Capítulo XI

Winry acordou tarde naquele dia, eram mais ou menos 13 hora quando desceu para tomar café. O almoço já estava pronto e Pinako não estava em casa. Assim que terminou lavou o que tinha sujado e foi para sala.

Ligou a TV e ficou assistindo um filme de terror. Já estava apavorada na metade do filme, mas não parou de ver. Até que ouviu um barulho no andar de cima, se encolheu no sofá com medo. Ouviu passos no corredor, abraçou as pernas e rezou para que tudo fosse coisa da sua imaginação.

De repente uma sombra desce as escadas em meio à sala escura e vai na sua direção.

-AAAAAAAAAAH!–ela gritou se levantando num pulo do sofá

As luzes se acendem e um Edward muito assustado a encara com um ponto de interrogação na testa.

-O que eu fiz? –ele perguntou com os olhos arregalados

-Que susto! Tá louco?! Quase me matou do coração! –ela pôs a mão no peito e se encostou a parede

-Isso que dá ficar no escuro. –ele falou olhando para a TV- Já entendi. Vendo filme de terror. Você é tão medrosa Winry.

-AH é?! Então senta ai e vê junto comigo! Esse filme é assustador! –Winry falou voltando para o sofá

-Eu vou ver numa boa. –ele falou cheio de si

O filme era longo e cada cena era mais aterrorizante que a outra, mesmo tentando se fazer de forte Edward estava com medo, em algumas partes Winry escondia o rosto em seu peito. Um pouco antes de o filme acabar falta luz, agora sim estavam amedrontados.

-Por que tinha que faltar luz justo agora? –Winry choramingou se encolhendo ainda mais

De repente uma trovoada ecoa pela sala escura e no susto Winry o abraçou com força.

-Deixa de ser medrosa, foi só um trovão. –Ed falou rindo

-Pra que eu fui ver esse filme! –Winry falou nervosa

Mais uma trovoada dessa vez seguida de um relâmpago que clareou a sala, foi então que perceberam o quão próximos estavam. Aquele clima assustador foi sumindo e aos pouco se tornou aconchegante, ele levantou um pouco a cabeça dela e lhe deu um beijo terno.

“Talvez ver o filme não tivesse sido uma idéia tão ruim assim....”

Winry acabou se perdendo completamente naquele beijo romântico onde o coração falava mais alto.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Chovia forte na Central, uma tempestade caia sobre a cidade e em pouco tempo as ruas foram ficando desertas. Al e May corriam para escapar da chuva, o ki mono da menina já estava encharcado e por ser de cores claras ficou um tanto transparente.

E isso não passou despercebido pelo loiro, se impressionou com o fato de May ter crescido em tão pouco tempo, nem parecia mais a garota de 13 anos que lutava ao seu lado contra os homúnculos. Agora com 15 já possuía um corpo cheio de curvas bem distribuídas.

O hotel mais próximo era o de Alphonse, eles adentraram no local, encharcados. Ele abriu a porta do quarto e deu passagem para que May entrasse, foi então que percebeu o que a pequena tremia. Pegou a camisa mais comprida que encontrou e lhe entregou.

-Se não tirar essa roupa molhada vai ficar doente. –ele sorriu

-Obrigada Al. – ela sorriu corando um pouco e entrou no banheiro

Ele aproveitou para se trocar também, afinal ela não era única que poderia ficar doente. Assim que terminou de se vestir ela abriu a porta. Mesmo que a camisa fosse comprida nela ficou a três dedos acima da metade da coxa, Al ficou vidrado na menina sem nem ao menos piscar.

-Eu vou colocar as nossas roupas para secar. –ele falou voltando a realidade e indo até a porta

Foi até a lavanderia do hotel e por causa da chuva muitas pessoas estavam usando as secadoras. O lugar estava cheio e Alphonse ficou um bom tempo ali. Ao voltar ao quarto encontra a cena mais linda que já viu.

May estava deitada na cama de barriga para cima dormindo tranquilamente, os longos cabelos soltos espalhados a sua volta lhe davam um ar angelical e inocente, até que ela se mexeu um pouco fazendo a camisa subir e deixar a amostra um pouco da sua calcinha.

Ele deixou as roupas secas numa cadeira e foi até ela, tocou-lhe a face com a parte de trás da mão, tirou alguns fios de cabelo que teimavam em cair em seu rosto. E então os orbes negros se abrem devagar.

-Desculpa, eu... –ela levantou assustada mais foi interrompida por ele

Que a beijou, um beijo que começou doce e calmo, ela colocou a mão nos ombros dele e ele envolveu a cintura dela puxando-a para mais perto. May notou uma diferença naquele beijo já na sua metade, ele estava mais envolvente, mais ousado.

As línguas se tocavam de um modo diferente, diria até excitante. Mas ela se deixou levar pelas sensações que começavam a despertar. E aquilo foi ficando cada vez mais ousado e cheio de desejo, ela se assustou quando ele desceu os beijos para seu pescoço.

Mas não o parou, até mais um ato a deixa surpresa, ele pôs a mão na sua perna, acariciando de leve sua coxa. Ele a puxou para sentar em seu colo dando-lhe mais um beijo estonteante, mas então ela para subitamente, com o rosto corado ela olhou para baixo vendo o quão excitado o loiro estava.

Ele percebeu o olhar assustado dela e recuou um pouco.

-Desculpe May eu não quero te forçar nada. –ele disse envergonhado- Vamos parar.

-Tudo bem. Pode continuar. –ela respondeu o beijando

Era bom sentir a ereção dele roçando na sua intimidade, ele foi subindo a blusa dela e acabou se surpreendendo quando ela começou a desabotoar sua camisa colocando as pequenas mãos por dentro.

Ele tirou a blusa dela por completo e voltou a beijar-lhe o pescoço e dali descendo, passando pelos ombros, o colo até que parou entre os seios, beijou suavemente a parte que o soutien não cobria, arrancando-lhe um gemido.

Foi então que perdeu o pouco de razão que ainda tinha, ela tirou a camisa dele e acariciava o peitoral definido do loiro. Alphonse abriu o fecho do soutien e deixou que o mesmo deslizasse pela pele macia até sair por completo deixando os seios médios expostos.

Tocou-lhe os mamilos rosados fazendo com que ela jogasse a cabeça para trás seguido de um gemido baixo.

Ele a deitou na cama com delicadeza, May mantinha os olhos fechados com o rosto corado de prazer. Al a beijou com luxúria e voltou a descer os beijos a partir de seu pescoço, parou em frente aos seios rosados e passou a língua em um dos mamilos fazendo a morena gemer seu nome.

-A...Alphon...se

Ela arranhava as costas dele enquanto o mesmo chupava seus seios a levando a loucura. Ele desceu os beijos passando pela barriga e parou quando chegou ao cós da calcinha e olhou pra cima vendo a face corada da morena encarando atenta o que ele iria fazer.

Retirou aquela peça inútil e passou o dedo de leve pela intimidade dela que arqueou o corpo gemendo. Ele afastou um pouco suas pernas e passou a língua ali tirando totalmente a sanidade da menina que levou as mãos até o seu cabelo pedindo por mais.

Alphonse entendeu o recado e continuou as carícias até sentir a intimidade dela se contrair e em seguida o liquido doce preencher sua boca. May relaxou o corpo, mas ainda estava ofegante, ele foi até a boca dela e deu-lhe mais um beijo de tirar o fôlego.

Ela levou as mãos até a calça dele acariciando o volume, o vendo arfar. Abriu a calça e ele a ajudou a tirá-la, a morena inverteu as posições ficando por cima, enquanto o beijava acaricia o membro duro dele por cima da cueca arrancando vários gemidos e suspiros do loiro.

E num movimento rápido ele inverte as posições novamente, retira o resto de roupa que ainda lhe restava e se posiciona entre as pernas da morena. Quando ela olha para o membro dele se assusta, afinal tinha um pouco de medo do que estava por vir.

Ele percebeu a inquietação da pequena e tentou acalmá-la.

-Calma, eu não vou te machucar. –ele disse olhando-a nos olhos

-Eu sei, mas mesmo assim tenho medo. –ela falou

-Quer parar? –ele perguntou temendo a resposta

-Não. Pode continuar. Eu confio em você.

Aquelas palavras o deixaram mais do que feliz, posicionou-se novamente entre as pernas dela e foi colocando o membro dentro bem devagar. Ela deixou o corpo relaxar e quando percebeu que ele já estava totalmente dentro de si não havia sentindo nenhuma dor.

Ele esperou até que ela se acostumasse a começou a movimentar-se, uma onda de prazer invadia o corpo de ambos, aquelas sensações eram incríveis. Mas não era só prazer que havia naquele ato, havia Amor, muito amor.

Ela arqueou o corpo para trás sentindo um forte calor passar por todo seu corpo e em seguida relaxou, havia tido o primeiro orgasmo e ele chegou ao clímax logo depois dela. Soltou parte de seu peso em cima dela e rolou para o outro lado da cama.

A chuva que caia lá fora não era mais um incomodo para aqueles dois, May adormeceu abraçada a ele com um sorriso doce no rosto, ele ficou admirando-a por alguns minutos e dormiu em seguida.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Edward e Winry continuaram no escuro, não precisavam de palavras, já estavam confortáveis com o silêncio, estavam abraçados e o clima gostoso os envolvia num sono que chegava sorrateiro, até que a luz volta.

Eles se olham assustados por causa do barulho que havia feito. Ambos com a visão embaçada por ficarem tanto tempo no escuro. Logo em seguida fortes batidas na porta ecoam pela sala silenciosa. Winry levanta calmamente e abre a porta.

Vendo Keita e Rose encharcados por causa da chuva e com olhares assustados. Antes que pudesse perguntar Rose começou a falar.

-Win, você tem que vir com a gente agora. –a morena fala aflita

-Por que? O que houve? –Winry pergunta confusa começando a se preocupar

-É que por causa da chuva as estradas ficaram muito lamacentas e escorregadias. –Rose falava olhando para baixo e com a voz falha- Um ônibus tombou e rolou um barranco enorme. Era o ônibus que a dona Pinako estava.

-O que?! –Winry arregala os olhos sentindo o coração parar

-Ela estava internada em estado grave no hospital de Rezembool. –Keita diz vendo a loira ficar sem reação

Winry estava em estado de choque, sua avó, a única família que tinha estava em risco de vida! Ela olhou para Ed que saltou do sofá e só pegou um casaco para sair correndo com ela até o hospital.

A mulher que estava na recepção se assustou ao ver os jovens entrando afobados, a loira foi até o balcão desesperada.

-Onde está Pinako Rockbell?

-Só um minuto. –a mulher falou folheando um caderno- Ela está no quarto 104, mas não pode receber visitas.

-Por quê? –Winry perguntou ficando cada vez mais nervosa

-Seu estado é grave e os médicos estão a preparando para uma cirurgia de emergência. Sinto muito. –a mulher respondeu

Naquela hora, Winry sentiu o chão sumir debaixo de seus pés, Keita, vendo que ela iria cair a segurou. Mesmo numa situação como aquela Rose e Ed sentiram uma pontada de ciúmes, mas tentaram afastar isso.

Os quatro ficaram na sala de espera tentando manter Winry calma, a garota começou a chorar compulsivamente sem conseguir parar, só de pensar na possibilidade de sua avó não sobreviver faziam as lágrimas saírem com mais intensidade.

-Calma Winry, vai ficar tudo bem. –Ed tentava acalmá-la

-Ela é a única pessoa que me restou, não posso perdê-la também. –a menina falou encarando os orbes dourados

Ele a abraçou com força tentando não chorar também.

-Eu vou estar aqui com você sempre que precisar Win. –ele falou sentindo os olhos encherem d’água mais se recompôs.

Keita assistia aquela cena sem emoção, se surpreendeu com o fato de não sentir todo aquele ciúme que sentia toda vez que a via nos braços dele. Talvez fosse pela ocasião, mas sabia que não era só isso. As horas passaram e não havia uma notícia sequer.

-Podem ir. Não precisam ficar. –Ed falou depois que Winry dormiu

-Sem problemas, nós vamos ficar. –Keita falou

-Vocês estão cansados e a Rose já até dormiu. –Ed falou

Keita olhou para a morena que dormia tranquilamente com a cabeça apoiada no descanso de braço da cadeira.

-Ok. Então eu volto amanhã. –Keita falou vendo que Ed tinha razão

Acordou Rose e a levou para casa mesmo contra gosto, mas não podia deixar a morena ali. Rose acordou um tanto “grogue” de sono, andava cambaleando tentando acordar.

-Pra onde você está me levando? –ela perguntou confusa

-Pra casa, você está morrendo de sono Rose. –Keita respondeu pegando-a no colo para andarem mais rápido

-Espera! Põe-me no chão! –ela esperneou ficando corada

-Você está com muito sono e fica cambaleando, assim vamos mais rápido. –ele respondeu sem vontade de discutir

-Me solta logo! Eu sei andar! –ela se balançava

-Para com isso se não vamos.... –antes que pudesse terminar sua frase eles caem- Cair. –ele completa a frase com uma gota na cabeça

-Isso que dá não me soltar. –ela reclamou levantando e voltando a andar

-Qual é o seu problema? Está agindo estranho o dia todo comigo! –Keita fala se levantando rapidamente e segurando-a pelo braço

-Não se faça de desentendido. Você sabe muito bem. –ela respondeu irritada

-Ah então é aquilo. –ele sorriu de canto malicioso

Keita abraçou contra a cintura e a prensou numa arvore próxima, ela ficou surpresa e sem reação, ele se aproximou do seu ouvido.

-Ainda com ciúmes da Winry? Ou nervosa por eu não ter te beijado até agora? –ele sussurrou com a voz rouca fazendo um arrepio subir pela espinha de Rose

-Os dois. –ela respondeu olhando-o nos olhos

Após dizer isso ele a beija, um beijo voraz em que um necessita muito do outro. Ele envolve a cintura dela colando seus corpos, se afastam ofegantes.

-Feliz?–ele pergunta com sua típica cara de tarado

-Muito.–ela responde com a mesma cara o surpreendendo

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Depois de três longas horas um médico foi dar as noticias. Edward se levantou ansioso e foi até o homem de branco.

-Então como ela está? –o loiro perguntou apreensivo

O médico olhou para Edward com uma expressão um tanto preocupante. Provavelmente as noticias não eram boas.

Continua....

Caros leitores,

Peço um milhão de desculpas a vocês, pois eu fiquei um mês sem postar. Lamento fazê-los esperar e pelo capitulo não estar digno da espera. Mas tem horas que eu tenho um branco e infelizmente a minha co-autora resolve ficar sem inspiração na mesma época que eu.

Espero que me perdoem e que não parem de acompanhar a fic. Como recompensa colocamos o primeiro hentai, o casal é fraco pra hentai, nós sabemos, mas não podemos adiantar tanto as coisas.

Infelizmente a nossa fic está chegando ao fim, já começamos a entrar na reta final e vamos tentar postar o mais rápido possível.

Mais uma vez peço desculpas pelo atraso.

Se você gosta dessa fic também leia: O Amor Mora ao Lado (NaruHina), Atrás do Volante (NejiTen), Quando a Amizade Vira Amor (Original), Namoro ou Amizade? (SasuSaku) e Confissão (ShikaTema)

Passe lá e deixe um review! Garanto que não irá se arrepender. ^^

Notas finais
Gostaram? Então deixem...
Reviews *.*
E Recomendações *-*
Para que o hentai EdWin saia no próximo cap ^.~
Bjão! *o*