The Ghost of You
10 Capítulo 10: Hel
Notas iniciais
Quando se abre um portal não se pode controlar quem virá do outro lado, pode ser seu exercito, ou seu pior inimigo. Não subestime os oprimidos, pois um dia eles se revoltam, vai haver um dia em que o cão maltratado vira vingar-se de seu carrasco, e isso acontecerá quando se menos imagina... Pode ser quando você está dormindo, ou então quando tenta dominar um planeta...
Há quase mil anos, Loki conheceu a criatura mais obscura de toda Asgard, uma deusa... Que vivia nas florestas, escondida em um antigo tempo destruído por uma batalha, seu nome era Angurboda, a deusa do medo. O deus das travessuras achou que seria divertido seduzir a deusa reclusa, era apenas um de seus truques, e para ele, isso era muito engraçado, porém desta brincadeira de mau gosto nasceu Hel, que cresceu junto à mãe, e em seguida foi mandada para Asgard, onde foi desprezada por Loki, porém, Odin permitiu que a deusa ficasse em Valhalla, sendo ela uma princesa.
Quase uma centena de anos havia se passado e todos conviviam bem, porém o Deus das travessuras se recusava a aceitar a bela jovem como filha, e por mais que a garota tentasse o impressionar, ele sempre a negava. Então Loki casou-se com Sigyn, e meses após o casamento foi anunciado que sua madrasta estava grávida, Hel a principio não se importou, porém quando a criança nasceu ela viu que Loki tratava o bebe com amor, enquanto ela sempre era a filha rejeitada... Então certa noite, Hel adentrou os aposentos do irmão e usou a faca de seu pai para assassinar a criança.
Quando descobriram, todos caíram em desespero, queriam saber quem era o assassino, e como nada escapa do olho de Odin... Ele apontou para a primogênita de Loki, que foi banida para o mundo inferior, de onde nada poderia libertá-la (a menos é claro um enorme portal para Midgard). Hel tornou-se a deusa do submundo, responsável por cuidar das almas dos desonrosos, com o tempo foram dando vários nomes para ela, Hades... Plutão... Lillith... Com o tempo, até o nome do submundo, para os países de língua inglesa tiveram influencia no nome da deusa, em inglês inferno é Hell... A maioria das vezes ela é retratada como um homem, porém todas essas representações vinham de uma sociedade machista, onde uma mulher cruel e poderosa poderia “desencaminhar” as outras. Fato era que a filha de Loki estava tomada pela fúria... E quando se viu liberta, estava em Midgard, havia entrado por um portal que o próprio Loki abrira no centro de Nova York, tara levar seu exercito e se tornar rei... Ela se escondera desde então, planejando sua vingança, e assim que seu pai chegara á Terra média, ela pode sentir sua magia... Aquela era a oportunidade perfeita... Ele estava fraco.
Outra coisa que os Asgardianos não desconfiavam, era sobre a verdadeira assassina de Sigyn... Hel estava no mundo inferior, porém sua mãe continuava escondida pelas florestas, a deusa da fidelidade, certa noite a encontrou, a deusa do Medo então, enraivecida por seu amado ter casado com outra, matou a esposa de Loki.
Hel teria atacado no dia em que ele entrara em um restaurante, porém ela viu a proximidade de uma ruiva, A Viúva Negra, uma integrante dos Vingadores, a deusa da morte decidiu se afastar, não queria provocar heróis, apenas queria matar seu pai e tê-lo inteiramente para ela em seu mundo... No mundo onde ela era a rainha.
Aquela era à hora perfeita para atacar, pois ela sabia que Stark estava longe da cidade, Thor estava restabelecendo a paz nos nove mundos, O Gavião Arqueiro estava em uma missão, até a S.H.I.E.L.D. reunir todos, ela já estaria bem longe dali... E afinal, quem se importaria com o “perverso Loki”.
Enquanto isso, no apartamento de Natasha, o deus das travessuras estava sentado diante a mesa lendo um livro da pequena biblioteca de Natasha, e quanto a ultima, preparava um café e o encarava preocupada... Desde que acordara Loki estava estranho, ela sentou-se ao lado dele e bebericou o café.
– Aconteceu alguma coisa?
– Não – ele tirou os olhos do livro e sorriu para ela – Eu apenas sinto algo estranho... Como se alguém estivesse me observando... Como se alguém estivesse escondido por aí... Apenas esperando para atacar.
Romanoff mantinha o semblante preocupado.
– Como assim?
– É besteira minha... Às vezes eu sou um tanto paranóico... Ignore.
A Viúva negra concordou com a cabeça, mas ainda estava intrigada.
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