The Guardian

14 Minha filha...


Notas iniciais
Obrigado aos reviews sissy, Lory Cullen, bellitasnv,
Eclipse She, lorenatbellon, emma_nuela, Carolpass, Brunaras Bella Cullen, Caly, Marcela, dcm, jamillesmoura, Ingrid Carvalho, Patricia Dias, CatyTS, Nanys Salvatore, Tamara Almeida, verinha, carlinhamaral, Erica, Isesantarem, Cris, LêhRobsten, Camila Cullen, Aleh, Sisters_love, Raskia,
laryssa, angel bad, Gilda, celeguedes, RoCullen, super batatinha, Lolitasss, Bany, brunareverte, Vibella e Sandy Beatriiz. Bjos!
Quero agradecer Caly pela linda recomendação dedicando a ela esse capítulo!
Desculpem a demora, mudança de residência é um caos na vida de qualqwuer um não acham?? rsrsrs
Mas vamos ao que interessa...

\"\"


Capítulo anterior — Ei... Não fica assim não gostosa... Veja agora é hora de dormir e amanhã vai chegar rapidinho aí vamos falar com ele...

– Mamãe... Você vai namorar ele né? Perguntou e eu me vi na linha de tiro.

– Mel... As coisas entre adultos não são tão simples assim...

– Principalmente quando fazemos questão de complicar...

– Mamãe... Soltei e ela se calou novamente...

Fazer Mel dormir foi um custo, mas só pra constar isso não é uma reclamação, pois por conta disso minha mãe não teve tempo de me encher o saco... É encher o saco e vou dizer dona Renée sabe muito bem fazer isso... Acordei cedo e me levantei com a intenção de preparar o café e adiantar as coisas antes de acordar Mel, mas é claro que ao chegar à cozinha dona Renée já se encontrava lá... Dei meia volta tentando me afastar da cozinha...

– Nem pense em sair antes de falar comigo... Soltou minha mãe e eu respirando fundo me virei pra ela.

– Bom dia! Falei.

– Bom dia! Disse colocando café em duas xícaras e se sentando na cadeira. – Vamos lá pode começar... È claro que ela queria detalhes, é claro que ela queria saber tudo sobre a paternidade de Mel...

– Eu descobri, ou melhor, me lembrei daquela noite a pouco tempo! Afirmei.

– Que bom não é? Enfim um mistério solucionado! Dizia um tanto altiva e aquilo me fazia sentir abaixo do chão... Ok... Ok... Eu não podia me deixar atingir assim, não depois de tantos anos... Mas era inevitável... Todas as vezes que o assunto surgia eu me sentia péssima, marcada, envergonhada...

Flash Back On

– Por Deus Isabella como assim não se lembra do nome ou do rosto? O que eu fiz pra merecer uma vergonha dessas? Dizia minha mãe andando de um lado a outro na sala desesperada com a noticia e eu... Eu me via desnorteada em busca de apoio...

Flash Back Of

– Pois é dona Renée, pode se sentir menos envergonhada agora! Declarei tomando um gole do café e tentando assim desentalar a minha garganta por conta da angustia que sentia.

– Se ele é o pai de Melany você tem a faca e o queijo na mão... É irmão de sua melhor amiga... Bella faça as coisas certas dessa vez minha filha... Não erre é o futuro de sua filha que está em jogo... Mel precisa de um pai e agora que sabemos quem é basta você e ele ficarem...

– Por favor, não conclua a frase... A senhora não sabe o que se passa então...

– É claro que não sei... Você trata a mim e ao seu pai como dois estranhos, não temos o direito de participar da sua vida ou da vida de Mel porque você não permite...

– Mamãe...

– Estou falando alguma inverdade? Questionou.

– Será que não faço isso pra evitar as acusações e reprovações constantes sobre minhas decisões mamãe? Retruquei.

– Ora large de melindres sabe muito bem que queremos apenas o seu bem e o de Mel! Declarou mais uma vez altiva.

– Vamos parar por aqui sim...

– Mas é claro que não... Você...

– Eu vou cuidar da minha vida e vou resolver as coisas ... Do meu jeito... Com o pai da Mel...

– Isabella...

– Mamãe, por favor, eu preciso... Dizia já me levantando da mesa. – Acordar a Mel do contrario ela vai se atrasar e não vamos mais tocar nesse assunto...

– Ele precisa assumir as responsabilidades dele...

– Eu não preciso dele, nunca precisei e vou permanecer não precisando... Sei cuidar muito bem da minha filha e até agora supri todas as suas necessidades! Afirmei me retirando da cozinha sem lhe dar chance de retrucar.

...

– Mas eu achei que a gente fosse ver o papai Edward! Soltou decepcionada e o fato de chamar Edward de papai não me passou despercebido... Aquilo me preocupava e muito... E se ele não aceitasse bem a idéia, se não quisesse essa responsabilidade? Ver Mel ser rejeitada seria demais pra mim... Meus pensamentos foram quebrados pelo barulho do interfone, permaneci arrumando Mel e minutos depois minha mãe apareceu no quarto...

– Chegou uma entrega pra você! Disse e eu estranhei... A entrega se tratava de um imenso buque de flores... James e seus galanteios me deixavam sempre surpresa...

– Que flor feia! Disse Mel e eu lhe lancei um olhar de desaprovação.

– Não são feias não senhora! Declarei lhe mostrando a língua.

– Nossa que exagero... Isso deve ter custado uma fortuna! Afirmou minha mãe colocando as flores no vaso.

– Pois é... Ele realmente é um galanteador! Afirmei.

Que seu dia seja de paz e se possível alegre o meu almoçando comigo!

Carinhosamente James Gigandet

– Se eu não vou ver o papai Edward agora eu posso então ligar pra ele pelo menos? Por favor... Por favor... Perguntou Mel tirando a minha atenção do cartão.

– O seu pai deve estar indo para o trabalho agora... Nós vamos fazer assim... Onde está o cartão com o telefone dele? Perguntei e Mel me olhou com cara de quem não queria dar. – Melany você não vai ligar, quem irá ligar para ele sou eu e isso não está em discussão! Afirmei.

– Mas ele é MEU papai...

– E eu sou SUA mãe! Afirmei e ela batendo o pé foi em direção ao quarto. – Eu não quero ouvir nada! Afirmei me antecipando a minha mãe que já se preparava pra se pronunciar...

– Ta aqui mamãe! Disse Mel ainda emburrada me entregando o cartão.

– Ótimo... Eu vou ligar para o seu pai e você irá vê-lo em breve! Afirmei.

– Breve quando? Questionou e eu me vi mais uma vez sem saber o que dizer... Eu precisava falar com Edward, era necessário, premente que eu resolvesse isso o quando antes.

...

Daydreamer — Adele

POV Edward

– Não me olhe assim... Eu... Eu não sei o que pensar ok? Soltei para Boris que se encontrava sentado a minha frente com ar questionador... Sim meu cão é questionador e adora me dizer verdades... Ok... Ok... Me chame de maluco, mas as decisões mais importantes da minha vida depois que Boris nela entrou só foram tomas após nossas conversas... Meu amigo suspirou alto e deitando no chão acomodou sua cabeça em cima das patas... Eu estava confuso, angustiado por sei lá o que e incomodado com o fato de estar me envolvendo com uma mulher que queria me ver pelas costas a me ter ao seu lado... De forma mecânica me arrumei para o trabalho... Hoje seria meu primeiro dia nas rondas e ao lembrar daquilo mais uma vez me veio à lembrança da reação do Volture... Existia algo ali... Algo estranho... Algo suspeito...

– É estranho não ter você nos resgates... Dizia Emmett... Bem depois de toda a confusão com Isabella, eu fui obrigado a passar com um novo psicólogo e infelizmente fora necessário admitir que eu estava sim passando por uma situação um tanto traumática oriunda daquele resgate fatídico onde a pequena Leah morreu e sim eu estava somatizando as coisas e por conta disso meus pesadelos, embora possuíssem o cenário daquele triste final de tarde traziam outras vitimas além de Leah, ora era Thomas e ora era Mel. Por conta disse era duro ter que admitir, mas infelizmente eu não estava em condições de executar resgates em alto mar pelo menos por enquanto e isso confesso estava me deixando ainda mais tenso que o normal... Meu psicólogo me fez pensar porque Mel? Thomas era algo aceitável por conta de minha proximidade com ele, mas com Mel... Uma garotinha que eu conhecia a tão pouco tempo... Por que... Por que ela aparecia em meus sonhos? Por que eu sentia um necessidade tão intensa de estar perto dela? De cuidar dela? Por que tanto amor por uma menininha que não possuía nenhum laço... E o fato de descobrir que ela era filha de Isabella só me deixou ainda mais intrigado, ainda mais instigado também... Confuso... Palavra que me definia bem no momento!

– Você costuma fazer esse tipo de ronda há muito tempo soldado Garcia? Perguntei ao piloto da embarcação em que me encontrava enquanto vistoriávamos o perímetro.

– Há cinco anos sargento! Afirmou sério... Já estávamos na ronda a boas duas horas e dentro de mais uma hora outra equipe iria nos render e eu retornaria a base para quem sabe pelo menos acompanhar minha equipe em um resgate.

– Gosta das rondas? Questionei.

– Sim... É um trabalho tranqüilo, na sua maioria precisamos apenas controlar alguns banhistas abusados ou pilotos com pouca experiência... Eu... Eu só não gosto do turno da noite! Afirmou inseguro.

– Não tem hábitos noturnos Garcia? Questionei brincando e ele permaneceu sério.

– Eu não gosto de partilhar de nada fora do contexto senhor! Disse baixo e eu estranhei a resposta.

– Fora do contexto? Soltei e ele ficou calado. – Garcia se existe algo errado é seu dever comunicar seus superiores! Afirmei direto e ele respirou fundo.

– Eu fazia as rondas noturnas duas vezes na semana e... E na ultima vez... Bem aconteceu algo estranho e eu achei por bem pedir minha transferência para o turno diurno apenas e como o capitão me conhece desde os tempos de recruta aceitou meu pedido... Explicava e eu sentia que ele queria fugir do assunto.

– Entendo Garcia... Só quero que saiba que pode confiar em mim... Se algo estranho aconteceu e está te incomodando compartilhe, garanto que serei prudente mantendo a informação em sigilo! Declarei e ele permaneceu em silencio.

...

– Sargento... Chamou-me Garcia assim que atracamos e antes que eu descesse da embarcação esperei que ele se aproximasse. – Nada de grave aconteceu, eu acho... É que o sargento Volture em minha ultima ronda noturna permitiu que uma embarcação de médio porte atracasse próximo ao pier 21 sem autorização devida e... Bem... Ele nem ao menos pediu documentação... Eu... Eu não me senti a vontade com a situação, ainda mais porque os homens eram estranhos e tenho a certeza estrangeiros... Me desculpe pode ser preconceito meu, mas eu achei por bem me afastar já que o sargento Volture é quem está comandando as rondas noturnas! Soltou e eu achei aquilo ainda mais estranho. – Veja sargento sou de descendência mexicana, mas sou americano nascido e criado aqui... Não tenho como falei preconceito com estrangeiros, mas aqueles em particular eram sim muito suspeitos... Soltou.

– Entendi Garcia... Fique tranqüilo, como falei sua informação será por mim guardada! Afirmei e logo em seguida nos despedimos... Minhas suspeitas não eram infundadas, não mesmo e eu iria apurar aquilo, ah se iria... Meu retorno a base se deu na hora do almoço, e eu estava com fome e com certeza não teria companhia para o almoço haja vista que Emmett e meus colegas de equipe já haviam saído... Resolvi então me dar um presente e ir a um dos restaurantes que mais gostava em Santa Monica... Hillstone* com uma cozinha variada e um serviço de primeira, a tempos não comia lá e hoje seria o dia perfeito, comer bem para desestressar e pensar em meu próximo passo com respeito ao Volture e com respeito a Isabella... Com o adiantado da hora o restaurante já não estava tão lotado, me acomodei nas primeiras mesas no grande salão e almocei com calma... Ao sair da mesa, após pagar a conta, me encaminhei para a saída...

– Não seja exagerado, nós nem demoramos tanto assim desde a ultima conversa... Ouvi a voz e de imediato me virei e sim era quem eu imaginava... Isabella e estava acompanhada do mesmo homem do baile, quando ela me viu se mostrou tensa de imediato.

– Boa tarde! Soltei formal. – Como vai Isabella? Disse ainda formal.

– Muito bem sargento e o senhor? Perguntou se mantendo distante e o homem permanecia ao seu lado.

– Vou muito bem... Veja que feliz coincidência não é? Soltei sorrindo, mas na verdade a minha vontade era esmurrar aquele ser que estava ao seu lado pelo simples fato de estar com a mão em seu ombro de forma um tanto intima demais.

– Ah sim... James esse é o sargento Cullen irmão de uma amiga minha! Soltou.

– Muito prazer sargento! Disse o homem levantando a mão e eu obrigado fiz o mesmo apertando sua mão com certa força, fato que não lhe passou despercebido.

– Como vai? Devolvi sério.

– Foi bom ter lhe encontrado sargento, gostaria de lhe falar... Será que poderíamos marcar um horário? Questionou Isabella me surpreendendo.

– Claro... A hora que desejar! Soltei decidido, pois essa seria a minha oportunidade. – Pode ser agora se quiser? Soltei.

– Agora não é possível, eu ligarei para o senhor mais tarde! Afirmou. – Até logo sargento! Disse e aquilo me incomodou, pois no mesmo instante o tal James abraçou a cintura dela e meu sangue ferveu com a cena.

– Eu levo você até o seu consultório! Declarei.

– Não é necessário estou de carro! Afirmou passando por mim e o homem quase esbarra em mim.

– Eu a levo ate é o carro! Soltei me virando para ambos e Isabella se voltou fazendo o tal James parar e também se virar em minha direção.

– Não é necessário, James irá me acompanhar! Declarou séria.

– Façamos assim... Vamos deixar o senhor... Disse me voltando para o homem e ele percebendo minha indagação muda...

– Gigandet! Soltou agora também sério.

– Ótimo... Vamos deixar o senhor Gigandet seguir seu caminho e eu a levo até o carro e no percurso combinamos nossa conversa! Soltei dando um passo em sua direção... Confesso que me estado de nervos era tanto que eu só conseguia pensar em retirar o braço do homem da cintura dela... Isabella se mostrou contrariada e por um instante pensei que fosse se negar ou retrucar, mas parece que por segundos pensou sabiamente e se voltando para o homem ao seu lado.

– James querido... Aquilo foi como fel na minha boca. – Vamos fazer assim, mais tarde eu ligo para você pode ser? Soltou delicada pegando na mão do maldito. – Eu realmente tenho um assunto importante a tratar com o sargento Cullen e se você não se importar ele vai me acompanhar até o carro... Soltou sorrindo e o tal James sorriu igual idiota de volta.

– Claro Bella... Sem problemas... Eu ficarei esperando sua ligação mais tarde! Disse se aproximando ainda mais dela... E eu juro juro que se ele a beijasse eu não iria responder por mim e no mesmo instante eu pigarreei trazendo os dois de volta e Isabella é claro fechou a cara para mim, mas no segundo seguinte sorriu para o homem... Que cruel diferença de tratamento não é mesmo Edward? O homem foi para a direção oposta e eu acompanhei Isabella... Ela andava a passos rápidos batendo o salto no concreto da calçada ao passo que rebolava aqueles quadris escondidos pela saiu justa que delineava o seu lindo e empinado bumbum... Céus eu era um homem morto, morto pelos encantos daquele psicóloga prepotente.

– Edward.... Edward Cullen! Soltou quem eu menos queria ver na vida... A ruiva vinha em minha direção sorrindo com todos os dentes a mostra. – Nossa a quanto tempo... Você sumiu! Disse beijando a minha bochecha e Isabella parou se virando e nos encarando com os braços cruzados.

– Como vai Vitória? Soltei sem graça... Eu havia conhecido aquela maluca em uma danceteria e nós ficamos, bem ela me agarrou e eu deixei rolar, mas ela era pegajosa e eu despistei depois de receber ligações e mais ligações dela.

– Que bom te ver... Achei que tivesse indo embora de Santa Monica... Mas agora que nos reencontramos podemos marcar algo o que acha? Vamos sair pra dançar como da primeira vez? Soltou sorridente com o braço em meu ombro e Isabella permanecia nos vendo e a doida nem se incomodava.

– Veja Vitória eu... Bem eu... Olhei para Isabella e ela bufou revoltada, merda... Mais uma vez meus planos estavam indo por água abaixo. – Eu... Veja... Está é Isabella... Minha... Minha namorada! Soltei e Isabella arregalou os olhos no mesmo momento que Vitoria se mostrou totalmente decepcionada.

– Namorada? Soltou triste se voltando para Isabella e eu juntando as mãos pedi em suplica muda que ela confirmasse.

– Como vai Vitória não é? Soltou séria. – Vejo que você e Edward tem muito a conversar... Sendo assim eu vou indo... e...

– NÃO! Soltei alto. – Me desculpe Vitória, mas estamos com pressa... Quem sabe eu um outro momento conversamos com mais calma! Afirmei apertando sua mão a ela sem entender nada ficou apenas olhando enquanto eu seguia a passos rápidos Isabella que voltou a caminhar também rápido e logo se aproximou de um Prius vermelho. – Pronto sargento, já me acompanhou! Afirmou se virando para mim ainda séria. – Você não precisava ter me acompanhado, deveria ter conversado melhor com sua... Amiga! Soltou sarcástica, mas eu não liguei... Merda aquela maluca tinha que aparecer justo agora?

– O que você tem com ele? Questionei sério e direto.

– O que James e eu temos não é da sua conta... Disse e respirou fundo fechando os olhos com força. – Olha Edward... Edward... Estamos evoluindo, mas você não me engana. – Precisamos conversar algo sério e...

– Estão namorando? Questionei e ela me olhou muda. – Estão ficando então? Soltei.

– Eu... Não é da sua conta! Afirmou.

– Para quem tem uma filha pequena eu acho que você deveria pensar melhor com quem sai e nos relacionamentos que inicia... Quer dizer é...

– Você não tem moral pra falar dos meus relacionamentos e... E quanto a Mel...

– Você tem que se dar ao respeito do contrario vão pensar errado de você e se aproveitar da...

– Eu não sou igual a você que sai se esfregando em qualquer uma e...

– Você é qualquer uma? Questionei e ela arregalou os olhos.

– Não me compare às mulheres com quem você deve andar... Seu... Seu... Eu dei um passo à frente e ela em desespero dei um passo atrás com violência em direção ao seu carro fazendo até barulho. – Não chega perto de mim! Soltou respirando acelerado.

– Mel merece respeito e você tem por obrigação respeitá-la começando com o escolher melhor com quem anda e talvez esse tal Gigandet não seja uma boa opção... Pinta de playboy... Bancando o bom moço, mas na verdade deve estar apenas interessado em te levar pra cama e...

– Ele não é safado como você Cullen, não compare James a você... Ele é um cavalheiro e...

– Conversa! Vociferei irritado e respirando fundo me segurei. — Será que você não percebe que eu...

– Que você é um sem vergonha que me faz passar vergonha... É isso que você é!

– Não...

– Olha Cullen eu vou ser obrigada a conversar com você... E disso eu não posso fugir... Por Mel e... Por respeito a sua família, mas não vou admitir... Não vou ouviu bem... Não vou admitir que você interfira na minha vida, nos meus relacionamentos... Ora... Onde já se viu... Dei mais um passo a frente... Aquela mulher irritada era ainda mais convidativa. – Parado aí... Viu? Está vendo o que eu estou falando... Você é igual a um cachorro atrás de uma cadela... Não tem limites e... PARA! Soltou alto e eu voltei meus olhos para seu rosto que se mostrava transtornado. – Eu não vou agüentar isso... Não vou...

– Isabella... Bella...

– Não me chame de Bella... Você não merece me chamar de Bella... Deus como eu pude...

– Será que um dia você vai me ouvir... Vai me deixar falar...

– Falar o que? Vai me contar a quantidade de mulheres que pegou no mês? Ou vai confessar que naquela noite além de mim tiveram outras...

– Que droga você não me ouve, não me dá chance...

– Nem preciso não é? As cenas que presencio e ouço serem descritas dizem por si só... Você é um mulherengo e...

– Não... Eu não sou mulherengo... Você não deixa...

– Para de mentir... Deus... Soltou escondendo o rosto com as mãos... – Por que... Por que tinha que ser ele... Por que? Soltou olhando pro céu.

– Eu não sou assim... Se você me der a chance de...

– Como eu pude ser tão irresponsável? Como pude dar a Mel... Isso? Soltou olhando em meus olhos e eu fiquei confuso e no mesmo instante algo passou por mim como um furacão... Mas não. Não era possível...

– O que tem a Mel? Perguntei inseguro e ela abaixando os olhos ficou calada.

– Eu estive com ela ontem e conheci sua mãe...

– Eu sei! Soltou baixo quase choroso.

– O que tem a Mel? Perguntei mais uma vez... Minha mente rodava com possibilidades e cálculos absurdos... Aquela festa... Mel... Não... – Isabella? Chamei e ela.

– Você não a merece! Declarou com revolta na voz e eu tive ali a confirmação... De forma ofensiva é verdade, mas era uma confirmação. – Melany é sua filha Cullen! Declarou a contra gosto e aquilo me doeu.

– Minha filha... Falei... E de repente tudo aquilo se tornou um turbilhão em meu interior, mas o que cresceu em mim foi a revolta... Ela estava me desmerecendo e aquilo me deixou irado... Muito irado...

– Você não merece ter Mel como sua filha... Não...

– Ela é minha filha e eu fico sabendo só agora? E você ainda...

– Você não a merece... Você foi um... Um safado e não a merece...

– Da mesma forma que eu fui safado você também foi... Quem me garante que eu fui o único aquela noite? Você estava tão bêbada quanto eu e... E talvez Mel não seja minha filha...

– É... Quem te garante? Perguntou. – É muito provável que eu tenha estado com outro não é mesmo? É com certeza... Sabe de uma coisa Mel não é sua filha... Nunca foi... Mel é minha, única e exclusivamente minha filha! Soltou uma oitava acima... E no mesmo instante eu me dei conta da merda que tinha falado... Mel era minha filha... Aquela garotinha linda, meiga e completamente serelepe era minha filha... Mel era minha filha com Isabella e eu havia acabado de soltar ofensas a mãe da minha filha dizendo que duvidava do que ela estava dizendo...

– NÃO... Por Deus esquece tudo o que eu disse! Falei ao passo que Isabella abria a porta do carro, me aproximei e segurei em seu cotovelo.

– ME SOLTA! Gritou.

– Me desculpa... Falei besteira... Me desculpa! Soltei e Isabella se voltou pra mim com os olhos cheios de lagrimas e aquilo me matou um pouco mais, eu havia ferrado com tudo mais uma vez...

n/a: Hillstone* restaurante que fica na 202 Wilshire Blvd, Santa Mônica — Califórnia

_____________________________________________________________

Spoiler:

– Você é meu papai? Soltou Mel sorrindo segundos depois de eu adentrar aquele quarto... Ela estava sentada em sua cama de pijamas e segurando um ursinho entre os braços.

– Eu sou gatinha! Afirmei feliz e ela se colou em pé na cama... Sua mãe estava parada na porta do quarto nos olhando.

– Oi papai Edward! Soltou ainda sorrindo e aquilo me emocionou de um jeito que eu... Não sei... Nunca senti algo tão intenso.

– Oi minha princesinha! Afirmei agarrando-a em meus braços com força e ela riu de encontro ao meu peito.


Notas finais
Quanto tapamos nossos ouvidos com o orgulho ferido perdemos na maioria das vezes a razão... Bella não deixa Edward falar e Edward se vê tão distante da mulher que mexe com ele que suas atitudes são impensadas e no meio disso temos um garotinha perdida, contudo feliz... É a Mel está muito feliz!!
Me digam, por favor, o que acharam sim??? Quero tanto saber, vou ficar aqui na espera.
Bjos e até o próximo capítulo que prometo será breve, muito breve!