The Garden Of Violets

2 Capítulo 2 - Achados e Perdidos - parte 1


As jovens meninas e a velha chegaram a uma charneca praticamente morta com uma mansão sombria e bem antiga.

- Violeta... – sussurrou Susan no ouvido de Violeta e apertando os braços de Violeta – acho essa casa mais sombria do que aquele campo com o espantalho... – sussurrou Susan se recolhendo nos braços da irmã.

Ambas foram recebidas por um Senhor muito simpático que sedia como um escravo às reclamações da velha rabugenta, mas que pelas costas dava doces para Violeta e Susan. Estes eram seus tios avós Hopkins, aquele era o Senhor Thomas Hopkins e aquela velha rabugenta meio corcunda era a Sra. Hopkins, ambos viviam naquela casa com dois criados, um mordomo e uma cozinheira, eles tinham problemas em épocas de colheita fraca na Charneca, mas sempre davam um jeito nas situações dificieis da forma mais humilde possível.

As duas meninas começaram a viver naquele lugar velho e que cheirava a mofo, as duas dormiam no mesmo quarto de hospedes que seus tios haviam proporcionado para elas. As condições daquele quarto eram precárias e mínimas, tinha noites em que Violeta lia livros com goteiras em seu quarto; Susan tinha inúmeros sustos com os insetos que viviam saindo de sua cama.

Certo dia, enquanto as duas saíram para brincar no bosque a Sra. Hopkins saiu para ir no mercado para fazer compras, as duas meninas brincavam de pique esconde na floresta, mas como sempre Violeta perdia para Susan que sempre a achava.

- Como você sempre me acha? – perguntou Violeta com seu ar brincalhão.

- É só usar a imaginação – disse Susan – Violeta, você sabe onde o senhor freddy se escondeu? — perguntou Susan com seus olhos esperançosos por uma resposta positiva.

- Não eu não o vi, Susan – disse Violeta – mas como você não se lembra de onde ter escondido seu ursinho de pelúcia?

- Eu deixei ele embaixo de uma raiz de árvore, só que quando eu fui procura-lo eu não o achei mais – disse Susan – será que ele se perdeu? – perguntou Susan quase chorando.

- Não seja boba, ursinhos de pelúcia não saem por ai correndo – disse Violeta cruzando os braços – talvez alguém tenha o pegado, não acha?

- Quem pegaria o Sr. Freedy?

- Possivelmente achou que alguém o teria perdido então deve ter levado ele para casa.

- Violeta... – disse Susan agarrando com força o braço de Violeta – olha ele lá...

Violeta olhou na direção em que a irmã olhou e viu que o ursinho estava correndo como se fosse uma pessoa.

- Acho que estamos sonhando Susan... – disse Violeta olhando para Susan e mal podendo acreditar no que via.

- Então por que estamos no mesmo sonho? – disse Susan olhando para Violeta.

- Vamos para casa Susan – disse Violeta assustada.

- Então vamos deixar o Sr. Freedy para trás?! – disse Susan estupefata — eu vou atrás do Sr. Freedy e perguntar como ele conseguiu correr daquele jeito!

Assim Susan saiu correndo atrás de seu ursinho sem ligar para Violeta e suas advertências, Violeta não teve escolha se não seguir sua irmã na correria. Susan se esgueirava nas altas raízes de arvores que saiam do chão, enquanto Violeta tinha que contorna-los com muita dificuldade; as arvores agora estavam ficando cada vez mais feias e assustadoras, Violeta tropeçou e caiu em uma possa de lama negra, sujando assim suas roupas e perdendo Susan de vista.

- Susan! Susan! – gritava Violeta em desespero atrás de sua irmãzinha.

Violeta olhava para todos os lados daquela floresta, Violeta tropeçava em raízes andando em qualquer direção naquela floresta macabra de arvores rugosas e cheias de cascas, galhos pontudos e de aparência afiada. Violeta estava suja de lama e seus joelhos estavam ralados das quedas no solo, Violeta gritava sem parar pelo nome de sua irmã e estava começando a entrar em desespero a partir do escurecer de uma chuva que vinha. A jovem se rendeu ao cansaço e se sentou em uma arvore, a chuva começou a cair e Violeta começou a chorar, Violeta havia falhado na tentativa de achar sua irmã, logo, havia falhado com sua família.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.