Eles se encontraram pela segunda vez no headquarters do FBI. Ela estava conversando com Peter e Diana. Parecia assustada, estava pálida e tremia; O Vampiro se aproximou do pequeno grupo, manteve o olhar em Di, hipnotizando-a e fazendo-a recuar. Dirigiu-se a Peter e disse com uma voz sedutora.

– Quer deixar isso comigo?

Burke apenas assentiu e retirou-se. Deixou Danielle com o homem mais sexy e cruel que existe.

Ela podia sentir mãos frias em seus cabelos castanhos, e desciam para seus ombros; ele era pálido e seus olhos eram intensos. O coração de Danielle pulava dentro do peito, e seus olhos fecham lentamente.

– Vejo que está preocupada. O que posso fazer pra colocar um sorriso nesse rosto?

– Pode descobrir quem matou meu pai! Não é do FBI?!

– Acalme-se, senhorita... encontraremos quem cometeu esse crime hediondo. Não quer sentar-se? Está com sede?

Ela apenas balançava a cabeça, chorando mais e mais conforme os minutos se passavam. Ele, por sua vez, lembrava-se de ter atacado um homem de idade no dia anterior; alto e com cabelos grisalhos. Será que... Oh, Neal se sentia muito culpado agora. Mentira, ele não sente culpa nem remorso, nem amor; apenas sede.

– Se não está com sede, eu estou. Com licença.

O vampiro então sai do escritório e encontra Peter, ele ainda estava abalado pela morte da esposa, mas Neal não tinha dó nem piedade.

– O que há de errado, Pete?

– Você sabe. Elizabeth ter morrido dessa maneira... havia dois furos em seu pescoço, pelo amor de Deus! Vampiros não existem!

– Será? Sabe Peter... o sangue dela era excelente. O melhor sangue que já provei.

– V-você? Você a matou... a sangue frio?

– Acredite, foi difícil. Mas eu precisei. Estava com sede e... queria esquecer uma garota que...

– Você volta pra cadeia hoje mesmo! Não, melhor, será executado hoje!

Ouvindo tudo aquilo, Neal simplesmente cansou de ser bonzinho. Preparou as presas e mostrou a Peter que mais uma vez ele estava errado.

– Acho que não, Pete... Há coisas que não podem acontecer; eu ser executado é uma delas. Sou imortal, idiota. Agora você vai me pagar por ter tirado minha liberdade.

Neal ataca o pescoço do Agente Burke, antes, o único homem em que ele confiava, agora, o homem que ele mais queria matar.

Ele dá um sorriso vitorioso e cruel. Como um homem tão lindo poderia ser tão demoníaco? Pergunte isso a Lydia Wayland; a "criadora" de Caffrey.

Pois bem, ele termina o serviço em seu ex supervisor e vai a sua sala. Diana vem em seguida, com uma expressão horrível (Mas Caffrey achava divertida).

– Di? Aconteceu alguma coisa?

– Como que você não tomou conhecimento, Caffrey? — Como ele balança a cabeça em negação, ela respira fundo e diz com voz trêmula — O chefe está morto. Esparramado no corredor. E você aqui, tranquilo...

Substituindo sua expressão falsamente preocupada por uma sorridente super perigosa, o vampiro se aproxima como um animal da colega de trabalho e a segura pelos braços. Inclina sua cabeça até o ouvido de Diana, e sussurra sedutoramente.

– Já sei que Peter está morto, Di. — Assim levanta a voz, como se quisesse que o mundo soubesse — Eu o matei! E adorei a sensação.

– Você? Caffrey, eu tava começando a confiar em você...

– Oh Diana, sinto muito. Me escuta, eu posso não lhe matar, se...

– Se o que?!

– Se me obedecer cegamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.