The Gregory's
3 Capítulo 3 - Turistas
Na manhã seguinte, Dafne acorda um pouco atordoada e com uma dor no pescoço, ela olha para todos os lados e estranha se ver trancada no porão da casa de sua amiga Isabella sendo que a ultima coisa que ela se lembra da noite passada, era que ela não conseguiu chegar a tempo na casa de Isabella e acabou se transformando no meio da rua.
–Até que enfim acordou dorminhoca.-diz Isabella, abrindo a porta do porão e entrando segurando uma mochilinha.
Dafne se assustou quando a amiga entrou, pois ela estava tão concentrada em tentar descobrir como é que ela veio parar aqui. Ela olha para a amiga se aproximando, mas continua quieta.
–Antes que pergunte, o seu amado carro está bem e já é tarde, é melhor você se vestir e subir pra cozinha pra comer alguma coisa e ir para o bar, os clientes estão esperando.-diz Isabella, se agachando na frente da amiga e colocando a mochila do lado da amiga, parecendo estar animada.
–Isa, como eu vim parar aqui?-pergunta Dafne, sendo direta e encarando a amiga.
–Eu te trouxe pra cá, mais que pergunta.-responde Isabella, com tranquilidade.-Se vista logo, você precisa trabalhar e eu também. Aliás, a alcatra que te dei, caiu bem?-pergunta ela, curiosa.
–Sim...-responde Dafne, com incerteza e encarando a amiga.
–Que bom, nas próximas luas cheias eu te dou mais.-Isabella sorri e se levantando.-Vou pra cozinha fazer alguma coisa pra você comer, se veste e sobe logo, hein.-diz ela, saindo do porão.
Dafne estava estranhando o comportamento de Isabella sem contar que ela conhecia a amiga que tinha, ela é uma péssima mentirosa. Enfim, a loira se veste com uma blusa xadrez vermelha e branca, com um shorts curto e sua de cano baixo, bege com um salto “quadrado” e comprido.
Assim, ela sai do porão e logo vai para o banheiro, tira as roupas novamente e toma um banho. Depois disso, ela se veste novamente, seca o cabelo e escova os dentes. Em seguida ela vai para a cozinha e se senta em uma cadeira, apoiando seus braços em cima da mesa e observando Isabella fazendo um café da manhã bem reforçado para ela, com panquecas, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, ovos mexidos com pão francês e um copo de leite com toddy.
–Prontinho, bom apetite.-diz Isabella, sorrindo, colocando a bandeja sobre a mesa na frente de sua amiga. Em seguida, ela vai até a geladeira e tira uma bolsa de sangue, o fura com um canudo e começa a beber.
Dafne tomou seu café da manhã em silencia e ao terminar, ela pega as chaves de seu carro e vai para o seu bar trabalhar.
Isabella pega sua roupa de enfermeira, coloca na bolsa e logo vai para o Hospital onde trabalha. Quando ela entrou no Hospital, ela avistou uma mulher loira de cabelo preso em rabo de cavalo e a franja solta, que usava blusa social daquelas que são um pouco transparentes branca, com uma regata branca por baixo e uma saia social um pouco rodada até o joelho preta e um salto alto finíssimo com a sola vermelha com o policial Mike Potter ao lado falando com Aidan, o novo enfermeira que ela mesmo o empregara. Curiosa, ela usa audição sobrenatural para conseguir ouvir do que eles estavam falando.
–Os corpos foram levados para o legista fazer a autópsia em cada um dos corpos.-explicava Aidan.
–Ok, quando os resultados estiverem prontos, por favor...-a moça loira tirara algo da carteira.-...me ligue na mesma hora.
–Ok, agente Charlotte.-concorda Aidan, soltando um sorriso
Em seguida, a agente Charlotte e Mike se virão para ir para o estacionamento do hospital que era logo a frente do hospital. Isabella vai para o corredor a direita, para eles não há verem mas ela continua escutando eles falarem.
–Se a senhorita quiser, eu mesmo posso resolver esse caso.-diz Mike.
–Você? Um policial medíocre local que não dá conta de manter a cidade em segurança de psicopatas que estraçalham pessoas, desaparecem com os corações delas e até dessecam elas, deixando-as sem sangue algum? Não, muito obrigada, eu e minha equipe cuidaremos disso.-diz a loira que fica de frente para o policial Mike e fala com ele seriamente e quando acaba de falar, dá um sorrisinho e sai do hospital.
Isabella espera Mike sair também e então, corre até Aidan que estava na recepção.
–Hey!-ela o chama, quando já está ao lado dele.
–Hey, Isabella!-diz ele, ao olha-la logo ao seu lado.
–O que aconteceu? Eu vi o policial e uma agente...-diz ela, mas Aidan logo a interrompe.
–A agente encontrou onze corpos na floresta, todos estraçalhados e arranhados, e com um buraco no peito, estavam bem feios.-explica Aidan e a morena se congela.-Você tá bem?-pergunta ele.
–To, to sim.-Isabella sorri.-Eu vou me uniformizar e já começo a trabalhar.-diz ela, passando por ele e indo pra sala dos funcionários em quanto Aidan a observa.
O mais estanho era que essa agente federal Charlotte, tinha o formato do rosto, os olhos e bocas que Isabella continha. Se ela fosse morena, de olhos castanhos, elas seriam identicamente iguaizinhas, sem nenhum erro. Mas a agente possuía lindos olhos azuis claros, que combinara com sua pele e se destacava entre a maquiagem escura, tinha cabelos loiros platinado com algumas mechas douradas, sua pele era pálida e seu corpo, em comparação com o da morena, é bem mais... “cheio”, ela tem mais massa muscular e mais curvas.
Dafne estava em seu bar, servindo seus clientes normalmente mas ela ainda estava desconfiada e perguntando a si mesma: “o que será que Isabella não está me contando?”. Porém, ela estava se sentindo satisfeita, como se a noite passada não tivesse sido ruim e sim, muito boa, mas ela não sabia se isso era ruim ou não. Então, ela continuou trabalhando normalmente.
Ela então, entra na cozinha com seu caderninho.
–Maria, uma porção de batata frita grande.-pedi a loira.
–Pode deixa.-responde Maria, uma mulher baixinha, negra e bonita.
Dafne volta para o balcão, para atender os demais clientes, mas ela congela ao ver quem entrara pela porta. Era Dean Hawkins e seu melhor amigo Sam Campbell , Dean possuía cabelos castanhos claros e lindos olhos verdes esmeralda, um cara alto, forte, sem exagero. James é mais alto, mais forte, com cabelos castanhos do de seu amigo e olhos castanhos. Dean estava vestido como o de costume, uma camisa simples e velha preta, sua velha jaqueta de couro marrom, sua calça jeans também velha com poucos rasgados e uma bota masculina preta. Dean como sempre quase um caipira americano. Já seu amigo James, vestia calça jeans, camiseta gola V branca, camisa xadrez branca e preta e calçava um simples all star preto e branco.
Enfim, Dafne tenta se esconder através de seus cabelos para ele não conseguir vê-la, eles se sentam em uma mesa bem afastada dos outros clientes e ela entra pra cozinha correndo.
–Maria, vai lá pra fora atender os dois clientes que estão na mesa oito que acabaram de chegar, que eu fico aqui na cozinha.-diz ela, um pouco apressada.
–Não, você vai acabar deixando as batatas queimarem, porque você mesma não vai atende-los, é algum ex psicopata?-pergunta Maria, desconfiada.
–Sim...-diz ela, olhando para a cozinheira que acaba a encarando para ela falar a verdade.-...não mas...-ela respira fundo e abre os olhos.-...ok, eu vou.-diz ela, determinada saindo da cozinha e indo direto á mesa dos garotos.
Ao se aproximar, ela para ao lado deles, coloca um simples sorriso no rosto e os olham.
–Olá, o que vão pedirem?-pergunta ela.
–Eu vou...-começa a dizer Dean, até que ele olha diretamente para a cara de Dafne.-...eu vou querer um x-tudo com uma porção de batatas tamanho médio, por favor...-diz ele, tentando não gaguejar mas acaba não obtendo sucesso.
–Anotado, e você, o que vai querer?-pergunta Dafne, agora olhando para James.
–Uma cerveja.-diz James, abrindo seu notebook.
–Vai querer alguma bebida?-pergunta ela, voltando a olhar para Dean.
–Whisky, Johnny Walker de preferência e duas doses de tequila.-pede Dean, arqueando as sobrancelhas, com um sorriso de lado.
–Pode deixar.-diz ela sorrindo que ao logo que vira as costas para eles, ela fecha a cara e bufa nervosa, caminhando até a cozinha.
Dean olha para o amigo com os olhos arregalados e espantado.
–Quem é ela? Você a conhece?-pergunta James, confuso.
–É, acho, pelo menos é o que parece.-responde Dean, confuso e também um pouco nervoso.
–E quem é ela, afinal?-pergunta James, encarando o amigo.
–Minha primeira amiga, primeira garota que eu...-diz Dean, mas ele hesita em terminar a frase mas seu amigo logo adivinha.
–Que você se apaixonou?-pergunta ele, boquiaberto.
–Namorei e tive minha primeira vez, se é que você me entende.-responde Dean, em voz baixa.
Ao ouvir o que seu amigo acaba de dizer, James gargalha alto.
–Sério?-pergunta ele, tentando parar de rir e não acreditando.
–É, agora cala a boca.-diz Dean, se encostando na cadeira, tentando abafar o assunto.
–E quando foi isso?-pergunta James, curioso, cruzando os braços e logo, Dean o encara.
–Ah, cuida da sua vida, viemos pra cá á serviço e não bater papo sobre meu passado.-diz Dean, sério.
Dean fica quieto quando vê Dafne voltando para a mesa, trazendo apenas as bebidas de cada um deles. Ao chegar na mesa deles, ela coloca o a garrafa de cerveja e um copo de chopp perto de James e depois, coloca o copo de whisky com dois gelos e logo o enche de Johnny Walker, em seguida coloca os dois copos de tequila e as enche.
–Valeu.-diz James, com um sorriso simples.
–Nada.-Dafne sorri para James e olha para Dean.-Já já trago seu pedido.
–Ok.-diz ele, olhando para a loira, tomando um gole do Whisky.
E então, Dafne volta para a cozinha.
–“Nesta manhã, foram encontrados onze corpos estraçalhados na floresta. Ainda não se sabe o que exatamente aconteceu, mas os corpos foram levados para o Hospital da cidade para serem examinados. Porém, a policial e o FBI já estão investigando.”-dita James, que lê isso no jornal que havia comprado na banca de jornal da cidade, antes de ir ao bar.-Esse é o nosso trabalho.-diz ele, encarando o amigo.
–Interessante.-diz Dean, bebendo uma dose da tequila.-Depois que eu encher o bucho, vamos ao hospital.-sorri ele.
Numa enorme casa antiga, estava Daniel e Mike jogando sinuca no meio da sala da casa, conversando e cada um, bebia uma garrafa de whisky.
–Aquela agente, só porque é a gostosa do pedaço acha que vai falar daquele jeito comigo mas vou cala-la, daquele jeito.-diz Mike sorrindo maliciosamente, observando a jogada em que seu amigo estava prestes a fazer.
–Esse é o meu garoto.-diz Daniel, ao fazer a jogada e derrubar duas bolas, com um sorriso de orgulho de seu amigo.-Mas descreva como ela é, to doido pra conhece-la.-ele arquea as sobrancelhas com segundas intenções.
–Loira de olhos azuis, tem um corpo sobrenatural mas eu entranhei uma coisa nela.-diz Mike com um olhar desconfiado.
–O que?-pergunta Daniel, curioso.
–O rosto dela, é muito parecido com o da Isabella. Se ela fosse morena de olhos castanhos, elas seriam iguaizinhas, tipo irmãs gêmeas.-explica Mike.
Nesse momento, Daniel joga o taco de sinuca na mesa do jogo e encara seu amigo, sério e um pouco surpreso.
–Qual é o nome dela?-pergunta ele, sendo direto.
–Alice Charlotte.-diz Mike, estranhando a reação do amigo.
Daniel então, pega sua jaqueta que estava no sofá da sala e rapidamente, as chaves de seu Mustang que estavam na mesa da cozinha.
–Cuida bem da casa, não tenho hora pra chegar.-diz ele, apressado e logo saindo pela a porta de entrada da casa.
–Ok então.-diz Mike, estranhando essa atitude.
No hospital, Isabella estava um pouco nervosa com a história de alguém ter encontrado os corpos que a loba de Dafne estraçalhou, tanto é que estava até rezando para que essa agente Charlotte não seja nenhuma caçadora disfarçada porque aliás, Dafne é a única lobisomem na cidade. Ela estava medicando os pacientes que estavam internados no hospital, até que ela passa pela sala de autópsia e vê pela janelinha, dois caras de terno e gravata falando com o legista, só podia ser os caras da equipe daquela agente e isso, a deixou ainda mais nervosa. De repente, ela sente alguém pegando em seu ombro e acaba se assustando.
–Hey! Sou eu, a Jane.-diz a ruiva de olhos verdes e branquela, tranquilizando Isabella e ao mesmo tempo estranhando esse comportamento.-Ta assustada por que? Anda devendo muito?-pergunta ela, zombando a morena.
–Ah, não eu só me assustei porque você me pegou desprevenida.-Isabella explica.
–Ah, desculpa.-pede Jane.-Mas então, o que está "curiando"?-pergunta ela, curiosa.
–Não é que eu soube que houve mais mortes na cidade, estava querendo saber o que exatamente aconteceu.-argumenta a morena.
–Ah, parece que há um psicopata na cidade, matando pessoas, estraçalhando elas e até mesmo o coração delas, coisa de mal amado.-diz a ruiva em voz baixa e puxando a morena pelo corredor,-Então, vê se toma cuidado ao andar sozinha a noite.
–Ah, entendi. A cidade está começando a ficar perigosa.-diz a morena.
–Carter Falls nunca foi uma cidade perfeita, tem anos que tudo é um mar de rosas, mas tem outros que acabam se tornando um mar de sangue.-explica Jane, sendo sábia.
–Hum... Sabia que as vezes você parece uma velha de 80 anos?-diz Isabella, encarando a ruiva.
–Nossa, por que?-pergunta a ruiva, rindo.
–Porque as vezes você fala como se fosse uma vovó sábia.-diz a morena, rindo.
Nessa hora, Aidan passa pelas duas com suas próprias roupas e uma mochila no ombro, mas logo se vira para elas.
–Nossa, já vai?-pergunta Isabella.
–Sim, a Jane me liberou mais cedo.-explica Aidan.
–Já que te liberei mais cedo, vou trabalhar dobrado, vou-me indo, até mais.-diz Jane, se afastando deles.
–É, eu também tenho que voltar ao trabalho.-comenta isabella.
–Hey, vai fazer alguma coisa essa noite?-pergunta Aidan.
–É... Pelo que eu saiba, nada, por que?-pergunta ela, curiosa.
–O que acha de sairmos hoje, pra comer, conversar coisas que não tenha haver com mortos, remédios, horários, coisas que não sejam do trabalho.-diz ele, rindo no final.
–Ah, entendi.-ela também ri.-É uma boa ideia.-concorda ela.
–Como sou novo na cidade, escolha um lugar que seja legal para irmos.-diz ele, a olhando.
–Você gosta de comida japonesa?-pergunta ela, na esperança que ele dissesse sim.
–Não muito, só comi temaki, nunca experimentei outras coisas.-explica ele.
–Ótimo, essa noite irá experimentar então.-Isabella sorri, animada.-Fica no centro da cidade e é o único restaurante japonês da cidade, é só você procurar o endereço no google e ai nos encontramos as 22hrs, ok?
–Por mim tudo bem.-Aidan sorri para ela
–Combinado então.-responde ela, sorrindo. Os dois se entreolham em silêncio por alguns segundos mas logo, ela quebra o silêncio.-Ah, agora eu tenho mesmo que ir.-diz ela, um pouco apressada.
–Ah, eu também.-diz ele, um pouco sem graça.-Então até mais tarde, Isabella.
–Até, Aidan.-diz ela, sorrindo, mas logo dá as costas para o bonitão e solta um suspiro.
As horas passam e a noite chega. Isabella saiu do hospital as 19hrs e foi direto para sua casa, tomar um banho e trocar de roupa aliás, ia sair com o tal de Aidan. Depois de tomar um belo banho, só de toalha, ela abre todas as portas e gavetas de seu guarda roupas e começa a procurar uma roupa ideal até que seu celular começa a tocar, ela o pega e logo atende.
–Alô?-diz ela, com o celular no ouvido mas ainda procurando roupas.
–Isa! Onde você tá?-pergunta Dafne, um pouco nervosa, apoiada no balcão.
–Eu to em casa, por que?-pergunta Isabella, estranhando esse comportamento de sua amiga.
–Adivinha só quem apareceu no meu bar.-diz Dafne, virando uma dose de tequila de uma vez só.
–Seu irmão?-pergunta a morena, tentando adivinhar.
–Não, o Dean!-diz a loira, roendo os dentes.
–Não pera... O Dean, seu primeiro namorado e o cara que você teve sua primeira vez em praticamente tudo?-pergunta Isabella, muito surpresa.
–Eles mesmo.-responde Dafne, colocando uma mão em seu rosto, tampando seus olhos.-Não vejo ele desde meus 15 anos.-complementa ela, tirando a mão do rosto.
–Nossa, e como ele tá?-pergunta a morena, curiosa.
–Ele... Ele tá bonito.-responde a loira gaguejando ao dizer cada palavra.
–Hum, você tá doida pra dar uns pegas nele né safada?-diz Isabella, zombando a amiga e ao mesmo tempo insinuando que ela ficou caidinha por ele desde que ela o viu novamente.
–Talvez, quem sabe pelo o que eu ouvi, ele veio pra cá a serviço junto com o amigo dele, James.-explica a loira.
–Ah, mas pera ae, ele trabalha do que?-pergunta Isabella, curiosa.
–Ele é um caçador, aliás, foi criado como um.-explica Dafne.
Na mesma hora, Isabella congela e arregala os olhos, lembrando dos agentes que viu mais cedo na sala de autópsia. Dafne estranha o silêncio de sua amiga e então ela o quebra.
–Isa, você tá bem?-pergunta ela, preocupada.
–Ta tudo bem sim. Relaxa, só estou me arrumando aqui, por isso demorei pra responder.-explica a morena, disfarçando.
–Hum, ta se arrumando, pra onde vai?-pergunta Dafne, curiosa.
–No restaurante japonês da cidade com o cara novo do trabalho, ele me convidou e como não ia fazer nada hoje, aceitei o convite.-explica Isabella.
–Uii, é bonito? E como ele se chama?-pergunta a loira, curiosa e sorrindo.
–O nome dele é Aidan. É sim mas antes que você se esqueça, não sou como você que fica com o cara na primeira oportunidade e na verdade, nem sei quais são as intenções dele, talvez seja apenas de amizade.-argumenta a morena.
–Ok então, certinha. Agora vou desligar, preciso atender meus clientes.-explica a loira.-Tchau e bom jantar e para o Aidan, não se esqueça a camisinha e me conte tudo depois.
–Sem graça.-diz Isabella, rindo.-Não vou precisar disso, beijos.-a morena sorri e desliga a chamada.
Assim, Dafne guarda seu celular e logo quando ela olhou para a porta de seu bar, ela vê Dean entrando e agora sozinho. Ela suspira mas disfarça e se vira de costas para o balcão e começa a fingir que está organizando as prateleiras de bebidas. Dean vai até o balcão, senta em um banco, tira sua jaqueta de couro marrom com tons de bege e a coloca no banco ao seu lado. Nisso, ele coloca seus braços em cima do balcão, olha a loira de cima a baixo.
–Está muito ocupada arrumando as prateleiras?-pergunta ele.
Dafne fecha seus olhos e respira fundo, abre os olhos e se vira com um simples sorriso no rosto.
–Estava.-diz ela sorrindo.
–Por que não paramos de tratar um ao outro como garçonete e cliente e nos tratamos como nós mesmos?-pergunta ele, sendo direto.
–Prazer, sou Dafne Manteuffel, uma garçonete do bar de estrada da pequena cidade de Carter Falls.-diz ela, sorrindo.
–Aff, você não mudou nada mesmo.-diz Dean, revirando os olhos.
–E você, mudou?-pergunta ela o encarando, também com os braços apoiados no balcão, ficando cara a cara.-Não que eu sei.-responde ela por ele.
–Por que não fazemos assim, eu pago a bebida e nós conversamos, colocando os assuntos em dia desses 10 anos que se passaram?-pergunta ele, a encarando nos olhos.
Dafne, na mesma hora, ela se afasta dele e dá um sorriso de lado.
–Ok.-ela sorri e se vira para a prateleira, pegando uma garrafa de tequila e outra de Whisky, dois copos de whisky e dois de tequila e colocando sobre o balcão entre eles.-As bebidas estão aqui, você começa.-diz ela, arqueando uma sobrancelha.
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