The Girl Is Mine

10 But Darling You Are The Only Exception


Notas iniciais
oi oi oi a música do cap, pra quem quiser ouvir música pode ser The Only Exception - Paramore também pode ser Demons - Imagine Dragons mas a minha favorita pra ouvir e ficar sentada no cantinho é I won't give up on us - Jason Mraz (Isso foi quase um podcast, eu sei. Escolha sua musiquinha e comece o capítulo)

"Aqui é Sherlock Holmes. De novo. E não. John não está em outras férias sexuais."

Aparentemente tínhamos exagerado um pouco na noite passada. Quando acordei com Sherlock me beijando, me dei conta do número de lugares que doíam. Não sabia que seria tão perigoso viciá-lo em sexo e depois tirar isso dele... Bom, agora eu sei.

Ainda eram cinco da manhã e eu não queria acordar tão cedo. Teria plantão às seis e precisava de mais uma hora de sono bem dormida. Sherlock pensava exatamente o contrário. Quando abri os olhos com dificuldade, vi-o sorrindo entre os beijos que me dava. Parecia-se extremamente com uma criança agora.

— Não consegui dormir. — Admitiu. — Me desculpe por te acordar. Não achei que você fosse acordar com meus beijos e...

Como resistir à um pedido de desculpas com aqueles olhos azuis esverdeados brilhando para mim? E os beijos intercalados de palavras e sorrisos? Existia alguém no mundo que se sentia mais feliz do que eu em ser acordada às cinco da manhã? Acho que não.

Me aproximei e me aninhei em seus braços. Sentia saudades disso também. O corpo de Sherlock contra o meu... E sabia que ele também sentia falta disso. Senti-o se arrepiar e tremer levemente quando meus seios tocaram seu corpo. Sorri. Não havia sensação mais maravilhosa.

— Molls... — Ele hesitou.

Levantei meus olhos e encarei-o. Ele parecia envergonhado. Como Sherlock podia se sentir envergonhado ao meu lado depois de quase um ano de relacionamento?

— Eu acho que não foi uma boa ideia... Dormir dessa forma... — Ele se referia ao fato de termos dormido sem roupas. — Porque se você me provocar com o seu corpo... Eu não...

— Senti sua falta. — Admito. — É a única pessoa que eu conheço que acorda envergonhada depois de uma noite inteira de sexo.

— Quem disse envergonhado? — Me dá um sorriso cínico e arqueia as sobrancelhas. — Você está me provocando, Molls. Se eu começar agora, você não vai se levantar dessa cama à tempo de ir trabalhar.

Encarei-o por alguns segundos — agradecendo mentalmente à todas as entidades do bem por tê-lo ao meu lado — antes de segurá-lo pelos cachos, puxá-lo para mim e beijá-lo com vontade. Sherlock me puxa pela cintura e enrosca suas pernas nas minhas... Não consigo pensar em mais nada.

"Eu não invadi o blog do John para falar do John. Eu invadi porque preciso dizer algo importante. Algo mais importante que os 140 tipos de cinzas — o artigo sobre as cinzas está no blog ciência da dedução, se alguém se interessar."

Eram seis e vinte quando ouvi barulhos e pulei da cama. Não tive tempo de fazer nada. Me vestir, higiene matinal, correr para o trabalho. Uma boa noite de sexo sempre é uma boa noite de sexo... O problema é o dia seguinte. Principalmente se o dia seguinte também começa com sexo.

Estava viciando-o nisso — gostando, é claro — e agora me dava conta de que estava criando um monstro. Ria enquanto pensava nisso e comprava um café no caminho do hospital. Assim que segui meu caminho e me senti aliviada por estar perto do hospital, um homem se aproximou de mim. Parecia pobre e na faixa dos trinta anos. Sinceramente achei que fosse me pedir algo, mas tudo o que ele fez foi perguntar:

"É você a esposa de Sherlock Holmes?" E eu... Eu gaguejei, óbvio. Podia ser um assassino, um psicopata, um morador de rua... Podia ser qualquer pessoa — que eu não conhecia e não fazia ideia de quem era —, então a resposta foi rápida e simples.

— Me desculpe. — Sorri e continuei andando. — Não sei do que está falando.

Ele ficou por um tempo olhando para mim enquanto eu caminhava até St. Barts. Sinceramente me arrepiei com aquilo e me senti finalmente aliviada ao chegar atrasada no trabalho. Fui direto para minha sala e comecei à trabalhar. Tinha muito à fazer.

"Molly Hooper. Eu preciso falar um pouco sobre ela — espero que não se importe, Molls. Ela mudou minha vida de tantas formas diferentes. Esteve ao meu lado nas noites mais frias, cuidou das piores feridas e preencheu todos os espaços vazios da minha vida. Molly me salvou e hoje eu me sinto à vontade para falar sobre isso."

O sol já estava alto e depois de uma rápida olhada no relógio percebi que era quase meu horário de almoço. Chegar atrasada no hospital nunca me trazia problemas — essa história de melhor médica legista da região tinha algumas vantagens — então realmente não me importava em me atrasar para o almoço e ficar por mais um tempo analisando aquele último corpo antes do almoço... Então o telefone tocou. Sherlock.

— Bom dia, Sherlock. — Atendi com um sorriso no rosto, enquanto apoiava o celular no ombro e continuava meu trabalho.

— Bom dia, Molly. — Algo estava errado. Ele não começara a conversa atropelando meu "bom dia" como sempre...

E me chamara de "Molly". Sherlock raramente me chamava de Molly. Molls era como eu gostava de ser chamada por ele...

— Tem algo errado, Sherl? — Hesitei. Depois de uma noite daquelas... Era impossível que Sherlock tivesse um mínimo motivo para começar com suas crises existenciais.

— Não. — Foi só o que ele disse. — Embora eu não ache agradável o fato de você negar que é minha esposa. Mas eu entendo que nem sempre você se sinta orgulhosa o suficiente do seu marido para dizer que ele é seu marido.

Respirei fundo. Que merda! De onde esse homem tinha tirado isso? Respiro fundo de novo. O que eu posso dizer?

— Como você sabe que... — Claro que escolhi as palavras erradas. — Esqueça. A gente conversa sobre isso depois.

— Tudo bem. — Senti um peso estranho na consciência. Mas... E se aquele homem fosse perigoso? — Preciso que analise algo para mim, Molly. Na gaveta à sua direita. Me mande um SMS com os resultados e tenha um bom dia.

— Ok. — Disse com dificuldade. — Tenha um bom dia, Sherlock.

Já era meu horário de almoço quando minha conversa com Sherlock acabou. Como aquele idiota sabia que eu tinha... Oh, não importa. Eu pedirei desculpas depois. E se ele quiser que eu saia dizendo para todo mundo que é meu marido, é isso que farei...

"Deixo o que Sherlock me pediu para depois do almoço?" Me perguntei. Não estava com fome e conhecendo Sherlock como conhecia, sabia que me ligaria daqui cinco minutos para perguntar o motivo de demorar tanto para "analisar algo tão fácil e simples". Esse era Sherlock Holmes. Meu marido.

Abri a primeira gaveta à minha direita e tudo que tinha dentro dela era uma caixa grande. Tirei-a e coloquei em cima da mesa, tentando preparar meu psicológico para as surpresas do detetive. Uma parte de um corpo humano? Um bicho morto? Sherlock era tão surpreendente... Mal conseguia pensar no que era.

Quando tomei coragem e abri-a, tudo que encontrei foi: mais uma caixa e um bilhete. Puxei o bilhete e li: "Todas as possíveis explicações você encontrará em johnwatsonblog.co.uk SH". Revirei os olhos. Como se eu não acompanhasse o blog do John!

De todas as milhões de coisas que deduzi e imaginei estarem dentro daquela pequena caixinha, o que eu achei era a única coisa que não tinha passado pela minha cabeça em nenhum momento.

Fiquei sem ação e sem palavras. Que tipo de homem faria aquilo? Por que Sherlock era tão imprevisível e perfeito? Me afastei da caixa como se ela fosse radioativa e me sentei no chão. Merda, Sherlock. Por que faz isso comigo?

Respirei fundo um milhão de vezes antes de me levantar novamente e caminhar até a caixinha. Olhei mais uma vez para o par de alianças douradas. Do lado de dentro da menor aliança — a minha, eu espero — havia delicadamente gravado "you do count." E do lado de fora pude ler "I fell for you." Não conseguia acreditar nem por um minuto no que meus olhos estavam vendo... Blog do John!

"Eu só quero que ela saiba que eu não me arrependo de um segundo que passei ao lado dela. Não me arrependo de tê-la tomado para mim naquele fim de semana — nosso fim de semana sexual, se quiserem colocar dessa forma. Não me arrependo de tê-la engravidado ou assinado todos os papéis de união estável. Não me arrependo de ter me apaixonado por ela."

Perdi o ar na metade do texto. Sherlock. Holmes. Invadindo. Um. Blog. Para. Falar. De. Mim. "Se acalme, Molly." Escutei a voz dele dentro da minha cabeça. "Respire fundo e termine de ler." Ele ordenou dentro da minha mente e eu obedeci. Faltava pouco para terminar.

"Nada acontece por acaso. Não existe coincidência — o universo não seria tão preguiçoso. Quando quis que ela se casasse comigo naquele dia, sabia que só ela poderia ser boa para mim. Sabia que só ela me faria me sentir como um homem. Um pai de família... Eu sei que ela tem lágrimas nos olhos nesse ponto. E agora um sorriso maravilhoso. Não consigo me sentir menos do que orgulhoso e metido por ser o motivo desse sorriso — Mycroft, nunca leia isso, por favor!"

É claro que Sherlock tinha razão. Claro que eu tinha os olhos inundados e estava sorrindo feito idiota. Será que um dia ele vai conseguir parar de se superar? Não. Eu sei. Ele sempre vai me surpreender mais uma e outra vez. Por isso não me arrependo de amar esse maluco. Ainda tinha mais uma parte do texto.

"Molly, agora eu falo diretamente para você. Sei que está emocionada e espero que não esteja chorando. Sei que está no seu horário de almoço e tem aproximadamente trinta minutos para almoçar, então se apresse. Só quero que saiba que eu te amo e que nunca vou te deixar partir. As alianças que você encontrou são só uma prova concreta disso. Eu sei que você não precisa dessas provas idiotas e fúteis. Você é minha mulher porque sabe do meu amor sem que eu precise recitá-lo dia após dia, mas você merece todas as provas idiotas e fúteis do mundo. Merece ter o maior sorriso e sentir-se amada pelo melhor marido — esse sou eu, obrigado. Então coloque sua aliança e venha me encontrar na saída do seu trabalho. Eu amo você."

Notas finais
damsflçamsd espero que gostem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.