The Feeler
4 Apelo
Apelo
Memórias jazem como flores no jardim da vida...
Iluminam, recitam, desmistificam os prazeres do passado.
Não há em mim forças que a ti não siga...
Hei de relembrar os devaneios de uma época,
Ante a propagação de minha loucura já inepta.
Vassalo em uma terra suserana...
Insiste em manifestar-se como santa.
Dentre outros pagãos, outros batizados sem fé,
Adeptos a vida descriminada, acoito nas noites à manta.
Cego o que não ouve, surdo o que não vê...
Horas circundam em voltas, será que tu não crê?
Ora és viúva, ora és dama, nesse ato dramático sem sentido...
Rompe o romântico clássico, tire-me a idealização do não visto,
As lembranças que me corroem mostram-se agora escondidas.
Peito-me apertado sobre a pedra da dúvida e da despedida...
E sensato soa a mim o som de sua partida.
Louco como as figuras de um quebra-cabeças incompleto,
Os rios que ao meu lado caminham, secam.
Sou alma perdida à tuas palavras.
Esse significado é concreto, abstrato ao meu ser...
Urram as colinas toda tarde ao anoitecer.
A praia não é mais poesia, a areia é só areia...
Deuses não mais existem, e você sequer anseia,
Em viver como uma à luz que agora fraqueja.
Uns bocejam, outros reclamam em seus populares antigos,
Somos só carne, afoitos, para sempre esquecidos.
Galopeio entre as terras não mais vastas de meu errante coração...
Índios, antes livres, agora chamam atenção.
Onde presos à eterna dúvida lhe pedem para que vos acene uma mão.
~Gabriel.
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