The Gângster
14 O Resgate
Notas iniciais
*
*
*
Eu fui acordando lentamente.Minha visão se estende e eu lembro de tudo.Tento me levantar, mas sou puxada para baixo com força.Remexo meus pulsos, eles estavam amarrados com correntes.Olho para trás.Um cano longo e enferrujado.Eu estava sentada em cima da um colchão sujo e velho...Aonde eu estou?
Começo a ouvir barulho de assobios.Três homens apareceu em minha frente.O do meio me chama mais atenção, não era novo, mas também não era velho.
—Então um gângster tem uma fraqueza? Interessante. — Diz, logo depois da uma risada que arrepia todo meu corpo.
—O que faremos com ela, Rodrigo? — Esse nome me faz estremecer.
—Eu não sei, vocês que decidem.A minha dama, está me esperando. — Diz o tal do Rodrigo.
Ele volta para as sombras, mas acho que dessa vez ele saiu do galpão, isso é um galpão? Está quase tudo escuro.Os dois caras sorriram para mim, de outro jeito, de outra forma.Me encolho e vou um pouco para trás.
—Fiquem longe de mim! — Digo, eu já suava frio e o medo corria por todo meu corpo.
Eles dois se entre e olhem.Ouço som de pneus derrapando.Olho para atrás dele, e nas sombras vejo muito mais homens, alguns deles chegaram até sorrir malicioso para mim.
Os dois homens chegam perto de mim e rasgam meu vestido.Tento os empurrar e eles me seguram.Sinto meus olhos já se arderem.
—Quem vai te salvar agora, em garotinha? — Diz um dos homens.
Ouço uma porta se arrombada e os dois homens param.Grito, quando começo a ouvir sons de milhares de bala caindo.Os dois homens se viram.Ouço uma arma sendo destrava, bem perto de mim.
Viro minha face e sinto uma felicidade me invadir.Meus olhos se enchem de lágrimas de felicidade.Dylan apontava a arma para os dois homens.
—Você pegaram algo que me pertencem, e ainda a tocaram? — Dylan nega com a cabeça. — Tchalzinho.
Fecho os olhos e viro meu rosto.Duas balas, era o suficiente para matar os dois homens que quase me violaram.Meu coração estava acelerado.Abro meus olhos e vejo uma das piores coisas: Pessoas mortas em minha frente.Limpo meu rosto com as costas da minha mão.Dylan se abaixa e sorrir para mim.
—Você está segura agora, Clô. — Diz Dylan, depois sorrir de outra forma para mim.
Ele tirou seu casaco e colocou por cima de mim, já que, eu estava quase semi nua, mas naquele momento não ligava, eu só não queria mais estar aqui.
Dylan foi aproximando seu rosto do meu e me beijou.Sim, me beijou.No mesmo instante eu não soube o que fazer, e o que reagir.Eu sei que Dylan me deu um selinho, mas não liguei, pensei que era 'brincadeirinha'.Porém, olhe agora.
—Eu gosto de você, Clô.
Me afastei bruscamente dele.Desde quando Dylan gosta de mim!? Ouvir o som de uma arma destravando.Ian estava em nossas frente, com a arma apontada para nós, e Karla ao seu lado, nos olhando furiosamente.
—Cara, não faz isso. — Diz Dylan, para Ian.
—Eu sempre desconfiei. — Seu tom havia mudado. - Vocês estavam próximos demais.Talarico...Vadia.
—Ela não é uma vadia! Eu que sou um babaca por gostar da mulher do meu amigo. — Dylan entra em minha frente. - Se for atirar, atira em mim.
—Dylan! — Chamo sua atenção.
—Xiu Cloe, não se meta. — Diz Dylan.
Foi ouvir o som do tiro.O medo me subiu novamente.Dylan é um dos meu melhores amigos e um dos caras mais fodas que eu conheço.Olho por cima de Dylan e não vejo nada, nem sangue e nem nada.
Ian deu as costas e saiu do galpão, junto com Karla.Olho pro lado e a corrente tinha sido quebrada.Me solto aos poucos e remexo Dylan.Ele estava esperando que seu melhor amigo iria atirar nele?
—Dylan, está tudo bem. — Digo.
Me levanto e ele se toca por inteiro, suspirando aliviado.Fecho seu casaco, pelo menos não estou nua.Ele se levanta e saímos do galpão juntos.Evito de olhar para os milhares de corpos no chão.Saímos do galpão, ficava na floresta.Os garotos estão aqui.Os garotos sorriram aliviados ao me ver.Sarah correu em minha direção e me abraçou.
—Nunca mais vá algum lugar sozinha, Clô. — Diz Sarah.
Quando menos notei.Ian deu um soco e tanto no Dylan.Entrei na frente do Dylan, fazendo Ian ir para trás.
—Não há motivos para briga e chilique. — Digo.
Ian levantou a mão para mim e eu me encolho.Mas ele para a mão no ar, não fazendo o que eu pensei que iria fazer.Sarah levantou Dylan.Ian dá as costas e começa a andar até seu carro.Vejo algo caído.Ando até aquela coisinha e pego, uma caixinha, a limpo e abro.
—Ian, você deixou cair algo. — Digo.
Abro a mini caixinha e levo a mão para a boca, surpresa.Um anel prata, com mini diamantes em volta.Ele andou rapidamente até mim e tentou pegar das minhas mãos a caixinha.
—I-isso é para mim? — Sinto meu coração aquecer.
—Tanto faz, fica com ele. — Diz Ian, dá de ombros.
Pego o anel sorrindo e coloco no meu dedo anelar.Lindo, muito lindo.Ian volta dá as costas e vejo em um de seus dedos o anel igual ao meu.Arregalei os olhos.Era tudo que eu estou pensando e mais um pouco.
—Ian! — O chamo, toda cheia de felicidade.
Ando pulando em uma direção, ele se vira e eu me jogo em seus braços, e o beijo, o beijo mais que tudo.Se ele talvez fosse me pedir em casamento, isso não sei, mas agora, estou tão feliz, diante de TUDO o que aconteceu.Ian pôs as mãos em minha cintura possessivamente.
—Vamos. — Diz Ian.
Ele pareceu bem melhor agora.Abre a porta do carro para mim e eu entro.Quando chegarmos em casa, eu mesma irei me explicar para Karla.Eu notei que ela gosta tanto de Dylan, e poxa, isso aconteceu.
*** Já na mansão...
Abro exausta a porta de meu quarto.Fecho ela atrás de mim.Tenho uma surpresa e tanto.Uma mulher estava em minha cama, com a barriga sangrando.E aquele mesmo homem, que estava no galpão, agora, está aqui, em minha frente.Ele aponta sua arma para mim.
—Nem pense em gritar ou sair correndo. — Ele diz. - Vamos fazer um trato? Você tira a bala da barriga dela e eu não te faço nada.
—Rodrigo...Está ardendo. — Resmunga a mulher.
Fui para meu closet.Eu vou ajudar essa mulher, por que prometi que ajudaria todos sem me importar quem seja.Peguei os kits, tudo que eu precisaria.Eu comprei, quando pensei que os garotos chegariam com algum tiro ou algo pior, algum dia.Me aproximei da mulher e arrumei meus cabelos para trás.
—Vai demorar, se afasta. — Digo para o tal do Rodrigo. — Você poderia tentar fazer menos barulho? Não quero que meus amigos ouçam, eles vão querer matar vocês.
A moça assentiu.Eu me sentir parecida com ela, não sei porque.Demorou horas.Devíamos estar no hospital, seria mais fácil e mais seguro.Claro, fiquei nervosa, minha primeira cirurgia, digamos!
A moça sorriu aliviada.Me afasto e passa a mão no rosto.O tal do Rodrigo se aproximou dela e a beijou, segurando sua mão.
—Ela não corre mais perigo, não é? — Rodrigo pergunta.
—Não corre mais, mas ela precisa de bastante repouso. — Digo.
Ouço darem um toque na minha porta.Eu e eles nos entre olhamos.Quando a porta ia abrir, eu ando rapidamente até ela e eu mesma a abro um pouco.Era Dylan, seu olho está roxo.
—Eu já me entendi com Ian.Caímos na porrada, mas estamos bem. — Ele sorrir de lado.
—Que ótimo Dylan. — Digo, nervosa.
—Me desculpa, acho que foi um péssimo momento por ter digo aquilo. — Ele passa a mão em seu cabelo.
—Tudo bem, fiquei mais preocupada com a amizade de você e do Ian. — Dou um sorriso fraco.
—É...Pois é. — Ele olhou pro lado.
Algo caiu em meu quarto.Congelo, fudeu tudo.Dylan tenta olha para dentro de meu quarto.
—Quem tá aí, Cloe. — Ele continua a tentar olhar para dentro.
—Ninguém! — Digo, suando frio.
Ele empurra a porta e entra.Fecho a porta do meu quarto rapidamente.Dylan saca sua arma esponta para eles dois.
—Você perdeu a noção do juízo!? — Diz Dylan. - Esse cara é o maior cafetão da Rússia e dentre outros países.Ele que te sequestrou porra!
—Eu sei! Tá bom! — Mordo meus lábios. - Mas eu prometi ajudar todos, não importa quem seja, faz parte de ser médica.
—O Ian quer matar a anos esse cara. — Todo meu pelo se arrepia.
—Eu já disse para aquele pivete, eu não matei os pais dele. — Diz Rodrigo.
—Cala boca, se tá em nossas mãos agora.Cloe, pega a arma dele.
Eu olhei para os dois.Não sei em que lado eu estou agora, na verdade, nenhum dos dois.Porém, quando olho para essa mulher, eu me sinto estranha, como se eu já tivesse visto ela em algum lugar.Continuo parada, não farei nada, não quero matar ninguém.
—Não! — Digo. - Deixa eles irem, essa mulher está ferida.E eu prometi ajudar todos, não importando quem seja ou fosse.
—Clô, você não faz ideia do que aconteceu e do que está acontecendo! — Diz Dylan.
—Tá bom! Mas deixa eles irem, eu me entendo com Ian depois. — Digo.
—Senhorita...— A mulher me chama a atenção. - Você tem uma marca acima do seu braço? — A mulher me pergunta de repente.
Levanto um pouco a blusa no ombro e mostro para ela.A mulher arregala os olhos, lágrimas começaram de seus olhos.Desde sempre eu tenho uma pequena marca de nascença em meu braço.
—Eu acho que é ela, Drigo! — A mulher se enche de felicidade.
—Faz muito tempo, Mel. — Rodrigo me olha de cima abaixo.
—Uma mãe sabe quem é sua filha.
*
*
*
Fale com o autor