The Gregory's

1 Capítulo 1 - Game On


Notas iniciais
Olá a todos. Primeiramente queria falar que os personagens não são os mesmos da série, os atores em minha Fanfic atuam como outros personagens com outra história.
Espero que gostem, boa leitura :D

Moscou, Rússia, 1474. Catarina Gregory, uma moça jovem de 25 anos estava grávida de suas segundas filhas, tinha cabelos castanhos, olhos verdes e era muito bela. Ela estava em seu quarto, sossegada, fazendo umas anotações em seu pergaminho sobre metamorfose – criaturas sobrenaturais que podem assumir a forma de qualquer pessoa – e assim, ela ouvi um barulho no primeiro andar da casa onde estava, ela vai até a porta do quarto e pergunta em voz alta:

-Quem está ai?

Sem ter respostas, ela vai até a cama e pega uma arma de fogo (muito rara na época) e logo em seguida uma faca, que estava debaixo de seu travesseiro. Armada, ela sai do quarto e anda devagar até a escada.

-Eu sei que tem alguém ai embaixo, diga logo quem é, apareça!-diz ela, impaciente.

Catarina então, desceu as escadas com muito cuidado para não fazer barulho algum, com a arma na mão e a faca no bolso de seu vestido. Ao terminar de descer as escadas, ela olha para todos os lados mas tudo estava quieto e não parecia ter ninguém por perto. Até que, de repente, uma vela se apaga e ela fica atenta. Então, do nada, começou a trovoar e bater ventanias fortes e com muita pressa, ela fecha todas as portas e janelas da casa. Com tudo já fechado, ela respira tranquilamente e aliviada até que ela sente uma respiração logo atrás dela (alguém está atrás dela) e assim, Catarina não pensou duas vezes e se virou rapidamente, apontando sua arma para a pessoa que estava atrás dela.

-Acalme-se, abaixe a arma, vim aqui para ajudar.-diz um homem alto de cabelos negros e encaracolados, forte e de olhos castanho escuro.

-Quem é você e o que está fazendo aqui?-pergunta Catarina, sendo direta e ainda com a arma apontada para o homem.

-Eu sou Miguel, o Arcanjo.-responde ele.

-E o que um Arcanjo está fazendo aqui?-pergunta ela, desconfiada.

-Você é sozinha, tem um filho que está com sua amiga de infância e está grávida de gêmeas que por um acaso já estão bem grandes.-diz Miguel encarando a caçadora olho a olho mas ele logo desvia seu olhar para a barriga, aponta com seu dedo indicador e volta a olhar para ela.-Está com nove meses, não é?-pergunta ele, mas logo responde a própria pergunta.-Hum, não falta muito então para nascerem.-diz ele com um leve sorriso bondoso.

-E o que isso importa para você?-pergunta Catarina, não entendendo em que ponto ele queria chegar.

-Você vai precisar de ajuda com o parto.

Quando o Arcanjo termina de falar, ela gargalha.

-Você...-diz ela, terminando de gargalhar e apontando para Miguel.-...um arcanjo, veio aqui para fazer meu parto?-pergunta ela, desacreditada.-Ah, faça-me o favor.-responde ela, rindo, debochada.

-Você sempre foi uma ótima caçadora, mata todo ser vivo maligno, você...-ele aponta para ela e se aproxima um pouco pra perto dela.-...protege a humanidade e Deus...-agora ele aponta para cima, mas ainda olhando para ela.-...me mandou aqui para lhe ajudar com o seu parto. Aliás, aposto que você não terá ninguém para fazer seu parto mas não se preocupe, eu trouxe duas mulheres competentes e confiáveis para ajudar.-Miguel explica e logo em seguida, as duas mulheres em que ele mencionou, entram carregando todas as coisas precisas para fazer um parto.

Catarina olha para as duas mulheres que entraram pela porta por cima dos ombros do Arcanjo e volta seus olhares para ele, o encara de cima a baixo e o encara.

-Isso é sério?-pergunta ela, ainda um pouco desconfiada dessa bondade toda.

-Claro, você ajuda as pessoas e as salvam, você já passou por tanta coisa, sempre teve uma vida difícil e eu lhe dou a minha palavra de que te ajudarei com o que precisar, Catarina.-explica ele, a olhando no fundo dos olhos verdes da linda moça.

Catarina continuou encarando Miguel em quanto ele falava mas no final das contas, ela acabou aceitando a ajuda do Arcanjo e suas servas. Ao aceitar, ela pede uma coisa para o Miguel... Ela pede para ter uma vida normal com seus filhos e que eles não tenham que conhecer esse mundo o qual ela conhece. Assim, ele dá a palavra dele que fará de tudo para manter o mal distante de sua família, que nada sobrenatural chegue ao alcance de seus filhos.

Passou-se algumas horas e então, Catarina sentiu as fortes contrações, a hora de ela dar a luz a suas pequenas filhas havia chegado.

2014, Hospital Carter Falls.

Uma enfermeira terminava de vestir um macacãozinho azul bem claro em um bebê de pele negra, e logo o pega no colo com todo o cuidado e delicadeza possível, o enrola em uma manta de lã branca como neve, de forma confortável para o bebê. Na lateral da manta, havia o nome “Derick” bordado de azul marinho.

Ao terminar de arrumar o bebê, a enfermeira se dirige ao um quarto de número 550. Ao entrar, havia uma mulher de pele negra, bonita porém aparentava estar bastante cansada. Mas, quando ela olha a enfermeira trazendo um bebê no colo, ela logo abre um enorme sorriso de felicidade.

-Oi, olha só quem voltou cheirosinho pra mamãe.-diz a enfermeira sorrindo de cabelo castanhos preso em um coque baixo e alguns fios de seu cabelo lisos, soltos e indo na direção da moça que está deitada na cama.

-Own.-diz a moça, toda sorridente e esticando os braços para pegar seu bebê, e o pega.-Oii Derick.-diz a moça com voz fina, olhando para o bebê.

-Prontinho, tá com a mamãe coruja agora.-diz a enfermeira, acariciando bem de leve a cabecinha do bebê mas logo para.-Agora vou deixar vocês em paz mas qualquer coisa, só chamar.-ela pisca para a moça negra.-Tchauzinho, Derick.-diz a enfermeira dando tchau com a mão e saindo do quarto, fechando a porta.

Ao fechar, ela logo vai em passos largos, até o fim do corredor e entra por uma porta onde estava escrito: “Entrada permitida apenas para funcionários”. Ela vai até um armário e o abre, pegando uma bolsa e logo tirando seu crachá, ela o coloca dentro da bolsa e tira a roupa que estava lá dentro. Ela se troca, colocando uma calça jeans coladas, marcando suas pernas finas, uma sapatinha bege e uma bata com estampa de flores de cores de outono. Assim, ela guarda sua roupa de enfermeira na bolsa e sai da sala, ela passa por uma enfermeira ruiva que logo a estranha e pergunta:

-Isa, vai fazer o turno da tarde e da noite hoje não?-pergunta a ruiva.

-Não, a Amanda topou trocar de turno comigo então volto só amanhã.-explica, Isa.-Até mais tarde, Jane.-diz ela, andando (quase correndo) e em seguida entrando no elevador.

-Ih, tá apressada demais.-comenta, Jane que começa a preencher um formulário.

Isa desce no térreo e logo sai do hospital em passos largos, quando já está a um quarteirão do hospital, ela olha para todos os lados e então corre rapidamente até que em segundos, ela chega em um bar de estrada na rodovia estadual da cidade e entra. Ao entrar, ela logo vai direto para o balcão do bar e senta em um banco, colocando sua bolsa sobre o balcão e uma bar-girl de cabelos loiros nas pontos de seus cabelos repicados e a raiz castanha clara, de olhos verdes, muito bonita se aproxima.

-O mesmo de sempre.-diz Isa, um pouco exausta e pálida.

A moça então, se agacha e pega uma garrafa de vinho e coloca sobre o balcão na frente de Isa. Ela não pensa duas vezes, abre a garrafa e bebe um golão daqueles.

-Nossa, veio do deserto foi?-pergunta a moça do bar.

-Não, mas desde a tarde de ontem eu não bebi nenhuma gota.-explica Isa.

-Ta explicado.-diz a loira, levantando as duas sobrancelhas e depois encarando Isa.-Quantas vezes vou ter que te dizer pra você soltar esse coque ridículo?-pergunta ela.

-Ai, eu sempre esqueço.

A morena solta o cabelo e dá uma ajeitada, ela tinha cabelos lisos e um pouco comprido, mais ou menos batendo no meio das axilas.

-Bem melhor.

A loira sorri.

-Amanhã vou pra sua casa.-complementa a loira.

-A vontade.-diz Isa bebendo mais um gole do “vinho”.

Na garrafa de vinho, na verdade tinha sangue. Isabella Lazzari é uma vampira com mais de 500 anos que na verdade, preferia ser humana. Ela é do tipo de vampira que só bebe sangue de bolsas de sangue, nunca direto na veia pois ela não acha certo sem contar que ela sempre está tentando fazer o máximo para ser uma pessoa normal, o que vem dando muito certo desde quando ela se mudou para Carter Falls. Isabella tinha uma vida perfeita como humana, morava na Inglaterra e era filha de uma família real, tinha uma vida perfeita... Até que foi transformada em vampira e dai, tudo mudou em sua vida.

A loira se chama Dafne Manteuffel, uma alemã de bom coração que também teve uma vida perfeita com seu irmão e seu pai mas, tudo que é bom, dura pouco. Ao completar 15 anos, ela perdeu o pai em um acidente de carro e então daí pra frente, nada mais foi a mesma coisa. Seu irmão mudou, sua vida mudou. Mais pra frente então, ela foi arranhada por um lobisomem quando foi acampar e na próxima lua cheia, ela matou todos seus amigos e parentes próximos. Então, para mudar de vida, mudou de cidade e veio para Carter Falls. Aqui, ela conheceu Isa que, mesmo sendo uma vampira, a ajuda com essa coisa de ser loba uma vez por mês.

Isabella termina de beber a garrafa de vinho toda e coloca sobre o balcão.

-Vai querer mais?-pergunta Dafne, olhando para a amiga.

-Não, talvez mais tarde, é melhor.-explica a morena.

-Como quiser.-responde a loira com um leve sorriso de lado.

Um Mustang 69 estaciona na frente do bar de estrada e dois homens saem deles. O que saiu do lado do motorista é alto de pele branca como a neve, com músculos definidos e vestia roupas pretas e cinzas, possui olhos azuis e cabelos negros como a escuridão. O outro possui cabelos castanho escuro, tinha olhos castanhos e é um pouco musculoso, mais baixo do que o branquelo. Vestia uma calça jeans, tênis e um blusa vinho, com uma jaqueta jeans.

-Porque me trouxe aqui?-pergunta o homem mais baixo, andando ao lado do cara de olhos azuis e o encarando.

-Quero te apresentar uma “amiga”.-diz o cara branquelo, arqueando as sobrancelhas, abrindo a porta do bar e logo entrando.

Quando Dafne ouvi a porta do bar sendo aberta, ela logo olha e se aproxima de sua amiga Isabela.

-Olha quem chegou, e acompanhado.-diz a loira, infeliz por ver o cara branquelo mas sorri disfarçadamente ao mencionar sobre o acompanhante do homem.

Isabella estranha e logo olha para trás. Ela se arrepende de ter olhado pra trás e volta a olhar pra frente com uma cara insatisfeita.

-Quem é vivo, sempre aparece.-comenta Isabella, em voz baixa.

-Opa, mas eu não estou vivo tecnicamente.-responde o branquelo ao ouvir o comentário da morena e senta do lado dela em um banco.-Boa tarde pra você também, Isabella.-diz ele, em um sorriso de lado.

-Com você aqui presente para me encher o saco, já não é uma boa tarde.-Isabella dá um sorriso falso e revira os olhos.-Mas o que você quer dessa vez, Daniel?-pergunta ela, o encarando, impaciente.

-Você viu alguém idêntica á você, andando pela cidade por um acaso?-pergunta ele (Daniel), curioso.

-Pela centésima vigésima vez, não. Satisfeito?-pergunta Isabella com um sorriso falso novamente, o encarando.

-Ah, tanto faz.-diz Daniel, fingindo não se importar.-Vim aqui pra falar com você...-diz ele, olhando para Dafne.-...lobinha.-ele sussurra para ela, sorrindo e ela fica séria.-Mike!-ele chama o cara mais baixo que ele que sentava ao lado dele.-Foi você quem me disse que adora garotas selvagens?-pergunta ele, curioso e olhando para o cara.-Porque ela, Dafne Manteuffel, faz esse tipo.-ao dizer isso, Daniel dá uma piscadinha para a loira que fica totalmente séria.-Enfim, Mike essa é Dafne e Dafne, esse é meu amigo que não vejo a muito tempo, Mike.-ele sorri para a loira mas logo se levanta do banco.-Bella, porque não vamos dar uma voltinha para os dois se conhecerem melhor?-pergunta ele, com um charmoso sorriso de canto de boca e a encarando com seus olhos azuis.

Isabella olha Daniel de cima a baixo de cara feia mas logo ri.

-Não, muito obrigada, não saio com vampiros assassinos.-ela dá um sorriso falso e se levanta também, pega sua bolsa.

-Ok, “humana”.-diz Daniel, irônico.

Assim, Isabella sai do bar rapidamente e vai embora. Daniel faz o mesmo, ele pega seu carro e sai pela cidade para fazer uns rápidos “lanchinhos”.

Daniel Marchetti é um vampiro que foi transformado na véspera de seu casamento com uma garota chamada Alice, em 1870 por uma “amiga” que coincidentemente é idêntica a Isabella, chamada Christine que ao transformar, ela simplesmente sumiu. E então, ele a odeia pelo simples fato de ela ter “separado” ele de sua noiva porém, ao se transformar ele se lembrou de coisas que ele não lembrara que havia acontecido...

–Você vê um futuro comigo? Tipo, casar, ter uma família... essas coisas.-pergunta ele mesmo para a linda morena de cabelos presos em rabo de cavalo e com alguns cachos soltos, com um lindo vestido roxo escuro e um colar de diamantes.

–Óh Daniel...-ela toca o rosto do moreno e olha bem para os lindos olhos azuis do Salvatore.-Eu vejo isso desde quando te conheci, mas você sabe, seu pai não gosta nenhum pouco de mim.-diz ela desanimada e abaixando o olhar.

Daniel levanta o rostinho da linda morena e olha nos olhos castanhos claros dela.

–Que se dane o meu pai, a única coisa que importa é que eu te amo, você me ama, nós merecemos ficar juntos.-ao ouvir isso, os olhos da morena enchem de lágrimas.-Então, você topa fugir comigo? Vamos fugir, nos casar, morar juntos, ter a nossa família, vamos ser felizes juntos Lauren.

-Lauren...-diz ele pensativo, sentado no banco do motorista de seu carro e no rádio estava tocando “Should’ve Listened” da banda Nickelback.

Então ele, olhando para o nada, estava sério ao lembrar disso, uma das lembranças que vem o atormentando durante todos esses anos. Desde o dia de sua transformação, onde foi que essas lembranças começaram a tomar conta de sua mente, ele a procura em todos os cantos do mundo mas nunca a encontrou.

A música em que ele estava escutando acaba de tocar, mas logo em seguida começa a tocar “It’s My Life” do Bon Jovi e ele largou esses pensamentos, aumentou o som, liga o carro e começa a dirigir cantando a música que estava tocando. Depois que Daniel sai da rua que é logo a frente da floresta e vai dirigindo com som alto ao centro da cidade, alguém estava o observando entre as arvores e ele nem percebeu. Era uma garota. Do nada, ela aparece no alto de uma arvore, estava vestindo um shorts vinho e camisa regata gola V preta um curta na frente e mais comprida atrás e com um enorme capa vermelha e com o capuz na cabeça, impossível de ver o rosto da pessoa.

De repente, quatro garotos estavam virando a esquina fazendo cooper e conversando sobre eles.

-Temos que ganhar o campeonato esse ano.-diz um loiro de cabelo na altura do ombro e o mais alto entre eles.

-Se não ganharmos eu não vou conseguir sair com a Tris.-comenta o mais baixo deles e o mais musculoso.

-Se não ganharmos o treinador vai cortar nossas pernas e braços.-diz o ruivo.

-Se não ganharmos, já era faculdade.-diz o moreno.

De repente, a garota de capuz vermelho cai no meio da rua, na frente deles e eles se assustam.

-Droga, o que foi isso?-disse o baixinho, assustado.-Da onde esse ser veio?

-Deve ter caído da arvore.-diz o loiro que se aproxima da pessoa, devagar.

-Não ele não vai fazer isso.-diz o baixinho.

-Vai sim.-diz o ruivo.

O garoto loiro agacha perto dagarota de capuz vermelho e a cutuca devagar, mas a pessoa nem se meche.

-Cara, ela ta morta vamos sair daqui se não nós vamos acabar sendo suspeitos ou até culpados.-diz o baixinho entrando em desespero.

-Não, talvez ela esteja apenas desacordada.-explica o loiro que vira devagar o corpo para ver o rosto da garota.

Antes dele conseguir virar ela totalmente, ela o joga no chão e sobe em cima dele. O loiro apenas vê olhos pretos avermelhados e logo, enormes caninos crescem na boca da garota.

-Game on.-diz ela que logo o morde no pescoço com toda agressividade e vontade maior que um simples vampiro pode ter.

Notas finais
Continua...