The Great Historia
13 A decisão de Inkaylor
...
Eu, ainda um pouco cansado, resolvi dormir um pouco mais. Queria saber porque Phílin falou tão pouco. Eu citei o nome de Wrawyon em voz alta. Será que o problema foi esse, parecido com o da Deena? Eu acho que ela percebeu que ele entrou no berserk dele de uma imensa facilidade. Algo que tenha dado a alcunha dele, “o demônio”. E Keopart disse que os detentores de um Pior são aqueles que perderam algo que nem mesmo no submundo encontrarão. Será que o que Wrawyon perdeu foi ela?
—Sim, ele me perdeu, Inkaylor.
Me assustei quando percebi que Phílin estava bem perto de mim, junto de Landrew.
—Como me escutou? — perguntei, ainda aturdido.
—Bem – ela respondeu -, você pensa bem alto, e ainda disse muito sobre mim nos seus pensamentos.
—Enfim – eu disse, já um pouco mais calmo -, ele te perdeu mesmo, Phílin?
Ela parou um pouco, pensou nas próximas palavras e disse:
—Sim. Isso aconteceu por causa de um Voidern que despertou o lado ruim dele.
“Como isso é possível?”, pensei a mim mesmo, sem falar nada.
—É fácil dizer. Grandark e Vee são remanescentes, mas alguns outros sobreviveram ao Grande Golpe de Nova-Kai. Com isso, eles saíram da contagem de sobreviventes. Assim como há stratanos sobreviventes da Guerra do Vazio também fora da contagem. — E ela me pergunta: — Por que tá com essa cara? E por que você pensa tão alto?
—Eu não penso… alto?
Analisei esta frase, e percebi o que ela quis dizer.
—Você é uma leitora de mentes, não?
—Parabéns – ela disse. — Temos um Sherlock aqui.
—Eu disse que ele era inteligente – disse Landrew.
E nós começamos a rir.
—Mas, vamos ao que interessa – eu disse. — Por que ficou calada quando fui conversar com você mais cedo?
—Eu disse que estava vendo a batalha. Estava vendo como nocauteou o Wrawyon, enchendo ele de murro. Pensei em como acalmar ele, mesmo que não fosse eu lá fora. Mas aquela não era a expressão dele. Não era ele mesmo na sua frente. Ele era emotivo, ele se importava com os outros. Mas o que ele virou graças a esse Pior foi o que ele nunca foi. Um ser indiferente, irritadiço, alguém que nunca vi na vida.
—Você deve o conhecer bem, pelo que o Landrew me disse…
—Ha, ha, bem engraçado, Inkaylor – disse Landrew, sarcástico. — Tô morrendo de rir aqui.
—CONTINUANDO – Phílin disse -, aquele não era ele. Era seu eu dominado pelo Pior.
—Nós queremos chegar num ponto em comum, que seria por que ele tem um Pior, entende?
—Eu lhe respondi isso quando chegou. Ele me perdeu.
Um momento de silêncio se passou. Então ela continuou:
—A essência de um Pior é perder alguém que ama. Na maior parte dos casos, o amor de sua vida. No caso dele, eu. A alcunha dele é o que o Pior lhe causou: ódio, indiferença, medo. Tudo isso foi demonstrado na batalha. Ódio pelo irmão, que não ajudava em muita coisa, como apoiá-lo quando me perdeu; indiferença, que o cegava em ajudar a todos, pois estava com ressentimento; medo, por não querer usar o seu poder despertado, achando que perderia o controle, o que aconteceu realmente, quando acabou com Blackont, achando que viu um dos seus demônios soltos.
—Demônios? — eu perguntei.
—Sim. Eram seus 3 Eus Malignos, combatidos pelo seu sentimentalismo forte. Eles foram seus maiores inimigos. Nunca viu inimigos tão bons e acirrados quanto eles. Odge, o demônio do vazio, era do bem, ao contrário do que parecia. Mas Hálona era um demônio berserker, que mostrava e dava ódio. E tem o pior deles, o pior dos Eus Malignos, e que ainda está a solta: Pesadelo.
“Ele dava medo até mesmo no Wrawyon, com suas formas variadas e realidades assustadoras que nem mesmo o homem imaginaria em criar. A forma que ele nos assombrou na busca dele foi uma que não se esquece nem mesmo com terapia. Mas um dia, finalmente o encontramos. Foi no mesmo dia que ele havia se declarado para mim, depois de 6 meses na busca dos seus demônios.
“Nossa batalha contra ele foi uma das melhores que nunca se contou em um livro. Todos os lados dando bastante de si, em ordem da liberdade ou da submissão eterna. Até que fomos capazes de subjugá-lo, após 3 horas de pura batalha. Nós precisávamos selar todos os Eus para o controle total deles. Foi o que fizemos com Odge, Hálona e Pesadelo. Mas com o último deu errado.
“Estava fazendo com que ele ficasse contido para o selo, e quando Wrawyon pareceu ter terminado com o serviço, a consciência de Pesadelo fugiu. E quando ela tomou forma atrás de mim, ela fez um rombo na minha barriga, me deixando aparentemente morta, apesar de conseguir ver a batalha deles. Quando percebi, Wrawyon gritou. Uma fúria incontrolável tomava de conta dele. Escureceu sua vida inteira, e a transformação despertada acontecia. Suas pernas ficaram negras, assim como os braços. Suas mãos viraram garras, e seus olhos mudaram de cor. Asas esqueléticas surgiram de suas costas, e a fúria o englobou totalmente. Era tão tal sua fúria que sua avançada virou supersônica. Ele queria acabar com Pesadelo, mas não conseguiu. O último escapou, e estava nos meus últimos momentos. Eu nunca vi ele chorar antes, mas ele chorava um rio. Tanto que uma chuva começa a cair no campo de batalha, e meus últimos momentos… se foram.”
Eu sempre fui coração de pedra. Não choro muito. E esse ainda foi o caso. Já Landrew chorava horrores. Tipo, horrores mesmo, de pesadelo.
—Mas se você disse que seus últimos momentos se foram – perguntei -, como está contando essa história? Porque fantasma você não é.
—É verdade – ela diz. — Eu não sou fantasma. Mas estou contando esta história porque tinha um último truque: a Interdimensão, que me fez parar aqui, no Mundo dos Sonhos. O problema é que não consigo despertar esse poder de novo, e com isso, não consigo sair daqui.
—Senão, já estaria com o Wrawyon de novo, não é?
—É. É verdade. — Para uma garota forte, ela começou a chorar bem depois de ter contado uma história que quase saiu morta, e com uma chance ínfima de ver seu namorado de novo, se lembrando dos bons e ruins momentos. Isso mexe muito mesmo.
—Ei, Landrew.
—Sim? — Ele ainda estava com a voz embargada e falhando.
—Que horas são?
Ele olha para seu relógio do mundo real, e me diz:
—Meio-dia.
—Nossa, mais já?! Preciso ir. A Fundação está chamando para a reunião.
—Tudo bem – disse Phílin. — Volte quando preciso!
—Eu irei. Até mais tarde!
E acordei, mas com companhia.
…
—Por que demorou tanto?
Kio estava me chamando, ao lado da minha cama.
—Para que, cara? — eu disse. — A reunião ainda não começou.
—Sim, ela não começou. Só começará quando mover aquela mesa que fez lá em cima da Grande Árvore para o auditório onde foi sua apresentação a nós.
—Eu acho que já fiz isso. – Estalei meus dedos, mentalizando a mesa e o lugar.
—Acho bom mesmo que tenha feito, pois você se moveu para quase nada a manhã toda.
—Bom, melhor me mover agora. Obrigado por me dizer aonde é! — Levantei, e fui para o auditório.
…
Quando cheguei lá, a mesa estava lá, pronta. A arena que mais parecia o antigo design das ruínas de Mileto tinha agora nome: O Auditório dos Poderosos.
—E então, gostou?
Jezi, sem os Wreckers por perto, estava agora se aproximando de mim.
—Eu gostei – respondi, corando um pouco. — Afinal, não é todo dia que nós vemos algo seu envolvido em algo tão importante.
—Verdade. — E ela me pergunta algo: — E a sua mãe?
—Oi? — Eu não esperava por essa pergunta, nem mesmo se fosse dela. — Como assim?
—Você é burro? Perguntei como vai sua mãe.
—Tá, eu só não esperava essa pergunta de você. Ela está bem. Parece que recuperou um pouco da sanidade dela.
—É mesmo? Que bom! Quer dizer que ela está… bem… e… — A voz dela começou a falhar. — que… irá ver… ela… de novo… — Lágrimas começam a cair dos olhos dela. — e… e… ela virá… para… o... abraçar… — Ela desaba no choro. No dia, eu não entendi o que era, então perguntei o que houve. Ela respondeu, soluçando ainda:
—Eu olhei... fundo... nos... seus olhos… Eles… refletiram… a mim… e… procurei... memórias felizes com… minha… mãe e… e… não… encontrei nenhuma que… que me fizesse… feliz…
—Calma. Só me explica o que houve direito.
Mas ela só disse, sem soluçar, fungando forte:
—Me deixa em paz.
Eu, insistente que sou, ainda esbocei um “mas”, e ela me reprimiu de novo:
—ME DEIXA EM PAZ! — E ela correu para outro lugar. Eu consegui gritar:
—Isso vai destruir você!
—TÔ NEM AÍ! — E ela me fez um gesto obsceno, sumindo logo após.
Quando ela tá irritada, falta estrangular alguém. Mas eu nunca a vi assim, procurando memórias felizes nos meus olhos. Afinal, a primeira vez que eu a encontrei, ela estava sentada, de mal com todo mundo, brigando com tudo e todos, sem controlar a boca. Lembrando que ela tinha 9 quando eu a encontrei pela primeira vez. Vai que era por isso que ela era tão briguenta: a mãe. Eu nunca perguntei isso para ela, temendo obviamente pela minha vida. Mas agora, me parece que é isso.
—Ela se zangou de novo, não?
Nemo chega logo atrás de mim.
—É – eu disse -, não exatamente. Ela disse algo sobre procurar memórias boas nos olhos e não encontrar nenhuma. Eu não entendi isso, mas eu já vi isso em algum lugar… Ah! Filosofia!
Lembrei de uma aula de Filosofia que o professor pediu para nós sermos os espelhos um do outro. Quando ela compartilhou para mim o que sentiu, ela disse:
—Medo.
Só que mais tarde, no retorno a sala do fim da aula, ela começou a chorar. A turma queria ouvir o que ela tinha a dizer, apesar que, assim como eu, temiam pela própria vida. E ela disse, já recuperada do choro:
—É que, eu meio que nunca tive, muitas… boas lembranças, sabe? — Mas aí ela desmentiu o que realmente quis dizer: — Eu realmente nunca tive boas lembranças com ninguém. Nem mesmo com a minha mãe.
A sala se comoveu com isso. Eu já era coração de pedra naquela época, com isso, não caiu uma lágrima. Mas não pude deixar de dizer para mim mesmo: “Sombrio.” Mas por que agora ela fez isso?
—Foi por causa do Daiss.
Eu me assustei tanto quanto eu ter visto a Phílin mais cedo quando vi Pedrini. Seus cabelos ensebados para a frente reluziam a fraca luz do auditório. Usava uma camisa marrom, e uma bermuda parecida com a do meu uniforme.
—O que foi que ele perguntou para a Jezi? — Perguntei curioso. — E como saiu do centro ainda essa semana?
—Eu saí por causa da minha grande resistência – ele respondeu. — E quanto a questão da Jezi, ele disse para olhar para os seus olhos, e então dizer cara a cara que gostava de você.
—Mas ela entendeu errado, e procurou memórias boas. Por quê?
—Eu não sei. Experiências anteriores, talvez.
Dei de ombros.
—Melhor prezarmos por nossa vida e nem perguntar.
—Concordo.
Começamos a rir, até que o alto-falante diz:
—10 MINUTOS PARA O INÍCIO DA REUNIÃO. CONVOCAMOS TODOS OS PRESENTES A IR PARA O AUDITÓRIO DAS APRESENTAÇÕES, AGORA CONHECIDO COMO AUDITÓRIO DOS PODEROSOS. O LAYOUT DO AUDITÓRIO NÃO MUDARÁ RADICALMENTE. PEQUENAS MUDANÇAS IRÃO ACONTECER, MAS NADA QUE MUDE AS RUÍNAS DO TEATRO DE MILETO.
—Melhor eu começar as adaptações. Até daqui a pouco, Pedrini!
—Até!
No mesmo instante que ele sumiu, os residentes começaram a chegar. Eles ainda pareciam aflitos com a batalha do dia anterior, pelos semblantes baixos e tristes.
Precisei mudar o layout da Mesa dos Poderosos para se adaptar com as ruínas. Mudei de uma távola para uma mesa reta, com as mesmas 16 cadeiras. Então, os Poderosos começam a chegar pela porta da entrada para o campo do teatro. Tive que descer do banco que estava para eu me apresentar e sentar na mesa que criei. Fazendo tudo isso que citei, já sentado, assim como os outros, Marluna disse:
—Bem, vamos começar.
…
O céu explícito virou teto, e como luzes, tochas começaram a se acender no auditório. Os rostos de todos como eu já disse, estavam tristes. Jezi recém voltou do canto que estava, e Tenstareot não voltou do centro de recuperação, deixando uma cadeira vazia no lado de Nemo e Lynn.
—Eu sei que todos aqui estão abalados – disse Agina -, mas sempre passamos por cima de nossas dificuldades, seja lá qual forem. Prova disso são vocês, combatentes da Guerra do Vazio, e nós, os Fundadores, que lutamos, praticamente sem ajuda, os grandes Titãs.
As fadas concordavam com isso.
—Mas – disse Pedrini -, essa foi uma batalha dura. Não é todo mundo que a suporta. Tenstareot, que não está aqui, por exemplo. Ele foi atingido por um Exterminador, que o deixou agonizando no chão, dizendo “por que eu fiz isso”. Assim são os nossos inimigos: malignos, ainda que carismáticos. — Daí ele percebe algo. — Por que tá todo mundo calado?
—A quem está chamando de maligno?
Ele, quando falava, estava de olhos fechados, um costume dele. Quando percebeu, lá estava o grande globo do vazio. Grandark e Vee apareciam, com o semblante sorridente, mas com uma subtendida seriedade. Pedrini petrificou.
—E então – disse Grandark -, a quem?
—A vocês – eu digo, levantando da cadeira. — Vocês que tentaram invadir e tomar nosso planeta. Vocês que levaram 300 fadas e um dos Poderosos para o centro médico.
—Ah, sobre isso, espere um pouco — E ele estala os dedos. — Pronto. Os ditos feridos aparecerão aqui em até 30 segundos.
—Você está mentindo – eu disse.
—Sim, estou mentindo. Porque eles já estão aqui.
E então, uma surpresa: eles estavam corretos. Todos que estavam no centro, pelo que pude reconhecer, haviam retornado para aquela reunião.
—Ah, parece que voltaram. Que bom.
A voz de jovem adulto inconfundível do Tenstareot se aproximava. Sua espada, a Nelomitt, estava na gigante bainha em suas costas. Uma camisa cinza lavanda surrada no corpo, com um bermudão azul, daqueles que só se veste em casa, não combinando com a camisa. Quando ele viu os dois Voidern, não prestou desrespeito por eles, surpreendendo a todos com o gesto que ele fez:
—Obrigado por me curar do dano que fez. — Ele até se curvou. — Me salvaram de verdade. Mas… por quê?
—Eu sou um carinha legal – Grandark respondeu –, apesar de estar atualmente tentando conquistar o planeta de vocês. Temos muito a consertar nas nossas atitudes. Uma conquista pacífica seria uma boa ideia. Mas nunca foi do nosso feitio, infelizmente. Por isso demos o Primeiro Ataque Voidern em Strat.
Eu não sei por que, mas tive calafrios a isso ter citado. Tanto que Marluna ficou aterrorizada a essa menção, chegando a colocar as mãos na boca. Então ela diz, com uma fúria que pensei jamais sair dela, enquanto lágrimas caíam:
—SE MEU PAI ESTIVESSE AQUI, ELE IRIA DESTRUIR ESSE GLOBO DE BOSTA! VOCÊS MATARAM A MAMÃE QUE NUNCA CONHECI, E MEU PAI SE TRAUMATIZOU POR CULPA DE VOCÊS! FILHOS DA… — Não deu para colocar em cima de outra palavra.
Isso surpreende os Voidern. Não sabiam do ressentimento que outros passaram após esse primeiro ataque.
—Eu queria me desculpar – Grandark disse -, mas vejo que será inútil. Afinal, não consigo voltar no passado e refazer a Guerra do Vazio. Esse era o mínimo que poderia fazer em redenção. Mas nossos motivos não serão parados por ressentimento. Nós queremos ter novamente nosso planeta de volta, e não conseguiremos sem um receptáculo para Vazileya. Por isso, quero que o mais poderoso dentre vocês batalhe comigo, um contra um, para decidirmos o destino de seu planeta. Se eu vencer, o mundo vira nosso. Se o escolhido de vocês vencerem, nós iremos embora para buscar um novo planeta. Se der uma ínfima chance de empate, nós adiaremos a escolha final até a recuperação do escolhido, ou até a seleção de um novo. É justo, não?
O pessoal achou que era baboseira deles, mas nós Poderosos pensávamos que ele falava a verdade. Daiss, que tinha uma atenção apurada a todos os movimentos do corpo, não percebeu mentiras. Então, com o constatar da verdade, pensamos em quem iria contra ele. Wrawyon não colava, pois seu destino parece ser outro. Então me ofereci. O pessoal cogitava: “E se perder?” “E se empatar e não conseguir se recuperar depois?” Mas estava decidido. Se era esse o meu destino, que venha! Eles concordaram, apesar de 3 minutos de relutância. Então eu disse:
—Eu. Eu, Inkaylor Anio Odinson, irei ser seu desafiante, Grandark.
Ele bate palmas; Vee faz o mesmo. O povo que assistia aquela escolha fica perplexo sobre eu ser o escolhido. Os Poderosos me observavam e pareciam se orgulhar de mim. Menos Wrawyon.
—Certo, certo – ele diz. — Agora aproxime-se e estenda seu punho até encostar no globo, sem o quebrar.
Eu o fiz. O globo parecia feito de pedra lascada as pressas.
—Agora jure – ele continua. — Pelo que quer jurar?
—Pelo… Rio Estige. Como nos velhos tempos gregos.
—Tudo bem. Agora sincronize.
“Juro, pelo Rio Estige, que este embate está selado para acontecer em 5 dias. Todos os termos de vitória, derrota e empate estão justificados em nossas motivações. Sejamos fiéis com esse contrato até o dia do embate. E assim será.”
Então, para o selo final, um golpe de cada lado.
G: SOCO DO VAZIO!
I: MILLENIUM PUNCH!
Nossos ataques pareciam ter se colidido por um instante, até que o globo se quebrou, retornando a luz ao auditório. Todos pareciam admirados com a forma que eu havia tido aquela sincronia, mas logo escutei o porque do espasmo. O som do choque do ataque irrompeu a sala inteira. Um selo não é algo comum. E isso faz todos se irromperem em aplausos; todos, menos Wrawyon.
Quando levantei minha mão, pedindo silêncio, todos se calaram. Então eu me esclareci:
—Eu sei que agora estaremos com os dias praticamente contados com esse juramento. Também sei que isso decidirá o destino da Terra.
“Mas agora, não há mais escolha. Eu treinarei. Eu o enfrentarei. Eu tenho a perder, e muito. Mas vou lutar, porque esse é meu destino. Essa é a hora de fazer pelo mundo o que até agora ele fez: o bem e a amizade. É melhor eu parar porque está ficando clichê demais, mas é o que farei. ‘Por tudo e por todos, com todos ou um só, a Terra é nossa, e é nosso melhor!’”
E todos gritaram e aplaudiram, dando um sorriso nos rostos tristes do início da reunião.
Fale com o autor