The Five
3 Capítulo 3
Notas iniciais
POV Stefan
Uma sala cheia de bonecos estranhos, armas estranhas, líquidos estranhos, tudo muito estranho.
–Você não vai explicar o que está acontecendo? – perguntou Damon.
–Não, seu tio Zach vai, fiquem todos ai, ele já está chegando – ela disse e subiu as escadas.
Eu pensei em subir as escadas, mas a Xerife me faria voltar, então resolvi ver as armas de perto. Vi uma besta, uma erva estranha, estacas de madeira e algumas pistolas. Em uma gaveta havia algumas cinzas, achei aquilo estranho demais para mim e resolvi entrar na conversa das meninas.
–Alguma idéia do que está acontecendo? – perguntei a Caroline, afinal, a mãe dela tinha nos levado até lá.
–Não. Estava tudo normal, ai ela recebeu uma ligação e ficou louca- Caroline disse. Ela estava claramente impaciente. Car odiava não estar sob controle da situação.
–Ok, tem sangue aqui, super normal – disse Damon que estava olhando uma geladeira velha.
–Sangue? – Elena se encolheu. – O que estamos fazendo aqui? Eu vou sair daqui – Ela se levantou e foi em direção a escada.
–Pode voltar para seu lugar Elena – disse tio Zach.
Elena revirou os olhos e voltou a sentar com Car e Bom, decidi sentar ao lado delas também.
–Você vai viajar o mundo do nada e agora você nos coloca nesse lugar estranho! Ótimo tio! – ironizou Damon.
–Para de show, Damon. Eu vou explicar o necessário – disse tio Zach.
POV Damon
–Vai parecer loucura o que eu tenho para falar, mas vocês tem que prestar atenção a tudo, sem questionar nada. Vocês todos já devem ter ouvido falar de vampiros, eles são reais. Não como mostram nos filmes, não são iguais ao Drácula, aquilo é ridículo — tio Zach revirou os olhos. Naquele momento eu tive certeza de que ele não estava viajando esse tempo todo, ele estava em um hospício, mas deixei ele continuar. — É fácil você achar um vampiro anda na rua, você olha pro lado, tem um vampiro, olha pro outro, um caçador de vampiro, só não tem uma guerra aqui por causa de um tratado feito a séculos atrás que permanece até hoje. Voltando a parte que importa, tem uma família de vampiros, os Mikaelson, eles são os originais, os primeiros vampiros do mundo, por esse motivo eles são os mais fortes também, é praticamente impossível um humano ou até mesmo outro vampiro matar eles. E na verdade eles nem morrem de verdade, só dormem até que alguém tire a estaca do coração deles e um vampiro normal não pode fazer isso, porque morre no mesmo instante.
–Eu ainda não entendi porque você ta contando essa historinha pra gente, é pra assustar? Não está funcionando, porque ninguém aqui ta acreditando! — eu disse o óbvio.
Tio Zach olhou para mim e pegou uma faca. Eu me levantei e fui para a parede, meu tio ia me matar e eu precisava fugir. Qual era a chance do Stefan me ajudar? 90%, talvez. Analisei todas as rotas de fulga, ele podia me alcançar em todas, olhei em volta, uma estaca de madeira, peguei e escondi nas costas.
–Damon, eu não vou te matar, deixa de ser idiota, eu só quero te mostrar como eu vou te curar — tio Zach estava maluco, quem deixou ele solto por ai? — Eu estou vendo essa estaca, larga isso. Já que você está tão assustado assim, eu vou fazer em mim mesmo.
–Não! — Stefan gritou quando o tio Zach fez um corte superficial com a faca na palma da mão. — Ai meu Deus, Xerife! — Stefan começou a subir as escadas para pedir ajuda. As meninas estavam na parede perto da escada, prontas para fugir se algo a mais acontecesse, aquilo era irritante, todos estavam lá e ninguém veio me ajudar.
–Isso vai passar em um segundo, eu só preciso do sangue... — tio Zach disse abrindo a geladeira. Aproveitei a oportunidade para ir até as meninas. Mandei todas subirem e elas obedeceram sem reclamar.
Já tinha entendido tudo, tio Zach achava que era um vampiro, por isso estava internado. Eu só não entendi porque nos contou isso. Ele bebeu o sangue calmamente e se virou para mim.
–Damon, eu não estou maluco, olha — ele disse se aproximando de mim com a palma da mão na minha direção. Pensei em fugir, mas não poderia deixar tio Zach ali, vai que ele tenta se matar com aquelas armas. Pensei em apagar ele e eu já ia fazer, mas eu olhei para a mão dele e levei um susto. Não tinha nada ali. A ferida havia sumido e agora só restava o sangue seco.
–O que... — eu tentei falar, mas não consegui. Era inacreditável, era impossível.
–Isso era sangue de vampiro, cura qualquer ferida — tio Zach disse. — Vou chamar os outros para terminar de contar a história.
Eu sentei no chão e tentei entender o que tinha acabado de acontecer.
POV Caroline
–Stefan, o que você está fazendo aqui? A gente tem que falar com a minha mãe! — eu disse. Stefan ainda estava na primeira sala.
Ele cobriu minha boca com sua mão e fez sinal de silêncio para Bonnie e Elena.
–Escutem — ele sussurou.
Eu tentei escutar, mas era meio difícil, fazia muito barulho lá em baixo, me esforcei um pouco mais e ouvi uma voz conhecida.
–Precisamos lutar contra eles! — disse o pai de Bonnie. Olhei para ela que parecia super concentrada na conversa.
–Agora não, precisamos esperar o momento certo — disse minha mãe.
–E qual é o momento certo? Quando matarem Caroline? Quando matarem Bonnie? Precisamos agir o mais rápido possível.
–Se fizermos alguma coisa agora eles vão morrer! Precisamos treina-los! Eu já tomei minha decisão, acabou. Não faremos nada agora — disse minha mãe.
Todos nos olhamos. Que história era aquela de eu e Bonnie morrermos? O tio do Stefan apareceu logo em seguida. Olhei para a mão dele esperando um monte de sangue, mas não tinha nada.
–Você é um vampiro! — deduzi. Ele contou aquela história toda e agora ia nos matar, aposto que ele era da família original. Abri a portinha da sala e pulei para a sala da minha mãe o mais rápido possível. -Mãe! O tio do Stefan é um vampiro e quer matar a gente, ele matou o Damon!
Eu estava chorando de desespero, o pior de tudo era saber que ele não podia morrer.
–O que você está falando Caroline? Ele não é um vampiro — minha mãe disse.
–Ele estava sangrando e agora não está mais e ele disse que vampiros não morrem — eu disse entre soluços.
–Car, fique calma, ele não é um vampiro, eu tenho certeza — minha mãe disse calma.
–Mãe, eu não sou maluca, vampiros existem, acredita em mim.
–Eu sei, mas ele não é um vampiro — ela disse.
–Você sabe? Como você sabe? — parei de chorar.
–Eu sou a Xerife, Car — minha mãe disse como se fosse óbvio.
–Alguém pode explicar o que está acontecendo aqui? — perguntou Elena impaciente.
–Eu estava tentando, mas todo mundo fugiu — o tio do Stefan disse.
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