The Golden Angel

9 O Misterioso Livro


Elegecky 360º The Golden Angel

Episódio 09 – O MisteriosoLivro

Retrospectiva: Quando vimos nosso pequeno aventureiro, Elegecky, pela última vez, ele estava visitando sua avó, Brenda, e seu primo, Nathan. Seu primo mora junto com sua avó. Brenda tratou bem Pollyanna e Elegecky, com seu espírito esportivo e engraçado. Os recebeu bem. Era tudo o que eles precisavam. Porém, Nathan o decepcionou por não falar com Kale apropriadamente. Tristonho, o menino vai embora e Nathan vai logo atrás, depois de uma conversa com sua avó. Logo eles conversam em uma praia e fazem as pazes. Finalizam com um abraço de sinceras desculpas.

Observação: “Éspãn” é uma cidade fictícia!

Brasil, RJ [Éspãn] Quinta-Feira, 11 de Fevereiro de 1999

Era mais um dia de chuva na cidade de Éspãn, lugar onde morava Elegecky e todos os seus amigos. Ao parecer, aquele seria mais um dia de aula normal.

Raios circulavam pelo céu acinzentado, causado pela forte chuva. A brisa da manhã passava pelas janelas do quarto de Kale, que havia as abertas para renovar o ar quente da noite, após dormir. O vento era intensificado a cada vez mais. Fortes pingos de chuva Caíam violentamente pelo chão, proporcionando um som agudo. Um belo de um som ambiente, pelo ponto de vista de Pollyanna, que estava indo desejar bom dia para o filho. Quando ela entrou no quarto foi surpreendida por Deipu, que já estava devidamente uniformizado para, então, ir ao colégio. Ela sorriu e sentou-se na cama do mesmo. Iria dizer algo que o deixaria feliz.

— Não poderei ir para a escola hoje? — Disse Elegecky pulando de alegria ao saber da notícia.

— Isso mesmo! Por causa desta tempestade, caiu uma barreira na estrada que se leva ao colégio. Ou seja, você, de maneira alguma, poderá ir.

O diretor tomou providências em avisar a todos os pais dos filhos que transportam-se de ônibus para ir a escola, que não levariam falta naquele dia e a matéria perdida seria retratada em uma apostila compacta. Para os demais estudantes, a vinda à escola seria obrigatória. E se faltassem, não seria justificada a perda, ao contrário se estiver com atestado ou alguma declaração. O que deixou Elegecky feliz. Ele, depois de ouvir sua mãe falando que não poderia ir à escola, arrancou as roupas do corpo com uma grande rapidez, diante de sua mãe e recolocou as que estavam antes. Este não se importava que sua mãe o visse nu, pelo menos até aquele estágio da sua vida. Sua mãe, assim descera às escadas para preparar o seu e o café do filho, que no caso do menino, cereais.

Pela primeira vez, eles faziam sua refeição matinal juntos. Pollyanna passou as subseqüentes instruções a Deipu, enquanto lanchavam:

— Preste bastante atenção. Hoje irei a começar a trabalhar em um supermercado aqui perto. — Informou Pollyanna, tomando seu café, mostrando uma foto para Kale. — Trabalharei de Segunda a Sábado.

— Isso é bom, mãe! — Alegrou-se Elegecky, levantando a colher que estava na tigela de sucrilhos achocolatados.

— É uma ótima proposta de trabalho. Ganharei em torno de mil reais por mês! — Disse Pollyanna mostrando o acordo no contrato naquelas letras miúdas.

— Verdade? Eu não estou conseguindo ler. Está embaçada a minha visão! — Reclamou o mini-profeta forçando seus olhos e coçando a cabeça.

— Tem certeza que não? — Perguntou a mãe, analítica.

— Tenho. — Respondeu o estudante.

— Hum, te levarei ao médico para ver isto, no Domingo. — Informou a operadora de caixa. — Certo?

— Eu tenho um pouco de medo, mas vou. — Avisou Kale, temeroso, continuando a lanchar.

— Não se preocupe, filho. Te conheço na palma da minha mão. Lembro que quando ia ao médico com Nathan, se sentia mais seguro. Ele irá com você. — Disse Pollyanna, fazendo o medo de Elegecky parar.

— Está bem. — Disse Kale, com cereais na boca.

— Eu já estou indo. — Disse a mãe, já arrumando a bolsa. — Se quiser ir à casa de Spencer ou na de Guilherme, você pode, mas lembre-se de me ligar para avisar. — Complementou.

— Bom trabalho! — Gritou Elegecky colocando o tênis para visitar Spencer.

O garoto estava com uma roupa adequada para ir até o outro lado da rua, então não hesitou de avisar Pollyanna sobre a sua saída. Kale pensava no que Spencer tinha a dizer. Depois de alguns minutos escovando os dentes, ele pegara a chave de casa, seu celular e partiu rumo às ruas, mesmo com toda aquela chuva. Ele estava tão sob suspense que nem quis saber se ia chover, ou não. Resultado; chegou encharcado à porta do taxista, com bastante tremedeira. Com ligeireza, tocou a campainha com as duas mãos para ele pudesse vir logo. Não demorou muito para atender.

— Kale! — Cumprimentou Spencer feliz, com um sorriso gigante estampado no rosto. — Há quanto tempo! Bom, entre! Vejo que se molhou com a chuva.

— Não poderia se molhar com fogo, eu acho. — Brincou o pequeno profeta.

Então, Kale entrou. Spencer estava bem agasalhado por causa do frio. Vestia um casaco preto, uma bermuda cinza e estava descalço. Pela água da chuva, ELEGECKY fora deixando marcas d’água na casa de Spencer ao se movimentar.

— Acho que veio pelo livro, creio eu!

— Exato.

Spencer viu que a criança estava muita molhada e resolveu buscar uma toalha para seca-lo. Para isso, fora em seu guarda-roupa que ficara no andar de cima de sua casa. Apanhou uma toalha branca, não muito grande, e desceu às pressas em direção à sala, pois Kale, certamente, poderia pegar um resfriado. Quando chegou na sala, arremessou-lhe a toalha para que pudesse se secar. Então, Kale foi direto:

— Obrigado pela toalha. Mas onde está o livro? — Perguntou enquanto se enxugava. Seus cabelos macios e ruivos estavam grudados na testa por conta da água.

— Aqui está! — Spencer pegou um livro que estava em cima de um móvel branco e o entregou nas mãos de Elegecky. — Sente-se campeão. Tenho certeza que será útil... Muito útil a você.

— Está bem, obrigado. — E assim Elegecky assentou-se.

Então, Deipu começara a folhear o livro que o ajudaria a descobrir algo sobre suas visões. Ele achou uma página que o deixara bastante focado.

“[...] O paranormal, quando começa a desenvolver seus poderes descobrindo-os, terá uma certa dificuldade para saber lidar com tamanha energia. É necessário o apoio familiar para que o mesmo não enlouqueça. Nunca poderá se sentir sozinho durante este estágio de desenvolvimento. [...]”

“[...] Alguns clarividentes são molestados diariamente por conta de visões desastrosas. A maioria dos humanos com poderes parapsicológicos só prevêem acontecimentos bons ou que não são ruins. Já vinte porcento, prevê apenas trágicas. Tudo isso é causado pelo estado psicológico em que o paciente se encontra. Se houver algum fator que o não deixe feliz, só haverá visões ruins. [...]”

“[...] Há uma pequena possibilidade da pessoa possuir poderes milagrosos. [...]”

O pequeno profeta só fez a leitura da última página do livro, antes dos créditos. Aquilo foi praticamente um resumo sobre paranormais e que eles são importantes, o que não surpreendeu Kale. Havia ainda muita informação naquelas páginas que ele precisava saber. Com isto, Spencer não entendeu o porque do amigo não querer saber todo o resto, sendo que estava com um artigo recheado de informações que o ajudariam futuramente.

— Não quer ler o resto? — Indagou Spencer, sentado perto de Kale.

— Eu... — Por alguns segundos, o menino ficou de cabeça baixa e algumas lágrimas começaram a percorrer sobre seu rosto. —... Tenho medo de saber o resto.

— Qual é o problema? Pode me dizer! — Spencer olhava para o garoto com atenção. Parecia não estar entendendo o sofrimento do mais novo.

— Eu não sei! — Disse Elegecky com a voz fina. Aparentava fazer esforços para não chorar. — Eu só queria parar de prever estas coisas.

— Pense bem! Isso é bom. Ter visões pode ser uma qualidade sua. — Tentou o mais velho aconselhar.

— Por Que só prevejo coisas ruins? — Perguntou o menino levantando a cabeça e olhando para Spencer.

— Isto deve ser um estado psicológico... Erh... Você é feliz?

— É difícil de explicar. Eu vou embora. Quero que venha comigo. — Disse Elegecky, se levantando com rapidez e indo a direção à porta. Spencer logo foi o seguindo.

Elegecky não sabia controlar suas emoções, seus sentimentos. Ele não conseguia se abrir e contar o que há. Sempre fugia dos problemas numa maneira frustrada de esquece-los, sabendo que aquilo não adiantaria de nada.

T O B E C O N T I N U E D

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