Notas iniciais
sinceramente eu queria ter feito um cap mais alegre, mas eu nunca conseguiria ouvindo Helena, Cancer e Mama.
Acho que foi por causa de Mama que coloquei tanto conflito nas famílias.*nossa*
ainda tem alguém lendo?? Porque daqui a alguns caps, iremos conhecer a "vilã" da história.
*suspense..*

** Enquanto isso há 7 quadras de distância... **
D: Gerard, Mikey! Que surpresa!
G: Oi mãe.
M: Olá Donna.
D: Entrem, fiquem à vontade.
M: Como vão as coisas?
D: Vão bem. Seu pai me mandou uma carta de Londres, pedindo para avisá-los que estava de mudança para New York.
G: Que bom! Então ele está voltando para os EUA. Ele continua casado com a tal Joanne?
D: Não sei. Acho que sim, senão ele teria contado, não é?
M: Claro! Então... Quais as novidades?
D: Bem... Eu estou planejando fazer uma viagem. Vou para a Grécia, depois para a Itália e finalmente para a França.
G: Sério? Mas que bom!^^
M: Por quê essa viagem assim, tão de repente?
D: Meu Deus, dai-me coragem...
G: Coragem pra quê, mãe?
D: Meus lindos, eu fiz uns exames e algo não está bem no meu corpo.
M: O que não está bem, mãe?
D: Eu estou com câncer. Há alguns meses eu comecei a fazer quimioterapia, e no início as coisas foram indo bem, mas depois meu corpo passou a não responder ao tratamento. O médico disse que é grave, e que se meu corpo não responder aos remédios, nem ao tratamento, eu terei apenas alguns meses de vida. No mínimo 3 meses.
G: Por quê a senhora não nos contou antes?? — seus olhos já enchiam-se de lágrimas.
D: Achei melhor não atrapalhar os estudos de vocês. Eu vou aproveitar a vida enquanto há tempo. Dentro de duas semanas estarei partindo para Atenas, numa viagem de 3 semanas. Eu sei que vocês ficarão bem sem mim, eu já cumpri minha missão aqui na Terra, educando vocês e os ensinando o correto.
M: Não existe outro jeito? Outro tratamento, outra saída? — os dois já estavam chorando.
D: Infelizmente não. Fiz um pouco de muitos tratamentos e nenhum deu resultado. Mas não fiquem tristes, eu estou bem! Não é uma notícia dessas que vai me impedir de viver! Eu vou aproveitar cada minuto que me resta, lutando para continuar vivendo, é claro, mas já aceitando o fim da minha missão aqui. Eu sei que vocês estão bem e que ficarão bem, porque eu estarei sempre cuidando disso! — os dois estavam chorando, e Donna continuava com um belo sorriso no rosto, um sorriso sincero, um sorriso acolhedor.

Gerard e Mikey abraçaram Donna aos prantos, e assim ficaram por um bom tempo, até a mãe resolver levantar-se e ir para a cozinha preparar um lanche para seus "bebês". Apenas pelo olhar que Donna lançou para os filhos pôde-se perceber que ela não queria mais tocar no assunto. Assim passaram a tarde: rindo, brincando e conversando, como se nada estivesse acontecendo.

** Nesse mesmo espaço de tempo, há umas 14 quadras dali... **
L: Pai! Tudo bem??
T: Meus amores! Como estão??
R: Estamos bem e o senhor?
T: Estou ótimo! Sua mãe foi no shopping com a irmã dela e pelo visto vão demorar. Entrem, sentem-se no sofá, fiquem à vontade!
L: Aproveitamos que a faculdade vai dar o fim de semana livre e viemos visitá-los.^^
R: É. ^^
T: Eu vou preparar um lanche pra vocês, que tal?
L e R: Massa! ^^
T: Que tal um sanduba caprichado, com direito à um suco doidão feito por mim??
R: Tuudo de bom!
L: *.* Amo seus sandubas com sucos doidões... *.*
R: É.^^
L: Eu vou no banheiro, licença.
T: Fique à vontade, aqui também é a sua casa, oras.
L: ^^
T: E aí, Rachel? Já conversou com sua mãe?
R: Não, e não pretendo conversar tão cedo.
T: Vocês têm que parar com essas brigas, elas só fazem mal a todos!
R: Eu sei! Mas não consigo evitar as brigas, a minha mãe faz de tudo para que eu me sinta inferior, me sinta um lixo. Eu não suporto mais ela, e por isso não venho aqui visitá-la. Sei que isso te afeta também, mas se o senhor quiser me avisar quando minha mãe sai para eu poder vir aqui te visitar, eu vou ser grata!
T: Não trate sua mãe assim, Rachel! Sabe muito bem que ela te adora, apenas não tem tanta noção do ridículo e por isso acaba te magoando falando coisas que não têm muito a ver com a verdade.
R: Eu sei, mas eu não suporto! Não tenho culpa se herdei o gênio forte da família! Eu não tenho papas na língua, e o senhor sabe disso, por isso eu sempre bato de frente com ela! Não sei se um dia vou conseguir me entender com ela...
T: Ah, Rachel! Fala sério! Você sabe que é capaz de aturar sua mãe sem-noção por pelo menos 10 segundos! — eles riram. — Agora, falando sério, você tem que conversar um pouco com ela, expor seus sentimentos e mostrar o quanto ela a magoa quando fala sem pensar. Também tem que se desculpar, porque sempre depois que ela fala algo sem pensar, você se altera e fala coisas tão ruins ou até piores do que as palavras da mãe.
R: Tudo bem então. Eu vou tentar conversar com ela.
T: Ótimo, só espero que você misture maracugina no suco dela e também tome uns dois comprimidos. — eles gargalharam. Sabiam que falavam coisas sérias, mas mesmo assim Tom, o pai, cismava em fazer graça. Abraçaram-se e arrumaram a mesa para o lanche.
Lana desceu alguns minutos depois, Tom fez piada falando que se ela demorasse mais alguns minutos ele chamaria os bombeiros pensando que ela entalou na privada, como acontecia quando era pequena, eles riram e foram lanchar.

** 7 quadras dali.... **
K: Mãe, nós temos que ir, já está escurecendo. Foi ótimo ficar com a senhora durante toda a tarde, mas agora realmente precisamos ir pra faculdade.
S: Tudo bem, meus queridos. Voltem quando der! ^^
F: Obrigado pelo lanche, Susan, realmente estava ótimo.^^ Acho que nunca comi um bolo salgado tão delicioso!^^
S: O que é isso, Frank! Kate sabe fazer esse bolo e o dela deve ser melhor que o meu.
K: Fala sério, mãe! O meu nunca vai ser melhor que o seu bolo salgado! ^^
S: Deixa disso, filha! Mas não vamos ficar aqui discutindo, neh? Beijos e voltem logo!
F: Tchau, Susan!
K: Tchau, mãe!
S: Tchau, queridos!

** 7 quadras à direita... **
R: Eu vou andar um pouco. E quero ir sozinha!
L: Tudo bem, Rachel. Tenta esfriar a cabeça e volta cedo, por favor, sim?
R: Não sei.... Mas eu volto. Tchau.
L: Tchau.

Rachel saiu andando na direção do antigo colégio, o mesmo em que viveu grandes emoções na sua vida, o mesmo que passou quase a vida toda com seus amigos. A rua, agora com árvores maiores e mais antigas, estava quase deserta. Continuou sua caminhada até que viu a imagem de uma pessoa mais à frente, andando com uma das mãos no bolso e com a outra parecia enxugar algumas lágrimas. Apressou o passo e então reconheceu a pessoa: Gerard Way.

Notas finais
reviews! ^^