The Firelink 2

3 Capítulo 3 – O fim de uma lenda.


Ao aproximar novamente do Coliseu, o garoto sentia uma presença sombria ali dentro. A entrada estava barrada por uma estranha névoa branca, a qual teria que atravessar. Sif se encontrava parado a entrada dessa névoa, rosnando como se querendo atacar algo de mau ali dentro. Além de presença maligna ali dentro, também escutava um respirar pesado e alto. Adentrava o local já com a espada e escudo em mãos para uma batalha, não sabendo o que encontraria ali. Ao finalmente chegar do outro lado da névoa, viu um ser humanoide com no máximo 180 cm, tirando uma única característica que o fazia deixar de ser humano, a sua cabeça. Com uma parecença de planta, sua cabeça redonda e vermelha, seca e com espinhos ao redor da mesma. A criatura saltitava e no mesmo momento que começaria a correr na direção de Oberon, Artorias caiu do céu e fincou a espada diretamente na cabeça da criatura, atravessando seu corpo de cima a baixo. Artorias estava diferente, ele era o motivo de toda aquela aura e névoa negra pelo local. Seu braço esquerdo, o qual segurava seu escudo antes, parecia completamente destroçado por dentro, enquanto que seu escudo não mais existia ali, apenas a sua espada toda danificada e quebrada, rachada. Artorias agachado no chão após aquele grande pulo, voltava a levantar e olhava para Oberon por uns segundos, sua respiração parecia acalmar aos poucos e então este começava a falar.

— Não importa qual seja vosso poder, fique longe! – Artorias parecia falar sério e assustado ao mesmo tempo. – Em breve, eu serei consumido... Por eles! Pela escuri – Artorias foi interrompido de falar por começar a tossir de repente.

— Artorias? O que aconteceu? Por que se encontra nesse estado? Diga-me! – Oberon tentava obter respostas de Artorias, mas este não mais respondia, apenas murmurava coisas que Oberon não entendia e de repente começava a gritar.

Sem mais nada falar, Artorias somente gritava o mais alto que conseguia, podendo ouvir seus “rugidos” a quilómetros de distância. Após estes gritos, o cavaleiro arremessou o corpo morto da criatura na direção de Oberon e se agachou novamente, preparando um pulo. Oberon desviava do corpo morto e olhava o mesmo por um breve momento, percebendo-se em grande perigo após ver a sombra de Artorias no chão, este estava bem por cima de Oberon, quase lhe caindo sobre a cabeça. A reação do moço foi virar para trás, para a mesma direção de onde o ataque vinha. Artorias se encontrava 5 metros mais alto que o nível do solo, já com a ponta da espada virada para baixo para espetá-la no corpo de Oberon, o qual posicionava o escudo de maneira a desviar a espada de trajetória, o que acontecia com sucesso. Pensando ter desviado completamente o ataque, o escudo não se encontrava totalmente em frente ao corpo, apenas em seu lado esquerdo por ter desviado o golpe do cavaleiro gigante, mas este como mais habilidoso chutou a barriga de Oberon, o arremessando para longe e dando mais uma oportunidade de ataque. Assim como o moço havia feito antes para derrotar os espíritos negros, Artorias segurava a espada como se fosse decapitar alguém e simplesmente pulava e começava a rodar no ar juntamente com a espada. Pelo porte e peso de Artorias, seria impossível para Oberon defender aquele ataque, até mesmo porque este ainda estava deitado no chão. Por um momento, o garoto via flashback de sua vida, momentos que passou desde pequeno até ali, “Será esta a minha morte?”. Não se dando por vencido, tudo a sua volta parecia em câmera lenta agora, até mesmo o nobre cavaleiro agora corrompido pelas trevas, o qual se encontrava somente a 3 metros do garoto. Este rodou o corpo para o lado direito, onde poderia se levantar e golpear Artorias como um contra-ataque, já que este fincou a espada no solo no mesmo segundo em que Oberon desviou o golpe. O moço aplicou um golpe de estocada na direção do abdominal de Artorias, acertando em cheio ali. Pensando que a luta já havia terminado, o cavaleiro o surpreende novamente. Ele não havia se movido nem um cm mesmo com este golpe poderoso que o perfurava de um lado ao outro. Estando o garoto do lado esquerdo do cavaleiro, mesmo lado de seu braço quebrado, este o balançava na direção de Oberon, lançando uma espécie de gosma venenosa na direção do moço, que por sua reação retirava a espada do corpo de Artorias e sofria um pouco de seu ataque nas pernas, vendo o tecido de sua armadura começar a derreter aos poucos. O garoto recuou mais um pouco, enquanto que Artorias rolava o corpo para trás numa velocidade extraordinária, já se posicionando de pé logo após e aplicando o mesmo golpe que a pouco. Desta vez Oberon desviava com um pulinho para a direita, mas Artorias não parava quieto por ali. Agachando o corpo e o jogando um pouco para trás, rodava com a espada igual Oberon fez com os espíritos, mais de 3 vezes quase no mesmo segundo. Com a espada sendo maior que o próprio garoto, sorte deste que tinha o escudo em frente ao corpo no momento, fazendo Artorias errar o golpe no corpo do moço, mas acertar em cheio em seu escudo, o que fazia o garoto recuar alguns metros pelo ar, caindo no chão ainda de pé. Olhou seu escudo por um instante, ele estava dobrado bem na parte em que Artorias havia golpeado, realmente era um ataque poderoso. Olhou novamente para o cavaleiro, este parecia querer concentrar poder da escuridão em sua volta e o usar para ficar ainda mais forte do que já era. Oberon não poderia deixar isso acontecer, então correu para Artorias e pulou, rodando a 360º na horizontal no ar, rodando mais de 5 vezes, sendo estas 3 no ar e 2 no solo, acertando todas no cavaleiro que era arremessado para trás pouco mais de 2 metros. Isto parecia o deixar furioso, sua armadura estava completamente cortada agora, de cima a baixo. Artorias posicionava a espada em frente ao corpo e aplicava uma estocada na direção de Oberon, este que ferozmente embateu a própria espada de baixo para cima contra a de Artorias, fazendo a lâmina de o cavaleiro ficar espetada e presa ao solo. Este golpe foi inteligente pela parte do moço, pois além de parar o golpe de seu mestre, ainda teve a oportunidade de rodar o corpo para o lado esquerdo a 360º juntamente com a lâmina de sua espada, cortando o braço em que Artorias segurava sua espada, deixando o cavaleiro somente com o quebrado. Após isto, a luta era completamente do garoto, que espetava a espada novamente no peito de Artorias, a fazendo sair pela nuca deste e a retirando logo em seguida.

— Tu és forte para um humano... – Artorias voltava a falar, parecia ter várias vozes mixadas com a dele e este também caia de joelhos enquanto falava, olhando Oberon. – Certamente mais forte que a escuridão pura. – Artorias voltava a tossir, parecia sentir dor nesta sua última fala. – Peço-te! A propagação do abismo deve ser interrompida!

— Prometo pela honra de um cavaleiro que irei finalizar esta missão com sucesso. – Oberon se sentia parte daquele mundo agora, completaria o último desejo de uma lenda.

Neste momento, a névoa que antes barrava a entrada do Lobo Sif, desaparecia enquanto que este adentrava também o local e corria para o lado de seu dono, Artorias.

— Ah, Sif! Ai está você! – Artorias falou como se estivesse rindo, talvez feliz, olhando agora para o céu. – Todos vocês, me perdoem... – O cavaleiro voltava a tossir. – Pois eu não vos vali nada... Oberon... Seu nome a partir de hoje, será Artorias.

Após o fim destas palavras, o cavaleiro simplesmente caia no chão para frente, começando a desaparecer aos poucos e seu corpo se tornando novamente aquelas luzes brancas, as quais Oberon absorvia. O garoto, nada conseguia falar, apenas olhava para onde antes o corpo do cavaleiro se posicionava enquanto começava a chover no local. Não era só Artorias que se encontrava corrompido, Gough caia agora do céu por cima de Sif que corria para o lado de Oberon que estava de pé. Gough ao tocar no chão com todo o seu corpo, causava um tremor de terra no local, o qual fazia algumas partes do coliseu ruírem. Oberon não era agora nenhum garoto burro ou algo do tipo, este sabia bem o que fazer com alguém que não tinha mais volta. Aproveitou que Gough estava completamente colado ao chão e num golpe frio, cortou a sua cabeça fora com toda a facilidade do mundo.

— Eu sei o que devo fazer... Eu devo matar o criador deste abismo... – Falava enquanto se aproximava daquele precipício onde falou com Artorias, olhava brevemente sua mão direita onde ali estava em seu dedo indicador um anel em prata com o símbolo de um lobo neste e em seu dedo anelar, um anel em cor verde com uma pedra igualmente desta cor, ambos qual Artorias usava. – Agora mesmo! – Gritou uma última vez, pulando completamente do precipício em direção a escuridão ali em baixo.

Notas finais
Próximo capítulo : "Voltando para um presente estranho." (O título pode mudar na hora do lançamento). Caso encontre algum erro de ortografia, pode falá-lo nos comentários que eu farei o meu máximo para melhorar!