The Firelink 2

2 Capítulo 2 – O treinamento forçado.


Oberon observou por mais uns segundos a criatura a sua frente, percebia que não teria muito tempo para esta ação, pois esta já corria na sua direção. O espírito efetuando um golpe na vertical e este sendo desviado por Oberon, que sofria este golpe de raspão na armadura de sua perna. Aquela luta não era para brincadeiras, isto ele já havia percebido, então estava na hora de começar a batalha para melhorar suas técnicas.

— Veja... A natureza de lutar do garoto vai ser mostrada agora! – Artorias falava em um tom alto para Gough atrás de si poder ouvir, este que provavelmente somente escutaria toda a luta.

Rodando a 360º juntamente com a espada, batendo diretamente no escudo enorme daquele espírito, o fazendo recuar alguns metros. Aproveitou esta distância e o recuo do escudo que retiraria toda defesa do ser por alguns segundos para pular na direção deste. Pulou para uma distância de 5 metros, como se algo natural para ele, estava sendo levado pelo instinto... Quando notou, já estava na frente do inimigo ainda no ar, já golpeando o escudo novamente. Tocando com os pés no chão, golpeava vezes sem conta o escudo poderoso do inimigo, até conseguir finalmente quebrar sua armadura poderosa. Rodando uma última vez a 360º para a sua esquerda, batendo diretamente no escudo pelo lado direito e o retirando das mãos do inimigo com uma força brutal capaz de derrubar uma ou duas árvores simultaneamente. Oberon se deixando cair para trás, rolando o corpo e afastando totalmente do inimigo, pulando novamente e dessa vez segurando a espada com ambas as mãos, rolava o corpo para frente, dando um mortal para o lanço do golpe, acertando diretamente a espada do espírito. Este golpe teve tanto lanço, peso e força juntos, que quebrava a espada e o corpo do espírito totalmente em dois. Levantando e olhando em volta, percebia estar rodeado por mais dois destes espíritos, este sendo iguais aos anteriores. Era óbvia a batalha que estava por vir, Oberon já corria na direção de um deste espírito e começava a trocar golpes com este. Pulando levemente por cima do inimigo, revezando golpes juntamente com o inimigo que parecia bem mais ágil que o anterior. Chegando à traseira do inimigo com todos os golpes travados por este, o espírito pulava na direção de Oberon, também revezando golpes, mas este conseguia os travar diretamente a sua frente, chutando o espírito para longe e sendo novamente rodeado por ambos.

— Vocês não me darão descanso, não é mesmo? – Oberon falava com um sorriso no rosto, segurando a espada com ambas as mãos.

Uma ação burra vinda da parte de ambos os espíritos, estes corriam ao mesmo tempo na direção do garoto e golpeavam também ao mesmo tempo, deixando uma abertura enorme em suas cinturas. O garoto para desviar, jogava o tronco para trás, quase caindo, mas nisto, ele viu uma abertura perfeita para um golpe final. Contorcendo todo o corpo e aplicando uma força enorme em suas pernas, rodou três vezes em 360º com a sua espada em menos de um segundo. Cortou ambas as criaturas ao meio na horizontal, as matando por completo. De cima, nada Artorias dizia, apenas observando enquanto que Gough batia palmas. A posição de Artorias parecia assustadora agora, o garoto parecia ter evoluído e agora sentia um poder enorme de escuridão vindo do corpo do cavaleiro que mantinha seus braços cruzados em cima de uma torre quebrada.

— Parabéns Oberon. Vosso poder de luta conseguiu chegar perto do meu neste ponto, mas ainda falta um pouco para poder caminhar sobre o abismo assim como eu. Acompanhe-me para que possa ensinar-lhe algumas coisas sobre este mundo. – O cavaleiro pronunciou em um sotaque antigo, pulando da torre e caindo no chão com ambas as pernas retas, como se aquilo não fosse nada.

Caminharam juntos até um precipício que ficava após a saída daquele templo, sem ser o local de onde tinham entrado. Ali em baixo, uma imensa escuridão emanava, tomando conta de tudo que antes tinha existido ali.

— Ali em baixo, é o meu objetivo aqui... Aquilo é o abismo... – O cavaleiro falou em um tom calmo, se sentando na berma do precipício.

— Você vai descer ali e lutar com algo? – Oberon curioso perguntou.

— Eu vou me sacrificar. – Artorias foi direto com a resposta, não era o que o garoto esperava.

— Se sacrificar? Você aguarda morrer? – Oberon ficou um tanto revoltado, olhando agora para Artorias.

— Você, Oberon. Tome cuidado derrotando os monstros. Mesmo que seja o mais forte de todos, o inevitável chegará. Um dia, você também acaba se tornando um monstro. Não pense que a escuridão não tem olhos para te observar ao mesmo tempo em que a observas. – Artorias explicava ao garoto com frases complexas, mas este entendia perfeitamente.

— O que quer que faça agora? – Oberon queria ir direto ao objetivo também. – Ainda quero voltar para casa.

— Volte para Gough, ele te dará o resto da missão. Eu estou partindo para a minha agora. – Artorias se levantava e caminhava precipício a baixo.

Ao voltar, Ciaran esperava por Oberon na entrada do coliseu, olhava para o garoto se fazia um movimento com a cabeça como se o chamando. O moço a seguiu, sem nada falar, se perguntava o que ela queria do mesmo. Após minutos de caminhada por tuneis dentro do coliseu, talvez subterrâneos, finalmente chegavam a uma espécie de altar com uma cor azul brilhante, a única que iluminava todo o local.

— Impressionante que ainda não me tentou matar... – Ciaran escorou-se no altar com escrituras a azul, olhando para Oberon. – O que sabe sobre Artorias? Vai tentar matar ele também?

— Eu não tenho nada contra você, até me arrependi de tentá-la matar naquele tempo. Sobre o Artorias... Todos falam dele no futuro deste mundo, mas falam como se ele já tivesse morrido. Todos encontraram uma semelhança entre mim e ele, não sei ao certo o porquê... – Oberon sentou no chão, estava exausto do treino de antes.

— Esse mundo não devia ser para mim e sim para você, que pecou tanto na vida real! Você me colocou neste tormento junto com você! Cretino, como eu te odeio... – Ciaran falava em um tom enfurecido, a máscara parecia abafar metade do som de seus gritos.

— Se tem tanta raiva, por que não tenta me matar agora neste mundo? – Oberon sorriu para a moça e a olhou.

— Não tem necessidade disso, você ainda não fez nada de errado aqui... – Ciaran terminou de falar e desapareceu numa das sombras da sala.

Oberon voltava para os andares superiores, se encontrando novamente com Gough para completar a missão que havia começado. Ao chegar ao topo da torre, se deparava com um lobo ali do lado de Gough, fitando uma armadura similar a de Artorias, uma espada e também um escudo, sendo este idêntico ao do Artorias, tanto em forma quanto em simbologia, mas este conjunto em tamanho menor, tamanho suficiente para caber no corpo de Oberon perfeitamente. O lobo em cor totalmente branco carregava uma espada na boca, segurando-a pelo punho.

— O que é isso, Gough? E como devo finalizar a missão? – Oberon foi direto ao assunto, admirando a orgulhosa e linda armadura a sua frente.

— Eu arranquei a asa de um dragão com uma flecha antes... O seu trabalho é ir lá a baixo e derrota-lo. Vista essa armadura e carregue o escudo e a espada. – Gough parecia ter terminado de falar até concluir com mais uma coisa. – Ah! Esse lobo se chama Sif, ele irá junto com você derrotar o dragão Kalameeth.

— Espero que ele saiba lutar com essa espada... – Oberon não se sentia muito confiante quanto a essa ajuda.

Vestiu toda a armadura e carregou o equipamento, estava idêntico ao cavaleiro Artorias agora. Em seu braço esquerdo, um escudo enorme quase do tamanho de seu corpo, com a espada guardada dentro de este, tendo o punho saindo pela entrada superior, usaria a espada na destra.

— Apenas desça a montanha, irá começar a escutar o dragão e mesmo Sif te levará até ele. – Gough continuava forjando algo, talvez para Artorias após este retornar da missão.

Sem mais nada perguntar, olhou para Sif por um momento, ambos trocaram olhares e Sif começou a latir, como se querendo que o garoto se apressasse. E então foram ambos, após alguns minutos de caminhada por montanha a baixo, estava num caminho sombrio entre montanhas. Bem em cima de sua cabeça, a ponte que atravessava a pouco ali se encontrava, o que significava que estava no mesmo lugar onde enfrentou a Hydra no futuro. Adentrando mais o espaço aberto do local, parecendo uma arena completamente entre montanhas e quase submersa de água, em algumas partes esta chegava a 1 metro de altura, o que dificultava a mobilidade do garoto, mas não de Sif, que parecia ter crescido e estava agora da altura do moço. Logo ouviam o Dragão rugir o mais alto que conseguia, parecia um rugido de dor e fúria enquanto caminhava para fora de uma caverna atrás de uma das cachoeiras que rondavam o local e o inundavam aos poucos. Ali iria se iniciar uma nova batalha, Oberon removia a espada de sua bainha (escudo) e a segurava com força na destra pelo punho, mantendo-a sempre no ar como se não fosse nada. O dragão totalmente em cor negra, sem mais outra cor. Em seu tronco, uma flecha espetada juntamente com a asa presa nesta. Sua cabeça em forma triangular, sua boca mal se via enquanto que os olhos pareciam nem mesmo existir, tirando o fato de uma pedra em sua cabeça, a que parecia ser o olho do dragão, esta em uma cor bastante escura no momento. Tendo altura superior a 3 metros e comprimento até 10. Oberon continuava segurando o escudo em frente do corpo, aguardando uma ação do dragão, o que não demorava muito. Sif corria na frente em direção do inimigo sem medo algum, parecia saber seus pontos fracos. O garoto impressionado com a destreza do animal se sentia um tanto inferior, Sif atacava o dragão sem piedade, cortando suas poderosas escamas umas três vezes antes de ter de recuar pelo giro que o dragão fazia com a única asa que ainda lhe restava, se afastando de Sif e ir quase ao encontro de Oberon. Por sorte, este dragão estava agora de costas para o cavaleiro, o que daria uma oportunidade de ataque surpresa. Correndo em direção a cauda do dragão, subiu-a correndo a toda velocidade, chegando à área do tronco deste e fincando a espada, se deixando cair para o lado esquerdo da criatura logo em seguida, aplicando um grande corte ali. O dragão não muito feliz começava a cuspir fogo para todas as direções, voando com a única asa que tinha para longe de Sif e de Oberon. Enquanto que o garoto defendia das chamas com o poderoso escudo que agora tinha, Sif corria novamente na direção do dragão, mas desta vez Oberon correria também. Ambos chegavam ao mesmo tempo do lado da criatura e esta começava a usar todo o seu total poder ao se sentir completamente ameaçado. Uma pequena pedra negra em sua cabeça, não vista antes, começava a brilhar numa cor escarlate e o dragão virava a cabeça na direção de Sif, o fazendo levitar no ar. Uma luta contra o relógio, ou o garoto se movia rapidamente, ou perdia um companheiro em batalha, mas este golpe no qual pensava em fazer não seria grande problema agora que estava mais forte que antes. Correu para baixo do dragão que levantava as patas dianteiras, fazendo Sif se elevar mais no ar e ai aplicou um corte na barriga da criatura, podendo ver suas vísceras saindo. Na insuportável dor, o dragão voltou a repousar de quatro patas no chão, ainda prendendo Sif na sua levitação. Aos poucos a luz em sua cabeça ia aumentando, Oberon teria que a cortar. Espetando novamente a espada agora no pescoço do dragão e usando toda a força nas pernas para pular e dar um mortal por cima da cabeça do dragão, rodando juntamente a espada que momento algum, descolou da cabeça da criatura e a cortou completamente. Ao tocar no chão, o corpo do dragão ainda se movia e a cauda deste deu um golpe poderoso em Oberon, que possuía o escudo na frente de seu corpo e o defendeu com facilidade, apesar de ser jogado para trás a mais de dez metros, ainda se aguentava de pé. Sif agora no chão corria montanha à cima novamente, como se com pressa por algo, até mesmo deixando sua espada para trás para ser mais rápido.

— Mas que cachorro apressado, achou melhor o seguir... – Oberon riu um pouco e correu atrás de Sif.

Notas finais
Próximo capítulo - O fim de uma lenda. (O nome dos capítulos pode ser alterado na hora de sair.)