The Girl Who Screamed Wolf
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Era oficial, Isabella Swan havia ficado louca; esse era o principal palpite de Athena para o motivo do pequeno acidente envolvendo a tentativa, falha, de pilotar uma moto de sua irmã. Quando Athena voltou de mais uma visita da casa Clearwater, dias após Seth prometer ensinar a garota a chutar uma bola de uma maneira decente — ainda estava longe dessa descrição —, a pequena Swan presenciou seu pai e sua irmã argumentando sobre o novo machucado na cabeça da mais velha.
Agora, como Athena previa, Bella o conseguiu caindo de moto e ela sabia que Charlie acreditou na desculpa da irmã sobre cair de algum lugar perigoso e alto. Era a vida de um Swan, eles caiam, levantavam com um machucado e no dia seguinte estavam bem, com dores pelo corpo, porém bem.
Mesmo com enormes protestos e argumentos de Athena, Bella não queria desistir, e depois de ligar para Jacob com o intuito de ter mais pessoas ao lado da razão — ela ainda não escutou. Felizmente, para todos, Jake tinha o bom senso de desviar a atenção de Bella para outras coisas, como: estudar, seu trabalho e a relação(que eles insistem em existir) entre Seth e sua irmãzinha. Era ótimo como uma irmã mais velha adora meter-se na vida amorosa de sua irmã mais nova — mesmo ela sendo inexistente.
Todos haviam levado bem a nova amizade de Athena. Charlie falava que Seth era um bom garoto, mesmo tendo posto um toque de recolher antes de escurecer. Bella e Jacob, que aparecia muito em casa agora para estudar, sismavam que ela estava apaixonada por ele; um assunto desmentido pela própria. E teve até um dia em que ela levou Seth para conhecer Fitz — já que o bom velhinho da casa em frente queria conhecer o motivo de Athena não ter visitado ele em dias —, e esse dia pode ter sido considerado o pior de todos.
Havia sido em uma manhã que Athena, finalmente, convenceu Seth a sentar no pequeno assento traseiro da bicicleta verde de Athena, para a vergonha de sua masculinidade — como ele impôs com tanto afinco, e ir até a casa de seu bom e velho amigo.
— Seth Clearwater, esse é John Frederiksen. — Athena havia apresentado-o para o garoto no momento em que eles encontraram o senhor idoso sentado com toda sua glória em uma cadeira fora da casa. — O idoso mais legal do mundo e ex-militar do exército — acrescentara na hora.
— Muito prazer senhor. — Seth parecera nervoso. Athena achara que ter mencionado a parte sobre o exército não foi muito bom. Ou havia sido o olhar penetrante de Fitz na hora. Aparente tudo ocorreria bem, igualzinho Athena planejara, mas John Frederiksen não podia pegar leve com um garoto de quinze anos.
— Claro, Jeff.
O dia deles havia passado assim, com Fitz errando o nome do garoto propositalmente, fazendo-o aparar a grama, que ele não cuidava por preguiça, enquanto Athena fazia limonada para todos e, de uma forma discreta, repreendia o homem por pegar pesado com seu amigo. Mais no final do dia ela estava feliz que ele tinha gostado de Seth, mesmo não demonstrando.
Agora era uma bela tarde de quarta, onde Athena havia tido a ideia estranha de sentar com Seth em uma lanchonete em Forks — uma das poucas existentes —, para comerem uma deliciosa torta de cereja. Ela deveria ter sido séria com sua ideia sobre ir naquela lanchonete quando lembrou que era dia dos namorados, já que assustou-se ao ver muitos casais de namorados, de todas as idades, sentados e muito concentrados em demonstrar seu amor uns pelos outros. A visão dava um pouco de ânsia com o quanto eles deixavam as pessoas não acostumadas a ver declarações de afeto público incomodadas com tudo.
— Tem certeza que não quer pedir para viagem? — Seth questionou. Ele conseguia notar a expressão de Athena, que estava sentada do outro lado da mesa. A menina estava muito desconfortável com os casais em volta deles que não paravam de se abraçar, beijar ou murmurar juras que não passavam despercebidas pelos dois jovens.
— Não, vamos ficar aqui — a Swan tinha força na voz ao dizer isso. Aquela era uma das únicas lanchonetes de Forks, o estilo vintage atraía a atenção das pessoas com suas garçonetes vestidas com belos estilos dos anos 80 ou 90(Athena não sabia que época específica)e sua enorme jukebox que tocava os sucessos do Rock Clássico. — E eu adoro esse lugar e as tortas daqui.
— Tudo bem — Seth sorriu. Ele parecia uma verdadeira criança animada olhando em volta, ocasionalmente perguntando para Athena como funcionava uma jukebox ou como as garçonetes não caiam no chão com aqueles patins, era divertido de ver.
— Desculpa a demora! — Uma mulher bonita parou em frente a eles. — Gostariam de pedir agora? — Ela tocava levemente a caneta no bloco de papel em suas mãos, seus olhos olhavam entre Athena e Seth, claramente implorando para eles serem rápidos.
— Duas tortas de cereja, por favor — Seth suavemente pronunciou, ainda olhando em volta.
— E milkshakes de chocolate — a garota completou.
— Certo. — A atendente parecia satisfeita por terem pedido logo em vez de enrolarem muito como os outros casais. — Eu não quero parecer muito atrevida, mais vocês formam um par muito fofinho. — E saiu deslizando, rumo em direção ao balcão da cozinha.
— Ela acabou de dizer que somos um casal? — Seth quebrou o silêncio que ficou por segundos após a saída da mulher. Athena balançou a cabeça envergonhada, enquanto olhava pela janela tentando pensar em outra coisa. — Estranho.
— É, isso seria muito estranho — ela disse, fazendo um sinal entre o moreno e ela. Suas unhas batiam ritmicamente na mesa, a perna balançava para cima e para baixo, um movimento que deixava claro seu nervosismo. Seth não parecia tão diferente, já que ele mordia o interior da bochecha e olhava para tudo menos ela. — Você e eu, super estranho.
— Muito.
Eles ficaram em estado nervoso por mais alguns minutos. Athena piscava os olhos, tentada a morder as unhas que doíam conforme a batida na mesa ia ficando irritante até para ela. Seth encarava o chão, as pessoas — basicamente tudo, menos o banco contrário. Era muito maluco pensar neles dois como um casal, como Bella e Jacob falavam as vezes na sala dos Swans. Seth era muito legal para Athena, ele conseguiria uma pessoa melhor, que tivesse a mesma animação que ele para as coisas, não ela. Não uma maluca que acreditava que existiam monstros na floresta local.
Athena gostava da amizade entre eles, não queria acabar com ela colocando sentimentos a mais em jogo. Não daria certo. Era só pensar em sua irmã e Jake, dois amigos de infância que sabem dos sentimentos que um possuem pelo outro. Um, sendo Jake, que sentia muita coisa por Bella, e ela que não podia retribuir seu afeto graças a outro — Athena não queria isso. Não daria certo.
Infelizmente, as outras pessoas não viam desse jeito. Era muito maluco como eles avistam duas pessoas juntas e já assumem que são um casal, mais eles tinham que dar um crédito para a mulher nos patins, eles estavam em uma lanchonete no dia mais romântico do mundo e qualquer um que estava lá além deles eram casais. Ela queria não ter tido essa ideia hoje, seria melhor ter ido ontem — ninguém questiona no dia anterior.
A conversa só retornou quando os pedidos chegaram. Seth começou a falar sobre o bicho estranho que encontrou na praia, ocasionalmente perguntando para Athena que livros ela havia lido de interessantes; a conversa seguindo e eles deixaram o outro assunto perde-se no ar.
***
Algo estava assombrando a floresta, segundo os mochileiros era um urso enorme — mas nenhuma outra alma viu com clareza ou certeza absoluta para dizer. Charlie tinha tirado uma tarde na semana para trazer fotos que a patrulha florestal tirou de uma pegada clandestina na lama, para o choque da pequena Swan era a mesma pegada que ela lembrava de ver na floresta(quase dois anos atrás). Ela tinha comentado com seu pai sobre a marca, todavia Harry, que estava programando uma viagem de pesca, discordou e disse que deveria ser só uma coincidência. Mesmo assim a garota não perdeu o palpite.
Coisas estranhas estavam ocorrendo com Jake. Já fazia mais de uma semana e ele estava doente, segundo Billy, e não poderia sair ou ligar para nenhuma das irmãs Swan. Agora, Bella não tinha mais como ocupar suas tardes além de ficar pendurada no telefone e esperar uma ligação de que Jacob estava bem e que ela poderia ir até lá vê-lo. Por todos os motivos da doença ser contagiosa ela teve que achar outra distração para o resto de suas tardes livres.
Athena não havia andado de bicicleta faz uma semana, todo dia ela ia para a escola com Bella, ela levava a mais nova para casa e, em seguida, para La Push. Sua irmã estava desesperada para fazer algo após o trabalho e Athena não poderia negar a vontade dela de dar carona. Ela até tentou passar uma tarde na varanda com Fitz, mas as histórias de guerra do homem idoso não eram suficiente para a Swan.
A solução de tudo isso era Athena passar alguns dias sem ir para a casa Clearwater e ficar em sua casa com Bella. As duas estudavam para Biologia, enquanto a loira entre elas fingia dificuldade na matéria da escola, nessas horas ela amaldiçoava a inteligência que possuía — já que seria muito menos entediante se ela não precisa-se dessa ajuda a mais.
E as semanas passavam e poucas notícia de Jake chegava. Uma delas havia sido que ele estava finalmente bem, mas Bella não podia visita-lo por estar saindo com seus amigos. Athena em um dia tentou perguntar para Harry, quando esta estava na casa dele, se sabia de algo — mais era a mesma resposta: "ele parece bem", "esta saindo com seus amigos", "eu não me preocuparia a toa".
Algo muito errado estava acontecendo com Jacob Black, e ela daria sua vida para descobrir isso.
— Tem algo estranho nisso, Seth — a pequena Swan comentou. Era uma Segunda-feira e ela tomou a liberdade de pedalar até a Reserva para passear com Seth. — Ele não atende ligações, Bella está morta de preocupação e eu só quero saber o que ouve com meu amigo! — Ela exclamou de raiva. A sorte para os dois era que não tinha nenhuma alma à vista prestando atenção neles, se não poderiam pensar que Athena estava tendo um ataque de pânico com seu rosto vermelho e respirações curtas.
— Nenhuma ligação? Nada mesmo? — O garoto questionou inutilmente. — Ontem vi ele perto da floresta. — Seth achou que deu uma informação crucial para a menina, ele massageava as têmporas. — Estava com Sam e seu grupo, talvez estivessem dando uma volta na floresta.
— Sozinhos na floresta? — Athena estava desconfiada e mais curiosa a cada hora com tudo isso. — O que eles são um culto?
— Claro! — Seth exclamou, assustando a pobre garota. Ele passou o braço em volta de Athena, demonstrando em seu tom de voz algo nunca visto: sarcasmo. — Eles devem sair nas noites de Sábado, vestir túnicas estranhas e sacrificar porcos a algum deus pagão. Rápido Thena, vamos sair daqui antes que mudem o sacrifício para dois jovens virgens desavisados.
— Muito engraçado. — Ela bateu palmas. — Demorou quanto tempo para formar essa resposta?
— Assisti a um filme de terror ontem. — Admitiu. — Era bem assustador, mas sou corajoso o suficiente para não... Jake? — Ele parou sua frase de repente, estacionando seus pés no chão.
Athena não havia entendido o que ele quis dizer, até ela olhar na direção em que ele olhava e ver alguns garotos parados em frente a uma loja. Era no mínimo quatro, já que a janela do lugar mostrava dois dentro e o restante fora, porém a atenção dela foi puxada no garoto de costas — Jacob. Ela conhecia o garoto Black de todos os ângulos possíveis, pois o mesmo adorava irrita-la, quando jovem, pegando-a pelas pernas e jogando pelo ombro. Mais aquele não parecia Jacob.
Fazia menos de duas semanas ao todo que não via ele, mais Athena lembrava que ele não era tão alto quanto agora, ou que seus braços e pernas eram da grossura do tronco de árvores e em sua cabeça residia uma mancha escura e curta do que sobrara de seus longos cabelos. Jacob Black parecia diferente, e não de um jeito bom.
— Ei! — Athena gritou subitamente.
— O que você está fazendo? — Seth arregalou os olhos de surpresa.
— Chamando sua atenção — explicou. — Jake! — Nenhuma resposta veio. — Jacob! — Ele não demonstrou nenhum sinal de que estava ouvindo seus gritos. — Jacob Black, estou falando com você! — Nada novamente. Athena sentiu-se frustada e estava quase caminhando até a loja, quando Seth puxou seu braço e arrastou a bicicleta em outra direção.
— Você estava chamando a atenção de todos, menos dele — ele explicou. O garoto levou-a ao ponto onde ela pega para pedalar até em casa. — Desista, ele esta com Sam agora.
— Achei que você gosta-se de Sam. — Ela não conseguia ver onde Seth queria chegar com Sam estar interferindo com as amizades do menino Black.
— O problema não é Sam, e sim que Jake estar andando com Sam e sua gangue agora. — Ele suspirou. — Conhece Embry, certo? Depois que ele começou a andar com eles nunca mais o vi sozinho. Sempre andando com Sam e seu grupo, ignorando Jacob e Quil. Talvez seja a vez dele fazer isso com nós.
— Isso não faz sentido!
— Não tem que fazer. — Ele parecia chateado. — Só temos que aceitar que Jake não é o mesmo Jake que conhecemos e gostamos.
— Ainda acho maluquice — declarou a menina, subindo na bicicleta. — Vou contar para Bella, ela saberá o que fazer. — E saiu pedalando o mais rápido que pode.
***
Quando Athena achou que Bella ajudaria no caso Black, como a mais nova apelidou sua situação, ela não imaginaria que sua irmã pegaria a caminhonete enferrujada e dirigiria para a residência de Jake na manhã seguinte.
— O que vamos fazer quando chegarmos lá? — A mais nova questiona. Uma chuva fina caía desde o início do dia e as gotas faziam desenhos abstratos no vidro do carro que ela admirava.
— Conversar. — Bella apertava com força o volante, ela iria arranca-lo se não relaxasse.
— Só?
— É. — Ela desviou o olhar por alguns segundos para a loira no banco ao lado. — O que esperava? Uma luta épica com um bando de garotos mais altos e fortes que eu?
— Não — respondeu Athena. — Quero dizer, você vai brigar com Sam? Ou vai tentar falar com Jacob sem eles? — Passou as mãos úmidas de suor pelos cabelos, suspirando de frustração.
— A mais fácil possível. — Bella determinou, estacionando sua caminhonete em frente a casa de Billy.
As duas irmãs ficaram no carro a maior parte do tempo, já que não parecia uma boa ideia ir até a porta da frente e perguntar para o senhor Black se poderiam entrar. As duas avistaram o homem olhar pela janela e fechar as cortinas, talvez na esperança de que elas entendam que deveriam ir. Mais eram Swans, e eles nunca desistiam sem argumentos. Bella ocupou-se fazendo sua lição de casa, deixando o carro o mais silencioso que pode; enquanto Thena olhava pela janela, esperando que Jake apareça.
Não demorou muito até a mais nova avistar um grupo de quatro garotos parados a alguns metros do automóvel. Ela reconheceu Sam e Embry, um Embry mudado, e tinha a certeza que os outros dois estavam em sua casa no dia da floresta, todos estavam lá, parados e compostos, olhando para a coisa amada e enferrujada de sua irmã.
A surpresa foi encontrar encostado no carro a pessoa que elas queriam ver. Athena conseguiu ver o olhar no rosto de sua irmã, era a mistura perfeita de descrença e choque — com certeza quando contou a Bella que ele havia mudado ela não imaginou que seria para um estudante que exagerou nos anabolizantes
— O que estão fazendo aqui? — Os dentes dele rangiam conforme apertava sua mandíbula com força.
— Podemos conversar? — Bella ignorou sua pergunta. Ela tentou demonstrar força no pedido, mas Athena sentiu a mão de sua irmã contrair-se na dela, ela escondia o quanto Jake a intimidava. — Sozinhos? — Emendou, lançando um olhar de soslaio para o grupo atrás deles.
— Não é a melhor ideia. — Jacob apertou suas mãos na janela do carro.
— Por favor, Jake — Athena quase suplicou, estendendo o corpo pelo banco. — Não vai demorar.
Teria sido normal se ele apenas tivesse sacudido a cabeça ou murmurado uma resposta, mais o que Jake fez foi olhar para Sam, como uma criança olha para seu responsável quando quer a permissão, e com um último comunicado entre eles levou as irmãs em direção a cobertura de árvores.
Eles se engraçaram entre galhos e troncos, tomando cuidado para não caírem em nenhum buraco ou armadilha de urso que a polícia possa ter instalado na floresta para pegar o animal nela. Athena não lembrava do silêncio que as árvores transmitiam, era calmo e sereno. Desde o ocorrido no passado ela nunca mais havia pisado o pé naquele lugar, já que as partes profundas demonstravam mistério.
Quantas pessoas já devem ter morrido ao pisarem lá? Talvez seja uma questão sem solução, pois o mistério nisso é que as variações de clima sempre mudam fazendo com que seja irreconhecível descobrir ou achar as causas de algo.
Por medo Athena segurou no braço de Bella; um aperto firme e medroso. Jacob deve ter cansado de andar mais, parando em um pequeno ciclo de árvores vivas ele olhou para as duas Swans com tédio e irritação nos olhos.
— Jake, o que aconteceu? — Bella decidiu iniciar, jogando a questão de um milhão de dólares na mesa.
— Nada aconteceu, Bella — respondeu teimosamente. — Estou normal como sempre estive.
— Algo mudou Jacob — Athena disse. Ela estava tímida entre eles, sempre quando estava ao redor de sua irmã e amigo parecia que algo mais íntimo era passado pelos olhos deles. — Você ignorou nossas chamadas, não deu notícias... Estávamos preocupadas. — Apontou com delicadeza as ações dele.
— Acho que não deveríamos mais ser amigos — Jacob anunciou. Ele jogou essa informação com força na direção delas.
— Por que? — Bella parecia inconformada. Seus olhos estavam enchendo-se de lágrimas visíveis e sabia que não deveria deixá-las escorrerem. — É o Sam? Ele fez algo com você?
— Nada disso tem haver com Sam — rebateu irritado. — Eu só acordei um dia e vi que tinha um problema, Sam sabia como ajudar e...
— E de repente você viu a luz. Aleluia! — A Swan mais velha interrompeu. Se não fosse um momento tenso entre todos Athena teria rido, nunca tinha visto esse lado de sua irmã, era novo e ela gostava. — Sabe, você está sendo um hipócrita agora. Disse muitas sobre essa de andar com Sam quando Embry juntou-se a eles, e está fazendo o mesmo agora. Negligenciando seus amigos próximos, lembra do Quil? Ele está devastado sem você, que tipo de pessoa faz isso? — Ela soltou tudo em cima dele, soltando os braços do aperto de sua irmã e balançando-os no alto.
— Eu estou andando com Sam é ruim? — Jake parecia descrente. Ele caminhou até uma árvore próxima, assustando Athena quando quase esbarrou nela. — E você que faz amizades com sugadores de sangue fedorentos. — Socou subitamente o tronco marrom coberto de musgo. Para a surpresa de Thena, ele quebrou; árvores daquela grossura não rachavam com um soco só, quem diria quebrar um pedaço.
— Sugadores de sangue? — Athena indagou curiosa.
— Athena... — Bella não sabia o que dizer, ela virou-se para sua irmã e agarrou um braço em volta dela. — Não é nada, Jake só está brincando.
— Brincando? — Ele abriu um sorriso de escárnio. — Quem dera se isso fosse apenas um jogo. Você não contou o tipo de coisa vil e nojenta seu namoradinho Cullen é? — Apontou para Athena. O rosto vermelho de raiva e uma expressão vitoriosa na face. — Não acha que ela deve saber o quê estava frequentando sua casa à noite?
— Os Cullens não têm nada haver com isso! — Gritou irritada. — Ed... — Sua expressão passou para choro. — Edward não tem nada haver com isso! Nem sei direito do que está insinuando — informou com convicção.
— Sei o que são e sinto nojo só de pensar no tempo em que esteve com ele. É repulsivo, Bella.
— O que ele quer dizer? — Athena começou a sentir dor de cabeça. Ela não entendia mais nada que eles estavam falando.
— Acho melhor vocês duas terem essa conversa em casa. — Jacob começou a caminhar, fazendo o mesmo caminho que eles fizeram para chegar lá. — Bella só pare de ligar e teimar. Algo mudou sim, algo dentro de mim e não quero estar perto porquê é perigoso.
— Sam não deixa? — Bella seguiu.
— Só leve sua irmã para casa e deixe-me em paz — Jacob a respondeu ríspido, virando um pé e deixando as duas em frente a saída da floresta.
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