The Ghost Of Her
11 .11.
Belle levantou-se irritada do sofá. Quando não era uma coisa era outra.
- Será que não posso terminar meu livro em paz? – Abriu a porta e teve uma surpresa. – Gerard Way?O homem estava encostado no batente da porta e olhava-a de uma forma estranha.- Sim. Posso... entrar? – disse, misterioso, olhando para dentro do apartamento.Assustada, Belle colocou-se entre ele e a porta, fechando-a atrás de si.- Não.- Uau! Sempre tão direta?- Sim. O que quer?- Eu fiquei curioso...- Curioso? – repetiu, desconfiada.- Sim. Você me surpreende, sabia?- E...?- E...- Aí você resolveu desenterrar a mulher do seu amigo e vir me ver?- Não é mentira.- Ah não? Então por que não está com ele, Gerard? Não foi isso que disse que faria?- Ele pediu para ficar sozinho...- Sei...Gerard a admirou por alguns minutos. Analisou-a da cabeça aos pés. - Pijama sexy...Belle olhou para si própria. Foi só então que percebeu que estava de baby doll, e não era dos mais inocentes...Tentando cobrir o próprio corpo, abriu a porta e posicionou-se atrás da mesma.- Para você ver que isto não são horas para visitar alguém.- Mesmo que este alguém tivesse querido me ver?- Exatamente. “Querido” não é presente...- Será que ainda não quer? Aposto que, assim como eu pensei em você, você pensou em mim o dia todo...Belle sentiu os pêlos de sua nuca arrepiarem-se. Pela primeira vez, ficou sem argumentos. Não sabia o que dizer ou fazer. Não percebeu quando Gete rard posicionou a mão na porta e a empurrou levemente. Belle poderia tê-lo impedido se quisesse, mas ela queria?Sem dizer mais nenhuma palavra, Gerard abriu a porta, sorrindo, e entrou no apartamento, fechando-a atrás de si.Sally havia sentado-se à uma das mesas da casa noturna, enquanto assistia Shirley cantando sensualmente no palco. Era como se ali fosse seu lugar, seu lar... Sua presença de palco era algo incrivelmente envolvente. Prendia a atenção de todos no ambiente, não apenas dos homens, mas também das mulheres.Sua voz rouca e sexy adentrava os ouvidos de Sally e fazia-a sorrir. Era uma vontade irresistível. Não que ela quisesse resistir. Shirley fora demasiadamente atenciosa com ela e Sally não sabia como retribuir tal gesto.No fim do show, a cantora se aproximou da mesa onde a garota loira estava tomando o néctar de sua inseparável garrafa: Coca-Cola.- Hey! Ótimo te ver!- Digo o mesmo. Obrigada por me ligar...- Gostou do show?- Muito, muito! Sua banda é ótima, Shirley... Adorei!- Pode voltar mais vezes se quiser...- Claro que quero! — Sally sorriu, enquanto tomava mais um gole do refrigerante.- Ótimo. — Shirley também sorriu. — Bom, o que acha de uma volta pela cidade?- Boa idéia.Sally terminou o refrigerante e ambas seguiram para a porta principal da casa noturna.Josie entrou afobada na sala de Barry Johnson, editor-chefe do The News.- Aconteceu alguma coisa, Srta. Kannes?- N-não. Nada. — forçou um sorriso. — Grace mandou a reportagem! - Aleluia! — o belo homem tomou-lhe o CD das mãos. Sim. Era muito belo seu chefe. Alto, moreno, bem vestido, olhos esverdeados e cabelos desgrenhadamente arrumados. Um charme. Se não tivesse Gerard e fosse completamente apaixonada por ele, teria caído de amores por Barry.- O que tanto me olha? — Barry olhava-a confuso.- Não... Nada... Precisa de mais alguma coisa ou posso ir para minha sala?- Não preciso de nada não... Pode ir.-Josie?Josie saiu de suas lembranças. Olhou para o rosto de sua mãe parada à sua frente.- Sim?- Tudo bem com você, minha filha?- Sim, claro!- E quando trará seu namorado para conhecermos?- Em breve, mamãe. Ele está ansioso. — sorriu bobamente. — Você irá adorá-lo mamãe! Além de lindo é super atencioso...- E você super apaixonada... — a velha senhora riu.- Não negarei, pois é verdade.- Pois bem, apaixonada da mamãe, vamos jantar agora?- Já está pronta a janta?- Estou te chamando há horas!Josie sorriu, sem graça- Ah sim... Claro mamãe. Vamos, vamos.Gerard foi até o quarto de hóspedes e verificou como estava seu pai. À sua mãe, havia dito que ele estava em uma viagem do parlamento. Mesmo sendo transformado, Donald demorava a acordar. Será que sua já avançada idade teria influenciado em sua recuperação e transformação.Gerard tocou-lhe o rosto: estava frio. Bem, transformado ele já estava. Só restava a ele abrir os olhos e lidar com a novidade. Com grande pesar, Gerard deixou o quarto. Precisava resolver sua vida, antes que fosse tarde demais.Lauren olhava para o teto de seu quarto, pensativa. Lembrava-se das últimas horas. O velório... O enterro de seu pai. Apesar de tudo que ele já havia feito de errado, não conseguia guardar rancor dele. Amava-o. Era algo inevitável. Pensou em sua mãe e no estado de choque em que se encontrava. Desde que encontrara o marido morto na sala de estar, não teve reação alguma. Mesmo vendo o caixão sendo abaixado lentamente, não derramou uma lágrima que fosse.
Ryan não havia deixado a noiva sozinha um segundo sequer. Embora sua presença a enjoasse, ela não sabia se seria melhor, realmente, aceitar seu destino e conformar com o mesmo. Depois do que vira, passou a temer Gerard, o homem a quem tanto amava. Como as coisas mudavam de uma hora para outra! Um pequeno ruído a tirou de seus desvaneios. Ao olhar em direção ao mesmo, avistou Gerard em pé, em frente à janela, olhando-a.- O que faz aqui? — ela disse enquanto se encolhia na cama.Gerard não disse nenhuma palavra. Apenas encaminhou-se a ela e a jogou em seu ombro, enquanto ela se debatia.- Solte-me! Gerard! Está surdo? Deixe-me em paz!Gerard encaminhou-se novamente para a janela e saltou de lá. Amedrontada, Lauren fechou os olhos, abrindo-os ao sentir-se flutuar. Então, percebeu que voava com Gerard pela cidade londrina. Adentraram uma janela de uma grande casa e Gerard a colocou de pé em um quarto escuro e com um forte odor conhecido.- Será que agora você poderia me escutar? — disse a ela, enquanto ela o olhava ainda amedrontada.- Quando atacaremos? — Michael perguntou subitamente.Angelus olhou para os vampiros, que tranqüilamente bebiam seu sangue fresco.- Em breve... — disse apenas.- Breve quando?- Saberá na hora certa, Mikes.Michal o olhou de soslaio. Odiava apelidos. Bem, não todos. A forma carinhosa como Rebecca o chamava de \"Mikey\" o deixava encantado.- Não seria, então, mais sensato treinarmos mais?- Já treinamos o suficiente. Precisamos nos alimentar, não é mesmo? — Angelus dirigia-se aos outros vampiros.Todos responderam de uma forma confusa e bagunçada.- Então posso ir embora?- Não.- Mas... Se não vamos mais treinar, por que não posso ir embora?- Mia deseja falar com você.- Ela não me disse nada.- Mas... Disse a mim. — Angelus sorriu, cínico.- Onde ela está?- Na biblioteca.Michael anuiu e seguiu para a biblioteca. Ao chegar lá, bateu duas vezes na porta antes de abrí-la.- Mia?A jovem vampira folheava alguns papéis.- Entre, Michael. — Mia disse, indiferente.O tom de voz dela o alarmou. - Disseram-me que queria falar comigo. Algo aconteceu?- Sim. Você vai se casar?- C-como sabe? — Michael a olhava com os olhos levemente arregalados.- Michael, eu sou sua criadora... O que eu não sei?- Desculpe-me.- Por quê? — Michael fez uma careta confusa. — Michael, você é livre. Só o pedi que lutasse conosco nesta guerra porque Gwendolyn corre risco naquela aldeia. Mas... Você acha certo fazer isto com a jovem?- Isto... o quê?- Você poderá não voltar, Michael.- Você viu alguma coisa, Mia?- Não Michael. Eu não tenho este dom. Mas todos os homens que participam de uma guerra tem a consciência de que podem não voltar, certo?- Eu tenho esta consciência. Darei o melhor de mim para voltar são e salvo para ela.Mia riu.- Você a ama!- Muito. — suspirou. — Mesmo que ela não confie em mim...- E você se casará com alguém que não confia em você?- Sim. Não podemos mandar em nosso coração, Mia. Se é que vampiros tem algum... — Michael riu, acompanhado de Mia.- Temos. Porém está mais frio e calculista... Bom, pode voltar para casa. Não quero prendê-lo mais. Conte comigo para o que precisar.- Muito obrigado, Mia.- Não me agradeça. Agora vá. Preciso terminar com estes papéis.- Do que se tratam?- Coisas minhas. Vá.Michael anuiu e deixou a biblioteca.Lauren ainda olhava para Gerard, muda.- Lauren... — ele arriscou um passo em sua diração, porém ela recuou. — Você... tá com medo de mim?- O que espera? Se quer me matar, faça-o logo.Gerard a tomou para si e a beijou desesperadamente. Em seguida, tomou-lhe o rosto entre as mãos.- Acha mesmo que eu mataria você? Por todos os morcegos negros em noites sem lua! Eu a amo, Lauren!- Você matou o meu pai!- Ele quase matou o MEU pai! Lauren...- Não, Gerard! Não!Lauren se esquivou de Gerard e saiu correndo do quarto. Ao passar pelo corredor, esbarra em alguém. - Desculpe-me, eu não vi você e... — ao ver quem se tratava, Lauren ficou boquiaberta e sem reação.- Lauren?- Becca! — foi apenas o que conseguiu dizer, antes de abraçar a amiga carinhosamente.
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