The Golden Angel

11 O Último Suspiro (Primeira Parte)


Elegecky 360º The Golden Angel

Episódio 11 – O Último Suspiro (Primeira Parte)

Retrospectiva: Quando vimos Elegecky Kale posteriormente assistimos o quanto está sendo difícil para o clarividente entender seus poderes. Elegecky, em mais uma de suas tenebrosas situações, havia se cortado na testa em uma premonição. O de anormal foi que Spencer conseguiu prever também por um simples toque no ombro de Elegecky. No hospital, Spencer mostrou a Kale uma foto que a polícia havia tirado do incidente ocorrido em sua casa. Nela havia um menino...

Spencer estava no hospital, como mostrado pela última vez, ao lado de Elegecky que fora internado. Ele interrogava o menino a fim de encontrar a resposta para uma foto.

— Não sei, Spencer. Ao olhar para a foto sinto que é uma pessoa muito importante para mim — Disse Elegecky com a foto em mãos — É a mesma sensação que senti no sonho quando vi aquele estranho com a capa — Neste momento, o médico veio para o quarto e avisou que sua mãe estava trabalhando, porém preocupada. Aproveitou e abriu o vidro da janela, onde se podia ver o sol entre as nuvens.

— Parece que está tudo interligado, a meu ver — Analisou o moreno, sem muitos movimentos — Mas por que está triste agora?

— Amanhã é meu aniversário... E pelo que estou percebendo, passarei o dia sozinho... Como sempre — Lamentou o ruivo.

— Sua mãe terá trabalho amanhã... E eu também. Não há nenhum amigo ou parente que possa comemorar o aniversário?

— Sim, tem. A casa de minha avó. Vou falar com ela. Seria muito bom passar este dia com meu primo e meu amigo, Guilherme — Sorriu Elegecky.

— Kale, pelo que andei observando, você é meio solitário, não é? — Indagou o moreno fixado nos olhos do ruivo.

— Eu me sentia sozinho nos Estados Unidos. Lá todos me achavam estranho... Esquisito... Diferente. Aqui não posso dizer muito, pois estou aqui há mais ou menos uma semana. Posso dizer que você e o Guilherme... São os meus únicos. — Explicou Elegecky, com as mãos juntas. O menino aparentava estar triste... Inconsolável... Desiludido.

— Isso só depende de você, meu caro. Kale, o mundo funciona assim: o globo não gira a sua volta, e sim você tem que girar ao redor dele. Ou seja, busque isso. Você é muito tímido. Talvez se deixasse um pouco essa timidez... — Spencer o consolou.

— E como se faz isso? — Perguntou o profeta.

— Isso é algo que você tem que descobrir. Só você pode entender. Pelo pouco que eu te conheço, vejo um menino muito legal na minha frente, que tem uma alta simpatia... E que se mostrar ao mundo isso, eles verão o quanto você é especial. — Spencer parecia um psicólogo diante de Elegecky. Nunca conversou com ninguém tão profundamente assim. Aquilo fazia Kale ficar melhor.

O doutor que havia feito o curativo em Elegecky entrou para o interior do quarto onde ele estava. Com um sorriso estampado no rosto, ele disse:

— Você está liberado para ir embora.

Biblioteca: Guilherme estava na biblioteca pesquisando um dos assuntos do trabalho da escola, cuja matéria era Estudos Sociais, no fim da tarde. O garoto estava sentado sobre uma mesa marrom, perto da última fileira de estantes. Naquele exato momento, ele viu Nathan, primo de Elegecky, porém não o conhecia, pois nunca havia tido contato com ele. Como todas as mesas estavam ocupadas e só a mesa onde o amigo de Kale trabalhava a única solução, se não quisesse ficar de pé, era sentar perto dele, na mesma.

— Beleza? Eu vou sentar aqui, pois é o único lugar que não está ocupado. Não liga para mim não! — Disse Roarke, sem jeito.

— Está tudo bem — Disse Guilherme.

— Prazer — Nathan Roarke ergueu o braço até Guilherme para cumprimentá-lo com um aperto de mão. Porém, ele hesitou de cumprimentá-lo por alguns segundos, com as mãos no lugar, mas logo cedeu — Meu nome é Nathan Roarke Deipu Mazzello, e seu nome, como é?

— Guilherme Drew Jenkis — Guilherme se apresentou. Observou que o nome “Deipu” era semelhante ao sobrenome de Kale, seu amigo, então não hesitou de perguntar — Você, por acaso, é parente de Elegecky?

— Elegecky Kale Duncan Deipu? — Nathan perguntou e abriu o livro.

— Isso! — Respondeu Guilherme.

— Sou o primo dele — Explicou Roarke voltando os olhos para ele mais uma vez — Você é amigo dele?

— Sim, sou. O conheci no primeiro dia de aula. Estamos num trabalho em grupo, e por isto estou aqui. E você, o que faz na “bibliochata”? — Brincou Guilherme.

— Vendo uns artigos para minha avó. Mas se estão num trabalho juntos por que ele não está aqui com você? — Observou Mazzello.

— Ele estava internado num hospital. Cortou a testa profundamente, segundo a mãe dele. Eu queria ter ido lá saber como estava, mas estava na escola. Ele foi liberado no início da tarde. Estou aqui desde o começo. — Disse Drew, folheando os livros.

— Eu não sabia disto. Só irei acabar aqui para poder ir lá. Quero ver como ele está. Até agora só nos vemos uma vez, desde sua vinda para cá.

— Certo. Levando em consideração a alguns problemas que ele tem enfrentado ultimamente, resolvi fazer a pesquisa para ele e levar a parte que deve fazer.

— Que tipo de problema? — Perguntou Nathan, fechando o livro com sua face desconfiada.

— Você não soube? Ele não o contou? Bom, acho que como é primo dele não terei problemas em passar a informação — Logo após falar, fechou o livro e virou-se para Roarke — Desde que chegou aqui, o Kale anda tendo umas visões estranhas de acontecimentos desastrosos. No primeiro dia de aula, ele previu que alguém iria levar um tiro e logo após isso, um colega da minha sala apareceu com um tiro de raspão. Quando pedi para ele me explicar, entrou em pânico e falou que tinha visto um homem de capa preta explodindo o ônibus que estava. A marca está no braço dele. Depois, ele salvou minha vida, falando que um ventilador cairia na minha cabeça. Era verdade! Escapei por pouco. Cortou um fio de cabelo meu — Enquanto Guilherme contava a história, Nathan ouvia com atenção — Acho que esse corte na testa dele, foi por uma escapada de alguma visão trágica.

— Quando estava indo de ônibus para a rua da casa dele, também vi um homem encapado. Ele não se movia de jeito algum.

O interessante em Nathan era que ele fazia daquilo algo normal. Enfrentava a situação como se não fosse algo anormal. Isso deixou Guilherme desconfiado. Algo estava errado.

— Acha que está interligado? — Perguntou Guilherme Drew Jenkis.

— Não ache, tenha certeza — Respondeu Nathan Roarke Deipu Mazzello.

— O estranho disto tudo, é que esta foi a única visão que não se concretizou — Observou Jenkis.

— Agora fiquei com medo.

— Por Que, Nathan?

— Tenho esse sonho quase todas as noites, mas desta vez... — Nathan parou de falar instantaneamente.

— ... Desta vez...? — Guilherme puxou Nathan pela camisa para que ele pudesse terminar a frase que começou.

— Eu sonhei com algo muito desumano. Tenho vergonha até de falar... É algo obsceno — Nathan ficou nervoso.

— Sonho Erótico? — Guilherme perguntou, diminuindo o volume de sua voz.

— É. Mas não foi bem isso. Eu vi que um menino estava sendo estuprado e violentado por alguns bandidos, um pouco mais velho que ele. Durante o ato, esse menino morre por não agüentar. Diria que uns dezesseis anos de idade — Roarke falou, envergonhado.

— Que coisa horrível de se sonhar. Mas você acha que talvez... Esse garoto... — Guilherme dizia, com medo e nervosismo — ... Seja Kale? — Ele disse, olhando para Nathan, com as mãos tremulas.

— Poha! É verdade, só pode ser ele.

— Temos que ir depressa! Vamos impedir esses pedófilos! — Alertou Guilherme.

Então, o sonho de Nathan mostrou Kale sendo estuprado. Agora eles têm de correr contra o tempo para evitar a visão de Roarke.

Eles saíram rapidamente da biblioteca com alguns livros na mochila e foram correndo em direção a casa de Elegecky, enquanto o Sol estava se pondo no término da tarde.

Será que eles conseguirão salvar Elegecky?

T O B E CO N T I N U E D

Próximo Episódio: O Último Suspiro – Parte II

Notas finais
´Reviews para me fazerem feliz? *-*
Obrigado por leeer.