The Girl Who Saved Lives

1 Welcome to the country of doom - 1º Capítulo


Notas iniciais
Bem vindos ao maravilhoso país de Torblet!Lembre-se do lema dos Forester:Honra, Sangue, Lealdade e Vingança!

Asminne

Minhas criadas ajeitavam minha roupa e meu cabelo para o funeral dos meus pais. Minha pele estava pálida e meus olhos tomados de tristeza e olheiras. Observei meu reflexo no espelho da penteadeira, meus traços eram delicados como da minha mãe. Meus olhos iguais ao do meu pai, verdes.
A casa Forester nunca mais seria a mesma. Eu, uma garota de 14 anos ia tomar conta de tudo. Tomar conta das terras, casa e ainda de minha irmãzinha, Jade. Vi o pedaço de pergaminho em branco, era para mim ter feito um discurso inspirador. Suspirei pela minha derrota perante a isso. A tradição da nossa família era clara: “Para acender o fogo do queimar, teria de ser o Filho homem”. Como sou mulher, estou obviamente quebrando a tradição.
Levantei da cadeira, minhas criadas saíram do quarto. Meu tio, que abriu mão do posto de Senhor das Altas Terras de Torblet para passar para mim, pelo seguinte fato: “Eu seria uma bela rainha, inteligente e sedutora”. Achei ridículo o argumento, mas não contestei. Ele chegou no meu quarto sem falar uma palavra e me guiou até o jardim. Encontrei minha pequena irmã no corredor, ela segurou minha mão, ela já estava chorando muito.
Atravessei o portão de flores e fui em direção aos caixões. O povo estava ali, não podia chorar. Beijei a testa dos meus pais, segurei a mão de ambos. Poucas lágrimas caíram, enxuguei-as rapidamente. O povo fazia silêncio absoluto, estavam procurando respostas para tal óbito dos líderes da casa Forester. Cocei a garganta, esperando que a voz saísse. Resolvi ser a mais sincera possível.
– Povo das Terras Altas de Torblet.... Meus pais faleceram protegendo-nos e protegendo os herdeiros da Casa Stark. Nossa aliança aos tais, tem mais de 100 anos e mais do que nunca, iremos apoia-los nesse momento difícil, qualquer forma de protesto à isto, conheceram a Lagoa de Sangue. Meus pais estarão sempre aqui orando por esta causa. Confiem em mim, depositem sua fé em mim. Garanto que não irão se arrepender... – Virei para encarar os caixões, Jade saiu de perto dos mesmos. Pedi para ela virar para o Povo, ao invés de olhar para os caixões queimando. Fui até a tocha e comecei a queimar os galhos, algumas lágrimas saíam. – Honra, Sangue, Lealdade... – Queimei o último galho. – E Vingança. – Ia formando grandes bolas de fogo, me afastei olhando tudo queimar, tudo que era mais sagrado para mim.

Minha família. Caí de joelhos, começando a chorar como nunca chorei em toda minha vida
***
Uma semana depois...

Acordei com o canto dos pássaros na minha janela, tomei um banho rápido e coloquei um vestido azul, com algumas rendas nas costas, aberto na mesma. Meus cabelos estavam cacheados, peguei duas mechas da frente, fazendo uma trança atrás. Desci na sala de refeições, Jade estava brincando com sua boneca de pano, dada por mim no seu aniversário.
– Olá Jade. – Beijo sua testa. Jade só pronuncia um ‘Oi’ fraco. A criada de Jade me chamou no corredor.
– Majestade Asminne, Jade não quer comer. Pedi para que fizessem seu prato favorito e nada dela tocá-lo. – Olhei para minha irmã cabisbaixa, não era fácil perder os pais, ainda com apenas seis anos de idade. Fui até a garotinha e passei a mão em seus cabelos castanhos.
– Como vai me ajudar à governar Torblet se não come como uma guerreira, Florzinha ? – Ela deu um pequeno e súbito sorriso.
– Talvez por que sou uma dama e não um soldado? – Respondeu com sua sobrancelha arqueada.

– Se eu, que sou sua irmã pateta... – fiz cócegas nela — Posso governar Torblet, por que você não pode fazer o que quiser, Jade? Aprenda que temos nossas armas secretas.
– Quais? – Perguntou-me
– Beleza e inteligência. E para ser bela e inteligente, tem que comer tudo! Está bem, soldado? – Ela assentiu e sorriu.
– Majestade... – Chamou um guarda. – Brandon e Rickon Stark estão no escritório à espera da senhorita. – Olhei Jade que estava comendo com gosto e segui o guarda para o escritório. Entrei e vi quatro figuras... Claro, os fiéis criados deles. A mulher levantou-se e fez uma reverência para mim. Apenas ergui a mão para que se sentasse.
– Sem formalidades, por favor. – Dou um leve sorriso. – Sou Asminne Forester, filha de Jored e Nyrcella Forester, Sangue Forester e Cetteryn, conhecida como Feiticeira das águas profundas, Rainha das grandes ilhas da Terra alta. – Olhei para o pequeno Rickon. Que iria entediar-se com aquela conversa. – Rickon, não é? – Perguntei ao mais novo. Ele assentiu.
– Minha irmã tem mais ou menos sua idade, se quiser ir brincar com ela, ela está na sala de refeições. – Chamei o guarda para leva-lo. A mulher quis ir junto, estava desconfiada de algo. Não tenho cara de perigosa, ou coisa do tipo. Porque abrigaria pessoas que nem conhecia no castelo onde é a MINHA casa? Deixei ela ir.
– Por que está fazendo tudo isso por nós, Forester? – Perguntou Brandon, assim que a mulher saiu com Rickon. Pude perceber os traços de Brandon. Ele tinha cabelos compridos, na altura dos ombros, eram num tom de castanho avermelhado. Ele estava muito magro, havia passado fome. Seus olhos tinham olheiras, mas ainda os seus olhos azuis davam destaque ao seu belo rosto. Ele continuava me olhando, sério.
Suspirei.
– Nossas casas são unidas faz mais de um século, meus pais morreram protegendo seus irmãos, morreram por causa dos Lannisters e Baratheons que nos fazem de capacho há décadas. E ainda os Greyjoys que nunca contribuíram nada para a grande ilha. Temos motivos de sobra, Lorde Stark. – Olhei no fundo dos olhos dele. Ele pareceu pensar.
– Quer o que em troca? – Perguntou.
– Fidelidade. – Falei rápido demais. – Assim que conquistar Westeros inteira e tomar Porto Real com o meu exército, lhe darei Winterfell e finalmente paz, para você. – Ele pareceu pensar, olhou para o homem gigante, que falava algo como “Hodor, Hodor! “ sua atenção voltou em mim.
– Onde estão minhas irmãs? – Ele perguntou me analisando, me senti desconfortável com seu olhar desconfiado.
– Estão em um barco, chegarão em 5 dias, foram negociadas. Joffrey não deseja mais sua irmã como esposa, Lorde Stark. – Ele pareceu aliviado. Olhou para sua cadeira com rodas, que fizemos para ele. Ele parecia mais alegre por termos feito aquilo. Ele deu um sorriso olhando para mim.
– Agradeço por tudo que está fazendo por nós, Lady Forester. – Ele foi até mim, ainda se acostumando para não bater as coisas devido à cadeira e beijou minha mão.
– Pode me chamar de Asminne, Lorde Stark. – Sorri.
– Asminne. – repetiu – Pode me chamar de Bran. Queria conhecer o castelo... Se não for tomar seu tempo, gostaria de conhece-lo com você.
Praticamente me chamando para sair, olhei para baixo.
– Podemos sim. – Ele sorriu.
– Então já vou... Depois nos vemos, Asminne. – O gigante abriu a porta para o garoto passar com a cadeira de madeira.

Eu iria passear pelo castelo com o Bran. Um novo aliado.

Notas finais
Não tenho datas precisas para postar, mas conforme o feedback for bom, irei postando ♥