The Fault in Our Hearts
1 Capítulo 1
Sentado debaixo daquela arvore, eu me sentia um tolo, um tolo por ter deixado que “ele” saísse do meu controle, e assim, feito todos saberem da minha paixão por Jonathan, principalmente ele mesmo, que fora derrubado por um coração desesperado, então “ele” quebrou, e eu corri pra cá.
As lagrimas banhavam meu rosto igual a chuva banha as plantas, e “ele” ali em minhas mão só piorava a situação. Até que Jonathan apareceu, meio hesitante, e segurando a outra parte do meu coração.
Ele tentou segurar as minhas mãos, mas eu as trouxe para perto do peito. Olhei para o seu rosto, ele parecia triste com o meu ato, então eu deixei ele tocar nas minhas mãos. Foi uma coisa mágica, eu sentia todos os nervos da minha mão serem tocados pela pele macia de Jonathan, enquanto ele as abria com cuidado, deixando o meu coração exposto, então escorregou a outra parte dele pra minha mão, e as acolheu nas suas enquanto “ele” voltava a ser inteiro.
Jonathan sentou ao meu lado, e observou meu coração voltar para meu peito, ele sorriu pra mim, e, sem perceber, seu coração brilhou junto com o meu. Eu sentia minhas pernas tremerem, e dava graças a deus por estar sentado, senão eu já tinha caído.
— Então, isso que eu te devolvi era seu coração? — Ele me perguntou, a sua voz firme fez eco dentro do meu cérebro.
— Sim, ele meio que queria ficar com você, por isso ele não te soltou quando eu tentei pega-lo, por isso ele quebrou.
— Que bom que eu o trouxe de volta, eu não deixaria um menino lindo como você ficar com um coração quebrado. — Senti meu rosto ficar muito quente, e de repente a grama ficou muito interessante.
— Sherwin, quando você ia contar que está apaixonado por mim?
— Bem, se meu coração não tivesse resolvido fazer isso por ele mesmo, provavelmente nunca.
— Por que?
— Porque você é todo perfeito, as pessoas gostam de você, e até onde eu sei, você é hetero. — Quanto mais eu falava, mais eu sentia sua aproximação.
— Você nunca vai saber se não perguntar.
— “Oi Jonathan, eu sou um stalker apaixonado por você, e queria saber qual a sua orientação sexual”, deve concordar que seria estranho.
— Gay. — Ele falou de repente. — Respondendo a sua pergunta, stalker apaixonado, eu sou gay.
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Depois daquele dia, eu e Jonathan ficamos muito próximos, ele ignorando minha paixão por ele, e eu ignorando o fato de nossos corações terem brilhado no mesmo segundo, em uma mesma batida. Estávamos apenas nos conhecendo melhor, sem dar brecha pra nada.
Nos fins de semana íamos um para a casa do outro. Minha mãe e meu pai gostavam tanto de Jonathan quanto eu, do mesmo jeito que sua irmã mais nova me adorava, enquanto seu pai achava que eu era um anjo na terra. Na escola, começamos a fazer duplas em muitos trabalhos, as pessoas falam muito, mas nós não escutávamos. As vezes parecia até que éramos namorados.
Ele segurava minha mão, nas aulas que não fazíamos juntos, ele fazia questão de me levar até a porta da minha sala, e constantemente dizia que eu parecia um “hamster ruivo de bochechas rosadas”, o que me fazia corar até fazer inveja a uma pimenta. Mas ele nunca me beijara, não até aquele dia, de baixo daquela mesma arvore onde nós realmente começamos a nos conhecer.
Jonathan me segurava como se eu fosse um boneco de porcelana, e seus lábios mal tocavam os meus, mas eu segurei sua nuca e aprofundei o beijo. O sentimento de ter sua boca macia encostada na minha e suas mãos na minha cintura foi tão grande, e tão bom, que meu coração saiu de novo, mas não foi o único, o dele também havia saído.
Isso foi uma surpresa tão grande que separamos o nosso beijo, mas nossos corações tinham planos diferentes, e fomos empurrados um contra o outro por aquelas coisinhas pequenas, que realmente gostavam da ideia do nosso beijo acontecer. Mas nada poderia prever o que aconteceria depois. Jonathan se ajoelhou na grama e segurou minha mão, parecendo uma cena de filme clichê ele disse:
— Sherwin, meu stalker apaixonado, meu ruivo, você aceita namorar comigo?
E como eu diria não? Eu pensei. Como eu diria não para alguém que realmente me faz feliz, que faz eu me sentir especial, sem tirar minhas individualidades? Então é bem obvio que eu aceitei, e nos beijamos de novo, e de novo, e de novo, até todo o folego que tínhamos tivesse desaparecido.
— Por favor Jonathan, agradeça o meu coração por ter pulado pra fora e te perseguido, é tudo culpa dele.
— Obrigado, coração do meu ruivo, se não fosse por você, eu não teria comigo a coisa mais preciosa do mundo.
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