The Gods - Interativa

4 Capítulo 3: Revelações


Notas iniciais
Obrigado por me fazer feliz em um momento dark.

— Irmão! — Falou Daniel, enxugando as lágrimas de Ethan, ele ainda estava preso em sua cela, pensando em seu destino, possivelmente seria enforcado em praça pública na manhã seguinte. — Eu sei que você não matou Sam, você apenas estava na hora errada.

— Acha que eu devo falar isso em meu julgamento? — Murmurou Ethan, olhando com os olhos marejados de lágrimas. — Eles vão me enforcar no mesmo instante.

— Acredito que eles vão te inocentar. — Daniel olhou para ele, sentindo pena. — Preciso ir, amanhã será o seu julgamento, preciso me preparar para defender você.

[...]

Ethan entrou na sala onde seria julgado. Ela era grande, com muitas pessoas sentadas nos lados, um grande espaço no centro e na cadeira maior estava o juiz olhando diretamente para ele, o pássaro misterioso estava na mesa à frente do juiz. Ethan achou muito estranho, conceder permissão para um animal entrar no espaço fechado, ele não sabia como ele fora parar ali.

— Todos prontos? — Falou o juiz com uma voz enérgica. — Eu, Alexander, juiz da região do reino da Terra, estou presidindo este julgamento referente ao caso envolvendo Ethan Shaw com a morte de Samuel Shaw. Você está ciente de que você poderá ser condenado a morte por enforcamento?

— Sim! — Falou Ethan. — Mas...

— Está ciente de que somente poderá dizer a verdade?

— Sim!

— Comece.

Ethan prendeu a respiração e começou a falar do momento em que saiu para a floresta.

— Eu estava caminhando pela floresta, tentando respirar um pouco de ar puro, andei alguns metros e observei um pássaro igual ao que está ao seu lado. — O pássaro fez um movimento sinistro com os olhos e virou-se para o juiz que o mandou continuar. — Estava anoitecendo e voltei para a minha casa, quando fiz isto encontrei o meu irmão caído no chão com um corte no peito e me encontraram segurando o meu irmão.

— Não seja tão petulante! — Gritou um morador, mas calou-se ao ver o olhar do pássaro. — Quer dizer... a história não é bem assim. Ele entrou na casa e matou o irmão.

O juiz sorriu.

— Eu pedi para que falasse alguma coisa? — Falou Alexander. Isso atingiu o morador como uma flecha e ele ficou calado. — Eu acredito em você, por isso eu não vou condená-lo à morte, mas uma pena deve ser dada, por isso, eu vou sentenciá-lo à sete anos de prisão e de... — Ele olhou para o pássaro. — serviços prestados a esta corte.

Ethan sorriu e acenou para Daniel, ele estava salvo da morte, mas ainda havia uma pena para cumprir.

...

Horas mais tarde.

— Pessoas matam irmãos e não são condenados à morte! — Gritou Garth, o morador que havia opinado contra Ethan no julgamento, ele estava completamente embriagado e andava pela floresta com uma garrafa de vinho e cigarro. — Eu odeio a lei e odeio tudo isso aqui.

Ele estava levando consigo um grande machado, pois odiava a floresta em que a sua vila era circulada.

— Olha só o que faço com isso aqui. — Ele começou a destruir as árvores com o machado bem como pisar em ninhos de pássaros, matar coelhos e pisar nos frutos.

— O que está fazendo aqui? — Perguntou um menino, ele estava descalço, com fome e se alimentava na floresta. — Saia desta floresta, por favor, não estrague os frutos, estou morrendo de fome.

A ira de Garth fora tamanha que ele pegou o machado e atirou no menino, o machado ficou alojado no peito dele, o sangue inocente caiu na terra. Garth virou de costas e começou a beber mais vinho.

— O que está fazendo aqui? — Falou uma voz fina, porém imponente. — Saia daqui agora

Garth não lhe deu ouvidos e arrancou o machado do menino e cravou-o em uma árvore.

— O QUE ESTÁ FAZENDO? — Gritou o segundo menino que o havia chamado. — COMO OUSA ENTRAR AQUI, MATAR UMA CRIANÇA INOCENTE, MATAR SAMUEL SHAW E ARRANCAR AS ÁRVORES?

Garth olhou para trás e viu um menino com uma túnica branca, ele era baixo, com olhos castanhos, cabelo da cor da terra da floresta e uma coroa de rosas no cabelo.

— Eu sou Garth e não conheço você.

— Eu sou Quaker, o deus da Terra.

— Eu não me importo, não sei de que peça teatral, o senhor saiu.

— Que assim seja. — Quaker retirou-se do local, transformando-se em um pássaro dourado.

Garth cravou o machado em uma árvore, mas derrubou a garrafa de vinho pelo chão, quando foi recolhê-la derrubou o cigarro aos seus pés, provocando chamas sobre o seu corpo. Ele estava sentindo as dores das queimaduras, quando percebeu o que tinha feito, notou que Quaker estava parado próximo a ele.

— Me ajude! — Gritou Garth, segurando o braço de Quaker.

Quaker sorriu e encostou os lábios próximo aos ouvidos dele.

— Não sei de qual peça teatral, o senhor saiu.

O corpo de Garth começou a se incendiar cada vez mais, até que não restou mais nada. Quaker com um estalo de dedos, apagou o incendio e reconstruiu as árvores e andou lentamente até o menino, tocou-lhe a testa e fez com que o menino retornasse à vida.

— Estou com fome! — Falou o menino.

— Pegue qualquer fruto destas árvores, obrigado por ter tentado defender esta floresta, por isso, eu te darei a imortalidade, mas deve proteger o meu templo, que pela infelicidade do rapaz, é esta floresta.

— Obrigado senhor.

Quaker desapareceu, deixando o menino comer as maçãs.