The Garden Of Violets

1 Capítulo 1 - Pobres Garotas


Tempos sombrios assombravam toda a Europa no século XX, exércitos das trevas marchavam sobre a bandeira com uma cruz Suástica, liderando uma enorme onda de terror em toda a Europa. Esta é a história de Violeta, uma jovem de 17 anos que fora mandada para os campos do Reino Unido, isso aconteceu devido ao imprevisto do ataque destrutivo à Londres pelo Líder das Trevas; Violeta foi mandada para a casa de seus tios avós Hopkins junta com sua irmã Susan de apenas 12 anos. Violeta sabia de que sua vinda para o campo com sua irmã seria apenas de ida, pois sua mãe morreu durante o bombardeiro à Londres, Violeta tinha que ser forte e aguentar a longa viajem de trem com sua irmã para a casa de seus tios avós, essas jovens meninas eram agora órfãs de mãe, o pai nunca mais dera noticias desde que foi para a Guerra. Pobres garotas.

Violeta tinha cabelos negros e bem lisos, seus olhos tinham cores violetas (daí o nome Violeta), tinha a pele clara como a neve, seus lábios eram vermelhos e bem rubros e era desejada por todos os garotos de sua idade; Violeta tinha inúmeros interesses em livros de contos de fadas e psicanálise, mas sua verdadeira paixão era por romances de “gente adulta”, suas amigas de escola haviam sido mortas durante o bombardeio à Londres, estava agora só com sua irmã, sua única amiga.

Susan tinha cabelos loiros e olhos azuis, sua pele era clara, mas não tão clara quanto a de Violeta, seus lábios eram bem pequenos e suas bochechas eram rosadas (parecia uma boneca de porcelana), carregava um ursinho de pelúcia que fora seu presente entregue pelo pai na noite de natal do ano anterior.

Ambas enfrentaram uma viagem longa e cansativa de trem, desceram do trem em uma plataforma com uma placa azul com o numero 34, o lugar onde se encontravam tinha uma floresta, uma estrada de terra que adentrava para dentro da mata e o dia estava ensolarado, mas com um ar bastante confortável de verão. As duas irmãs esperaram por lá por horas cansativas, sentadas no banco de espera da parada, quando escutaram o barulho de paços de cavalo e sons de rodas rangendo em metais enferrujados, aproximava-se uma carroça de madeira com uma senhora a pilotando, naquela carroça havia um pônei marrom com pintas brancas.

- Susan e Violeta? – perguntou a senhora parando a carroça.

As duas ficaram caladas por um tempo até que Violeta falou:

- Somos nós.

A senhora olhava com desprezo para as duas jovens e para as bagagens que elas traziam.

- O ursinho também é bagagem? – perguntou a senhora com um tom grosseiro.

- Sim – respondeu Violeta – só troucemos estas duas malas e o ursinho da minha irmã.

As malas delas eram pequenas e carregavam o que podiam suportar, a bagagem de Violeta era Azul e a de Susan era Bege.

A velha ficou pensativa com a resposta de Violeta e ficaram lá paradas por um tempo até que a senhora exclamou:

- Sim! Vocês estão esperando outro bombardeio para subirem logo na carroça?! – disse a velha irritada.

Susan segurou bem a mão da irmã mais velha, Violeta se abaixou e falou no ouvidinho da irmãzinha:

- Não há o que temer aqui Susan, vamos – disse Violeta com seu tom gracioso e simpático de sempre.

As duas garotas subiram na carroça e a velha deu ordem ao animal para que andasse. Adentraram na floresta através da estrada de terra, Susan segurava bem o braço da irmã mais velha à medida em que entrevam mais na floresta na companhia daquela senhora grosseira. Violeta apenas olhava para as arvores, respirava aquele ar fresco sabendo que nunca mais sentiria o cheiro de fuligem ou de fumaça em outro lugar.

A viagem delas por aquela floresta corria bem até que a roda da carroça travou fazendo com que a senhora ficasse de mau humor e fosse concertar, enquanto ela concertava aquela roda Susan e Violeta andavam pelo bosque admirando a paisagem, Violeta sentia aquele vento que batia nas arvores como se já tivesse sentido antes, o cheiro daquele lugar lhe era familiar, o cheiro lhe lembrava o aroma de rosas e violetas, Susan observava uma borboleta descansando em uma flor de pétalas rosadas enquanto Violeta sentia o cheiro das flores ficando mais forte e mais forte, fazendo com que ela adentrasse mais naquele bosque, Violenta lembrava de velhas risadas de crianças ofuscadas em sua mente, lembrando mais fundo daquele cheiro, Violeta chegou em um pasto vasto e tranquilo que dava vez à um enorme campo verde com uma casa grande no fundo, lá haviam diversas flores de rosas e violetas até girassóis. Era uma bela paisagem, porém familiar para Violeta, estranhamente familiar para Violeta.

- Que lugar bonito – disse Susan chegando ao lado de Violeta dando-lhe um susto.

Naquele pasto havia um espantalho na qual Violeta não tinha reparado, o espantalho tina cabeça e braços fitos de matérias domésticos, sua peculiaridade estava no fato de ele ter pernas de vassouras que lembravam a forma de pernas de carneiro. A cabeça do espantalho era um balde com uma carinha feliz desenhada nele, seus braços eram apenas uma vassoura e estava usando apenas um casaco; Violeta se aproximou do Espantalho e passou a mão na cabeça dele reconhecendo-o e se lembrando de mais uma peculiaridade dele, ele tinha um boné de fazendeiro que se encontrava ao seu lado, Violeta o pegou e colocou-o na cabeça do espantalho. Violeta se lembrou que toda vez que este espantalho aparecia ela deveria lhe beijar na “bochecha” do balde, Violeta fez isso quando de repente os chamados da velha a procura das jovens se aproximava.

- Violeta ... – disse Susan se aproximando e rindo um pouco do que via – O que é isso?

Violet olhou para a irmã e respondeu acariciando o balde.

- Este é um velho conhecido, eu acho – respondeu Violeta com simplicidade.

- Você o conhecia? De onde? – perguntou Susan.

- Acho que já faz muito tempo, eu não sei – disse Violeta descontente em não se lembrar de seu velho conhecido.

Os sons dos berros da senhora se aproximavam cada vez mais.

Até que ela as encontrou.

- O que vocês estão fazendo ai!? – perguntou a velha – não sabem que este é o território assombrado daquela casa!?

Violeta olhou intrigada para a velha.

- “Assombrado”...? – perguntou Susan olhando para a velha com um pouco de medo.

- É – disse a velha com grosseria que tinha de sobra – Venham logo antes que escureça e este lugar fique mais sombrio do que já é!

As duas meninas obedeceram a velha.