The First Time I Saw You
2 Capítulo 1
Enquanto estava indo para o estúdio me encontrar com os guys, estava, assim como todos os dias, pensando na maravilhosa família, e nos maravilhosos amigos que eu tenho.
Pensei na "conversa" que tive com Lari pela manhã, e involuntáriamente me lembrei do dia em que a conheci.
O dia em que sem saber, ela começou a mudar minha a minha vida, 'pra sempre. Ela estava chorando por algum filho da p*ta.
Flashback on ~.~
Eu e os guys estávamos em turnê, e hospedados em um hotel em NY. Eu já estava ficando claustrofóbico dentro daquele quarto. Tom assistindo um filme qualquer da Disney, Harry na academia do hotel, definindo os músculos ainda mais, Danny babando em cima dos travesseiros, e eu completamente entediado, batucando os dedos na mesa.
Resolvi então caminhar um pouco, tomar um ar fresco, conhecer o hotel. Estava passando perto das piscinas, o lugar completamente deserto, a não ser que eu não tivesse percebido uma das espreguiçadeiras completamente afastada das outras, bem perto de um lugar que mais parecia ser uma pequena floresta.
Fui tentado pela curiosidade, portanto cheguei mais perto e pude perceber uma garota. Ela, por sua vez, nem percebeu minha presença ali. Estava muito concentrada lendo um livro, e também não pôde me ouvir, pois em seus ouvidos, encontravam se fones, tocando uma música alta.
Cheguei ainda mais perto, e pude perceber que ela chorava. Mais uma vez, tentado pela curiosidade, toquei meus dedos em seu ombro, com a intenção de que ela notasse minha presença, mas ela estava realmente concentrada.
Tirei então um dos fones de seu ouvido e ela arregalou os olhos me encarando assustada :
– Achei que estivesse sozinha! — ela arfava, eu dei um sorriso e continuei encarando-a.
– Pois não? — Ela me perguntou aqueando uma sobrancelha.
– Não foi nada, mas eu estava "passeando" pelo hotel e te vi aqui. Por que chora? Está tudo bem?
– Bom, em cada 100 pessoas que me perguntam se eu estou bem, 50 estão pouco se f*dendo se eu estou bem ou não, 40 perguntam só por curiosidade, mas ainda sim inutilmente, e 10 realmente se importam. Além de tudo, eu nem conheço você! Então por quê deveria responder?
– Deveria responder, porque simplesmente, mesmo que você não me conheça, ou vice versa, eu posso vir a ser uma dessas 10 pessoas que se importam e querem te ajudar. Tudo bem se você não quiser me responder o por quê das lágrimas, mas eu jamais deixaria uma garota chorando sozinha! E não precisava de grosseria.
– Desculpe-me, eu não queria ter sido grossa com você, mas eu já me acostumei com o fato de que as pessoas simplesmente não se importam. São poucas as pessoas em que se pode confiar. Elas mudam quando você menos espera. — Disse dando um meio sorriso.
– Bom, não tem por quê se desculpar. Tudo o que você disse é verdade. Mas ainda não me disse o motivo das lágrimas.
– Ah... Não foi nada... É que... Eu terminei com o meu namorado à poucos dias. Ainda não consegui superar completamente... Às vezes flashbacks me vêm à cabeça, e eu me lembro de como éramos felizes... E ele simplesmente... – Sem conseguir completar a frase, ela desabou em choro.
– Não, não, não. Calma. Eu sei que não está tudo bem. Mas acredite, vai ficar. O tempo vai passar e te fazer esquecer. — Eu realmente odiava ver garotas chorando, mas com essa era diferente. Ouví-la chorar me dava vontade de chorar também. Era como se eu me identificasse com o choro, pois eu me lembro de que quando eu e a piranha p*ta (N/a : não pude deixar essa passar hehehe #todos odiamos a Vadia Sandford# ) da Frankie terminamos eu fiquei realmente mal. Fui até parar na rehab. Ela soluçava, e isso me partia o coração, então eu cheguei mais perto, e a abracei forte. Agora soprando seu rosto vermelho. Ela era realmente bonita.
– Bom, eu falo por experiência própria. Algum tempo atrás, pouco tempo, eu tinha uma namorada. Eu gostava muito dela... Muito mesmo... Um dia, eu havia comprado um presente, um enorme urso de pelúcia, com nossos nomes entrelaçados escritos em sua barriga. Ela ia adorar. Eu a liguei todo empolgado, mas ela me respondeu seca :
phonecall on/
– Frankie meu amor? Que tal se você viesse aqui em casa me fazer companhia? Eu aluguei uns filmes e tenho uma surpresa! Você vai adorar!
– Hm Dougie... Eu 'to indo para aí... Não sei se vai dar para assistir os tais filmes... Nós precisamos conversar. — E desligou o telefone, me deixando boquiaberto do outro lado da linha.
phonecall off/
– Até ela chegar, eu fiquei pensando em milhares de possibilidade para que ela quisesse "conversar" comigo. Eu odeio essa história de "precisamos conversar" . Sempre dá merda. Mas eu nunca havia saído da linha, nunca havia tratado-a mal, pelo contrário, eu lhe dava todo o carinho e amor do mundo, toda a atenção que podia, sempre procurava entender os problemas dela, mesmo que ela não fizesse o mesmo, sempre fui tão sincero...
– Eu contava a história tristemente, me perdendo algumas vezes nos olhos cor de mel da garota ao meu lado, que apenas soluçava e prestava atenção.
– Enfim ela chegou, e foi bem direta
Flashback (dentro do flashback) on em terceira pessoa :
– Dougie, eu não dá mais pra continuar.
– Você quer dizer que quer te... term... — Ele não conseguia terminar a frase, apenas encarava perplexo a mulher à sua frente
– Terminar! Sim, Dougie. — Ela completou afirmando.
– Mas, mas... Você tem certeza?
– Sem mas. Eu tenho certeza absoluta.
– Tem homem no meio não?
– O que?
– Você 'tá me trocando. É isso, não é? Encontrou alguém melhor?
– Eu... eu...
– Tudo bem. Não responda. Eu sei que sim! Só não se esquece, que todo o meu sentimento por você, foi verdadeiro. Eu sempre tentei te deixar feliz e confortável, mesmo que isso custasse a minha felicidade. Vai ser difícil você encontrar alguém como eu. Que esteja disposto a mandar o mundo se f*der só pra te fazer feliz... Agora já pode ir. Conseguiu o que queria não? Fazer o idiota aqui chorar. Vai, a porta está aberta.
– Dougie eu... — Mas ele simplesmente a pegou pela mão e a levou para fora, batendo a porta em seguida.
Flashback (dentro do flashback) off //
– Depois desse dia, eu fiquei realmente mal. Eu já estava ficando desidratado. Sem mais lágrimas para chorar. Eu não conseguia mais. Eu tinha parado de viver. Eu não chorava. Mas também não comia, não bebia, não dormia, não falava com ninguém. Minha cabeça doía, assim como cada músculo do meu corpo. É claro que nenhuma dessas dores nem chegava perto do que eu estava sentindo por dentro. Às vezes, quando eu tomava banho, pensava em afundar naquela água, ou simplesmente me jogar da janela, pegar uma lâmina, cortar os pulsos e sangrar até a morte. Eu só queria acabar com aquela dor. Mas isso seria egoismo. Seria ainda mais egoista do que já estava sendo.
– Os guys tentavam me ajudar, eles me apoiavam, e me visitavam frequentemente. Até que um belo dia, Tom, como sempre assumindo a pose de irmão mais velho, disse que não dava mais pra continuar assim. A nossa turnê seria em poucas semanas, minha irmã e mãe estavam sofrendo por mim. E então ele me disse que daria um dia para pensar em que eu faria para mudar aquilo. Sofrer por uma garota que te trocou? Eu não merecia aquilo. Eu pensei, pensei, e a reabilitação foi a melhor saida. Voltei 90% melhor quatro semanas depois, bem a tempo da turnê. Eu tinha finalmente decidido que não vale a pena sofrer por alguém que não dá a mínima para você. — Ela enxugou uma lágrima quando eu terminei de falar.
– Eu sinto muito por você. Você está certo! Não se deve chorar por alguém que não se importa. — Ela passou a mão pelo rosto
– Agora, eu tenho perguntas... Quem é Tom? E quem são os guys de quem você falou? E essa turnê? Você tem uma banda?
– Tom, como eu já disse, é como se fosse meu irmão mais velho! Ele é responsável, inteligente, sempre nos dá os melhores conselhos. Ah sim! Com toda essa história nós nem nos apresentamos direito, o que é estranho, pois eu já te contei parte da minha vida, como se nos conhecessemos à séculos! Bom, eu faço parte de uma banda, sou baixista e algumas vezes eu canto. Prazer, Dougie Poynter! — E estendeu a mão para cumprimentar a garota.
– Que interessante! Bom, o prazer é todo meu! Me chamo Larissa, mas normalmente me chamam de Lari! O que o traz em NY? — Perguntou correspondendo ao aperto de mão.
– Como você sabe que eu não sou daqui?
– Bom, na verdade isso foi uma suposição, mas acho que se você morasse aqui, não estaria hospedado em um hotel. E a alguns minutos atrás, você me disse que estava em turnê, se lembra?
– Ah é mesmo! Mas e você? O que faz aqui?
– Bom, eu só estou aqui por "diversão". Eu queria esfriar um pouco a cabeça antes de me mudar definitivamente! Mas você é de onde?
– Bom, eu sou de Essex, leste da Inglaterra, mas moro em Londres, com meus companheiros de banda. Volto daqui a alguns dias... Para fechar a turnê vamos ter o último show aqui, amanhã de noite. O que você quis dizer com "me mudar definitivamente"?
– Ah, bom, é que eu sou brasileira na verdade, e eu vou me mudar para Londres, para estudar, e antes de ir e destruir metade do meu apartamento eu achei que seria bom passar alguns dias relaxando em um hotel.
– Bom, mas você já conhece a cidade?
– Eu já morei lá dos 2 aos 4 anos de idade. Portanto eu não me lembro de nada.
– Ah, se você quiser ajuda para conhecer, eu sou um ótimo guia! — Falou dando uma piscadela.
– Com um guia desse acho que não tem como recusar! — Caimos na gargalhada
– Gosta de música? — perguntou Dougie.
– Não vivo sem!
– Que tipo de música você ouve?
– Bom, eu gosto de Red Hot, Busted, All Time Low, Blink, Beatles, Paramore, Evanescence, etc. Mas, no avião eu conheci uma garota de Londres que me indicou uma ótima banda, que ela disse ser sua preferida. Um tal de McFLY, ela me mostrou umas fotos deles também, eram três. Um loiro com uma covinha solitária, um moreno de olhos azuis e sardas, e outro moreno, também de olhos azuis, bem musculoso. Ela não chegou a me mostrar a foto do quarto, pois o avião já tinha pousado... Então desde que eu cheguei eu só tenho ouvido eles... Eles são realmente bons... Depois eu vou pesquisar mais sobre. Você já escutou alguma música deles?
– Bom, Blink é minha banda preferida! E ah! Tem uma coisa que eu esqueci de te dizer... O nome da banda de qual eu faço parte é McFLY! Talvez a foto do único integrante que ela não tenha te mostrado fosse a minha!
– 'Tá me zoando né?
– Claro que não! Procura aí na internet! Dougie Poynter McFLY.
– Se eu procurar você vai ficar rindo da minha cara depois... Nem vou perder tempo!
– Tudo bem! Então não acredite! Quebre a cara depois okay?
– Aaaaai para guri! Tudo bem então! Canta uma música pra mim?
– Claro! Sinta-se honrada hein? Qual você mais gostou?
– Bom, gostar, gostar, eu gostei de todas! Mas, uma, que eu tenho ouvido bastante é Silence is a Scary Sound. Ela meio que decreve como eu estou me sentindo agora...
(POV Larissa)
"Caramba! Eu sempre imaginei isso! Sabe? Aqueles sonhos onde príncipes encantados existem? Acho que estou em um! Eu me beliscaria agora, mas acho que ele me acharia uma débil mental... Não que eu não seja, mas ele não precisa ter essa má impressão de mim. Não agora! Voltando para os meus devaneios de criança de sete anos... Então... Sabe? Eu acho que 'to ficando com sono... Isso não pode ser real! Parece aqueles filmes de romance adolescente! Pensa na minha situação : Eu aqui, divamente triste em um hotel em NY, lendo Harry Potter e o Enígma do Príncipe pela 85498579048076584 vez, (N/a: Eu sei que você é tão preguiçosa que nem leu o número todo!) sim, esse é meu livro preferido; e ouvindo um tal de McFLY, 'pra tentar esquecer aquele vadio (isso existe?) do meu ex e de repente chega um deus grego, loiro, olhos azuis e carinha de bebê e começa a conversar comigo! Até aí ok, mas começa a ficar esquisito quando ele começa a me contar da vida dele, e por incrível que pareça, ele também passou por uma situação parecida pouco tempo atrás. Aí ele começa a me consolar dizendo que tudo vai ficar bem, e, por Deus! Eu chorei na frente dele? Ele vai achar que eu sou uma fraca! Eu não costumo chorar na frente dos outros, a não ser que eu tenha passado do meu ponto! Continuando, ele chega e me diz, que é baixista e vocalista da banda que eu ouvi, simplesmente, o dia inteiro, sem exagero! Isso é estranheza demais 'pra pouca eu! Enfim, chega desse blá blá blá mental... " Pensei voltando a prestar atenção no Sr. Sedução aqui na minha frente.
–'Tá me zoando né? — Eu disse revirando os olhos
– Claro que não! Procura aí na internet! Dougie Poynter McFLY.
– Se eu procurar você vai ficar rindo da minha cara depois... Nem vou perder tempo!
– Tudo bem! Então não acredite! Quebra a cara depois okay? — Por quê as pessoas gostam tanto de me chantagear mesmo?
– Aaaaai para guri! Tudo bem então! Canta uma música pra mim? — Eu disse manhosa
– Claro! Sinta-se honrada hein? Qual você mais gostou? — Que convencido! Ai ai... Agora eu vi mesmo!
– Bom, gostar, gostar, eu gostei de todas! Mas, uma, que eu tenho ouvido bastante é Silence is a Scary Sound. Ela meio que decreve como eu estou me sentindo agora... — E ele começou a cantar 'pra mim.(N/a: Ouçam também? Morro fácil com a voz do Dougster nessa música!)
– I look into the sky — Eu olho para o céu
And I have to ask why — E eu gostaria de perguntar por quê
She'd go and leave me — Ela iria embora e me deixaria
Oh why do feelings have to die? — Ah porque esses sentimentos precisam morrer? (...)
"Por Deus! Ele tinha uma voz tão linda! Depois de todas as esquisitices ele ainda canta 'pra mim? Meu pobre coração não aguenta!" E ele continuou cantando enquanto eu o olhava hipnotizada!
"Funny feeling happened today — Senti algo engraçado hoje
Somewhere buried in the past — Alguma coisa enterrada no passado
Didn't mean much, that much anyway — Não significa muito mais, de qualquer forma
I know that love will never last — Deveria saber que o amor não ia durar (...)
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