Notas iniciais
RELLOU! Eu estou feliz com os novos leitores < sorry Nha gente estava tão feliz com a divulgação na Sobre Fics, mas fiquei um pouco triste com uma guria que falou mal de uma antiga fanfic minha :c Criticas são sempre bem-vindas, mas, por favor, não digam que a fanfic é uma merda. Isso magoa os sentimentos dos autores. Ah gostaram da nova capa? Ela foi feita pela página Lovely Design lá do facebook *-* Adoro essas pessoas que ajudam os autores necessitados KOSAKOSK Pra matar saudade da antiga capa, ela será a capa desse capítulo Boa leitura

Faz pouco mais de uma semana que Vida, a primeira imortal que conheci, veio me visitar.

Depois que ela foi embora Alex me explicou que os sobrenaturais, sem exceção, costumam se calar quando estão na presença de um Imortal e só falar quando são chamados. Ele também disse que Vida é uma vadia desprezível e manipuladora que despreza os servos da Morte.

– Como se ela fosse cuidar de tirar os humanos do mundo pra dar uma chance a novas almas. Sabe como foi difícil trabalhar durante a Segunda Guerra Mundial? – perguntou.

Eu não respondi, afinal nem era nascida nessa época.

Stella me mandou uma mensagem no celular dizendo que ia viajar o que achei estranho já que ela sumiu depois que descobri sobre Lizzy. Tentei telefonar e mandar mensagens, mas as minhas ligações sempre vão parar na caixa postal. Comentei isso com Alex que me garantiu que ela está viva e que tentaria encontra-la.

Nana está cada vez mais distante de mim, ela passa tanto tempo com o namorado que mal tenho oportunidades para vê-la. Tenho passado mais tempo com Alex, ele me conta as mais estranhas histórias sobre o mundo sobrenatural e sobre meus pais.

– Está tudo bem? – perguntou.

Virei-me para trás e ri pela décima vez da camiseta de Alex, ela era azul claro com um coelho segurando uma metralhadora desenhado e a frase “Nunca confie em coelhos” escrita embaixo. Pra alguém que trabalha com mortos ele tem um senso de humor bem estranho.

– Sim – respondi.

– Não parece – ele disse desconfiado – Você está preocupada com Stella?

–Estou – admiti – Mas também estou preocupada com Nana, ela mal vem á escola e faz muito tempo que não a vejo.

– Não se preocupe ela só está tendo uma paixonite de adolescente, já vi varias garotas com isso.

– Então você conviveu com várias garotas senhor River? – perguntei de maneira desdenhosa.

– Você se assustaria com quantas garotas morrem por paixonites – respondeu sorrindo.

Comecei há passar tanto tempo com o simpático Alex que quase me esqueci do Alex sombrio que mata pessoas mais rápido do que uma piscada. Virei para frente e comecei a anotar o conteúdo que o professor passava na lousa.

O sinal que indicava o final da aula tocou mais rápido do que esperava logo me juntei aos alunos que tentavam escapar da sala como se suas vidas dependessem disso.

– Gostou da minha camiseta? – Alex brotou do meu lado.

– Claro, ela nos alerta sobre o perigo que são os coelhos. Eu já suspeitava deles, esses olhos vermelhos não me enganam.

Sorrimos um para o outro até que eu me virei e fui em direção ao vestiário feminino.

Esses momentos com trocas de sorrisos estão mais comuns do que gostaria e isso me assusta.

Tirei minha roupa e comecei a vestir o uniforme de ginastica que me lembrava muito a roupa do palhaço Ronald McDonald.

Aline e suas amigas estavam me fuzilando com o olhar.

– O que você acha que elas querem? – perguntou Beth, a garota que havia sentado no chiclete.

– Coisa boa não deve ser – respondi.

Aline desfilou até mim usando seu shorts vermelho de ginastica e seu sutiã rosa.

– Alice – sorriu – Eu e as meninas estávamos falando sobre o cara novo, o Alex, e todas decidimos que vocês não são um bom casal.

– Casal? Alex e eu somos apenas amigos.

– Eu não acredito – disse séria – E se você for esperta vai dar um jeito de se separar dele.

– Não vou deixar uma amizade de lado por causa de uma garota mimada como você, Aline.

– Vai sim, se você sabe o que é bom pra você vai largar essa “amizade” – fez aspas com os dedos – E arrumar algum nerd pra você.

– Por que esse interesse no Alex? – me levantei e fiquei cara a cara com ela – Já transou com todos os caras da escola e quer experimentar algo novo?

Foi tão rápido que quase não vi, Aline levantou sua mão para me dar um belo tapa na cara quando Nana surgiu atrás dela e puxou seu braço segurando atrás das costas dela.

– Da onde você veio loira burra? – o rosto de Aline estava vermelho de raiva.

– Garanto que não foi do mesmo bordel que você – respondeu Nana – Aprenda uma coisa querida Aline – Nana disse as duas últimas palavras como se estivesse prestes a vomitar – Alice pode e vai ser amiga de quem ela quiser e se você mexer com ela vai acertar contas comigo e já adianto que sua conta está no vermelho e vou cobrar todos os juros por ter que ver essa sua cara feia desde a primeira série.

– Você está quebrando meu braço – gritou.

– Vou quebrar mais que seu braço se te ver mexendo com a minha melhor amiga de novo. Estamos entendidas?

Aline disse algo que parecia um ‘sim’ e Nana a soltou. Assim que se viu livre, Aline a olhou com desprezo e foi para perto de suas amigas.

– Nana – falei sem acreditar – Onde você estava?

– Por ai – respondeu sorrindo.

Só agora percebo que a minha sempre sorridente amiga está vestida inteiramente de preto, sua pele está pálida e seus lábios estão pintados com o tom de vermelho mais intenso que já vi. Ela se parece com uma gótica das que vemos em filmes de vampiro, só que pior e com um echarpe que não combinava com nada.

– Você está diferente – falei.

– Você também, nem parece estar feliz ao ver uma velha amiga.

– Você não se parece a minha velha amiga.

– David me deu umas roupas novas – disse orgulhosa – Gostou?

Uma voz na minha cabeça estava gritando que tinha algo errado e eu sabia que devia escuta-la. Nana não é do tipo de garota que gosta de cores escuras, ela é viva e sempre que possível usa as cores mais chamativas possíveis. Resolvi mentir para evitar problemas.

– É, você está bem assim.

– Sabia que ia gostar – disse – Vamos a um lugar mais reservado? Tenho muitas coisas pra te falar.

A parte racional do meu cérebro gritava ‘não’ enquanto a parte curiosa gritava ‘sim’, como não tenho nem um pouco de vontade segui Nana para fora do vestiário.

Andamos até as arquibancadas nos fundos da escola e nos escondemos atrás delas. Nana se encostou numa viga e acendeu um cigarro.

– Quer? – ofereceu a caixinha com cigarros.

– Não, obrigada. Prefiro ter uma morte mais rápida e que não deixe meu pulmão preto.

Ela deu uma tragada e riu.

– Você é a melhor, Alice.

– Sou?

– Claro que é – ela brincou com a ponta do echarpe.

– Não está com calor? – perguntei apontando pro echarpe preto.

– Já faz um bom tempo que não sinto nem frio e nem calor.

Nana continuou fumando por mais um tempo até jogar seu cigarro no chão e pisar nele.

– David é incrível – falou.

Olhei para ela em busca de algum mensagem oculta nessas palavras.

– Hãm?

– Nós falamos de tudo um com o outro, somos bem sinceros sabe? Ele disse que gostou de você.

– Isso é bom?

– Claro que é, meu namorado e minha amiga devem se entender – ela disse como se fosse obvio, resolvi não discordar – Esses dias fomos ao parque, David sempre gostou de me morder em lugares estranhos – ela soltou uma risadinha – Ele me jogou numa arvore e começou a tirar minha blusa...

– Calada! – gritei – Não preciso e nem quero saber das intimidades de vocês.

Que Nana não era mais virgem eu já sabia, mas não queria nem um pouco ouvir sobre suas aventuras mundo a fora.

– Não, isso você precisa saber – ela falou séria – Eu pensei que ele me queria ali mesmo, estava preparada pra que ... Hum... Acontecesse como sempre – ela provavelmente estava pensando como falar sobre esse acontecimento sem ser de forma indecente – Mas ele fez algo inesperado.

– Inesperado?

Nana tirou o echarpe do pescoço e revelou varias marcas de mordida, algumas ainda tinha sangue . Ela começou a tirar sua blusa, a pele dela estava com mais mordidas e no meio do seu peito tinha marcas de pontos como se ela tivesse passado por uma cirurgia.

– Ele enfiou a mão entre meus peitos e arrancou meu coração – ela disse de forma melancólica – Ele me matou, Alice – podia ver a tristeza em suas palavras – E depois ele me transformou.

Meu sangue congelou nas veias. Os olhos sempre alegres e verdes que vi por anos estavam vermelhos.

Vermelhos como sangue.

Notas finais
Nana com olhos vermelhos *0* Será que ela fumou cigarro de maconha? q Ah, sobre o concurso vou ver como vou fazer. Na QDO eu fiz uma pergunta sobre o autor de uma carta anonima, a primeira garota a acertar ganhou uma one-shot com o casal que ela mais gostava da fanfic (JUNDY *-*), provavelmente farei algo parecido aqui então fiquem atentos aos detalhes u-u Beijos pequenos brigadeiros