The Game
2 Origins
Notas iniciais
Era uma manhã ensolarada, por volta das 8:00 da manhã. O sol tinha um calor agradável, que esquentava o clima frio do outono. O quarto estava alaranjado devido a luz que percorria pelas janelas e procuravam espaço no cômodo. Me levantei preguiçosamente da cama e levantei meus braços, me espreguiçando aos poucos. Acho que devo relatar quem eu sou.
Sou Trace Rilligens, um americano de 17 anos, que mora com um pai viúvo. Eu e ele somos sobreviventes de um terrível acidente de avião, e após ficarmos perdidos por alguns dias, finalmente nos encontraram, quase mortos, mas com um pouco de vida nos olhos. Fomos levados para um hospital imediatamente, onde fizemos exames e etc. E o governo nos ajudou a nos restabelecer na sociedade. Infelizmente, perdi minha mãe e minha irmã nesse acidente.
Então, voltando para o presente, me levantei da cama e coloquei uma chinela qualquer, passei pela janela que demonstrava estar borrada, devido ao frio. Passei a mão nela e apreciei a paisagem, o governo nos deu um apartamento em Nova Iorque, com uma bela vista para o Central Park. Saí do meu quarto e coloquei um moletom por cima de minha camisa, o aquecedor da sala quebrou e o frio era predominante naqueles cômodos. Peguei meu celular, ele apitava com mensagens que eu recebia sem para dos meus "falsos" amigos.
Joguei o mesmo no sofá e fui até a cozinha, onde meu pai tomava um delicioso capuccino quente, e por sorte, ele se lembrou de preparar um para mim. Meu pai tem cabelos grisalhos que se misturavam aos seus cabelos negros. Acompanhava olhos cinzentos e cansados por trás dos óculos, o que lhe dava um ar bem antigo. Ele lia um jornal com interesse e sua barba também estava por fazer.
– Bom dia pai. — Falei me sentando na cadeira, peguei minha xícara vermelha e dei um gole no Capuccino, que me fez lembrar tudo de bom que aconteceu na viagem, como se aquecesse minha alma e meu coração.
– Bom dia, vai pra aula hoje? — Ele falou virando a folha do jornal.
– Duvido muito, falaram que a escola teve o telhado arrancado devido a ventania de ontem e as folhas não paravam de entrar.
– Ah sim. Então...Vamos ao Shopping comprar aquele seu celular?
– Como assim pai? — Falei com um sorriso bobo, ele apontou para o calendário atrás de mim. 18 de novembro...Meu aniversário. — Ah...Vou tomar banho!
– Não demore! — Ele falou rindo. Após um banho super-rápido, me vesti com uma roupa qualquer e corri para a sala, onde meu pai me esperava com sua roupa casual. Uma camisa branca, uma camiseta azul, uma calça jeans acompanhada de botas esverdeadas. — Vamos?
– Claro! — Falei com um sorriso imenso no rosto. Fomos com o clássico táxi novaiorquino até o Shopping onde íamos comprar o meu celular. Mas antes íamos almoçar. Ficamos vendo coisas aleatórias até da a hora do almoço, onde pedimos um Cheese Burger acompanhado com coca e fritas grandes ( com direito a nachos recheados com queijo cheddar).
Após isso, caminhamos até a loja da Apple, onde meu pai finalmente comprou o meu precioso celular, do qual estamos juntando dinheiro desde o acidente. Com meu celular em mãos, assistimos um filme.
– Filho — Ele falou após o filme acabar. — Eu vou ao banheiro. O.K?
– Tudo bem pai, eu te espero. — Falei me encostando em uma parede qualquer.
Estava somente eu, em um cubo de concreto, esperando meu pai voltar do banheiro, a luz piscava de vez em quando e os telefones soltavam faíscas. Foi então que um homem de preto surgiu no cubo. Ele foi até o banheiro e então colocou a mão no bolso, tirando dali um revólver. Um sentimento já conhecido surgiu em mim.
O medo...O desespero.
Corri até o banheiro e quando abri a porta, a única cena que pude ver era meu pai levar uma bala em sua cabeça, enquanto gritava palavras desconexas. E então minha cabeça foi coberta por um pano preto, e minha consciência se foi.
Assim como toda a minha família...E pessoas quem eu amava.
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