The Gods - Interativa
7 Capítulo 6: O treinamento
Notas iniciais
"Não há paz entre humanos, enquanto eu existir" — Thyron, o deus do mal.
A chuva estava mais forte, na medida em que Ruby corria na floresta, ela estava com medo e com frio, pois o inverno estava começando. Ela ouviu sons de cascos de cavalos, ela correu mais ainda.
— Por favor, parem... — Pedia ela por misericórdia. — Eu não fiz nada!
Uma pedra voou e atingiu a parte de trás de sua cabeça, ela caiu no chão, outras pedras foram arremessadas contra ela. Lágrimas caíram em cascatas.
— Por favor, proteja a menina... — Gritou ela para o céu, seus olhos fecharam e ela não se mexeu mais.
[...]
— Limpe o chão direito! — Gritou Bartholomeu para a sua filha, Daenerys, que limpava o chão com exaustão. — Não seja tão porca quanto sua mãe, sabe onde ela está agora? Morta!
Ao ver o seu pai dizer isso, saiu correndo para o campo, em direção à floresta. Daenerys pegou um pedaço de madeira e começou a desferir golpes contra o ar. Ela rodopiava e atacava a árvore com toda a força que possuía.
— Muito bom. — Falou uma voz adulta. Ele era baixo, com uma armadura cinza e um elmo cobria parte do seu rosto. — Vamos duelar e se você me vencer, será uma igual a mim, se perder, você me obedecerá.
— Eu não sou de perder! — Disse Daenerys, lançando o pedaço de madeira no rosto do guerreiro.
Ele desviou com a mão e correu na direção dela, com um bastão, ele atacou, mas ela desviava dos seus ataques, ela chutou ele no peito, ele desabou e lançou o pedaço de madeira, fazendo com que o mesmo a atingisse na cabeça, ela caiu, enquanto que o guerreiro levantou e a ergueu.
— Eu venci! — Falou ele, com um sorriso zombeteiro no rosto. — Sou aquele que deve obedecer daqui para frente, sem questionamentos ou objeções, não importa quem diga algo contra, você é minha serva, certo? A propósito, eu sou Alabastus, o deus dos combates, você foi uma garota muito boa, lady Daenerys. — Ele deu um sorriso zombeteiro e a colocou no chão. — Vá para casa, faça tudo o que mandarem, coma algo e vá dormir.
— Quando eu poderei ver o senhor? — Perguntou Daenerys, inocentemente.
— Logo, vá! E tome isto, isso é um amuleto muito importante na vida de um guerreiro, é um bastão de muitas utilidades, mas use-o com sabedoria, somente poucas pessoas sabem que estou dando isso a você e quando eu quiser lhe falar, ele irá se iluminar, até outro momento, menina! — Ao dizer isso, um relâmpago apareceu e ele sumiu.
Daenerys voltou correndo para casa.
[...]
Ethan estava sentado em sua cela, olhando para a parede e pensando em como iria sair dali, como Daniel reagiria com a sua chegada, se não estiver morto. Ele olhou para frente e viu que o juiz que o havia condenado, estava parado à sua frente, com uma espécie de sorriso no rosto.
— Olá! — Murmurou Ethan.
— Olá, jovem Shaw, posso falar com você por um minuto? — Murmurou o juiz, com um olhar soturno. — Me chame de senhor.
— Sim, senhor.
O juiz passou pelas barras de ferro, sem se machucar.
— Viu o que eu fiz? — Perguntou
— Você atravessou as barras sem se ferir, como?
— Eu deveria matar você, por isso, mas sei que você é como eu. — Falou o juiz, rindo.
— Um ser humano?
— Exato e dotado com poderes mágicos.
— Não! Sou apenas eu.
O juiz sentou-se perto dele e olhou no fundo dos seus olhos.
— Eu vou te visitar todos os dias, quero que seja meu aprendiz, quero que escute tudo o que eu disser a você, tudo bem? Há perigos muito maiores lá fora, ficar preso não vai te salvar.
— Tudo bem! Eu serei o seu aprendiz.
— Isso é muito bom. Eu lhe encontrarei amanhã de manhã
[...]
Quaker observava os mortais com um olhar sério e decidido, seu plano de transformar os guerreiros em heróis era arriscado, alguns membros do conselho não falavam com ele pelo simples fato de achar que estava manipulado, ao invés de ajudar.
— O que te entristece, meu tio? — Perguntou Castius, o deus da magia, se aproximando dele e olhando para a piscina. — Como são criaturas perfeitas que o senhor criou, os mortais são dignos de serem heróis.
— Eu sei, Castius, o seu pai, Jayden, confia em mim? — Perguntou Quaker, com tristeza.
— Papai, confia em você mais do que todos.
— Obrigado, nobre sobrinho.
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