The Firelink 2

6 Capítulo 6 – As últimas almas.


\"\"

Oberon não recuava, pelo contrário. Corria na direção dos três cavaleiros que tinham a mesma intenção que o moço no momento: Matar. Mantendo uma distância de 3 metros entre os três cavaleiros e Oberon, este pulava na direção dos cavaleiros, mantendo o escudo em frente ao corpo e esmagando um destes contra o chão, destruindo completamente o crânio do pobre cavaleiro. Um destes dois ainda vivos aproveitou a oportunidade para tentar golpear Oberon, mas este também falhou, pois o garoto já se encontrava pronto para um contra-ataque. Ainda no chão agachado, com o escudo em cima do corpo morto do cavaleiro esmagado, defendia o golpe que vinha pela sua direita e contra-atacava com uma velocidade de monstro, espetando a espada no peito da pobre alma num golpe de estocada.

– Não acredito que seja assim tão forte... Você é um maldito mesmo! – Lautrec começou a gritar, talvez desesperado e deixando a Vasilha do Lorde no chão.

Lautrec corria na direção do moço enquanto gritava com toda a força, antes de ser interrompido com uma enorme explosão e fumaça agora por todo o castelo. As paredes quase douradas do edifício começavam a ruir e Oberon se apressava para sair dali, sendo mais rápido que Lautrec, teve tempo suficiente para agarrar na vasilha do lorde e ainda sair do edifício, sendo que o cavaleiro dourado agora se encontrava preso entre pedras caídas do teto ou das paredes, iria morrer esmagado em poucos segundos. Já do lado de fora, a vasilha parecia se materializar na frente de Oberon, se transformando em um estranho pó dourado que entrava na armadura do garoto e desaparecia. Já no pátio da frente do palácio, conseguia avistar a causa daquele desabamento, um dragão. Mas não era um dragão normal, este parecia doente, com uma cor cinza, quase morta. Seu par de asas nas costas tinham cores vivas, azuis e roxas. Onde este dragão estava pousado, bem onde antes o castelo se situava, estava cheio de cristais em volta, as quais pertenciam as “pernas” do dragão, que não existiam. Ao invés de patas traseiras, este dragão tinha tentáculos no lugar de pernas, o que lhe permitia locomover, não tão rápido quanto outros seres deste tipo, mas mesmo assim poderia se movimentar por ai. Em seu traseiro, uma longa cauda que lhe auxiliava a rodar a 360º rapidamente. Em seu focinho nada indicava ter olhos ou algo do tipo, era um ser completamente cego, mas parecia ter uma audição um tanto boa, para saber onde Oberon e Lautrec se encontrariam naquele momento.

– Você é Seath, o sem escamas... Sua alma pertencerá a mim, em ordem para eu poder sair deste local, irei arrancar a mesma de seu corpo! – Oberon não aguardava uma ação do monstro que se encontrava de costas para o mesmo.

Correu para a cauda destra criatura e para sua surpresa, esta se movia com grande agilidade. Todos os tentáculos da criatura eram agitados, como se ela estivesse tentando impedir de Oberon escalar até a sua cabeça e a cortar, o que tornaria o trabalho bem mais simples. A reação do garoto foi pular para cima da longa cauda e começar a golpear sem parar com golpes de espada, observando o dragão começar a gritar sem parar. Em poucos segundos, a cauda tinha sido completamente arrancada do corpo daquele ser, dando ao cavaleiro uma oportunidade para escalá-lo e dar o golpe final, mas não seria tão fácil assim, a criatura também tinha braços que agora agarravam o garoto, sem lhe prender os braços. O dragão trazia o moço para perto de sua boca, começando a cheirá-lo e abrindo a boca talvez para devorar o cavaleiro, o qual já preparava para entrar na boca do dragão e o matar através dali. Adentrando a boca da criatura, o moço já espetava a espada no céu desta, atravessando a cabeça do monstro, o qual parecia não o matar, mas sim causar imensa dor, suficiente para este tentar fechar a boca a todo o custo com Oberon lá dentro. O moço foi obrigado a largar seus materiais para segurar a boca da criatura que quase o triturava vivo, agarrando rapidamente a espada e com toda a força física que agora possuía, dando um golpe horizontal na boca, cortando totalmente a parte de cima. O garoto livre de ser esmagado, agora a criatura se encontrava também sem nariz, pelo fato de sua parte de cima da boca ter sido arrancada. O próximo golpe era decisivo, o monstro começava a cuspir cristais para onde consegui, enquanto que o moço já descia pelo pescoço de Seath, o “abraçando” com a espada e descendo enquanto rodava, cortando aos poucos em forma de espiral. Chegando ao tronco do dragão, a luta terminava por ali, puxando todo o corpo para trás, cortava a cabeça da criatura fora, reavendo o escudo da boca da mesma após isto e se afastando alguns metros do corpo morto do dragão. Via o mesmo se desmanchar assim como os outros e uma chama em cor azul ia em direção ao garoto e novamente era engolida por este.

– Agora só falta uma... Só mais uma alma e poderei te matar, Gwyn! – O moço não iria esperar mais tempo, fazia o seu caminho para o santuário do fogo.

Ao chegar ali, o local parecia mais morto que o habitual. O corpo daquele garoto Loiro, que era filho de Ciaran, estava agora totalmente em esqueleto. A árvore seca de antes, estava caída sobre os bancos e todas as ruínas ainda se mantendo em pé estavam agora no chão, totalmente podres. O garoto podia simplesmente esmagar estes tijolos só de pousar o pé em cima. Observava o esqueleto do cadáver, por algum motivo sentia que era hostil e não demorava muito até se tornar isto mesmo. O esqueleto começava a se mover e pegava a espada antes fincada em seu peito com ambas as mãos, atacando Oberon com uma força inimaginável para um ser sem músculos. Não foi grande desafio, o garoto nem precisou remover a espada e o escudo, simplesmente desviou um pouco para a direita e agarrou a cabeça do esqueleto e a puxou, desencaixando do corpo e o imobilizando. Única coisa que se movia agora era a boca do esqueleto, a qual Oberon arrancava com a mão ainda livre. Algo não estava certo, o local estava mais morto que antes e o esqueleto havia se movido sozinho, mas a resposta estava bem em frente dos olhos de Oberon. Este observava melhor a escuridão dentro das ruínas do local e a li observava um pequeno brilho em uma cabeça esquelética.

\"\"

– Então você está ai, né? Nito, o senhor da morte. – Oberon ria um pouco do encontro duplo com os dois últimos lordes das almas.

– Você não deixa ninguém fazer um ataque surpresa assim como meu espião havia falado... Eu vim reaver as 3 almas dos lordes e acabar com a sua. – Nito falava sério, tinha uma voz mixada com outras várias, nada de diferente do que Oberon já havia observado naquele mundo.

Finalmente a aventura estava perto do fim, mas este desafio seria algo mais além de dragões e cavaleiros, era a própria morte. Este ser tinha o poder de apodrecer tudo em que tocava, o tornando em um mero esqueleto ou em algo como se tivesse passado milhares de milhões de anos para um objeto. A criatura por si era bastante lenta, mas Oberon apressado como sempre corria em direção a esta e embatia diretamente com o escudo, tentando derrubar o ser superior a quatro metros. Com um manto enorme, aberto à meio, podia se ver a constituição do senhor da morte, sendo este somente de esqueletos de várias pessoas mortas. Na destra deste ser, uma espada curva se encontrava, maior que o próprio Oberon e feita também de esqueletos e partes de ossos de animais os quais o cavaleiro nem imaginava quais seriam. Após dar este encontrão com o Lorde, este o golpeou com a espada e arremessou para trás o garoto que agora observava o escudo simplesmente se transformar em poeira após tocar o ceifeiro. Largava rapidamente o escudo, sem saber ao certo se esta maldição se propagava pelo resto do corpo que toca o objeto podre. “Como o vou matar sem tocar? Se eu o golpear com a espada esta irá desaparecer e não terei qualquer chance contra Gwyn...”, o garoto se perguntava.

– Já sei! – Oberon falava como se tivesse um plano de matar um ser intocável.

Logo após falar isto, correu para cima da construção onde Nito se encontrava. Escalando e obrigando a mesma a ruir por cima da criatura, o que não causava muito dano, mas fazia o mesmo recuar para perto do precipício. Nito estava agora encurralado numa plataforma somente com uma saída, onde se encontrava o garoto com metade de um pilar na mão, o usaria como arma. Quanto à espada do mesmo, esta se encontrava fincada no chão, perto da fogueira agora extinta.

– Talvez ainda tenha um jeito de derrotar a morte, não é mesmo, Nito? Talvez você saiba no que estou pensando em fazer. – Oberon festejava cedo de mais.

– Você devia aguardar para todas as ações de seu adversário para fazer um golpe desses... – Nito parecia bastante relaxado.

Oberon corria na direção de Nito, até ser interrompido por uma foice que emergia do solo bem em sua frente, obrigando o moço a travar repentinamente para não morrer cortado em dois. Não se encontrava somente uma foice, mas sim várias em volta daquela plataforma, impedindo ao garoto de atingir o Lorde, que parecia poder controlar onde estas apareciam. Largando totalmente aquele pilar, recuou um pouco, observando que onde pisava aparecia novamente uma foice no lugar, como se fosse uma maldição, impedindo o garoto de parar um segundo que fosse. Se isto continuasse, o moço acabaria por ficar exausto, até observar que ainda tinha esperança. “Se esta foice aparece onde piso, isto significa que posso derrubar aquela plataforma se conseguir ir para debaixo desta...”. Então o moço prosseguia o plano, escalava novamente umas ruínas perto da plataforma, vendo as mesmas cair por cima do Lorde da Morte e fazendo o garoto quase cair do precipício, tirando o fato de que este havia se agarrado bem na ponta desta plataforma, onde Nito se encontrava. Tinha de ser rápido, saltou para um ramo próximo ao que pendia aquela plataforma onde o Lorde estava e dali surgiu uma foice que golpeou o solo bem em cima da cabeça de Oberon, fazendo toda a plataforma começar a estalar e rachar.

– Não acredito que pensou em tal plano mesmo sendo pressionado deste jeito! Você realmente é perigoso assim como Artorias! Malditos sejam vocês dois! – A criatura parecia irritada enquanto tentava sair daquela plataforma que agora começava a ruir bem por cima da cabeça de Oberon, não o acertando, mas fazendo Nito cair até onde o garoto nem imaginava.

O fim da luta estava claro, o cavaleiro havia vencido e este já se encontrava do lado da espada, absorvendo a última alma do lorde. Não demorou muito até ter uma ação da própria terra, um buraco foi criado onde antes se encontrava uma fogueira e dali saía uma cobra em cor negra, com dentes e olhos humanos, um ser bastante peculiar.

– Olá meu Lorde, vejo que conseguiu coletar todas as almas necessárias para completar nosso pequeno objetivo sobre este mundo. Meu nome é Kaathe, O perseguidor da escuridão. Eu estou aqui para te guiar até a vitória sobre Gwyn e se tornar o novo deus deste mundo. – Era uma voz grossa e engraçada, a criatura não parava de fazer um ronronar enquanto falava.

– Sobre ser Deus, tanto faz para mim. Eu só quero matar esse maldito Gwyn. Leve-me até onde ele está ago-- — O garoto era interrompido enquanto falava “agora”, sendo comido pela serpente que o desmaiava instantaneamente.

Notas finais
Próximo capítulo : O Presente tão desejado. (O título pode mudar na hora do lançamento) Caso encontre algum erro de ortografia, peço que reporte nos comentários ou via PM.