Notas iniciais
Gostaria de agradecer: ~Maxtrome~ e ~Meiko Bezarius ~ Ao Max por comentar e a Meiko por favoritar! Muito obrigada. Boa leitura!

— Algo está errado nisso.

Sentados em uma sala separada, dentro da antiga prisão, estavam reunidos os responsáveis pelo interrogatório dos invasores, entre eles Alela Groga e Wodahs, juntamente com Etihw e Kcalb. Diante das informações, o diabo se pronuncia, deixando os demais com sua atenção voltada a ele, Wodahs se pronuncia também.

— Estou de acordo. — Wodahs arruma o tapa-olho.— Essas informações são suspeitas.

— Vocês acham que ele mentiu? — Pergunta um responsável pelo interrogatório, que usava óculos, se referindo ao demônio.

— ...Não exatamente. — Kcalb respira fundo.

— Não faz sentido. — Etihw se pronuncia. — Dois indivíduos se infiltram, e sem motivo aparente, um deles ataca um ser desse mundo, e depois simplesmente, tentam ir embora?

— Pensei nisso também. — Alela diz. — Investiguei a segurança, não há falhas aparentemente, e mesmo assim, aqueles dois conseguiram entrar. Burlar uma segurança assim e depois de capturados, um deles simplesmente resolve relevar algumas informações, apenas porque seu companheiro fora machucado.

— Gente como eles são treinados para não dizer nada, em nenhuma circunstância, até mesmo sobre tortura. — Wodahs. — Não para se comover porque o companheiro foi ferido. E pelo que eu pude observar deles, ambos são sujeitos frios, desprovidos de qualquer emoção. É contraditório.

— Precisamos de mais informações. -Os olhos de Kcalb se tornam negros.

Os indivíduos ali presentes se entreolham. Na sala onde estavam, havia uma mesa de centro, onde foram colocados os relatórios feitos que tem alguma relação com o caso.

— Eu e minha equipe vamos investigar a área onde Kcalb os capturou. — Alela diz se dirigindo a porta. — Vou tentar encontrar mais alguma evidencia. — Ela sai da sala.

— O anjo. -Etihw diz, fechando os olhos. — Foi socorrido?

— Sim. — Wodahs responde, pegando sua prancheta e anotando algo. — Rasptel fez um estrago e tanto. Uma perna arrancada, um olho furado, uma mão massacrada, inúmeros hematomas, poucos órgãos internos machucados com alguns ossos quebrados.

— Entendo. — Ela se levanta e vai até a mesa. — Eu tenho uma suspeita.

— ...Qual? — O diabo pergunta.

—...-Ela faz referencia de ir até a porta e faz um sinal para que Kcalb a acompanha—...Iremos ver o anjo.

— Certo. — Wodahs concorda.

Eles saem da sala, deixando Wodahs e a equipe do interrogatório, e se dirigem até a cela do anjo, que era um pouco distante daquela. Ela estava entre as salas no final do corredor. Mas logo, eles já estavam diante da porta. Percorreram o caminho todo em silencio. A porta é aberta.

O anjo estava sentando. Sua perna decapitada já não estava no local, mas a sala ainda estava manchada de sangue. Estava coberto por bandagens, seu olho coberto, seu tórax enfaixado, era possível ver o rosto inchado do anjo, mesmo ele estando com a cabeça abaixada.

— Quem diria que a Deusa viria me visitar. — Disse o anjo ferido, ainda com a cabeça abaixada, não ousava levanta-la. Sua voz sai com um tom de sarcasmo.

— Quando foi que sentiu minha presença?

— A sua e a dele. — O anjo se referia a Kcalb, que estava encostado na porta.— Senti duas grandes presenças aqui nesse prédio. Uma já me era familiar, e quanto a outra...sem duvida, uma presença majestosamente divina.

— Entendo. — O anjo ainda manteve a cabeça abaixada, enquanto ouvia a voz da Deusa.— Enfim, sabe, algo me intriga, Joe.

O anjo riu.

— O que lhe faz pensar. -O anjo vira a rosto para o lado, sorrindo com cinismo. — Que eu lhe responderia algo? Não me importo se você é Deusa ou algo do tipo.

— Você tem muita coragem para alguém que está acorrentado e ferido. — Etihw ri e se aproxima. — Mas tudo bem, Joe. Sabe, eu me pergunto como vocês conseguiram entrar.

— Você espera mesmo que eu te responda? — O anjo continua sarcástico.

— Não, eu já sei a resposta. — Isso tira o sorriso do rosto do anjo. — Agentes como vocês, que conseguem burlar uma segurança como aquela, foram treinados por um especialista.

— ...

— ...Hm, eu tenho um palpite..- Etihw está diante do anjo, sendo observada pelo demônio. —...Fumus, não é?

—...

—...

Um silencio. Kcalb que ouvia tudo apenas observa a situação, analisando as expressões dos dois. Realmente, fazia sentido.

—...Haha. — O sorriso volta para a face de Joe. — Fumus, o grande estrategista, capaz de se infiltrar em qualquer mundo. O que te faz pensar que um de nós, reles seres, seriamos discípulos dele?

— Você pode até não se lembrar. — Etihw sorri. — Mas os anjos do mundo de Fumus, são marcados. — Ela faz uma pequena pausa. — E mesmo que tenha conseguido se livrar da marca, mesmo que mínima, ainda sinto a presença dela.

O anjo fica em silencio novamente.

— Mas o que me intriga é o fato da marca, estar presente no corpo de seu companheiro. Visto que Fumus não se da tão bem assim com os demônios.

— ...Como esperado de uma Deusa. — Joe levanta o rosto e encara Etihw, pela primeira vez.

— Imagino que você não me dirá o porquê, certo?

Ele não responde.

— Agradeço por confirmar minhas suspeitas. — Etihw se volta para Kcalb e ambos saem da sala, e logo depois trancam a porta.

—...- O anjo consegue ouvir os passos deles se afastando.—...Haha. — Ele olha para cima sorrindo. — Como planejado, tudo está indo perfeitamente bem.

(...)

—...Fumus não está envolvido nisso. — Kcalb se pronuncia.

— Sim, eu sei. — Enquanto caminham para fora, ela se alonga. — Até porque, ele participou da reunião junto comigo, ele nunca iria para algo assim se tivesse que comandar um esquema desse. Quando ele faz algo, ele precisa se focar de verdade.

—...- Kcalb abaixa a cabeça pensativo. — Era essa a sua suspeita?

— Parte dela.- Etihw continua.— Vou enviar uma carta para aquele fumante, isso pode nos ajudar a ter mais informações. — Ela diz, se referindo ao deus.

—...- Kcalb se volta para frente. —...Certo.

— Algo o preocupa?

—...- Ele fica em silencio um tempo.—...Não.

—...- Etihw não acredita muito, mas respira fundo, já vendo a saída. — Tá.

(...)

— Rawberry!

Lentamente, a demônio vai abrindo seus olhos, um pouco incomodada com a luz. A voz de Macarona invade seus ouvidos a fazendo virar a cabeça para o lado. E bem diante de seus olhos, estavam suas amigas. Com dificuldade ela tenta falar, mais sua boca estava seca.

— ...Fome. — Foi o que ela conseguiu pronunciar.

— Estávamos tão preocupadas! — Disse Yosafire com empolgação e Froze sorri em concordância.

Rawberry força um sorriso e fecha os olhos, mas logo os abre novamente. O anjo medico entra na sala e faz alguns exames. As meninas não paravam de tagarelar.

— Desde que você veio para o hospital, Raspbel ficou inquieta, ela estava mesmo preocupada. — Yosafire disse sorrindo, mas logo faz uma cara confusa.— Onde será que ela foi?

— Que bom que a Etihw voltou logo e te curou! Ela veio aqui já bem de noite, sabe? Mas mesmo assim, foi gentil o suficiente para te ajudar e nos tranquilizar! — Macarona dizia com os olhos brilhando.

Froze cora levemente, ao se lembrar do modo afetuoso que Etihw a tratara. Do modo que ela sempre trata a maioria das pessoa, mesmo sendo quem ela era, sempre tratava todos bem.

— Com licença. — A porta do quarto é aberta, relevando Dialo e Chelan, com uma cesta contendo tortas de maça. — Estávamos preocupadas!

Rawberry tenta se sentar a beira da cama, e é ajudada por Macarona e Yosafire. O medico estava escrevendo algo em sua prancheta, quando se volta para a Rawberry.

— Tudo indica que você está bem. -O medico diz sorrindo. — Só irei terminar alguns outros exames e lhe darei alta.

— Ela está bem mesmo? — Dialo pergunta. — Ela pode comer, tipo, normalmente...?

— Oh, sim. Porém, não deve exagerar. — Enquanto ele dizia isso, a demônio bebia um pouco de agua.

— Certo. — Dialo suspira aliviada. — Você está bem?

—...Muita... — Rawberry diz olhando para a amiga, e logo depois volta o olhar para cesta. —...fome!♪

—Sim, sim. Claro que está faminta! — Dialo diz sorrindo, enquanto colocava a cesta sobre a cômoda ao lado da cama da demônio.

—...- Rawberry olha para a cesta com uma expressão estranha.

—...

—...

—....?

—...Geleia. — Rawberry se pronuncia. —...Torta com geleia é muito bom! ♪

(...)

— Eles não disseram mais nada? — Wodahs pergunta.

— Não. — Alela respira fundo. — Nada.

Eles estavam no castelo, em frente a fonte. Haviam se passado quatro dias após a recuperação de Rawberry, e quanto aos invasores, eles não disseram mais nada. Etihw havia enviado uma carta, chamando Fumus para conversar. O deus deveria saber quem eram aqueles dois, até porque, sem sombra de duvidas, era o deus que os treinara.

— Entendo. — O anjo olha para a escada. — Me mantenha informado de tudo. — Ele se direciona a escada.

— Eu sei, cabeça de anjo. -Ela o olha com tedio e revira os olhos.

Ele subia as escadas com uma carta em mãos. Ao que tudo indicava, era a resposta de Fumus. Logo, ele ficou diante a grande porta, onde seu irmão e a deusa ficavam. Ele abre a porta e os vê, conversando.

— Etihw. — O anjo chama a sua atenção.

Ela se vira para o anjo, e ele lhe mostra a carta. Ela estende a mão para pega-la. Kcalb observa tudo em silencio.

— Sabia que Fumus não iria demorar para me responder. — Ela sorri abrindo a carta e lendo o seu conteúdo.

—...- Kcalb olha para o anjo, que entendeu o significado do olhar.

— Nada. — Wodahs diz, se referindo ao caso dos invasores.

Kcalb respira fundo fechando os olhos.

—...Entendo. — Etihw termina de ler, fecha a carta e a coloca sobre a mesa.

— Ele concordou em conversar?

— Sim. Aqui diz que eu devo ir em seu mundo, se quiser conversar.- Ela suspira entediada. — Ele vai me esperar no Mundo Intermediário. Pois você sabe como ele é, não me deixaria entrar livremente em seu mundo.

O mundo Intermediário é um mundo isolado, no qual não há um deus ou diabo. Nesse mundo há inúmeros portais para vários mundos, além de ser um atalho para chegar no Pitch Black World. Fumus a iria encontrar pois, como um grande estrategista, sua segurança é praticamente perfeita, jamais deixariam entrar quaisquer pessoas, sendo elas Deuses ou não.

—...- Kcalb olha para o nada pensativo.

—...Kcalb. — Etihw o chama.— Você está distraído, tem certeza que não há nada errado?

— ... Preciso verificar algumas coisas..-Ele diz por fim, se levantando. Ele se dirige até a porta e sai.

Ele estava agindo estranho desde que que saíram da prisão. Etihw o observa sair, sem dizer uma palavra.

—... — Etihw observa a porta.—...Por que ele tem que ser tão tímido?

— Qual a data?

— Hm...amanhã, no começo da tarde. — Ela se alonga e boceja.

—...

—...

—...

—...

— Vou dar um cochilada agora.

— ...São três da tarde.

— Shhh! quieto.

(...)

Deitado , porém acordado. Inquieto. O diabo estava pensativo. Os resultados do interrogatório tinham um certo sentido, mas mesmo assim, algo estava errado. Por experiência própria, ele sabia perfeitamente o perfil de agentes como aqueles. Não fazia sentido.

—...- Kcalb fecha os olhos. —...Preciso pensar com calma. — Ele se levanta.

Ele anda pelo quarto, caminha até uma cômoda e abre a gaveta. Estava cheio de doces. Ele escolhe alguns, coloca um em sua boca e guarda ou outros. Ele respira fundo, com o gosto doce em sua boca, era bem mais fácil pensar. Ele pensa em sair, olha para a janela e vê a lua, que não estava tão linda. Mesmo assim, ele resolve sair para pensar.

Saindo do quarto, ele caminha em silencio pelo castelo. Assim que sai, caminha para o jardim atrás do castelo.

É suspeito. Pensa o diabo. Por que ele revelou as informações por um motivo tão fútil? É como se eles quisessem que soubéssemos. Não, as informações não são tão importantes. Uma distração? Também não. Ele olha para cima. Fumus não treina demônios, mas o demônio tinha uma marca daquele mundo. Fumus, o estrategista. Aquele que quase me matou. Kcalb suspira com frustação. Realmente, ele e Fumus já haviam lutado, lembrava-se perfeitamente das emboscadas que o deus havia forjado. Ele quase morrera. Lembrava-se do desprezo que o deus tinha, e ao que parece, ainda têm, em relações aos demônios.

—...É suspeito. — ele sussurra para si mesmo.

Ele fecha os olhos, e se prepara para voltar.

—...Oh.- Kcalb olha para cima, notando alguns raios de luz surgindo. — Já está de manhã.

Ele observa por mais alguns segundo o céu, mas logo vai embora, seguindo até o castelo. Porém no caminho, lembra-se da antiga prisão e das anotações. E segue até lá.

— Bom dia, senhor. — Cumprimenta uns dos subordinados.

Ele entra na prisão e se dirige a sala de reunião, caminha até a mesa e pega todos os relatórios. Leu e releu. Varias vezes. Ainda havia alguns doces em seu bolso. E tentando entender o motivo de tudo, sem que ele mesmo percebesse, ele já havia passado a manha na prisão. Estava ficando com fome, não havia tomado café da manhã e já era o almoço.

— ...Estou ficando mole. — Pensou alto, pois lembrava-se nos tempos de guerras, que passava dias sem comer.

Ele respirou fundo e se levantou. Organizou os papeis e os guardou, e logo saiu da sala. Caminhou pelo corredor pensativo, quando uma ideia surgiu em sua mente.

—...Claro. — Kcalb se volta para a porta de reunião.

— Irmão. — Era Wodahs. — Há algo errado?

—...- Ele olha por cima do ombro do anjo, avistando o final do corredor. E logo fecha o semblante.

Wodahs o olha sem entender nada, ele passa pelo irmão, indo até o final do corredor, ficando diante da porta. A porta onde estavam aqueles dois. Ele abre a porta.

—...- O anjo estava com a cabeça abaixada,enquanto o seu comparsa, estava olhando para o lado, mas assim que Kcalb entra, ele direciona seu olhar para o mesmo.

—...Foi planejado, não foi?

— Não sei do que esta falando. — o anjo responde.

— Irmão. — Wodahs aparece atrás de Kcalb.

— ...As informações, são irrelevantes. — Kcalb continua se aproximando. — Foi de proposito, desde o começo.

—...- O anjo ficou quieto.

— Vieram para preparar a emboscada.

— O que quer dizer com isso? — Wodahs pergunta.

—...- Kcalb o responde sem olha-lo. — As informações, são inúteis. Eles vieram aqui porque aquele maldito tem a marca do mundo Pitch Black. Sabiam que apenas um Deus conseguiria ver a marca. Atraíram a Etihw para um emboscada.

— ...Haha. — O anjo ri com sarcasmo. — Oh, certo. Acho que você descobriu.

— Fedelho. — Kcalb se aproxima, a agarra o anjo pelo pescoço, o levantando. — Não se esqueça com quem está falando. — O anjo não conseguia responder, Kcalb o solta.

Kcalb sai da cela, sendo seguido pelo irmão.

—... O que quis dizer com emboscada?

—... O mundo Intermediário. — Kcalb responde ainda com passos rápidos. — A carta de resposta, tudo forjado. É um emboscada para Etihw.

—...Certo. — a expressão de Wodahs muda, eles passam por alguns subordinados, e Wodahs deixa Kcalb prosseguir sozinho.

Wodahs ainda não estava entendo muito bem. Mas não tinha tempo para pedir uma explicação melhor. Etihw já havia saído.

(...)

— Esse mundo é tão sem graça.

A voz da Deusa ecoa pelo mundo vazio. Pedras, depressões, alguns pilares. Estava deserto. Etihw estava a caminho do encontro, entediada. Mas realmente, fazia muito tempo que ela não via aquele mundo, na verdade, já fazia muito tempo que ela não saía de seu próprio mundo. Depois de andar um pouco, ela para, e respira fundo.

— ...Sei que está ai, pode aparecer. — Ela fala alto.

No mundo deserto, palmas ecoam pelo lugar. O som vai se aproximando.

— Não esperaria menos da grande Etihw. — Uma voz é ouvida, uma voz feminina. — Então, já sabia de tudo?

—..Pff, foi obvio de mais. — Etihw ri convencida. — É realmente covarde fazer uma emboscada num lugar deserto desse.

— Eu sei. — A voz se aproxima. — Mas agora, vamos nos divertir.

Um som agudo e ouvido, Etihw avista uma luz vindo do horizonte. E em milésimos de segundos, a luz chega diante de Etihw. Um laser. Mas Etihw consegue desviar, fazendo o laser acertar algumas rochas, as destruindo.

— Não se esqueça. — Etihw sorri. — Eu sou uma divindade.

Etihw desaparece, e reaparece sobre todo o mundo procurando de onde vinha o tiro, e logo, ela viu o laser entrando em ação novamente. Mas ela consegue sumir antes de ser acertada.

— Achei você!♪ — Etihw diz aparecendo no chão, diante da pessoa possuidora da arma, que tinha o rosto coberto.

O laser dispara novamente, mas dessa vez, Etihw não desvia. A Deusa levanta uma das mãos faz o laser desviar, cortando-o no meio. Ela desaparece novamente, aparecendo atrás da pessoa que atirava. A pessoa vira, dando um chute. Mas a divindade defende. E em um movimento rápido, a pessoa salta para a alto, ficando em pleno ar, largando a arma.

— Deusa, você não devia ter vindo.

Logo, algumas correntes aparecem do chão. O ser saca uma espada e a ataca. Etihw desvia de todos os ataques, e em sincronia, as correntes tentavam acerta-las.

— Faça melhor. — Etihw diz com sarcasmo.

Ao atacar Etihw com sua espada, Etihw uso seu poder para quebrar a lamina. A pessoa se afasta novamente. Apenas sua boca estava amostra, e essa tinha um sorriso convencido. Etihw ouvi um ruído, e olha brevemente para trás. Outro laser, estava a pouco de acerta-la, mas Etihw ainda sim, desvia. Mas é acertada com um soco no rosto.

— Adeus, Deusa. — A pessoa Levanta sua mão para cima, fazendo inúmeras correntes se erguerem e investindo contra Etihw.

— Repito: Não esqueça...- Etihw desaparece, e as correntes acertam o chão. Etihw aparece sobre as corrente.—...Eu sou uma..- As correntes de repente, se fazem em pedaços —...Deusa!

Etihw se aproxima da pessoa em grande velocidade, e antes que a pessoa pudesse se defender, Etihw reaparece em sua frente e acerta com um soco, a fazendo voar metros.

—Ah, que chato. — Etihw diz, com cara de tedio, enquanto se aproximava. — Já acabou?

Enquanto Etihw estava virada para pessoa, um laser silencioso se aproximava, e ao que parecia, a Deusa não havia percebido. Um laser destrutivo. A poucos centímetros, Etihw sente algo a agarrando e tirando do caminho laser, que ao acertar o chão, faz grande destruição. Etihw agora, estava no colo de alguém.

— Ué. — Etihw olha para o local onde a pessoa estava, porém ela havia desparecido. Ela suspira e olha para o rosto de seu 'salvador'. — ...Me coloque no chão.

O ser a obedeceu, sorrindo.

— Não precisa agradecer. — O ser, que era bem mais alto que Etihw, diz com um sorriso convencido. Ele tinha um cabelo negro e olhos índigos.— Eu me pergunto o que algo tão belo faz em um lugar tão tenebroso.

— Não precisava me salvar. — Etihw disse, ignorando a ultima parte.

— Oh, não precisa ser tão orgulhosa...

— Não, serio.- Etihw levanta o olhar. — Eu tinha visto o laser.- Ela lança um olhar entediado.

— Ok, ok. — O ser suspira, fingindo estar desapontado.— O que uma bela Deusa está fazendo aqui?

— A bela deusa estava tomando chá. — Diz ironicamente, sem olha-lo, enquanto limpava suas roupas. — Você deve ser o diabo do Pitch Black World.

Ele ri.

—Sim, sim. — Ele sorri e se curva, e logo depois pega a mão de Etihw. — Me chamo Satanick. — Assim que ele diz, ele beija a mão dela, sem desviar o seu olhar.

— Etihw. — Ela diz sem tirar a expressão entediada do rosto.

Notas finais
Talvez não esteja tão explicito algumas coisas e tal. Mas elas serão explicadas no próximo capitulo. Curiosidade: Satanick é outro personagem da Mogeko. Informações no wiki do jogo; (e sim, ele é divo) Obrigada por ler! Te aguardo no próximo! Bye