The Ghost Of Her
5 .5.
Belle praticamente corria pelo Central Park. Avistou Grace e acenou, recebendo um \"dedo feio\" de volta.
- Mas que recepção!- É o que você merece! Poxa Belle eu te dei meia-hora a mais e você me atrasa quase uma hora e meia!- Desculpe-me. Houve alguns problemas e...- Não se desculpe! Tire logo as fotos. O chefe está lá e não está nos seus melhores dias.- PQP!- Isso mesmo! Vá.Belle assentiu. O que mais poderia fazer? O chefe as esperava. Se soubesse teria se apressado. Procurou por rastros de poluição pelo Central. Copos descartáveis, latas de Coca-Cola, embalagens de biscoitos e chocolates eram os mais encontrados por ali. Enquanto tirava as fotos, Belle sentia-se revoltada. Um lugar tão lindo, um ponto turístico da cidade de Nova York e não possuía a preservação devida.Trinta minutos depois, terminada a sessão de fotos. A dupla de jornalistas seguia rumo ao jornal. Partiam ao encontro do tão temido Sr. Travis Malloy. Presidente do The News e seu chefe.Travis andava de um lado a outro. Estava terrivelmente impaciente.- Você havia dito que elas não demorariam, sr. Leto.- Sim, senhor Malloy. Deve ter acontecido algum imprevisto... Devo acrescentar que ambas sempre foram muito pontuais...- Sei... Mas ambas sabem que a matéria será para a edição de hoje. Teriam que ser mais responsáveis.- E são senhor. Insisto na hipótese de ter ocorrido algum imprevisto.- E foi exatamente o que houve, senhor Leto. — Grace adentrava a sala de Malloy. — Desculpe a demora, senhor Malloy. Definitivamente não faz parte de nosso feitio atrasar em uma matéria a ser publicada. Vim aqui formalmente para pedir-lhe desculpas e justificar meu atraso...- Não será preciso, senhorita Choiseul. Vá para a sua mesa e concretize a reportagem. Todos esperam pela mesma para que seja fechada a edição desta tarde.- Sim, senhor Malloy. Com licença, senhor Leto. — Jared a cumprimentou com um aceno de cabeça, enquanto segurava o riso. Definitivamente: Grace Choiseul tinha o dom com as palavras. Ela saiu de lá e deixou Malloy a olhando com um brilho diferente no olhar.- Senhor... Malloy?Após alguns segundos ele notou que Jared o chamava há um bom tempo.- Diga, senhor Leto.- Com licença, preciso verificar a redação.- Vá, Leto. — disse indiferente.Jared saiu de lá rindo. \"Grace anda arrasando corações.\", pensava enquanto ria de leve. Travis sentou-se à mesa e seu olhar permaneceu perdido, sabe-se lá aonde... Na verdade, sabemos bem aonde... \"Grace... Grace. O que diabos você tem? E Por que não sai da minha cabeça?\"Sally desligou o som e permanecia no silêncio que se encontrava com o apartamento vazio. Em pouco tempo teria que ir para a faculdade e precisava se arrumar. Mesmo sabendo que poderia contar com suas amigas, sentia-se sozinha. Havia chegado de Seattle há poucos meses para estudar em New York. Posso dizer que ela não tinha de fato uma família. Seu pai, biólogo, vivia no Brasil, mais precisamente no Amazonas. Quanto a sua mãe, autoritária e distante, nunca fora, de fato, uma mãe. Sally sentia-se abandonada, sozinha. No fundo ela sabia do que realmente precisava: um namorado. Eu disse que ela sabia, não disse que ela aceitava tal fato...Tomou um banho demorado. Ainda tinha algumas horas para se arrumar até a hora de sair para a faculdade. Era o que mais gostava em New York. Estudava música em New York University, que era a maior paixão da sua vida. Terminou o banho, vestiu qualquer roupa e saiu. Teria que passar na biblioteca da faculdade para devolver alguns livros e aproveitaria o tempo que restava para procurar por mais livros. Apertou Sam em seus braços e passou seu rosto carinhosamente pela face felina, pegou sua mochila e saiu.- Eu fiquei ali, sentado naquele parque, sozinho, por muito tempo. Aquela foi a primeira vez em que me senti verdadeiramente abandonado...Kate olhou seu relógio, soltou um suspiro e disse:- Infelizmente, Michael, o horário acabou.Ele olhou para Kate, compreensivo, e assentiu.- Tudo bem...- Amanhã nos falaremos novamente para darmos continuidade ao tratamento. Preciso que volte e não falte, Michael. A sua cura também depende de você. Será preciso, também, que você jogue fora o remédio. Você não precisa mais dele...- Preciso sim.- Você não confia em mim?Michael a encarou por algum tempo.- Sim. Tudo bem. Jogarei-o.- Isso! Muito bem! — Kate sorriu enquanto abria uma gaveta e procurava por algo. Quando encontrou, sorriu e mostrou-lhe uma bolinha, jogando-a, em seguida, para ele. — Uma maneira de você não ser também totalmente dependente da bombinha de asma. Durante todo o tempo em que permaneceu nesta sala, nesta uma hora, você a utilizou oito vezes. Isso as vezes que contei. Tudo que é demais faz mal. Toda vez que sentir que está ficando nervoso, e que a asma poderá atacar, aperte esta bolinha. Veja como funcionará. — picou-lhe.Mikey lançou um meio sorriso, de apenas um canto dos lábios. O primeiro sorriso desde que entrou naquele consultório.- Muito obrigado, Dra. Mansur. Obrigado por tudo.
- Não precisa me agradecer, Michael. Este é o meu trabalho: ajudá-lo. Minha felicidade é chegar ao sucesso. — desta vez, quem sorriu foi Kate, que estendia a mão para Mikey. Ele a apertou sem hesitar. Ficaram se encarando por algum tempo, até que Kate pigarreou, retirou sua mão e o levou até a porta do consultório, despedindo-se.- Até amanhã, Sr. Way.Ele acenou para ela e saiu. Kate ficou observando Mikey se afastar até perdê-lo de vista. Depois, olhou pela sala de espera e viu que era observada por Celine e Agnes, uma paciente cleptomaníaca.- Agnes! Como vai?- De mal a pior, Dra. Mansur.- Não acredito que...- Infelizmente...Kate lançou um rápido olhar para Celine:- Mais café, por favor. — e dirigindo-se a paciente: — Vamos, Agnes, entre e me conte tudo.
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