The Ghost Of You
1 Único
Notas iniciais
Tenho medo de mim quando começo a escrever as coisas depressivas U.U
a culpa de tudo é do My Chemical Romance e suas músicas emos, ér.
E ali estava ela.
Morta.
Seu último suspiro foi dado, e em câmera lenta vi seus olhos se fechando.
Minhas mãos ainda sujas de sangue passaram desesperadamente por seu rosto, agora extremamente pálido. Não conseguia aceitar que jamais veria seu sorriso novamente, ou que jamais a beijaria de novo.
Lágrimas rolaram por minha face e em desespero gritei o mais alto que pude.
Já não me importava mais a discussão que havíamos tido, ou o que ela havia me dito.
A culpa de tudo era minha. Simples assim.
Eu a abandonei, sozinha e confusa, numa enorme e solitária casa. Ela tinha motivos para fazer o que fez, e eu até a perdoaria, apenas para não vê-la partir.
Mas o mais cruel de tudo foi sua falta de honestidade. O que mais machucou foi sua mentira.
Por que ela jamais me disse?
Por que?
“At the end of the world
Or the last thing I see
You are never coming home
Never coming home
Could I? Should I?
And all the things that you never ever told me
And all the smiles that are ever ever... ”
O barulho daquele maldito tiro ainda ecoava em minha mente, misturado a suas últimas palavras.
“Eu te amo.” Foi o que ela dissera antes de puxar o gatilho.
Mas como eu poderia acreditar? Como eu poderia saber se ela fora honesta dessa vez?
Mias lágrimas rolaram. E chorei, chorei por minutos ou talvez horas, até que já não me restassem mais lágrimas.
Mas por que eu chorava afinal? Pela perda, ou pela traição?
O mais doía em mim?
Nem mesmo eu sabia a resposta.
“ Ever...
Get the feeling that you're never
All alone and I remember now
At the top of my lungs in my arms she dies
She dies ”
Naquele momento afastei-me dela. Seu corpo agora começava a esfriar, e a cada minuto eu via com mais clareza a atual realidade.
Ali estava ela.
Morta.
Seu último sorriso ainda estampado em seu rosto angelical.
Mas por que ela sorria?
Eu não sabia, e também não poderia perguntar...
Eu jamais saberia.
“ At the end of the world
Or the last thing I see
You are never coming home
Never coming home
Could I? Should I?
And all the things that you never ever told me
And all the smiles that are ever gonna haunt me ”
Peguei a arma jogada no chão, e por um momento a idéia de me juntar a ela não me pareceu tão ruim assim.
Se eu morresse agora poderia enfim juntar-me a ela. E dessa vez seria para toda a eternidade.
Sem mentiras para atrapalhar.
Eu estava quase lá. Faltava apenas mover meu dedo e atirar.
Seria rápido e fácil, eu sabia disso.
Mas não... eu não podia fazer isso.
Eu precisava ficar aqui.
Ficar e sofrer por sua perda.
Eu ficaria, e a todo dia choraria por não te-la mais em meus braços. Eu me culparia por te-la deixado sozinha no momento em que mais precisou, e me culparia por seu suicídio.
No final das contas a culpa era toda minha.
Olhei mais uma vez para seu rosto.
E ali estava ela.
Morta.
“ Never coming home
Never coming home
Could I? Should I?
And all the wounds that are ever gonna scar me
For all the ghosts that are never gonna catch me ”
Notas finais
não tem muito haver, mas tudo bem '-'
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