The Firelink 2

1 Capítulo 1 – Revivendo o passado


Abrindo os olhos, sentia-se boiando num lago, não se interessou muito de inicio até que ouviu o mesmo som do portal que antes o havia trazido para aquele mundo. Levantou-se e olhando em volta percebia que estava na verdade no lago onde enfrentou antes aquela Hydra. Procurou ver de onde vinha aquele som de portal novamente, talvez fosse o mesmo que o levaria para casa. Caminhou pela água, percebendo-a cada vez mais profunda. De repente, olhou para uma pequena entrada bem atrás onde a Hydra teria falecido, nadou até lá e por sua surpresa alguém lhe esperava. Uma moça de vestido branco e com uma coroa prendendo seus cabelos loiros. Seus olhos eram em cor de mel e suas mãos estavam atadas pelos dedos em frente a seu corpo.

— Bem vindo de volta, nobre Oberon, obrigado por me salvar daquela besta enorme. Finalmente o portal para eu voltar para casa se abriu e agora eu estou indo, adeus. – Uma voz suave saiu dos lábios da moça e esta caminhou para dentro da caverna até desaparecer.

O garoto não teve nem tempo de falar, ainda estava em água profunda, continuou nadando com grande esforço graças ao peso da espada que ainda carregava em suas costas, o buraco em seu tórax havia sumido completamente também. Ao adentrar a caverna, se deparou com um portal idêntico ao que o trouxera para ali. Ao aproximar, a ação deste era a mesma, uma mão com tentáculos simplesmente saia dali e puxava o garoto para dentro, o deixando novamente inconsciente. Horas após o ocorrido, abria novamente os olhos e se deparava dentro de uma caverna novamente. A sua frente uma pequena fogueira acesa, com comida assando, como se a moça que antes entrara ali tivesse preparado aquilo, ou talvez alguém a mais ali ainda vivo. Ignorou a comida, não precisava dela, enquanto que por si o corpo do garoto estava voltando a apodrecer aos poucos, talvez das mortes que já havia passado naquele mundo. Saindo da caverna, se deparava com algo totalmente diferente de onde estava antes. Era um lago pouco profundo, no máximo 10 cm de profundidade. Um lugar redondo e com o sol batendo diretamente, plantas nascendo no meio da água, dando ao local um grande charme. Entre pequenas colinas, a única saída era uma entrada de pedra do lado oposto da caverna. O garoto caminhava até lá, mas parou após avistar um leão com mais de cinco metros saindo de dentro daquela grande porta em pedra. Era uma quimera, com corpo de leão, patas traseiras de bode, seu rabo era o rabo de um escorpião e em sua cabeça tinha chifres de bode. A criatura caminhou calmamente os primeiros metros até ficar pouco menos de dez metros do garoto. A enorme cauda de escorpião se moveu em uma velocidade bastante assombrosa na direção do pequeno, quase atingido em cheio. A criatura havia falhado, pois o garoto começou a correr para longe dali, para a sua direita, tentaria contornar e enganar a criatura, a forçando a entrar dentro daquela pequena entrada de pedra novamente, onde talvez teria alguma vantagem. Por si, asas se abriam das costas do leão e este começava a voar por cima do garoto, cuspindo de sua boca enormes bolas de energia elétrica, as quais falhavam o alvo mas ao mesmo tempo davam algum dano graças a água do local. Toda água estava elétrica agora, o garoto sofria choques constantes de toda a água, o que o fazia mal conseguir se mover e até mesmo se ajoelhar perante a criatura. Sem qualquer tipo de esperança, o garoto ainda tentava se mover e atacar o leão que seria provavelmente o guardião daquele lugar. Pegou sua grandiosa espada com a destra já completamente curada e atacou a criatura, cortando levemente o olho desta num golpe de sorte sem que a mesma contasse. Após isso, o guardião simplesmente deu um golpe com a pata na horizontal na espada, fazendo-a voar para longe. Novamente de joelhos no chão, levando cada vez mais choque por todo o corpo, o leão se preparava para golpear o garoto com os chifres de bode, numa posição igual a que os touros fazem antes de atacar o alvo. Os passos eram escutados e água salpicando para todos os cantos, o guardião havia começado a sua corrida superior a cem km por hora! “Eu devia ter aproveitado mais a vida mesmo, olhe só aonde vim parar... Ciaran, não é mesmo? Ela era até um tanto bonita... Podia ter salvado a moça em vez de tentar matá-la, haha, nunca tive uma namorada mesmo!” O garoto pensou antes de escutar um barulho bem alto de duas coisas grandes chocando, tipo caminhões. Ao abrir novamente seus olhos e olhar em frente, viu uma figura humanoide tampada pela luz do sol, fazendo sombra. Mas dava para perceber que havia bloqueado facilmente o ataque da quimera com um escudo quase do tamanho do próprio corpo. Este humanoide era superior a dois metros, talvez uns três e meio, ou até mais. Não carregava nenhuma arma, simplesmente defendia o ataque do guardião e em seguida segurava em um de seus chifres, fazendo a cabeça da quimera ir de encontro ao chão e com certeza causar bastante dor para a criatura, pois agora o humanoide pisava na cabeça desta, como se querendo a acalmar por algo. Um braço era esticado na direção do garoto, talvez o ajudando, agora o cavaleiro possuía o escudo nas costas, preso, o punho de uma espada era visto bem no centro de seu escudo, seria este escudo também a bainha de uma espada poderosa? Oberon esticou também o braço na direção deste ser gigante, segurando-a enquanto o cavaleiro pegava em Oberon e o levava até ao ombro, começando a caminhar em direção a entrada de pedra.

— Me perdoe, esqueci-me de apresentar. Eu sou Artorias, o caminhante do abismo e sou um dos quatro cavaleiros de Gwyn, de que ano distante vós vireis? – Uma voz de se esperar de uma criatura grande, bastante grossa e ecoava pelo local.

— Eu vim do ano de dois mil e treze... Meu nome é Oberon e não tenho qualquer título, simplesmente vim aqui parar acidentalmente. – O garoto respondeu ao cavaleiro, agora podendo ver sua aparência completa.

O cavaleiro usava uma armadura em cor escura, quase negro e azul ao mesmo tempo. Ao seu pescoço, um grande lenço azul que cobria todas suas costas e metade de seu braço direito. Nesse mesmo lenço azul, tinha escrituras antigas gravadas, talvez nem quisessem dizer nada, mas estavam a uma cor branca por todo o manto, o decorando. Este manto subia até a cabeça do cavaleiro, sendo anexado por um elmo parecendo um capuz em forma de cabeça de falcão, pois a sua frente fazia a forma de um bico de ave. O rosto do garoto era completamente escondido pela sombra deste bico de ave em seu elmo, e suas laterais pelo manto azul que estava enrolado em seu corpo. Ao caminhar, o som de metais era estridente enquanto que o manto azul do gigante voava ao vento da velocidade com que este caminhava por um antigo santuário e ao mesmo tempo cemitério por causa de todas as sepulturas do local. No centro daquele pátio fechado, o local onde recebia mais luz se encontrava uma chama idêntica a aquela que se posicionava antes no firelink. O garoto nada disse, apenas olhou mais a charmosa armadura daquele cavaleiro colossal, realmente era bastante linda. Em seu peitoral, novamente escrituras em cor branca eram anexadas, estas pareciam brilhar com a luz do sol. Seu escudo combinando com a mesma cor da roupa e também com escrituras em volta deste, sua espada continuava completamente escondida, mas seu escudo tinha desenhos ali, feitos em metal. (http://i.imgur.com/dfNR7DQ.jpg Foi o único jeito que encontrei de conseguir postar imagens neste site)
Continuando a caminhar, logo chegavam a uma ponte, o garoto logo a reconhecia. Um dragão passava a voar rapidamente por baixo desta em direção a um lago lá em baixo, o garoto também conhecia este. A forma deste lago, até mesmo o abismo que fazia a queda de água após este, era ali onde havia adentrado novamente o portal, era ali que enfrentava a Hydra, mas estava completamente modificado, parecia mais novo. Ainda não tinha uma enorme cratera no centro, de onde a hydra sairia, na verdade, a água não devia ser mais profunda que trinta centímetros. “Eu voltei no passado?” O garoto pensava ao ver todas aquelas imagens familiares. Após minutos caminhando, ambos chegavam numa espécie de coliseu. Ao adentrar o local por uma porta de entrada, com mais de dez metros de altura. Aquele coliseu para feito exatamente para seres gigantes duelarem entre si ou talvez fazerem reuniões.

— Chegamos, gostaria que fosse conhecer o Gough lá em cima. – O cavaleiro Artorias apontou para uma escadaria perto da saída.

— Certo... – Já no chão, o garoto percorria o caminho pela escadaria até dar numa espécie de torre.

Subindo mais umas escadas para a torre, ali se encontrava um gigante com uma máscara em metal. Este gigante tinha mais de dez metros e em seu lado direito, um gigante arco do tamanho do titã, com flechas de metade do tamanho deste ser.

— Fui mandado para cá... – Oberon se pronunciou, vendo que o Gough não prestava atenção alguma na aparência do moço, nem na localização dele.

— Você que vai me ajudar a derrotar o dragão Kalameeth? – O gigante falou, com o mesmo tipo de voz que Artorias, mas mais grossa.

— Eu te ajudar a matar um dragão? Artorias não me falou disso! – O garoto se assustou e quase pensou em descer as escadas.

— Haha, se prepare... – Gough riu enquanto já se levantava e pegava o arco.

Mirou o seu arco na direção do horizonte, nada se via até cinco segundos após este carregar a flecha pronta para atirar. Ali voava o mesmo dragão que antes, em cor negra e parecia ter somente um olho em sua testa. Gough soltou a flecha do arco e esta voou quase a velocidade do som para a asa do dragão, a perfurando e grudando ao corpo do ser, o fazendo cair algures naquele local.

— Vá falar com o Artorias, talvez ele te ajude agora... – Riu novamente e voltou a sentar-se.

Descendo as escadas, logo chegava ao centro do coliseu novamente e ali estava uma nova figura. Uma garota mais baixa que o próprio Oberon, da mesma altura que Ciaran. Esta vestia roupas azuis leves, coladas ao corpo para permitir a esta ter mais movimentação. Em seu rosto, uma máscara que escondia a aparência do mesmo enquanto que atrás uma trança com cabelos loiros. Ao chegar perto de Artorias de novo, este levava a destra até a cabeça de Oberon e bagunçava seus cabelos.

— Então, o que Gough disse? – Artorias perguntou, enquanto olhava para a garota ali.

— Disse que precisava da sua ajuda... Quem é essa? – Oberon olhou também a garota ali, que se encontrava com os braços cruzados. Olhando melhor, esta tinha duas adagas presas a sua cintura.

— Meu nome é Ciaran, sinto que já nos conhecemos antes, não é mesmo? Garoto da máfia. – A moça respondeu, e como Oberon imaginava, era a Ciaran.

— Como você está aqui? Você também é um dos cavaleiros de Gwyn? – O garoto se assustou, se preparando para uma suposta batalha, pegando sua espada.

— Se acalme, você não é páreo para mim agora e também não penso em te atacar. – A garota começou a caminhar na direção da saída e simplesmente desapareceu na sombra do local.

— Haha, ela sempre é assim, veio de outro mundo. – Artorias falou, apontando a palma da mão para o chão e dali emergia uma criatura em cor negra e vermelha, com as formas idênticas ao Oberon, tirando que este usava mesmo equipamento do cavaleiro Artorias, um escudo quase do tamanho do próprio corpo e uma espada deste mesmo tamanho, esta criatura não era mais alta que um metro e oitenta.

Sem nem tempo do garoto perguntar algo ao Artorias, este ser espiritual já corria na direção do garoto com a espada em mãos para atacá-lo, única reação do mesmo foi desviar do primeiro golpe, passando por baixo deste. Artorias não mais se encontrava ali, ele estava agora em cima daquela mesma torre do Gough, assistindo a batalha. Oberon sacava a sua espada presa em suas costas, desferindo um ataque ao mesmo tempo em que o seu clone, entrelaçando ambas as espadas no ar. Única diferença deste clone para o verdadeiro, é que ele era verdadeiramente muito mais rápido e forte, o permitindo assim, arrastar Oberon para trás, aplicando mais força no golpe com a espada.

Notas finais
Agora postarei imagens no texto via link, já que o site não permite colocar as imagens maiorzinhas...