The Fantasy
7 Queimando
Notas iniciais
Desculpem pela demora, se eu demorei muito.
kkkkkkkkkk
Esses dias estava difícil para eu conseguir postar.
Mais aqui está mais um.
Quado acordei estava deitada ao lado do Jared, o violão estava encostado na cama. Eu olhei a hora no meu celular sobre o mesanine, eram 02:25 am. Vendo este horário, me veio um super ânimo para levantar e fazer algo.
Peguei minha toalha e fui para o banheiro; tomei um banho rápido; saí enrolada na toalha. Abri meu closet e escolhi uma roupa; vesti um short de ginástica curto e uma regata cinza, coloquei um tênis preto esportivo, o único que eu tenho, e prendi o cabelo num rabo de cavalo.
Desci na cozinha e peguei uma penela, retornei ao quarto ao pegá-la; cacei numa gaveta do Jared uma baqueta que o Shannon tinha dado a ele, não demorei para encontrá-la.
Às 04:00 am, comecei a bater a baqueta contra a panela e andar pelo quarto. Jared levantou num pulo, quase caiu da cama com tanto susto.
- Que porra é essa? — gritava — Ficou doida?
- É claro que não, meu amor — disse na maior normalidade do mundo.
- Você quer me matar, só pode!
- Também não.
- O que você quer? — esfregava os olhos. — Caralho, que horas são?
- São quatro horas da manhã — respondi calmamente.
- Tá, porra! O que você quer?
- Que mau humor, Jared! Não se acorda xingando.
- Puta que pariu, o que você quer?
- O que eu quero? — o fitei séria. — Eu quero o meu marido de volta. Eu quero o meu Jared de volta.
- Às 04:00 am? Você pode ser mais específica, por favor? O que você quer dizer com isso, caramba!?
- Vou ser bem específica. Eu quero dizer que se para você voltar para mim é preciso que você emagreça, porque você é um puto maldito que acha isso necessário — complementava -, vamos fazer isso então.
- Eu nunca ouvi falar que se emagrece acordando às quatro da manhã com uma namorada maluca batucando uma panela!
- Ah, a panela! — ria. — Agradeça ao seu irmão, lembrei dele.
- É brincadeira! — suspirava.
- Você foi acordado em grande estilo — defendia-me. — Ah, eu fiz toda uma produção para acordá-lo e deixá-lo bem animado.
- Ô, super animado — ironizava. — O que, você quer transar comigo agora?
- Não, eu nem toquei nesse assunto. Eu quero você animado para nos exercitar.
- Hã?
- Bom, você não acha que fiz toda essa mega produção pra te acordar e estou vestida com uma roupa de academia pra nada, né!?
- E vamos fazer o quê?
- Queimar calorias!
- Ah tá! — riu. — E o que você tem pra queimar aí?
- Eu nada, mas você tem.
- Eu sei, por isso quem devia correr era eu, não você.
- Eu não vou te deixar sozinho — sorria, ele retribuía. — Agora vai logo pro banho e desça para o café, você está nos atrasando.
- Ok.
Eu desci na cozinha para preparar nosso café.
Não sabia direito o que fazer, seria um café a moda 'Light Keyte". Peguei duas fatias de pão integral e cortei umas rodelas de tomate para colocar dentro, pus mais duas folhas de alface e foi temperado com um pouco de sal. O sanduíche do Jared estava pronto. Preparei em seguida um suco de goiaba natural, nada de açúcar.
Jared entrou na cozinha e sentou frente ao balcão.
- Seu café — coloquei frente a ele seu prato com o sanduíche e o copo de suco.
- Isso é um sanduíche? — o encarava. — Tem certeza?
- Tenho. Um sanduíche light.
- E o seu? — questionou.
- Eu comi duas fatias de pão integral.
- Ok — disse ao morder o sanduíche. — Não é ruim — tomou um gole de suco. — Que porra é essa, Keyte!? De que desgraça é feito isso?
- Meu amor está com a boquinha suja hoje — brincava. — Essa porra é feita da desgraça que dá-se o nome goiaba e, é óbvio que está sem açúcar. Mais alguma pergunta, meu amor?
- Você é má!
Assim que o Jared terminou de tomar café, e ter reclamado muito, nós saímos para nossa corrida. Começamos às 06:30 am. Jared, já de início reclamava que seus pés estavam doendo, mas mesmo assim continuamos.
- Estou morrendo, Keyte! — reclamava correndo atrás de mim para me alcançar. — Uma pausa, por favor! — pedia. — Já tem paparazzos nos seguindo — implorava.
- Toma água. Sem pausas. Eu não me importo com eles — respondi. — Corre mais rápido, vamos!
- Você está me matando!
- Corre! — acelerei um pouco.
- Calma, peraí — corria mais.
- Vamos, Jared!
- Falta muito pra acabar?
- Só mais meia-hora.
- E aí acaba?
- Não. Nós paramos para almoçar e em casa você começa sua série de exercícios — ele acelerou um pouco e chegou ao meu lado. — Muito cansado?
- Morto — respondeu. — Eu não acredito que ainda vou ter que fazer exercícios hoje.
- Não só hoje, amor. Todos os dias até que você perca a última grama que você ganhou.
- Fazer o que, né? — continuou um pouco mais animado.
Quando chegamos em casa a primeira coisa que fizemos foi tomar banho, em seguida nós fizemos um almoço bem light e cerca de uma hora depois, Jared começou se exercitar com os equipamentos que tinha em casa. Eu não participei da parte da malhação, eu só o via e cronometrava o tempo.
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Duas semanas, de pura malhação, depois...
- Meu Jared de volta! — disse tentando conter minha respiração.
- Desculpe pelo tempo.
- Você é um puto, Jared — ele riu. — Não precisava ter feito isso. Não precisava me deixar tanto tempo sem você.
- Foi melhor agora — me fitava. — Você me estranharia, eu me estranhei. Era como se eu não conhecesse o meu corpo, eu não podia me arriscar.
- Seu bobo! — o beijava. — Não faça mais isso, a não ser quando a justificativa for a distância.
- Está prometido — sorriu. — Mas, convenhamos, eu te recompensei com um puta de um jurus.
- Isso foi — sorri maliciosamente.
- É!? — deslizava suas mãos na minha cintura e apertava. — Eu sei.
O telefone tocou.
- Ok — disse soltando um suspiro frustrado.
- Sempre nos melhores momentos... — reclamava Jared. — Os mais inoportunos possíveis — ele pegou seu celular no mesanine e atendeu.
"Oi!", falou ... "Tá bom!" ... "Vem cá, não tinha um pior horário pra você ligar?" ... "Eu te odeio, sabia?" ... "Ok, Ok, se tem que ir, já vou já.", desligou o celular e o jogou na cama.
- Até amanhã, Jared! — já ia me despedindo. Já sabia que uma ligação do Shannon, sabia que era ele, às 23:00 horas, significava reunião para a banda e, em geral, depois dessas reuniões eles não voltam no mesmo dia.
- Até! — me beijou. — Você é demais!
- Vai lá!
Jared só colocou uma roupa e saiu apressado.
Finalmente ele estava bem de novo.
Não havia sido fácil.
Não havia sido fácil passar três tortuosos meses sem sequer sentir sua presença e também não foi fácil passar duas semanas numa dieta mais que rigorosa. Ele não parava de reclamar comigo que ele tinha de fazer isso sozinho e que eu entrar numa dieta desnecessária junto a ele era burrice.
Eu faria qualquer burrice que fosse por ele.
Foi com muito custo que coloquei em sua cabeça que o maior sacrifício foi ter passado três meses sem uma quantidade significativa de sua presença e que não seria um sacrifício tão grande acordar às 04:00 am todos os dias e correr 8 km, depois malhar até virar caquinho sobre um equipamento. Nada seria pior comparado aquilo, pelo menos eu tinha sua presença.
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Quase seis meses depois...
Notas finais
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Na próxima postagem: Um pedido inusitado
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