The Ghost of You

9 Capitulo 9: So Far Away


Notas iniciais
Gentee... eu tenho poucos quadrinhos com a Natasha, então me perdoem se tiver um errinho ou outro na história dela, eu dei uma pesquisada também, sabem como é internet... Mais uma vez, obrigada aos meus leitores Diwos, espero que gostem.

Eu vejo minha visão queimando

Eu sinto minhas memórias desaparecendo com o tempo

Mas eu sou tão jovem para me preocupar

(Uma melodia, uma memória ou só uma fotografia)

Seize The Day- A7X

(Pov Loki)

Sigyn me olhava com seu semblante preocupado, seus cabelos longos e lisos estavam presos e ela limpava alguns machucados de meu rosto.

– Vocês são malucos... Desde quando aquela luta era uma brincadeira, você e Thor... Me irritam.

Eu ri baixo e a puxei para meu colo, ela tentava manter o semblante bravo, porém um sorriso apareceu em seu rosto.

– Você é uma tola por se preocupar – eu usava sempre um tom frio, e ainda assim ela podia sentir o carinho em minha voz.

Sigyn se levantou e caminhou até a penteadeira de madeira de lei, olhando-se no espelho e olhando para mim refletido atrás dela, estávamos nos aposentos de Sigyn, aquele era meu lugar favorito nos nove mundos, lá, eu era o Loki que poucos conheciam, era verdadeiro, porém ainda assim, tinha certo receio em me aproximar dela, por mais que eu a amasse, por mais que ela fosse minha, tudo aquilo era assustador para mim, mesmo que quase um milênio já tivesse se passado desde nosso casamento.

– Eu tola por me preocupar? Loki, ele podia ter te matado... Meu amor, o que eu faria se ele tivesse te matado? – ela voltou para mim.

– Claro que não ia, estávamos brincando!

Ouvi um suspiro pesado e em seguida uma batida na porta.

– Senhor... Senhora... O pai de todos solicitou a vocês a presença na ceia.

Era um servo, eu olhei para Sigyn e dei uma risada maldosa.

– O que você está tramando?

– Por favor, não venha me repreender.

– E quem disse que estou repreendendo, eu só quero saber... Sabe que gosto de ouvir seus planos, e suas histórias.

Eu sorri, Sigyn era o tipo de mulher que adorava ouvir histórias, principalmente de aventuras, ela era livre, e a única coisa que a aprisionava em Asgard era eu.

Ainda consigo lembrar com perfeição a primeira vez que a vi, também é impossível esquecer o dia de nosso casamento em Valhalla, e a sua surpresa quando notou que era comigo que ela havia casado, e não com o gigante a quem fora prometida. Nos primeiros dias de nossa união ela se mostrava ainda muito tímida, parecia as vezes que tinha medo de mim – da forma com que os demais Asgardianos falavam de mim, não era de estranhar que ela me temesse mesmo – Em certo dia, fomos cavalgar pelas praias de Midgard, em certa parte do caminho eu desci de meu cavalo e montei no dela, fomos juntos trocando palavras e risos baixos, foi assim que nos aproximamos. Eu nunca fui um homem romântico e nem um homem perfeito, mas Sigyn entendia-me perfeitamente, e me conhecia por completo, já eu... Sempre fui um tanto relapso quanto a ela... Haviam momentos, como o da noite da praia, em que éramos realmente felizes... Mas não devo mentir, a maioria do tempo, eu me sentia preso a ela, aquele velho clichê “só nos damos conta quando perdemos” no meu caso é a mais pura verdade, eu apenas percebi que a monotonia me faria falta, quando a perdi .

Durante a ceia daquela noite eu acabei pregando uma peça em Thor, e para variar, apenas eu ri – não sei por que, era realmente engraçado – minha esposa voltou para os aposentos dela e eu me dirigi aos meus, troquei minhas roupas e fui fazer companhia a minha amada. E quando adentrei o quarto a encontrei na janela olhando para a rua.

– Eu quero cavalgar... Vamos? – ela olhou para mim

– Não... estou cansado, vamos amanhã – disse me jogando na cama.

– Mas a noite está linda – ela deitou-se ao meu lado – Loki... – me deu um beijo no rosto – Vamos... – colocou-se sobre mim e sorriu, ela parecia feliz, havia perdido seu ar preocupado que estampava seu rosto mais cedo naquele dia.

– Não – eu disse de forma fria.

– Tudo bem então... – colocou a cabeça sobre o meu peito – Durma bem meu príncipe – beijou-me pela ultima vez – Estarei aqui pela manhã.

Quando acordei ela não estava lá... Eu nunca mais a vi.

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Loki acordou... Não estava em Asgard, novamente seus sonhos haviam levado-o para longe, as lágrimas corriam de seus olhos e ele viu que Natasha ainda estava ao seu lado, virada de costas para ele, ela tinha os cabelos ruivos, a cor deles eram iguais aos de Sigyn “Apenas são cacheados” ele pensou aproximando-se da Viúva Negra e a abraçando por trás:

– Minha princesa, eu sinto sua falta – disse tocando os cabelos de Natasha, que dormia.

As lágrimas continuavam a cair dos olhos azuis-esverdeados do Asgardiano, ele sabia que elas eram diferentes... Mas ainda assim, as palavras saiam dos lábios finos dele por impulso.

– Eu deveria ter ido com você – Abraçou Natasha por trás – Queria ter te protegido.

Natasha acordou e olhou para Loki, estava um tanto assustada, ele a abraçava forte, de forma carinhosa, como se ela tivesse passado anos e anos longe.

– Loki? – ela perguntou.

– Shh, por favor, não fale nada... – ele sussurrou.

– Está chorando? – ela arqueou a sobrancelha.

– Não – ele respondeu tristonho – Apenas fique em silencio.

Ela segurou a mão dele com força, sabia o que estava acontecendo.

– Loki...Deixe-me contar uma história... Deixe-me contar o que me aprisiona.

Loki ficou em silencio, ela encarou como um sim, e começou a narrar:

– Eu fui salva de um incêndio, por um homem chamado Ivan, em seguida matriculada em uma escola do governo russo e bom... eu era a melhor em tudo... Tudo mesmo, é claro que isso não passou despercebido. – suspirou e olhou para Loki que a encarava de forma interessada – Um dia eu conheci Alexi, bom, eu não sentia por ele o que você sentia por sua esposa, mas eu... Gostava dele, hoje acho que éramos mais melhores amigos do que marido e mulher, ele era piloto... Sabe... de avião, e um dia o governo forjou um acidente de avião para que ele fosse dado como morto, eu então me desesperei e fui treinada para ser uma espiã, então ganhei esse codinome “ Viúva Negra”... De primeiro eu roubava segredos industriais e depois foram me passando para casos maiores. E então a S.H.I.E.L.D. mandou Clint para me matar... Porém nós dois...

– Acabaram tendo um caso, eu sei – Loki soltou a mão dela e voltou a acariciar os cabelos dela.

– Eu me envolvi de verdade Loki... Por isso fui trabalhar para a S.H.I.E.L.D. então... Um dia os Russos me acharam e... Reviraram meu cérebro – ela riu sem humor – Foi a pior coisa que me aconteceu... Mas enfim, ordenaram que eu matasse Clint, porém eu não consegui e minha memória voltou, depois disso eu e ele achamos melhor sermos apenas amigos...

– Você foge do que sente... Como eu fiz, agora me diz, o que te aprisiona?

– O medo...

Os olhos de Natasha estavam marejados.

– Natasha... Não fuja do Barton... Não tenha medo...

– Sente muita falta dela, não é?

– Todos os dias.

– Ela deveria ser a melhor mulher do mundo – ela tocou o rosto dele.

– Não era, as vezes eu a achava insuportável, mas quando ela morreu, eu percebi que eu era o desagradável, que ela era boa demais para mim e que sem ela... Eu não tinha nada.

– Eu nunca senti algo assim...

– Talvez sinta, pelo Clint, apenas não percebe, como eu não percebi...

Natasha virou-se de frente para ele e o abraçou com força.

– Não se conhece muitos homens como você hoje em dia seu Asgardiano tolo.