que fiz ficando sem o meu bem mais precioso... Dizia e eu puxei-o pela mão e ele se sentou a minha frente na beirada da cama.
– E por que você deveria ser castigado? Andou aprontando na minha ausência sargento? Questionei tentando manter o ar brincalhão, mas percebia a tensa na voz de Edward, sua angustia instalada no peito... Ele sorriu sem graça com a cabeça baixa.
– Ele fez isso com você pra se vingar de mim... E só fez isso porque eu como você mesma falou uma vez fui um ciumento mesquinho e...
– Edward... Não faz isso... Você não teve culpa... James provou com isso que realmente era um criminoso além de maluco... Dizia puxando um pouco mais sua mão e ele me olhou nos olhos. – Ele queria pegar a mim e as crianças, mas como ele mesmo disse não conseguiu e resolveu levar apenas eu... Um louco é isso que ele é... Ou era... Ele sobreviveu àquela loucura? Questionei.
– Não... E se tivesse sobrevivido eu o teria matado... Garanto! Vociferou.
– Ok... Ok sargento, vamos deixar a valentia de lado certo e nada de se sentir culpado... Agora me diz... Como estão meus pequenos? Ai eu estou com tanta saudade deles... Nate teve estar enorme... Dizia sorrindo em expectativa para rever meus amores, eu me sentia sonolenta ainda, lenta seria a palavra mais adequada, meu corpo parecia ainda não me obedecer, me sentia fraca realmente debilitada, eu sabia que teria um bom caminho pela frente até me reestabelecer novamente, minha cabeça doia, me sentia enjoada... Mas apesar de tantos sintomas desagradaveis eu estava feliz, radiante na verdade.
– Eles estão bem na medida do possível... Alice deve estar trazendo Mel a qualquer momento... Quando papai estava examinando você eu liguei pra ela e avisei e depois falei com seu pai... Logo estarão todos aqui com certeza... Mel anda tristonha sabe? Bem eu... Eu tenho feito o que posso, mas é claro não é o suficiente... Você fez falta baby... Uma falta enorme! Disse e a ultima palavra se quebrou revelando o choro do meu amor... Edward se atirou em meus braços e eu o recebi... Meu marido se mostrava como um menino assustado... Aquilo me deixava triste por ele.
– Amor... Eu estou bem... Está tudo bem agora... Dizia aninhando-o em meu peito e ele ali ficou alguns minutos.
– Amo você baby... Amo você... Dizia.
– Eu também te amo gostoso! Afirmei.
...
– Oi... Soltei assim que minha peraltinha entrou no quarto... Mel se aproximou de Edward e agarrando em sua perna ficou ali me olhando. – Ah eu não mereço nenhum beijo? Perguntei... Ela estava evidentemente ressabiada, também pudera Edward me contou que havia trazido-a aqui enquanto eu estava em coma... Ela com certeza ficou com aquela imagem em sua cabecinha... Era errado tê-la trazido, mas eu tinha uma pequena idéia de como Mel reagira nesses últimos dias. – Vem aqui, vem... Pedi levantando a mão e Edward pegando-a no colo a trouxe pra perto de mim sentando-a ao meu lado.
– Mamãezinha! Disse me olhando e tocando em meu rosto... Eu ainda estava debilitada, mas reuni todas as forças que tinha e agarrei aquela pessoinha que há tanto tempo partilhava a vida comigo, minha companheirazinha... Olhar Mel de perto me trouxe um calafrio amaldiçoado ao imaginar que James pudesse ter pegado ela ou Nathan... Eu não iria suportar... Preferia ter morrido a passar por isso... Mel se instalou em seu lugar favorito e eu me senti em casa com a sensação de ter sua respiração batendo em meu pescoço. – Você não vai dormir mais não é? Perguntou um tempo depois e eu ri acompanhada de Edward.
– Não gostosa, não vou... Vou apenas dormir como todo mundo a noite na hora certa e depois acordar no outro dia pela manhã! Afirmei explicando.
– Assim tudo bem! Disse sorrindo também e eu lhe dei um beijo.
...
– Eu acho que está ótimo! Disse Alice me olhando enquanto eu terminava de me vestir... Hoje eu iria sair daqui, não via a hora de dizer adeus aquele hospital e voltar para minha casa... Eu ainda estava me recuperando... Fazia as coisas um pouco mais lenta que o normal... Segundo meu sogro isso era natural tamanha a extensão do trauma que eu havia sofrido e meu organismo, principalmente meu cérebro, estava se adaptando, se reorganizando... Mas o que importava é que eu iria realmente voltar a minha vida ao lado dos meus queridos.
– Obrigado amiga! Declarei agradecendo a ajuda, Alice foi uma das que mais se mostrou emocionada ao me ver.
...
– Oi meu amorzinho! Disse pegando Nate no colo... Meu bebê abriu um lindo sorriso banguela...
– Mama... Soltou me deixando como sempre boba... O enchi de beijinhos ouvindo suas risadas.
– Que bom que se recuperou Bella! Disse Rose com Lian no colo, Edward e Alice me contaram que ela havia ajudado muito minha mãe e Esme a cuidar de meus filhos eu lhe era muito agradecida por isso.
– Obrigado pela ajuda extra com as crianças Rosalie! Declarei sorrindo e ela retribuiu.
– Não tem que agradecer... Eu queria apenas dizer uma coisa... Na verdade eu deveria ter dito isso há muito tempo... Eu gosto de você... Apesar de no inicio parecer estar do lado de Tanya... Dizia e aquele nome me era indigesto. – É que quando a conheci nós nos entendemos e eu achei que ela fosse uma pessoa legal, mas me enganei... Me desculpe se passei a impressão errada, somos da mesma família e eu quero que saiba que em mim pode encontrar uma amiga! Disse firme.
– Obrigado Rose... Digo o mesmo com relação à amizade! Afirmei. – Quanto ao resto vamos esquecer ok? Soltei piscando no final e ela sorriu mais uma vez.
(...)
Aos poucos a minha rotina foi voltando e o dia a dia se tornou o que era antes de tudo... As crianças e suas baguncinhas corriqueiras... Nate estava começando a andar e isso significava trabalho redobrado... Mel estava cada dia mais madura pra sua idade...
– Por que a do bico? Perguntei assim que a acomodei na cadeirinha ao lado de Nate no carro quando fui buscá-la na escola.
– O Tomy falou pro Dani que eu sou a namorada dele... E eu não sou namorada dele! Disse firme cruzando os braços com força.
– É isso aí! Soltou Edward empolgado sentado no banco do motorista... Lancei a ele um olhar reprovador. – O que? É verdade... O Tomy tem que se tocar ora essa! Falou.
– Shi! Disse com o dedo nos labios e os olhos quase fechados na direção dele.
– Mamãezinha... Será que o Dani num vai querer namorar com eu? Perguntou Mel na hora em que eu fechava a porta.
– O QUE? Soltou Edward em desespero e eu quis rir.
– Meu amor... Falei depois de olhar novamente pra Edward e deixar claro que era para ele ficar quieto em seguida me voltei pra Mel. – Se ele não quiser namorar com você é porque ele é um bobo, minha filha é a mais linda do mundo e veja só até o Tomy sabe disso...
– Bella... Soltou Edward de forma reprovatória.
– Mas... Gostosa... Você não acha que ainda é muito pequena pra pensar nisso? Perguntei e Mel pareceu pensar. – Olha vou apenas dizer uma coisa... Namorar dá um trabalho danado e os meninos na maioria das vezes são uns chatos... Disse olhando firme para Edward que abaixou a cabeça. – Então vamos fazer assim, você espera um pouco mais, mais alguns anos e aí pensa sobre isso, pode ser? Perguntei.
– Daqui uns trinta anos... Soltou Edward.
– Se disser mais alguma palavra vai dormir junto com o Boris hoje! Afirmei e ele se virou para o vidro ao seu lado.
– Mamãe... Eu acho que você tem razão... Os meninos são chatões às vezes... Eu não vou namorar agora não! Disse e eu sorri piscando para ela e em seguida entrei no carro.
– Anda Edward... Soltei azeda.
– Estou indo amorzinho! Disse ligando o carro.
...
– Eu achei que ele não fosse dormir hoje! Disse Edward me encontrando no corredor dos quartos depois de colocar Nate para dormir, nosso pequeno andava dormindo cada dia mais tarde... Sorri em constatação e caminhei em direção ao nosso quarto sendo seguida por Edward, enfim as crianças estavam dormindo e agora podíamos relaxar... – Baby... Disse manhoso tocando meu pescoço com os lábios ao passo que abraçava minha cintura.
– Uhm... Soltei quase gemendo ao sentir a mão de Edward em meu seio esquerdo apertando delicadamente o mesmo.
– Quero você... Declarou me virando pra ele e me abraçando no momento em que me beijava... As mãos em meu corpo alisando, analisando, mapeando cada centímetro me acendiam... O calor bem vindo entre minhas pernas me deixava mole... As roupas sendo jogas no chão... Os beijos seguidos, mordiscadas no pescoço... Edward tinha o poder de me incendiar... Logo estávamos em nossa cama, nus e em meio a um frenesi intenso e arrebatador, mão naquilo... Aquilo na mão... Oh homem gostoso! Quando meu amor me preencheu senti-me ser tele transportada para uma dimensão onde tudo se resumia ao prazer e a ele... Meu homem, meu amante...
– Ah sargento... Soltei provocando-o e ele mordendo os lábios intensificou o vai e vem.
– Minha doutora gostosa! Afirmava com a voz rouca... Meu baixo ventre enrijecendo anunciava que eu não aguentaria por mais tempo... Edward parecia estar na mesma situação e logo nossos corpos convulsionavam em uníssono diante do orgasmo que nos abatia...
– Amo você! Soltei quando nossos olhos se encontraram... Nossos corpos suados e extasiados relaxavam lentamente e permaneciamos nos olhando.
– Minha vida! Disse enquanto acariciava meu rosto... Ainda permaneciamos sendo um de forma fisica e eu não queria nunca que isso acabesse, amava ser dele, amava tê-lo dentro de mim... Essa conexão era de valor inestimavel!
...
POV Melany
A gente tava indo passear na praia... Eu, a mamãe, o papai, o Nate e o Boris... Tava um sol lindão.
– Mel vem colocar o boné... Disse a mamãe assim que a gente saiu do carro e o papai tava pegando o Boris na parte de trás do carro grande da mamãe.
– Deixa eu levar ele... Deixa? Pedi chegando perto do papai.
– Eu vou soltar ele assim que chegarmos na areia... Você não precisa levar! Disse ele pegando em minha mão e a mamãe tava com o Nate no colo e meu irmão tava igual eu de boné na cabeça e o papai também tava... Ah e a mamãe também, porque tava muito sol e assim a gente protegia a cabeça...
POV Bella
Eu olhava parte da minha família correndo junto com o nosso cachorro na areia da praia de Santa Monica perto do Píer enquanto o sol se despedia de nós... E em meu colo estava o integrante mais novo sorrindo como sempre, Nate era sorridente, sempre bem humorado. Se alguém me dissesse há alguns anos atrás que eu teria uma família completa... Que não seria apenas eu e Mel eu iria rir... Por dois motivos, primeiro porque Mel raramente deixava algum homem se aproximar de nós sempre se utilizando de seus critérios para achar o papai perfeito... E segundo que eu também no fundo não deixava ninguém se aproximar... Talvez pelo trauma de ter engravidado em um momento tão fora do contexto... Quando Edward entrou em nossas vidas... De inicio parecia um mar em tormenta, uma tempestade constante, mas com o tempo as coisas foram se encaixando e nos entendemos... Melany Swan Cullen... Era o motivo de estarmos ali agora, o motivo de sermos uma família... Fora por Mel que nos unimos, fora para fazer Mel que nos conhecemos, hoje eu entendia! O meu The Guadian entrou na minha vida tirando tudo do lugar, se instalando com seu jeito troglodita de ser e eu no fundo amava isso nele... Mas ao pensar em seu apelido eu percebia que na verdade o The Guardian de nossa história era Mel e não Edward... Sim, minha princesinha gostosa... Nos uniu e nos manteve juntos sob a sua guarda precisa e amorosa... Tudo aquilo, toda a minha felicidade... Toda a nossa felicidade era culpa dela, somente dela!
...
Nate se mostrou impaciente em meu colo e eu resolvi colocá-lo no chão... Ele já andava segurando nas coisas então ficar no colo era agora sempre uma tortura pra ele.
– Ok... Ok reclamão! Falei segurando em sua mãozinhas e ele seguia a minha frente indo em direção aos nossos amores... Edward me olhou sorrindo... Nate puxou sua mãozinha da minha e eu soltei só para vê-lo cair como das outras vezes que ele dava os passinhos em casa sem apoio, mas me surpreendendo Nate continuou a andar em direção ao pai e a irmã que agora também nos olhava.
– Nate! Gritou Mel sorrindo e Boris latiu... E eu emocionada via ali a minha família... Os meus queridos!
FIM
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n/a: Desmame* — O desmame ventilatório consiste em técnica da retirada gradual e progressiva do ventilador mecânico em pacientes portadores de insuficiência respiratória.
Encefalograma*– Eletroencefalograma é um tipo de exame realizado para verificar as condições do cérebro do indivíduo.
Notas finais
Em breve teremos mais, podem apostar... Minha mente já anda fervilhando de novas ideias e uma em especial está me dispertanto... Então uma nova Fic em breve surgirá... Se eu puder contar com a companhia de vocês será com certeza perfeito.
Mais uma vez valeu e até breve!
Bjos
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