The First Love

13 Why does it hurt so much?


Notas iniciais
Bem vindos, novos leitores! Sintam se a vontade para mandar review, recomendar e tudo mais! Boa leitura!

– Emily vem aqui. – sussurrei em seus ouvidos e segurei sua mão.

– Ali, eu não posso. – Ela soltou sua mão da minha. — Prometi almoçar com--

– Você pode almoçar com ela, só quero que me acompanhe. – Emily fez uma cara indecisa. – Por favor? – pedi com carinho. Ela cedeu e eu voltei a segurar sua mão.

Estávamos caminhando no meio dos corredores de mãos dadas, as pessoas estavam olhando, obviamente, achando estranho. Mas e daí? Eu já era a garota que voltou dos mortos mesmo.

Emily olhava para mim como se não estivesse entendendo o que eu estava fazendo. Nem eu tenho certeza do que estava fazendo.

– Alison, para onde estamos indo? — Emily finalmente me parou e me encarou. Ela parecia distante. E eu tinha a sensação de que a estava perdendo, e, só de pensar nisso, me deixava fraca e insegura. Por que eu fico desse jeito na presença dela? Por que quando eu estou com qualquer outra pessoa consigo ser forte e não demonstrar qualquer sentimento? Por que quando estou com Emily tudo muda?

Eu a conduzi para a sala mais próxima e fechei a porta. Ela continuava sem entender o propósito de tudo isso.

– Eu sei o que está acontecendo. – olhei para ela e ela gelou, comprovando ainda mais que eu estava certa.

– Do que está falando? – ela se fez de desentendida. Eu sempre conseguia saber quando ela mentia, sempre consegui.

– Por favor, Emily. – disse já avisando que ela não poderia me enganar. – você sabe exatamente do que eu estou falando. – ela não admitiu e continuou com expressão de entediada. -... O porquê de você estar se afastando de mim... Pode me contar, Em.

– Eu não tenho nada para contar se foi para isso que me chamou. – ela se virou e tentou sair, mas eu a impedi. – Alison--

Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, segurei seu rosto e puxei contra o meu. O beijo começou lento e foi pegando intensidade conforme Emily foi cedendo e parando de resistir. Rapidamente a língua dela pediu passagem e então eu abri minha boca deixando nossas línguas se encontrarem e o beijo foi ficando mais e mais intenso. Emily estava passando suas mãos por todo o meu corpo e, eu juro, se não estivéssemos em uma sala de aula iria ter sido muito além disso.

Quando finalmente paramos de nos beija, para tomar ar, Emily começou a me dar vários chupões no pescoço, o que me fez gemer de prazer.

–EmilYYY! – eu dizia.

Eu puxei de novo seus lábios contra os meus e voltamos a nos beijar intensamente. Emily me empurrou para a parede me deixando cercada. E continuou a me beijar ainda mais intensamente.

– Devíamos sair daqui agora e ir para a sua casa. – tentei falar em meio aos beijos, mas Emily parecia não me ouvir, ou não se importava, pois continuou me beijando cada vez mais. Sua língua estava percorrendo cada parte da minha boca. Emily nunca me beijou com tanta intensidade e sem parar. Era como se fosse a ultima vez que ela faria.

– Ok, Em. – tentei falar me desvencilhando do beijo. Aquilo estava me assustando um pouco. – Emily? – ela continuou. – Emily! – Ela finalmente se afastou.

– Me desculpe. Eu... – ela parecia não entender o porquê do que acabara de fazer. – eu não sei o que deu em mim.

– Bom, eu sei. – falei, passando meus dedos pelos seus cabelos. – você está totalmente apaixonada por mim e estava com saudades de fazer essas coisas. – falei orgulhosamente, para provocá-la. Ela riu. Nossa, estava com tanta saudade daquele sorriso que tanto me fazia derreter por dentro.

Eu segurei sua mão, enquanto ela continuava olhando para o chão, envergonhada.

– Em, olha nos meus olhos. – ela olhou e nossos olhares se encontraram. – você não vê o quanto eu quero isso? O quanto eu quero que dê certo? O quanto eu quero ficar com você? Nós podemos passar por isso, juntas. – dei uma pausa, ela parecia gostar da idéia, mas ao mesmo tempo insegura. – Eu... Eu preciso de você na minha vida.

– Ali, eu já lhe disse isso, mas vou dizer de novo. — ela deu uma pausa e fechou os olhos. Quando os abriu estavam tristes, como se estivesse prestes a chorar. — eu não posso nesse momento. Você tinha me pedido para te esperar antes de viajarmos. Você me disse que não estava pronta. Agora é minha vez de te pedir para esperar.

Eu sentia que havia lágrimas escorrendo dos meus olhos. Emily as enxugou e começou a acariciar meu rosto.

– Mas eu preciso de você. — admiti. Lagrimas começaram a sair de seus olhos também e ela continuou me acariciando.

– Mas eu estou aqui. Para o que precisar. — ela me abraçou apertado e eu a apertei de volta. — sempre estarei. — em seguida se separou de mim e me deu um beijo demorado na testa. — te vejo depois, ok? — e saiu da sala.

Quando Emily saiu não consegui me segurar mais e desabei. Eu estava tão frustrada com tudo o que estava acontecendo, principalmente, em relação à Emily. Quando ela iria se deixar levar?

Nesse momento meu celular tocou, me tirando dos meus pensamentos.

– Alison?!

– Oi – tentei disfarçar minha voz chorosa. – o que foi?

– Onde você tá? – perguntou.

– Eu... Estou indo encontrar vocês no refeitório, não se preocupe. – falei tentando não fazê-la desconfiar de nada. Não queria que ela me visse chorando, não queria que ninguém me visse chorando.

– Ali, você está bem? – Spencer perguntou, preocupada. – aconteceu alguma coisa?

– Não, nada. – falei rápido.

– Tem algo a ver com a Emily, não é? – Spencer mais afirmou do que perguntou. Pude perceber Hanna e Aria cochichando no telefone, mas não consegui entender o que falaram.

– Eu já chego aí. Tchau. – falei e desliguei o telefone em seguida.

Mas quando estava saindo da sala, esbarro com alguém. Paige.

– Está me seguindo ou o que? – falei grossa e totalmente sem paciência.

– Com certeza, Alison. – disse irônica – eu não tenho mais nada para fazer em vez de te seguir. Ei, o que houve? – apontou para meu rosto que provavelmente ainda estava vermelho pelas lágrimas. – Emily te deu outro fora? – ela riu. – Não que isso me surpreenda, mas eu achei que você tinha mais amor próprio—

– Por que você não faz um favor a si e para de falar? – eu estava com tanta raiva e com uma vontade incontrolável de meter um tapa naquela vadia. – sabe o que é o mais engraçado, Paige? Um ano namorando a Em e você nunca conseguiu fazer nada com ela. E nós, só nesse tempo que eu voltei, já fizemos tudo. Incluindo uma viagem a Paris. – joguei na cara dela. – Como isso soa? – provoquei chegando mais perto dela. Ela me olhou com raiva e não respondeu. Ótimo.

Quando cheguei perto das meninas elas estavam falando sobre Emily. Eu ouvi o nome dela antes delas notarem que eu estava perto. Quando notaram pararam de falar.

– O que tem a Emily? – perguntei.

– Ali... hm. – Hanna ia falando nervosa. – não é nada. – eu me sentei e as encarei falando com os olhos para elas falarem. – Ela está meio próxima demais daquela garota. – Hanna apontou para uma mesa no fundo, onde Emily estava realmente muito próxima da garota que vi hoje cedo. Minha vontade era tirá-la de lá, mas depois do que aconteceu, eu ainda queria ter um pouco de amor próprio.

– E daí? — Tentei disfarçar que eu não ligava o melhor que pude, mas era difícil. – deixa ela. – elas se entreolharam como se eu estivesse doida.

– O que aconteceu com o papo de “me ajudem a descobrir o que ta acontecendo com ela para que possamos ficar juntas”? – Spencer interrogou.

– Talvez seja melhor assim. – falei.

– Você não está falando sério, está? – perguntou Aria. – no outro dia, vocês estavam se agarrando como se fossem as únicas pessoas no mundo e agora você quer desistir?

– Vocês acham que eu já não tentei? – disse com uma vontade enorme de chorar. Desde quando eu virara tão frágil? – Ela não quer nada comigo. Só estou tentando lidar com isso.

– Quando isso aconteceu? – Spencer perguntou surpresa.

– Hoje... Agora... – eu falei dessa vez parando de fingir estar bem.

– Ai, meu Deus. – Aria segurou minha mão. – eu sinto muito, Ali.

– Não se preocupe, eu ficarei bem. – respondi. – Alias, se ela vai ficar aí se esfregando com outra menina na minha frente, acho que eu deveria fazer o mesmo. – dei um sorrisinho safado. Spencer me lançou um olhar reprovador.

– Ali, não. – disse séria. – se você fizer isso tudo vai piorar.

– Não acho que dá para ficar pior. – respondi. – me ajuda a escolher alguém, Hanna? Hanna olhou para mim incrédula.

– Não! – ela disse como se não acreditasse que eu havia dito isso. – eu sei o quanto Emily te ama e o quanto isso quebraria o coração dela. Não vou participar disso. E além do mais, se ela está fazendo o que está fazendo, ela tem algum motivo.

– Tudo bem. – disse indiferente. – eu escolho sozinha. – me virei e olhei ao redor, procurando algum garoto a altura. E não foi difícil achar. Havia um garoto moreno perto da cantina. Ele estava com uns dois amigos. Usava uma blusa pólo vermelha, calça jeans e um tênis preto normal. Dava para ver que era bem musculoso e tinha cara de inteligente. Perfeito.

Levantei-me e comecei a andar até ele, quando, de repente, sinto uma mão me puxando e impedindo.

– Ali, por favor, eu te imploro para que não faça isso. – era Spencer, ela estava um tanto desesperada.

– Por que você se importa tanto? – perguntei.

– Porque eu me importo com você e com a Emily. – ela respondeu. – Hanna está certa. Isso a magoaria e a você também.

– Você acha que eu já não estou magoada? – nesse momento pude sentir minhas lágrimas voltando. – você acha que vê-la com outra pessoa não me afeta? – pausei. – eu tentei, Spencer. Praticamente me humilhei hoje e para que? Para chegar e vê-la com uma namoradinha nova? E eu supostamente devo não fazer nada e assistir?

– Eu só acho que você deveria esperar. Me deixa conversar com ela sobre vocês. Por favor. – pediu Spencer.

– Desculpa, Spence. – respondi. — Mas eu cansei de esperar. – me virei para continuar meu caminho, mas dessa Spencer não me impediu.

Antes de chegar perto do garoto comecei a mexer no meu celular. E esbarrei nele de propósito e ele teve que me segurar para eu não cair.

– Peguei você. – ele disse. Meu Deus, que olhos eram aqueles? Era um azul, mas um azul bem escuro.

– Me desculpa, eu ando tão desastrada ultimamente... – falei, me fingindo de triste. Era óbvio que ele sabia quem eu era e o que tinha acontecido comigo.

– Não, não. Está tudo bem. – ele falou sorrindo, sem parar de me olhar.

– Eu sou Alison. – falei já sabendo o que ele diria.

– Eu sei. – ele disse. – Logan. – ele me estendeu a mão. Eu peguei a mão dele e o cumprimentei sorrindo.

– Então, Logan, está muito ocupado? – perguntei jogando o Maximo de charme que eu consegui.

– Ah, não, não, eu... To totalmente livre. – ele afirmou sorrindo.

– Você gostaria de se sentar comigo? – perguntei. Minhas amigas estão me irritando hoje. – completei. Imediatamente vi um enorme sorriso em seus lábios.

– Eu adoraria. – e então ofereceu seu braço para eu segurar e eu o fiz.

Sentamos à mesa e Logan tentou puxar conversa, mas eu estava mais preocupada com a Emily do outro lado do refeitório. Quando ela olhou para nós eu imediatamente me aproximei mais do Logan.

– Sabe, Logan? – comecei a tocar em seu cabelo. – eu não estou com muita vontade de conversar nesse momento... E se fizermos algo melhor? — ele pareceu confuso.

– Tipo o quê?

– Algo assim. – me aproximei e dei um selinho nele. Ele me olhou por um momento e depois me beijou. Só que desta vez, de verdade.

O beijo começou a ficar intenso, mas como estamos num refeitório lotado, não deu para fazer muita coisa. Só sei que quando paramos, Emily não estava mais lá. Porém sua nova amiguinha estava.

– Hm, eu tenho que ir. – falei me desvencilhando de Logan.

– O que foi isso? – ele perguntou sorrindo. – esse beijo.

– Ah, eu não posso falar agora, mas me liga.

– Eu nem sei seu número. – peguei uma caneta que tinha na bolsa e escrevi em sua mão.

– A gente se vê por aí. – disse e saí.

Aproximei-me da mesa das meninas. Elas estavam me observando o tempo todo.

– Para onde ela foi? – perguntei.

– Logo que você começou a comer um desconhecido, ela se levantou chorando. – falou Hanna, irritada. – eu fui atrás dela, tentando acalmá-la, mas ela não me escuta.

– Onde ela está? – repeti a pergunta.

– No banheiro. – Aria apontou.

Eu corri até lá. Antes de entrar, já consegui escutar os soluços dela. Isso doeu meu coração.

– Em? – bati na porta onde os soluços estavam vindos. Ela, imediatamente, ficou quieta. – Emily, eu sei que está aí. Por favor, abra. – Ela abriu a porta e estava muito pior do que eu imaginei. Parecia que não tinha mais o que chorar, porque estava claro, que ela já havia chorado rios. Ela me olhava com sofrimento e com raiva. Eu sentia em seus olhos.

– Em—

– Não. – ela disse tentando parar de chorar, mas as lágrimas não paravam de descer. – Eu não quero ouvir o que você tem a dizer.

– Mas foi você que me rejeitou hoje, foi você que ficou dando em cima daquela menina na minha cara. – justifiquei. – o que queria que eu fizesse? Observasse?

– Você não tem idéia do quanto egoísta você é. – ela disse, demonstrando toda a sua raiva. – tudo que eu faço é pensando em você, Alison. E eu já perdoei muito do que você fez, mas isso... – parecia que ela ia me dar um tapa. – não sei se conseguirei algum dia te perdoar.

– Emily, você disse que não podíamos ficar juntas, você causou isso! – ela me olhou incrédula.

– Eu estou tão cansada de você. – ela falou e sua raiva subindo. – como pode achar que eu estava conversando com ela para te fazer mal? Eu não fiz NADA com ela! E na primeira oportunidade que tem, agarra alguém que provavelmente nem deve lembrar o nome. Eu fui tão estúpida em achar que você tinha mudado. Você continua a mesma vadia que sempre foi e, sempre será. – ela me deu as costas. Não consegui para-la ou falar qualquer coisa. Aquelas palavras me atingiram de um modo que não consigo explicar. Ver a minha doce Em falando aquilo de mim... me quebrou por completa.

Notas finais
Gente, doeu escrever isso... Mandem review me falando se está doendo para vocês tanto quanto para mim :'(