Notas iniciais
É só o começo.

Onde estou?


Tudo começou com um estalo. Acordei em uma cela, 4x4; não lembrava onde estava, não
lembrava como cheguei lá, não lembrava quem eu era. Olhei do lado de fora da minha cela, o
cenário era o pior possível, estava em uma masmorra, lugar abafado, sujo, negro, cheio de trevas e
agonia. O estalo que me acordou foi do corpo de um homem sendo destroçado e sendo arrumado
para ser transportado para a fornalha, estavam queimando os restos do pobre homem, o que ele fez
para merecer isso? Não faço ideia. O que eu fz para estar aqui neste ambiente tão assustador? Eu
também não faço ideia. Me esforço para relembrar… e nada vem a mente, isso é incrivelmente
frustrante, sinto que estou deixando passar algo importante, sinto que aquele ali não é o meu lugar,
sinto que estou destinado para grandes coisas, só não me recordo o que. Sinto que devo sair dali o
mais rápido possível se não quiser acabar como o pobre homem, vasculho minha cela em busca de
algo que possa me ajudar a sair, a escuridão me atrapalha, começo a escutar gritos e gemidos de
desespero e dor, porque agora? Porque do nada? O que está acontecendo? Sinto que devo me
apressar…
Ando tateando o chão, já que não consigo ver direito, encontro alguma coisa, é grande, meio
úmido, o fedor é enorme, levo até a frente da cela e clareio a coisa, era um pedaço de osso, viro a cara
com nojo, mas sei que aquilo pode ser importante, penso no que posso fazer com aquilo, nada me
vem a mente, olho a masmorra, continuo escutando os gritos e gemidos de dor, mas ao dar mais
atenção aos gritos escuto gritos de desafos, mais de um, isso já me dá forças para pensar em algo, as
ideias fuem na minha mente, observo bastante os movimentos da masmorra e dos guardas, toco as
barras de ferro da minha cela para saber com o que estou lidando, são rígidas e fortes, não
conseguirei escapar tão fácil como já fz antes… Hum, uma memória? Será? Eu já estive preso antes?
Essa não é a minha primeira vez? Como assim? Será que sou um criminoso? Eu sinto que eu sou
um homem de bem, sinto que nasci pra fazer coisas importantes, será que sou meramente um
bandido, um criminoso qualquer? Bom… de qualquer forma, não é hora para pensar nisso, tenho
que sair dessa cela o mais rápido possível, analiso o ambiente, como alguém acostumado a fazer isso,
consigo ver onde está a chave das celas, ela está perto, está em uma pilastra, na frente da minha cela,
não importa saber onde ela está, se não tiver como alcançá-la… Pense, pense em uma forma de
pega-la. A melhor forma é “pescando” ela, e graças aos deuses, eu sou um ótimo pescador, mais uma
vez uma memória, estão fcando mais frequentes… não sei se isso é uma coisa boa, agora tenho
medo delas, e se eu não for uma boa pessoa? Tenho que deixar isso de lado, tenho que pescar.
Procuro novamente algo que eu possa usar em minha cela, não encontro nada, vejo os guardas, suas
vestes são bem legais, azuis com detalhes em vermelho, e cintos de couro que dariam ótimas varas…
(bom, quem não tem tempo para escolher, se arranja com o que tem) espero vir algum guarda pro
meu lado. Eis que passa o maior guarda que eu já vi, era um cara imenso, daqueles que você escuta
em histórias de gigantes, não consigo imaginar como ele se tornou um guarda e não um membro de
algum circo itinerante(ele fcaria rico assim), acho melhor deixar esse guarda passar, não lembro de
muitas coisas sobre mim, mas sei que não sou idiota, vou esperar um guarda mais “humano”. Me
passa um
chamo ele:
— Amigo, você poderia me ajudar?
Ele responde:
— O que você quer prisioneiro?
Eu digo:
— Estou morrendo de dor, acho que é algum problema no osso.
Ele diz:
— Como assim problemas no osso, quais osso?
Ele se aproxima da minha cela, perto o bastante para que eu possa agarra-lo, jogo o osso que
encontrei na cela nas mãos dele, para ocupa-las e digo:
— Esse osso.
Agarro ele pelas vestes, ele se assusta com o osso na mão e com a minha presença, puxo ele com
força, ele bate nas barras de ferro e desmaia, pego o cinto e no mesmo instante tento pegar a chave
da cela, não consigo na primeira tentativa, sei que não tenho muitas, não estou nervoso, acho
estranho não estar, essa deveria ser uma situação onde qualquer um perderia a calma e estaria
congelado de medo, mas não eu e isso me assusta, mas não tenho tempo para pensar nisso agora,
tento de novo e nada, paro, observo bem a distância e lanço o cinto, consigo pegar as chaves,
comemoro em silêncio, abro a chave o mais rápido possível, passo pelo meu “amigo” guarda e sigo
meu caminho pela masmorra.

Notas finais
É uma aventura.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.