The Gângster
19 Thomas
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—O que você quer de mim, Ian?
Antes que ele pudesse me responder ou se fosse realmente responder, seu telefone toca, interrompendo nós dois.Ele pega e coloca em sua orelha.
—Me dê um ótimo motivo para te atender agora. — Ian tinha uma expressão de fúria.
Conforme alguém foi falando no telefone, a expressão de Ian mudava radicalmente.Eu, sem entender, me aproximei mais de Ian.O abracei apertado e ele colocou a mão na minha bunda.
Como não se sentir constrangida com isso?
Ele deu um aperto forte e eu dei um gritinho baixo.Minha inocência está por um fio, e Ian tem um tesoura.
—Eu chego aí já já. — Ian desliga o celular. — Minha querida chata Cloe, tenho negócios a tratar.
—Eu vou! — Me pronuncio.
—Aonde? — Ele me olhou de cima abaixo.
—Com você, quem mais seria? Eu quero ver o seu trabalho.
—Eu não quero você metida nisso. — Ele agarra meu maxilar com força. - Ouviu bem, Cloe?
—Sim, me solta.
Ele chegou perto e me deu um beijo rápido.Homens, sempre tão bipolares.Ian agarra minha mão e descemos lá para baixo.O pessoal nos olharam surpreso.
—Esse foi o sexo mais rápido que eu já vi. — Thomas nos olha de cima abaixo.
—O Rato nos chamou com urgência, bora viados. — Ian é breve e rápido.
—Eu vou ficar, se algo deu ruim, é melhor alguém ficar aqui com as garotas. — Diz Andrew.
Ian não questionou e não disse nada, apenas acenou para Andrew.Saímos de dentro de casa e formos para a garagem.
—Hoje deixo você escolher. — Ian dá um tapa em minha bunda.
É impressão minha ou ele é doido por bundas?
Aponto para um carro cinza e lindo demais.Nunca tinha visto ele aqui na garagem, na verdade, tem bastante carro na garagem que eu nem sabia que existia.
—A Lamborghini Veneno Roadster? — Esse é o nome dela? - Boa escolha, você até tem um bom gosto.
—Só falta eu ter um bom gosto para homem. — Digo com um tom meio sarcástico.
Eu me sinto tão bem assim.Me sinto diferente.Ian pegou a chave dele e entramos dentro do carro.É tão luxuoso por dentro quando por fora.
—Você vai ver, esse carro desliza. — Ian pisca para mim.
E foi como ele disse, o carro desliza pelas avenidas e ruas.Vejo pelo vidro do carro, outros carros ao nosso redor, alguns são dos garotos.Nem sei porque os chamo de garotos, sendo que, eles já são homens.
Em poucos minutos chegamos nas favelas.O que será que eles vão fazer aqui? Tudo tão escuro, resta apenas algumas crianças rindo entre si, enquanto descem pelo meio da rua.
—Tu fica aqui, beleza? E é para ficar mesmo.Daquela vez no Casarão foi um deslize.Escutou, Cloe? — Ele parecia tão sério.
—Sim. — Reviro os olhos.
Ele me deu as chaves e saiu do carro.É, eu acho que vou desobedecer novamente.Eu até fico um pouco curiosa para saber mais sobre seu "trabalho".
Se passou alguns minutos e eu sair do carro.Eu não aguento ficar parada aqui.Andei até o beco que os garotos
haviam entrado.Sinto alguém segurar meu braço antes que eu entre.
—Oe gracinha, onde pensa que vai? — Um homem com os olhos vermelhos me segurou pelo braço.
—M-meus amigos estão chegando. — Digo. - Eu tenho um namorado forte! — Digo a primeira coisa que vem em mente.
—E daí? Não sou ciumento.Vem, vamos conhecer a minha casa.
Ele começa a me arrastar e eu relutei e dei tapas em seu ombro e braço.
—ME SOLTA! — Gritei.
Ouvir passos e som de um tiro.Minha visão ficou zonza, mas logo se arrumou.Alguém havia dado um tiro de raspão pela orelha desse homem que está me arrastando.
—Acho melhor você soltar ela.
Sorrir de felicidade e me virei bruscamente.Dylan segurava seriamente à arma para o homem ao meu lado.O homem se vira e me solta rapidamente.
—Dylan Armstrong. — O homem murmura o nome do Dylan. - Foi mal cara, não sabia que ela tinha namorado.
—Eu devia te matar, sabia? — Dylan sorrir diabolicamente de lado. — Ela é a minha mina.
—Eu sei, eu sei, foi mal ae.
O homem se vira e sair andando.Foi até Dylan meia sem jeito.Dylan volta a apontar a mira no Homem.Seguro no cano da arma e nego com a cabeça.
—Não vale a pena.Se ele fez algo ruim, a vida que vai puxar o gatilho. — Digo.
Ele a baixa a arma e me puxa para os seus braços.O abracei me sentindo confortável.Dylan é um amigo tão bom.
—Me desculpa, Cloe.
Eu o olhei sem entender e ele me empurrou pro lado.Eu sabia o que ele fazer.
—DYLAN! NÃO! (Digo alto)
Ele levantou a arma e atirou no cara.O som do tiro ecoou pelas ruas.Arregalei os olhos.Não é a primeira vez que atiram em alguém na minha frente, mas eu pensei que não viraria "rotina".Alguns homens foram chegando pelo o outro beco e acenaram para o Dylan.O corpo do homem foi arrastado para o outro beco perto dali.
Dei alguns passos e dei um empurro no Dylan, o olhando furiosa.
—Eu disse que não! — Falei bravamente.
—Ele já estava morto. — Dylan guarda a arma. - Ou era eu ou Ian que ia matar ele.
Sair andando, antes que eu falasse alguma palavra de baixo calão ou o xingasse.Mas parei, porque eu não sabia o caminho.Esperei ele chegar ao meu lado para andarmos.
—O Ian vai ficar puto. — Dylan sussurra.
—Pouco me importa. — Digo.
Chegamos numa casinha e entramos.Foi quando logo na sala, que vi Ian dando um soco em alguém de joelhos.Fecho a porta atrás de mim e engoli um seco.
—Ele é bom em ficar calado, não é? — Ian balança o seu punho.
—Quem é ela? — Diz um homem com aparência podre e caindo aos pedaços.
Todos me olharam.Gelei no mesmo instante, acho que eu deveria ter ficado no carro.Ian me olha mais que puto e respira fundo.
—Você nunca me obedece, né. — Seu tom é irônico.
O homem de joelhos no chão levanta seu rosto.Arregalei meus olhos.Mentira...Oh Deuses! Rapidamente fui até ele.
—Jhonathan!
Me ajoelhei diante dele e o analisei.Todos me olharam confusos.Jhonathan Enrico é meu ex colega de faculdade.Lembro dele super bem vestido na formatura.
—Clô, que surpresa ver você aqui. — Jonathan sorrir fracamente para mim.
—Eu vou cuidar de você, vamos.
O ajudei a se levantar.O que Jonathan está fazendo? Ele é tão inteligente, por favor, que ele não esteja metido nesse negócio de gangues.
—Ei ei ei, você não vai tirar ele daqui não. — Ouço Nicolas dizer. - Esse daí atrapalhou nosso carregamento de drogas, ele é da gangue rival.
—Foda-se, ele é meu colega. — Digo furiosa.
—Então vai como? Porque eu não quero ele lá em casa. — Ian botou a mão na cintura. — E nem fodendo que ele vai no meu carro.
Eu sei que eu não devia me meter nos negócios deles, mas Jhonathan já me salvou de alguns Bullying da faculdade.Está mais que na hora de retribuir.
—Eu vou andando se for preciso. — Digo.
Manter a calma nessas horas é quase impossível.
—Eu levo vocês. — Thomas dá um passo a frente. - Lá em casa vai ser melhor de torturar ele. — Thomas sempre foi tão sádico.
—Você não ouse fazer isso, Thomas. — Dylan falou.
—Melhor que deixar que algo aconteça com a Cloe, pois eu duvido que esse cara vá defender ela, tá todo fudido. — Thomas anda em nossa direção. — Vamos seus putos, Ian já ficou pistola e eu não quero ver isso. — Sussurrou para nós.
Saímos de dentro da casa.Formos andando até a entrada do beco.Foi quando eu ouvir barulho de coisas sendo jogadas ou caindo no chão.Andamos mais rápido, porque era evidente que o barulho seja daquela casa e Ian está jogando tudo o que ver pela frente no chão.Entramos no carro de Thomas e ele logo ligou já acelerando.
No caminho, ouvir Jhonathan gemendo de dor.Se eu tivesse algo aqui para ajudar a amenizar a sua dor...
—Para de gemer, o porra. — Thomas reclama.
—Admita. — Jhonathan estava na frente, sentado ao lado de Thomas. Admita que você adora ouvir eu gemer.
—Eita. — Olho para os dois sorrindo.
—Cala boca, bichinha. — Thomas revira os olhos.
—Thomas! — O repreendo.
—Tudo bem Cloe, ele sabe o que é também. — Jhonathan olha para trás.
—Cala boca. — Ouço Thomas sussurrar.
—O Thomas não é pegador. — Jhonathan sorrir de lado sarcasticamente.
—Cala boca! — Thomas levanta a voz.
Eu já sabia aonde Jhonathan queria chegar.A cada vez mais Thomas dirigia rápido e passava pelos carros rapidamente.
—Ele é gay. — Jhonathan sussurra.
Foi quando Thomas deu uma freada e eu bati meu rosto no banco do carro.Voltei fortemente para trás.Notei que o sinal estava vermelho e todos os carros estavam parados.Então não foi de propósito.Toquei em meu nariz e fiz uma careta de dor.
—Se tá fudido. — Thomas se vira para Jhonathan.
—Se for por você, tudo bem.
Jhonathan sorrir largamente.Acho que foi apenas uma piada de Jhonathan, mas a expressão de Thomas já entrega tudo.Thomas, o ignorante do milênio tem segredos?
—Eu não quero que os caras saibam. — Thomas volta a dirigir.
—Gostar de homens não te faz menos "gângster" ou menos homem, só é uma opção sexual. — digo.
—Mas não é assim que os cara vê. — A voz dele se torna baixa. - Não conte a eles Cloe, na moral.
—Tudo bem Thomas, eu não conto. — Toco em seu ombro. — Então...Vocês namoravam? Ficaram?
—Ficamos. — Jhonathan se vira e me olha sorrindo. — E adivinha quem queria mais do que enrolação? Eu mesmo, o trouxa.
—Então naquele dia da formatura era isso que vocês estavam discutindo? Thomas recusou o seu pedido?
—Isso mesmo, sabichona. — Jhonathan pisca para mim.
Chegando em casa, saímos do carro e eu ajudei Jhonathan a andar até lá para dentro.Vai ser uma longa madrugada, tenho certeza.
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