The Game of Life

14 Capítulo 13 - O bônus do dia


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Eu jurei que tinha dito que o capítulo ia sair 10 dias depois, mas eu vi agora e falei sete, então acho que devo tá dois ou um dia atrasada, me perdoem. Mas aqui estou eu, postando capítulo fresquinho essa hora da noite. Essa é a segunda parte do capítulo anterior, por isso que a situação pode ter ficado meio cortada. Enfim, não vou me prolongar muito. Uma boa leitura a todos e nos vemos nas notas finais. Grande beijo.

O ruivo ao meu lado não perdeu tempo. Levantou-se, com uma expressão superior, e, de braços cruzados, ficou frente a frente com o outro lado. Eu não precisava olhar para saber que ele estava com um sorriso idiota no rosto.

— Bom, acho que eu não preciso comentar mais nada. Os fatos falam por si mesmos. Boa sorte em tentar nos vencer… perdedores. — E então ele se virou, o sorriso ainda no rosto, marchando para fora da cabine. Fui atrás dele, meio curiosa para saber como a Sabaku estava se sentindo diante de tudo aquilo.

Avistei-a sentada na grama, enquanto a mulher de cabelos azuis estava do outro lado do campo, deitada no chão, uma equipe de médicos em volta dela. Uau. Eles eram rápidos.

— Essa é a minha irmã. — O homem se sentou ao lado dela, um sorriso enorme no rosto. Ela parecia irritada com a atitude, seus olhos cerrados para o irmão. — Ah, qual é Temari. Você ganhou a luta. Você provou pra aquela garota estúpida que ela é fraca, que ela não pode ganhar de você. E eu calei a boca daqueles otários amigos dela. Ou seja, tudo está certo. Não me olhe com essa cara de morte. Você foi incrível. Eu não poderia estar mais orgulhoso.

Um minuto inteiro se passou antes que alguma emoção eclodisse naquele rosto de pedra. E eu fiquei totalmente em choque com o que vi. A loira riu. Ela realmente riu. Não apenas mostrou os dentes ou esticou os lábios, ela deu uma gargalhada profunda e contagiante, o que me fez rir também. Logo nós três estávamos rindo feito idiotas, sentados ali na Arena, totalmente alheios ao resto dos nossos problemas.

— Vamos lá, todos vocês. A luta acabou aqui, mas o dia não. Ainda há coisas pela frente. Dirijam-se ao refeitório, para que possam ter sua refeição e para que possamos falar sobre a próxima luta. — Era Hio-Sama, que apareceu de repente no meio da Arena. Levantei-me e olhei ao redor, a tempo de ver a Hyuuga ser carregada em uma maca para fora da Arena. Ela provavelmente iria para a unidade médica. Eu não havia parado para pensar sobre os danos sofridos por ela durante a luta, mas vê-la assim me mostrou que pareciam mais sérios do que eu havia pensado inicialmente.

— Ei, Temari, você precisa de ajuda? Acho que você precisa de um pouco de descanso. Venha, apoie-se em mim. — Os irmãos se levantaram, a mulher com o braço em volta do outro, e andei ao lado deles para fora da Arena. Mitsashi, Nara e Uzumaki estavam fora de vista, o que me fez pensar que eles deviam ter ido na frente.

Andamos em silêncio durante todo o caminho. A Sabaku também estava mais cansada do que eu havia suposto. Seu irmão estava praticamente carregando-a, depois dela ter alegado, com vergonha, não estar sentindo uma parte de seu corpo. Aquilo poderia ser obra do tal punho suave, imaginei. Eu precisava tomar cuidado com isso de agora em diante. A mim, sobrou a tarefa de carregar o leque. Como eu havia pensado, ele não era nada leve. Não era como super pesado, mas eu não poderia imaginar-me manobrando-o com tanta facilidade em um luta como eu a havia visto fazer. Realmente impressionante.

Chegando no refeitório, o ruivo sentou sua irmã e foi buscar comida para ela enquanto eu a ajudava a se posicionar corretamente. Ele voltou com dois pratos, e assim que ele chegou, levantei-me para buscar o meu próprio. Eu posso dizer que estava com muita fome, depois de tudo o que havia acontecido. Enchi o prato e um copo grande de suco, voltando para a mesa para me sentar entre os Sabaku e o meu grupo menor, ao lado de Mitsashi.

Ela estava, como sempre, com muitos pratos, com a boca ocupada a todo momento. Bem, como dizem, algumas coisas permanecem as mesmas para sempre. Comecei a comer, e não tardou até que Hio-Sama chamou a atenção de todos para um comunicado importante. Eu estava na metade da minha refeição quando ele começou a falar com todos nós.

— Olá a todos. Venho aqui para lhes informar de como funcionará o The Game a partir dessa etapa. Devo dizer que a luta de hoje me agradou bastante, parabéns senhorita Sabaku. — a loira olhou-o sem expressão, continuando a comer sua comida como se nada tivesse acontecido. Ao meu ver, ela também não curtia muito essa coisa de autoridade. — A seguir, teremos quatro outras lutas. vocês são dez, o que significa que teremos cinco lutas por semana. As primeiras lutas, como a de hoje, serão sorteadas na manhã do dia. No entanto, as demais lutas, serão sorteadas no almoço do dia anterior. Ou seja, a luta de amanhã será sorteada hoje. Kakashi, por favor, os nomes dos lutadores de amanhã.

— Sim. Sorteamos enquanto a luta ocorria e os próximos lutadores serão… — Ele abriu com cuidado um envelope que segurava, que tinha a mesma aparência do anterior, um envelope pardo. — Mitsashi Tenten e Uzumaki Naruto. — Engulo em seco, meus olhos disparando para os companheiros ao meu lado. A Mitsashi parece em choque. Ela congelou com a comida a caminho de sua boca. O Uzumaki parece igualmente em choque. Ele está olhando fixamente para o Hio-Sama, mais pálido que o normal. E é isso. É aqui que as coisas começam a ficarem confusas. É aqui que o companheirismo começa a ir embora. É aqui que precisamos começar a ver o outro como adversário. Kami. É aqui que percebo um pouco do arranjo que eles fazem nas lutas.

— Eu sei que podem estar um pouco nervosos, mas as lutas durante a semana contam com um pequeno porém. Nós achamos que seria justo oferecer-lhes alguma ajuda. Para isso, foram criados os bônus. Acho que já citei algo sobre isso da última vez. Um outro participante será sorteado para lhe ajudar. Não na Arena, mas fora. Como assim, vocês pensam. Kakashi, novamente, qual são os dois sorteados para realizar o bônus?

— Nara Shikamaru para Uzumaki Naruto e Yamanaka Ino para Mitsashi Tenten. — Dessa vez um envelope azul foi aberto.

— Nara e Yamanaka, uma tarefa será dada a vocês. Vocês precisarão cumprí-la, se quiserem ajudar seus companheiros. Mas, não apenas isso. Eu não estou alheio ao fato de que há certas rixas aqui dentro. Eu não os culpo. Essa competição pede isso. Mas para nos certificarmos de que ninguém tentará boicotar o outro, o sistema de bônus envolve dinheiro. Se você perde, seu clã perde dinheiro. Se você ganha, seu clã ganha dinheiro. Todos estão zerados. O que significa que aquele que não conseguir completar o bônus, não so deixará de ajudar um companheiro, como também começará uma dívida para o clã. Precisamos nos certificar de que tudo aqui seja feito claramente, sem nenhuma trapaça. Muito bem, aquele que ganhar dará ao lutador um bônus. Isso pode ser qualquer coisa, começar primeiro a luta, ganhar mais barra de força, ganhar uma outra barra de força, ganhar uma outra vida… Vai variar conforme nossa criatividade. Todos entenderam? — Balancei a cabeça, começando a ver a lógica nisso. Encarei o Nara. Kami, eles conseguiram separar direitinho o nosso grupo. Querendo ou não, era o Uzumaki contra a Mitsashi e eu contra o Nara. Por Kami, o que isso ia virar?

— O bônus de vocês é conseguir essa flor. — O homem de cabelos cinzas mostrou uma foto de uma flor com pétalas azul-escuro. — É uma flor rara, usada pelo clã Haruno na produção de remédios. Nós precisamos dela. Quem conseguir primeiro ganha. Vocês têm até o café da manhã de amanhã para que essa flor esteja em nossas mãos. E, podem começar quando quiserem.

Voltei os olhos para o meu almoço. Qual era a chance de eu conseguir essa flor com meus contatos atuais? Eu não vou mentir que gostaria de ajudar a Mitsashi. Se eu ia morrer de qualquer forma, então seria interessante se alguém legal ganhasse esse jogo. Alguém que tivesse qualquer chance de mudar as coisas. Alguém que quisesse mudar as coisas. E ela não parecia ser uma pessoa ruim para isso.

Em meu campo de visão, percebo o Nara se levantando. Algumas pessoas já se retiraram, incluindo os irmãos Sabaku, e há alguns lugares vagos na mesa em que geralmente sentamos para comer. Levanto os olhos, para acompanhar aonde ele está indo. Com seu prato em mãos, ele se senta ao lado da mulher de cabelos rosas, embalando rapidamente em uma conversa com ela. Observo a interação, totalmente confusa com o que está acontecendo.

— Garoto esperto. — Diz Mitsashi ao meu lado, sua fala seguida de um mini bufo enquanto ela continua comendo. Sua expressão parece mais abatida que o normal, mas não a culpo. Em seu lugar, eu estaria da mesma forma. Sua luta é amanhã, mas posso ver que isso já está começando a afetá-la de hoje.

— Não entendo por que ele de repente se levantou e foi se sentar ao lado dela. — Digo, e realmente é verdade. Estou totalmente aleatória ao que está acontecendo enquanto observo os dois rindo na ponta da mesa, o garoto Uchiha ao lado participando da conversa.

— Não é óbvio? — Virei-me para ela, tentando entender sobre o que ela estava falando. Sua postura estava totalmente derrotada, tanto que ela falava sem nem ao menos me olhar.

— Ouça, a partir de agora, trate-me como se eu fosse uma criança. Não há nada que eu saiba aqui então algumas coisas podem não ser tão óbvias para mim. — Ganhei sua total atenção com a minha fala. Seus olhos se arregalaram, como se ela tivesse percebido uma coisa de repente.

— Você já esteve aqui, certo? Você já lutou no The Game. — Foi a minha vez de arregalar os olhos. Finalmente alguém estava falando sobre isso. Em uma semana, ninguém se atrevera a chegar em mim e tratar diretamente deste tema a não ser o Hio-Sama e Shizune, mas é claro que eu não estava alheia aos olhares das pessoas. Principalmente aos olhares de julgamento.

— Sim, eu já estive aqui. E não eu não me lembro que estive aqui. E por que você está falando sobre…

Ela desvia o rosto, como se pega em flagrante. Percebo sua expressão corada e me pergunto o que eu disse que a fez ficar assim?

— Sinto muito, não posso falar sobre isso.

— Você não pode?

— Não podemos. É um assunto proibido. — E então, aí está. A Mitsashi continua olhando para o chão e não duvido nada que ela vá se levantar e sair se eu levar o assunto a diante.

Eu nunca havia ligado muito para o motivo pelo qual eu participei do jogo e ainda estou viva, mas agora percebo que estou curiosa sobre isso. As pessoas não tinham permissão para falar, o que só aumentou minha suspeita sobre o motivo. Será que elas tinham ao menos o direito de falar comigo? Ou será que todas as pessoas que chegaram para conversar comigo até o momento não ligam para isso? E o que eu havia feito de tão grave que deveria ser escondido e ninguém poderia falar sobre?

Decido ignorar o assunto, pensando que há outros meios de descobrir sobre isso. No momento, a prioridade é o presente.

— Tudo bem, esqueça isso. Por que o Nara se mudou de lugar? — Perguntei, resolvendo esquecer por um momento aquele assunto, mas prometendo a mim mesma que voltaria nele em outra hora. Tudo o que eu sabia sobre era que eu estava aqui hoje por causa disso e que o irmão Sabaku mais velho estava envolvido.

— A mulher de cabelos rosas faz parte do clã Haruno. O clã dela cultiva a flor que vocês precisam achar. É óbvio que a melhor solução seria falar com ela. — Seus olhos se voltam para mim e então toda a situação passa a fazer sentido. Não posso culpar o Nara. Ele provavelmente quer ajudar o Uzumaki tanto quanto eu quero ajudar a Mitsashi.

— Ei, Mitsashi, olhe. — É a primeira vez que eu a chamo pelo nome e sei que ambas notamos isso. O que eu vou falar agora não vai ser fácil, mas ambas precisamos aceitar a realidade. — Eu acho que não serei capaz de conseguir sua flor. Eu sei que parece muito egoísta da minha parte, mas eu não vou falar com a garota Haruno. O acidente nas piscinas ainda está muito fresco em minha mente. E eu não tenho nenhum outro contato, então… Sinto muito.

— Você pode me chamar de Tenten. É o meu nome. — Nos olhamos, olhos castanhos em olhos azuis. Estou pronta para dizer a ela que isso é muito pessoal e que vou continuar a chamá-la por seu sobrenome, quando ela abre um sorriso pequeno. — Está tudo bem Ino. Eu confio em você. Eu sei que vai conseguir.

— Eu… Desculpe, mas não tem como eu conseguir isso. Eu não consigo.

— Não consegue ou está com medo de tentar? — Sua voz é suave e não sei dizer se ela está fazendo uma brincadeira ou está falando sério. Por que, realmente, não há nenhuma maneira de que eu possa trazer essa flor amanhã e fazê-la ganhar o bônus. — Você não quer me enfrentar, Ino? Acha que sou fraca demais para lutar com você? Está tão convencida assim?

Bufo, por que é totalmente o contrário do que ela está pensando. Se eu tivesse meios, é claro que tentaria sem nenhuma hesitação. Mas eu realmente não consigo me ver arrumando alguma forma de conseguir essa flor.

— Com o que eu sou e da onde eu venho, acho que ambas sabemos que esse não é o caso. — É a primeira vez que falo tanto. Principalmente com ela. E desta vez não há barreiras entre nós. Estou sendo totalmente sincera aqui.

— Basta apenas tentar. Sei que vai conseguir. — Ela continua dizendo, e eu não sei de onde sai toda essa confiança. Por que ela acha que eu conseguiria? Não há nenhuma forma disso acontecer. Seus olhos vacilam nos meus, e ela olha para as mãos. A essa altura, deixamos nossas comidas completamente de lado e viramos uma para a outra a fim de manter o diálogo. — Eu gostaria que você ganhasse porque estou com medo. E acho que isso seria uma forma de motivação… Talvez motivação seja a palavra errada. Mas acho que eu me sentiria melhor. Mais preparada. De toda forma, eu acho que me faria sentir-me bem.

— Lugar errado para ter medo. — Digo, e essa afirmação vale tanto pra ela quanto para mim. Não é a hora de ter medo. É a hora de juntar tudo o que temos e lutarmos com todas as nossas forças. Eu não sei de onde esse pensamento saiu, mas desde que admiti para mim mesma que não estou pronta para morrer, acho que a única saída é se levantar e lutar. Mesmo que, no final, tudo seja em vão. Há uma chance, certo?

— Eu sei, não é? Eu sou um fracasso total nesse quesito. Está tudo bem se não der certo. So peço que tente. Você me promete que vai tentar? — Seus olhos estão nos meus novamente e não há outra saída a não ser balançar a cabeça em confirmação. Não sei o que devo fazer e para isso tenho muito a pensar. Quais são as minhas possibilidades? E qual a possibilidade de Shizune ter essa flor ou poder conseguí-la? Não custava tentar. — Vamos lutar juntas na final. Você não está com medo de mim, certo?

— Morrendo de medo. — Bufo, novamente, oferecendo a ela um sorriso gentil. Desde quando eu virei essa pessoa que ajuda os outros e fica sorrindo? Suspiro, pensando em que tipo de pessoa eu havia me transformado desde que havia entrado aqui. Devido aos acontecimentos recentes, minha forma de ver as coisas e lidar com as pessoas havia mudado bastante. Eu ainda estava decidindo se isso era uma coisa boa ou ruim. — Eu preciso ir. Preciso resolver uma coisa. — Levantei-me, a comida pela metade sob a mesa.

— Tudo bem. Nos vemos por aí. — Virando-se inteiramente para a frente, a morena voltou a comer, como se nada tivesse acontecido.

Dando uma última olhada na interação Nara-Haruno-Uchiha, virei-me e saí, em direção à enfermaria. Minha intenção era ir até Shizune, para ver se havia alguma forma que ela pudesse me ajudar. Talvez ainda houvesse uma esperança.

***

Aparentemente a sorte não estava ao meu lado hoje (bem, devido aos acontecimentos recentes, não sei dizer se ela esteve ao meu lado algum dia), o que significa que Shizune não estava lá. A sala que era dela estava fechada e não encontrei ninguém para me informar sobre onde ela havia ido ou quando chegaria. Dessa forma, meu único plano tinha ido por água abaixo.

Suspiro, saindo dali e caminhando em direção ao nada. Ando por alguns instantes ao perceber que estou em frente ao prédio onde ficam as piscinas. É um lugar que eu não gostaria de estar e ver tão cedo, mas nessa hora percebo que preciso de um lugar para parar e pensar e esse parece ser o melhor lugar no momento. Eu preciso abandonar o meu medo e ficar mais atenta ao que acontece e assim nada vai dar errado.

Sigo em frente, notando de repente como os caminhos se tornaram tão familiares para mim ao longo dessa semana. Não sei dizer se minha memória ficou de repente boa ou se simplesmente me acostumei ao lugar. Tudo o que sei é que estou sabendo exatamente aonde estou e em que direção seguir para chegar as lugares que quero.

Depois de andar um pouco, as piscinas estão à minha frente. Dou passos cautelosos em direção às cadeiras, tentando não ficar muito perto da borda de uma das piscinas. O acidente, na verdade, a tentativa de homicídio, ainda está muito fresca na minha mente, mas apesar de todo o medo, continuo seguindo adiante. Me aproximo de uma das cadeiras e me sento, sem nunca deixar de olhar ao redor para ver se alguém está vindo. Precaução é tudo.

Olho a água límpida, deixando minha imaginação voar. Devo ter passado um bom tempo ali alheia ao que estava acontecendo ao redor, pensando em absolutamente nada e olhando para o horizonte antes de perceber que há algo sentado ao meu lado. Viro-me para ver quem é, medo começando a tomar a minha mente.

Alivio e relaxo ao notar que é apenas o garoto Sabaku. Não sei há quanto tempo ele está ali ou quando ele chegou aqui. Só sei que ele também olha para o horizonte, como se perdido em pensamentos.

— O que está fazendo aqui? — Começo, tentando entender por que não estou sozinha como eu queria.

— Está tudo bem, querida, não se preocupe. Eu estava te procurando, na verdade. — Estou olhando para ele, de verdade agora, que continua encarando o nada como se fosse a coisa mais interessante da sua vida. Por que ele me procuraria?

— O que você quer comigo? — Sim, estou cautelosa. Conhecendo-o tão pouco como eu o conheço, aposto que é novamente sobre a coisa aliado/aliada e já estou começando a me irritar com isso. Mas antes, acho que quero saber outra coisa. — Como está a sua irmã?

— Bastante cansada. Ela gastou energia e chakra demais tentando provar seu ponto e tentando acabar com a garota Hyuuga. Eu a coloquei para dormir e duvido muito que ela acorde hoje. Mas, no geral, ela está bem. Ela vai se sentir melhor depois de dormir a tarde e a noite toda.

— Hmm. — Então ela realmente exagerou um pouco na dose. Talvez, se ela tivesse pegado mais leve, ela não estaria tão cansada como está. Mas também, ela poderia ter perdido a luta, então acho que foi bom ela ter vindo com tudo logo no começo.

— Agora, sobre nós. — Não há nada sobre nós, mas vou esperar que ele termine de falar antes que eu me levante e vá embora. — Felizmente, eu ouvi sobre o seu bônus antes de sair do refeitório. É um artefato bem interessante, se quer saber, e acho que sei onde conseguí-lo.

— O quê? — Ok, agora ele tem toda a minha atenção. Ele sabe onde conseguir a tal flor ou isso é apenas um jogo comigo? Finalmente ele está virado para mim e estudo seus olhos. Ele não parece estar mentindo, mas veja, eu não o conheço muito bem e isso quer dizer que essa frase poderia significar qualquer coisa.

— Por que você parece duvidosa? Nós somos aliados. É nossa função ajudar um ao outro. E é por isso que estou aqui. Sim, eu sei exatamente aonde conseguir a sua flor. — Ele oferece a mim um sorriso gentil, mas novamente estou sendo cautelosa. Talvez esse papo de aliado não seja tanta besteira afinal. Talvez isso não tenha sido uma coisa tão ruim, no fim das contas.

— Você vai me ajudar a conseguí-la? Por quê? — Eu digo as palavras, por que realmente preciso saber. Por que exatamente ele me ajudaria aqui dentro?

— Como eu disse, nós nos aliamos. Dessa forma, eu vou te ajudar aqui e eu espero que você me ajude no futuro se eu precisar. — Eu sinceramente não consigo imaginar uma situação onde eu tenha a capacidade de ajudá-lo. Não por que eu não queira, mas realmente porque eu não tenho base nenhuma para ajudá-lo na condição atual que estou.

— Tudo bem. Então, aonde nós podemos conseguí-la?

— Aí está a parte difícil. Nós precisamos sair daqui. Eu digo sair da sede do The Game e ir para o centro. — Minha boca está aberta em choque porque das duas uma ou esse garoto é totalmente insano ou a insana sou eu por estar concordando com a cabeça.

Notas finais
Bem, aqui está o capítulo completo. Espero de coração que tenham gostado e se você chegou até aqui eu já sou muito agradecida. Obrigada mesmo por me acompanharem durante esta longa jornada. Vou tentar desenrolar o próximo capítulo o mais rápido possível, por favor tenham paciência comigo ^^ Um enorme beijo e até a próxima.