Capitulo IV

Nunca pensei que ser uma iniciada vampyra fosse tao fixe. Agora percebo porque os humanos querem que os vampyros sejam postos a parte na sociedade. Sempre pensei que fossem goticos e que devorassem pessoas enquanto lhes chupavam literalmente o sangue. Mas na verdade sao simplesmente perfeitos. Sao talentosos e os rapazes sao todos perdidos de bons. Ter sido marcada foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, pelo menos no que diz respeito a escola. A aula de teatro foi o maximo, o professor Alex e fantastico, e perdido de bom. Ele achou que eu tinha muito potencial e que nasci para ser actriz.

-Entao Taylor? Como correu a tua primeira aula?

-Correu muito bem, obrigada por perguntar professora Molly.

-Hmmmm... vejo que estas feliz, ainda bem que percebeste que a nossa deusa so escolhe quem esta mesmo destinado. — fiquei chocada a olhar para ela, mas como raio e que ela sabia o que eu tinha estado a pensar ha poucos minutos?

Terei eu falado em voz alta e nao percebido? Ela chegou-se a mim e disse-me baixinho: "-Coisa de vampyro"

*** * *

-Fantastico! Era so o que me faltava! Vampyros que leem a mente, mas aqui nao pode haver privacidade? Andava as voltas a resmungar pelo quarto.

A minha colega de quarto estava deitada em cima da cama, a atirar uma bola ao ar. Sai irritada do quarto e percorri o caminho ate ao patio, para apanhar um pouco de ar. Sentei-me por baixo de um enorme carvalho, encostando-me ao tronco. Como e que a vida de uma pessoa pode mudar de um dia para o outro? Sera que o meu irmao tinha saudades minhas? E a minha mae?

Levantei-me afastando todos aqueles pensamentos, e comecei a caminhar pelo patio. Ia a caminhar perto do muro oriental quando vi uma rapariga, a chorar encostada a uma arvore. Fiquei preocupada e dirigi-me a ela para perguntar se estava bem.

-Ola esta tudo bem contigo? — a rapariga segurava numa rosa vermelha com as duas maos. Fungou e olhou para mim com um olhar... eu ja vira aquele olhar, era um olhar desesperado, um olhar vazio.

-Tu... tu consegues ver-me? Tu estas mesmo a ver-me?

-Ha? Sim, quer dizer, tu estas aqui certo? Fantastico, a miuda e doida.

-Nao, eu nao estou aqui, Morri! — Fungou com força e recomeçou a chorar.

-Nao morreste nada, estas aqui. Eu estou a ver-te. Como te chamas?

-Chamava-me Daisy, mas morri. Foi ele... Morri por causa dele... — estava mesmo a ficar seriamente preocupada com a sanidade mental desta rapariga.

Se calhar devia ligar a alguem para me ajudar. Peguei no telemovel e procurei o numero de Gabbe. Esperei, ansiosa ate finalmente a minha amiga atender.

-ESTOU?

-Gabbe preciso urgentemente da tua ajuda!

-O que se passa? Acordaste me do meu sono de beleza e isso e algo inadmissivel, eu preciso de...

-Esta bem mas vem ja ter comingo! Estou perto do muro orienta! — Desliguei o telemovel e virei-me novamente para a rapariga. Ela continuava a chorar agarrada a uma rosa vermelha.

-Quando dizes que morreste queres dizer: "Ai o meu namorado acabou comingo e vou morrer"? — Olhei para a rosa que ela segurava na mao. Ela olhou para mim.

-Eu morri mesmo, foi ele... ele... — retomou o choro. Virei-me para ver sa havia algum sinal de Gabbe. Ela aproximava-se um passo rapido na minha direcçao.

-Podes explicar-me, qual e a urgencia que me fez sair da minha caminha, para o sol com os meus olhinhos a arder?

-Nao estas a ver? — Apontei para a rapariga que continuava a chorar.

-Sim Taylor, isto e o que se chama uma arvore... — Gabbe apontou para a rapariga.

-Estou a referir-me a rapariga, e nao a arvore.

-Mas que rapariga? Nao esta aqui mais ninguem.

-Mas tu es cega? Ela esta mesmo aqui — Cheguei-me perto da rapariga para lhe levantar o braço, mas a minha mao trespassou-a e toquei no vazio. Ok, das duas uma, ou estava a sonhar ou teria de consultar com urgencia um psiquiatra.