Notas iniciais
Olá Leitores! Voltei agora com um capítulo pequeno, mas o que conta não é o número de palavras, e sim, o conteúdo! Espero que gostem!

Janeiro havia chegado e, com muita surpresa, houve uma mudança na família Swan — pequena, porém notável. Ocorreu com Bella saindo de seu quarto e tomando café com seu pai e irmã na mesa, comendo todas as refeições em suas companhias; todavia, ela ainda não mudara nada em seu estado psicológico.

Athena acordava de manhã, e surpreendia-se ao ver sua irmã na cozinha ajudando a fritar ovos e bacon, ela se assustava ao ver Bella olhando para seus olhos quando dava um bom-dia, parecia que tudo estava voltando como antes — antes de Edward. Porém, para a surpresa das meninas, Charlie não apreciou isso. Ele não gostou do fato de Bella estar daquele jeito, e desde que estava indo a escola, a forma como ela não saía mais com seus amigos.

— Os dois discutiram? — Fitz questionou espantado. Após a manhã estranha da família, que consistiu em Charlie reclamando sobre levar Bella de volta para sua casa em Jacksonville, e a dita cuja dizendo sobre estar bem e normal como sempre esteve, Athena não aguentou em ficar em casa após o termino da escola.

— Foi assustador — Athena desviou o olhar das tulipas amarelas. Ela estava regando as plantas do jardim, mais para se distrair do que satisfazer a natureza. — Nunca vi Charlie tão bravo quanto agora. Sinto que ele vai ligar logo para mamãe e avisar sobre Bella.

— Se vocês tivessem seguido minha ideia, aquela garota estaria fora de casa e de volta ao normal em três segundos — o ex-militar segurou a bengala com uma pose orgulhosa.

— Fitz, não íamos jogar uma bomba de fumaça no quarto dela.

— Pena — ele subiu em sua cadeira de balanço. — Tenho uma caixa guardada no porão. E com a sábia decição, ela decidiu ignorar o que ele disse. — E você, — Fitz começou depois de um tempo — quando irá mudar também?

— Mudar o quê?

— Sua ideia sobre fazer amigos? — O velhinho fez questão de pegar o regador de sua mão, já que Athena não parecia escutá-lo mais. — Seu pai pode não conversar com você sobre isso, mais como um adulto, entendo que ele também está preocupado sobre essa situação.

— Situação? — Athena não queria demonstrar que estava brava brava, mas seu tom de voz a entregou. — Eu tenho amigos.

— Seu pai, irmã e um velhinho caduco não contam.

— Tem os amigos da Bella que converso na escola — Athena levantou quatro dedos na mão. — E tem o Jacob.

— Os amigos da sua irmã não contam como um todo — Fitz balançou o regador. — E aquele garoto é seu amigo de infância. Mocinha, estou falando sobre fazer amizades da sua idade.

Mocinha; Athena sabia que ele estava sério pelo jeito que a chamou. Mais como uma adolescente normal dos dias de hoje, apenas mexeu a cabeça e fingiu que era hora do jantar. O senhor da casa em frente não podia discutir com ela nesse estado, ele tinha certeza que não era de propósito — ela era apenas sensível com isso. Por esse motivo, deixou-a ir sem mais nem menos.

***

— Você vai fazer o quê?!

Aquele era o grito alarmado de Athena Swan, que ecoou pela casa toda, fazendo sua irmã correr para fecha a porta. A razão da pergunta alarmada da garota era pelo simples desejo, suicida, de Bella; ela queria pilotar uma moto. Se não fosse pelo jeito desastrado de sua irmã, Athena acharia isso legal, mas não era.

— Onde você vai achar uma moto? — A mais nova sentou na cama, puxando Bella pelo braço junto. — Papai vai matar você!

— Sshh — Bella tampou a boca de sua irmã com a mão, ganhando um olhar indignado da mesma. — Eu comprei duas — recebeu um olhar perplexo — e pedi para o Jacob ajudar a conserta-las e ensinar-me a conduzir.

Athena queria gritar, sacolejar e xingar sua irmã até suas cordas vocais explodirem, mais achou melhor só encará-la com um olhar feio. Primeiro, ela não sabia da onde surgiu essa vontade louca de querer ter uma moto. E segundo, era Bella Swan, a pessoa mais provável a ter um acidente só de descer as escadas.

— Não — Bella parecia não ouvir a outra garota. — Você vai se machucar, Bella.

— Vou ficar bem. Tenho dezoito, sou mais velha que você e sei o quê é bom ou não para mim.

— Jake concordou? — Bella assentiu. — Ele concordou de bom grado? Mesmo conhecendo o papai?

— Pedi para não contar para ele, e nem Billy. Só te contei porque você é minha irmã e não acho bom guardar isso de você.

— Seria melhor não ter contado — Athena passou os dedos pelo cabelo, bagunçando mais a maçaroca de fios. — Espera que fique de boca fechada?

— Nunca — e Bella fez algo que a garota de dezesseis anos não viu em meses, ela sorriu. Não só um sorriso meia boa, mais sim um daqueles que iluminam o quarto e mostram a Bella antes do Cullen. — Quero que venha comigo amanhã, ver Jake reconstruir as motos, vamos ser como éramos crianças — os três mosqueteiros, lembra?

Sua irmã parecia esperançosa, e isso deixou Athena em duvida. Se ela deixasse o plano de sua irmã seguir ileso, ela poderia se machucar. Mais, se descesse até o andar de baixo e contasse tudo para Charlie, sua irmã poderia voltar a forma vegetativa de antes e nunca mais perdoa-la. Todavia, antes que pude-se negar a proposta, uma vozinha fez-se presente em sua cabeça — uma voz igualzinha do ex-militar da casa a frente. Ela gritava para se arriscar, deixar de ser idiota e adotar aquele momento para ficar mais perto de sua irmã e seu amigo. Reatar os laços e aproxima-los ainda mais.

— Se papai descobrir negarei tudo — Bella saltou da cama, logo caindo nos braços de sua irmanzinha. — Direi que você me obrigou a participar da sua loucura, e que me mandaria para Madagascar numa caixa se não entrasse.

— Deixo um caixote escondido no armário — ela piscou. — Caso queira provas.

— Vamos nessa então.