Notas iniciais
Esta é a minha primeira OneShot sobre digimon, espero que gostem!

Ela corria sem destino, apenas queria fugir daquele lugar, mas parecia que não saía do mesmo sítio. Ela gritava por Ele em pedido de socorro, a rapariga estava apavorada. Aquele lugar cheio de escuridão e aquele ser a persegui-la. Ela estava sozinha, tinha visto todos os seus amigos serem atacados por aquele monstro e não pôde ajudá-los. Olhou em redor e só havia ruínas, tudo destruído, o resultado de uma batalha. Após ver toda aquela destruição, fitou o seu melhor amigo, o seu companheiro, inconsciente. Então, ela ganhou forças e encarou quem a seguia.

-EU NUNCA TE VOU PERDOAR PELO QUE FIZES-TE AOS MEUS AMIGOS!! – Exclamou a rapariga com os punhos cerrados e sem tirar o olhar dele.

Aquele ser apenas gargalhou, um sorriso maléfico, e foi em direção ao grupo de pessoas que estavam caídas, juntamente com os seus parceiros digimons. A rapariga estava agora sem reação, estava somente a observar os passos daquele grande inimigo. Mas quando ela o viu a ir em direção ao seu melhor amigo, foi como se o Mundo caísse, aquele era o fim. Ele já estava a formar o seu ataque e o direcionado para ele.

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-NÃO! – Gritou uma rapariga de cabelos castanhos, agora ligeiramente compridos, e olhos num tom vermelho-acastanhado. Ela estava com lágrimas nos olhos.

Era de noite, deviam ser umas 3h da manhã, e por causa do seu grito, ela acordou o resto da família que entraram de rompante pelo quarto dela. Pai, mãe e irmão a olhavam preocupados. Ela ainda chorava e ninguém sabia o que se passava. O irmão dela disse aos seus pais que eles podiam ir dormir que ele conversava com a rapariga.

-Kari? O que se passa? – Notava-se perfeitamente a preocupação nos olhos de Tai, o rapaz que sempre foi muito protetor com ela. Kari olhou para ele e depois olhou em redor até perceber que estava no seu quarto.

-Foi só um sonho… — Murmurou ela, mas que não passou despercebido pelo irmão. Ela limpou as lágrimas que lhe desciam pelo rosto com as mãos e logo depois abraçou o irmão com toda a força que podia. – Eu não quero que nada vos aconteça, que nada lhe aconteça!

Tai olhou para ela ainda sem entender o que se passava, mas mesmo assim não hesitou em retribuir o abraço a Kari, se isso lhe fazia sentir melhor. Esperou um pouco até ela ficar mais calma e encarou-a.

-Diz-me o que se passou… — Pediu o rapaz afastando-se do abraço para poder olhá-la nos olhos. Ela só de se lembrar já lhe dava vontade de voltar a chorar. Respirou fundo antes de começar a falar.

-Foi horrível Tai! – Ela começou a soluçar, sinal de que ia voltar a chorar, mas antes que tal acontecesse, ela conseguiu aguentar. – Antes de falar sobre o que sonhei, posso te pedir um favor? – Kari pediu sem nem ao menos olhar para a cara do irmão. Ele estranhou e quando ela olhou para ele à espera de uma resposta, ele assentiu. – Eu sei que é muito tarde, mas podes chamar o TK? Podes usar o meu D-Terminal.

Tai achou estranho o pedido da irmã, quer dizer, nem achou muito estranho, pois ele sabia da proximidade dos dois, mas chamá-lo a uma hora destas era uma loucura. Decidiu não fazer perguntas e fazer o que lhe foi pedido. Pegou no D-Terminal de Kari e começou a digitar uma mensagem.

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“TK, daqui é o Tai, desculpa estar a incomodar a estas horas, mas é que a Kari acordou extremamente exaltada e a chorar. Penso que foi um pesadelo pelo que consegui ouvir dela. Só que não lhe consigo ‘arrancar’ nenhuma informação e ela pediu-me para te chamar e que só depois diz o que se passa. Mais uma vez desculpa pelas horas.

Deixo a porta ligeiramente aberta para poderes entrar mal chegues.

Estamos à tua espera.”

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Depois de Tai enviar a mensagem a TK, foi novamente ter com a irmã.

Em casa de TK, por incrível que pareça, ele não estava a dormir, mas andava aos círculos no quarto, algo parecia lhe estar a perturbar. Ele estava nervoso porque tinha decidido se declamar a uma rapariga, mas tinha medo de ser rejeitado e também que isso acabasse com a amizade dos dois. Mas todos os seus pensamentos foram interrompidos com um pequeno som do seu D-Terminal. Correu até ele, a uma hora daquelas só podia ser uma emergência. Mal acabou de ler a mensagem ficou ainda mais preocupado. Não demorou muito tempo para sair a correr até casa dos Kamiya.

Como Tai disse na mensagem, a porta estava ligeiramente aberta. TK entrou e fechou a porta. Foi calmamente até ao quarto de Kari, para não acordar os adultos da casa. Quando chegou à porta do quarto dela, bateu ao de leve para saber se podia entrar, após ouvir um “entra” do Tai ele abriu a porta e observou o estado de Kari, ela estava apavorada com alguma coisa. Aos poucos ele foi se aproximando e logo que a rapariga viu que o seu melhor amigo já lá estava, largou os braços do irmão e foi a correr abraçar TK.

-Ainda bem que chegas-te… — Murmurou Kari aos soluços. – Não quero que ele volte para nos atormentar! – TK e Tai olharam para ela sem saber do que ela falava.

O rapaz loiro levou Kari a se sentar na cama e segurou-lhe as mãos passando-lhe confiança para que ela começasse a explicar que tipo de sonho teve. Ela olhou para TK e depois para o irmão, ambos demonstravam preocupação e também curiosidade nos olhos. Kari soltou um suspiro e tentou não soluçar nem chorar para poder contar tudo o que ela viu naquele sonho.

-Eu sonhei que estávamos todos no Mundo Digital, e quando digo todos, são todos mesmo, nós os 11. Estava tudo calmo mas de repente, fomos rodeados de uma imensa escuridão e foi aí que ele apareceu… — Kari fez uma pausa só de lembrar daquele monstro. – Myotismon… Todos se prepararam para o atacar, mas eu apenas não queria acreditar que ele estava de volta. Uma dura batalha ocorreu naquele mesmo lugar, não demorou muito para tudo ficar em ruinas e quando dei por mim, estavam todos inconscientes… — Ao lembrar-se de ver os seus amigos naquele estado, fez as lágrimas voltarem a descer pelo seu rosto, mas mesmo assim continuou. – Os digimons já não conseguiam mais lutar e até vocês tinham sido atacados por ele. Eu não aguentei ver aquele cenário e tentei fugir dele, mas parecia que não saía do mesmo sítio. Desisti de correr depois de voltar a olhar para todos. Encarei Myotismon e gritei com ele mas de nada valeu, depois disso, ele foi na vossa direção… — Kari fez uma pausa, agora vinha a parte que lhe causava mais dor. – Foi… Na tua direção… TK…

Tai e TK que estavam a escutar tudo atentamente ficaram chocados depois de ouvir aquilo tudo. Kari estava novamente a chorar, da mesma maneira de quando acordou. Os dois rapazes se olharam, Tai percebeu o que TK queria.

-Foi só um pesadelo, não penses mais nisso. – Disse Tai abraçando a irmã e logo de seguida saiu do quarto deixando os dois amigos sozinhos.

TK olhou para ela com preocupação e com ternura. Kari mantinha o olhar baixo e continuava a chorar, então o rapaz pegou no queixo dela com a mão esquerda, fazendo-a olhar para ele. Delicadamente ele limpou as lágrimas dela com a mão livre e encarou-a.

-Como o Tai disse, foi apenas um pesadelo. – Ele fez uma pequena pausa, sem nunca desviar o olhar. – Sabes que eu vou estar sempre aqui para ti não sabes? – Ela soltou um pequeno e sincero sorriso ao ouvir as palavras do amigo.

-Sim, eu sei TK. É por isso que somos os melhores amigos… — Respondeu Kari ainda notando-se na sua voz que esteve a chorar.

-Mas podíamos ser algo mais que melhores amigos… — Murmurou ele corando ligeiramente. Já Kari, ficou vermelha que nem um tomate depois de ouvir tal coisa. Ela ia para dizer algo, mas foi interrompida por TK que lhe colocou o dedo indicador sobre os lábios fazendo ela não dizer uma palavra. – Deixa-me acabar por favor… — Disse ele, depois meteu a mão ao bolso e retirou de lá uma pequena caixinha. TK tremia por todos os lados, estava nervoso. Voltou a olhar para a rapariga à sua frente e aos poucos abriu a pequena caixa mostrando um anel prateado com o símbolo da Crest of Light. – Kari… Queres ser mais do que melhor amiga para mim?

A rapariga que ainda à minutos estava apavorada devido ao pesadelo que teve, agora estava radiante. Ela sempre sonhou com aquele momento e logo se atirou nos braços de TK, colando os seus lábios nos dele. Quando se separaram por falta de ar, ambos coraram.

-Sim, claro que quero! – Exlcamou Kari com um enorme sorriso no rosto.

Os dois ficaram abraçados por algum tempo e depois TK colocou o anel no dedo anelar direito de Kari que sorriu novamente depois de observar melhor o anel.

-Quem diria que um pesadelo traria algo bom no final de tudo. – Disse Kari, e depois o casal selou, novamente, um leve e delicado beijo cheio de sentimento.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado!
Reviews são bem-vindas! *.*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!