The Fantasy
5 Flaxes
Notas iniciais
Dessa vez eu nem demorei :)
E ainda vim com um capítulo considerável grandinho.
Então, aqui vamos nós...
- Ah, estou morto! — suspirava Shannon se jogando numa cadeira e tirando sua camisa, secou seu rosto com ela. — Emma, massagem por favor!
- Na minha descrição de produtora não estava escrito isso — reclama indo em sua direção.
- Mas na de amiga, sim — Emma começou massagear sua nuca.
- Vamos? — Libby perguntava à Matt.
- Acho que vou tomar um banho — respondeu.
- Toma em casa — pediu. — Estou aqui desde cedo.
- Tá bom, então — Matt pegou sua mochila. — Pessoal, até amanhã!
- Até! — responderam todos.
Os dois saíram.
- Eu vou pro banho — Tomo disse à Vicki.
- Ok.
- Eu sou depois de você — informou Jared.
- Beleza!
Tomo saiu.
Jared sentou-se ao meu lado.
- O que achou do show?
- Foi incrível! — respondi o olhando nos olhos. — Mas, acho que tenho que ir agora.
- Não. Ainda temos mais um lugar para ir.
- Onde?
- Surpresa.
Quando Tomo voltou, Jared pegou sua toalha e saiu.
- Ele gosta de você de verdade — comentava Vicki.
- É mesmo, Keyte — concordou Tomo. — Você virou a cabeça dele.
- Será?
- Com certeza — afirmou.
- Estou numa situação complicada.
- Deixa eu ver se sei qual é... — Vicki fez cara de pensativa — o Jared virou sua cabeça mas você está namorando... ou estava?
- Bom, estava. Mas ele ainda não sabe.
- Vai demorar para ele saber? — questionou Tomo.
- Não.
- Pelo que constatei — ria Vicki -, um pirou a cabeça do outro.
- Falou certo, Vciki — apoiou Tomo.
Continuamos conversando até que o Jared retornasse, o que aconteceu pouco depois. Ele voltou trajando uma blusa com as mangas longas preta, uma calça preta e o tênis preto. Estava secando o cabelo com uma toalha.
- Se divertiram muito com a minha ausência? — perguntou.
- Muito! — responderam todos na sala.
- Obrigado pelo carinho de vocês — jogou a toalha no sofá e sacudiu o cabelo. — Vamos, Keyte?
- Vamos! — me despedi de todos e peguei minha bolsa.
Jared e eu saímos.
Entramos no carro e foi dada a partida. Jared foi me contando do show no caminho e da seção de fotos e autógrafos. Passamos por lugares fantásticos, até que no meio de um bem deserto, ele parou o carro.
- Hora de descer — informou-me.
Nós descemos do carro.
- Um lugar deserto...
- Você confia em mim?
- Não — ele riu.
- Então vamos do mesmo jeito.
Subimos por uma trilha; salto alto não era a opção mais adequada para o passeio. Tinha muito mato, galhos de árvores etc.
- Eu não gosto de trilhas, Jared!
- Pára de reclamar, você vai amar!
Quando chagamos no topo, descobri do que estava falando.
Era o lugar mais belo que já tinha estado. A lua parecia estar mais baixa, as estrelas mais brilhantes, cintilantes, pequenos pontinhos luminosos na imensidão do universo.
Nós sentamos na grama. Haviam flores no chão, ele me deu uma. O vento fazia esvoaçar nossos cabelos.
- É lindo aqui — levantei o olhar para ele.
- Eu disse. A companhia o faz ficar ainda mais belo.
- Por que você faz isso comigo, hein Jared? Você virou minha caleça de um jeito... é inexplicável.
- Você também fez isso comigo.
- Eu não sei se acredito em você.
- Se você não acreditar — mexia no meu cabelo — eu perco a chance de ser muito feliz.
- Eu também sinto isso.
- Então acredita — ele tocou suavemente meu rosto com sua mão macia. Ele me beijou, desta vez não de repente, foi mais marcante, mais intenso.
- Você virou completamente a minha cabeça.
- É melhor irmos... ainda temos mais uma parada.
- Onde?
- Bom, não é um lugar tão bonito quanto este, mas se você estiver lá, o tornará bem agradável.
- Tá bom.
Apreciamos mais a bela paisagem que nos era oferecida, depois seguimos novamente. Observei os lugares pelos quais passávamos. Paramos frente a um prédio muito alto e bonito.
- Chegamos! — me fitou.
- Entendi o "só quando tenho segundas intenções".
- Mas elas são sérias — se aproximou mais.
- É...!? — nos beijamos.
- Vamos?
- Vamos.
Nós descemos do carro.
Passamos pela portaria onde o Jared pegou sua chave. Subimos até o último andar pelo elevador. Jared abriu a porta e nós entramos.
- Bem vinda ao lugar onde passo os dias quando estou na França.
- Já tinha a intenção de me trazer para cá?
- Foi no momento, por quê?
- É o apartamento de um homem e está arrumado.
- Eu voltei pra cá ontem.
- Explicado.
Ele tirou minha bolsa da minha mão e a deixou no chão; acariciou meu rosto e depois colocou suas mãos na minha cintura; nos beijávamos enquanto andávamos, derrubando tudo que nos atrapalhava, até a escada; eu tirei sua blusa e a deixamos para trás junto aos meus saltos altos enquanto subíamos as escadas; chegando ao corredor ele tirou seus sapatos; nós entramos no quarto e eu me deitei na cama, ele, em seguida, deitou-se sobre mim.
- Você me seduz de uma maneira inexplicável — disse à mim, enquanto tirava meu vestido.
- Você me desvirtua de tal forma — disse, enquanto tirava sua calça.
- Menina rebelde — ria.
Ele foi beijando minha barriga, sua barba rala em contato com minha pele me causava arrepios; sua mão macia deslizando pelo meu corpo me confortava; ele tirou meu sutiã e beijava entre meus seios enquanto eu tirava sua cueca; ele tirou minha calcinha, posicionou-se e penetrou-me.
Meus dedos afundavam em seus cabelos e os puxavam instintivamente a medida que seus movimentos se intensificavam; seus dentes arranhavam levemente minha barriga causando mais arrepios; ele estava quente, eu o sentia arder dentro de mim. essa sensação de ardência era ótima; nossos corpos já suavam quando ele tirou de mim.
Seu corpo permanecia sobre o meu; nos fitávamos; estávamos ofegantes; ele sorriu e acariciou meu rosto; deitou-se ao meu lado e segurou minha mão; nos cobrimos com um lençol.
- É diferente — ele disse ainda ofegante.
- O quê? — me virei para ele.
- Você — me fitava.
- Por quê?
- Com você é diferente.
- As vezes eu não entendo o que diz — ele riu.
- Eu te amo!
- Não acha que é cedo pra você dizer isso?
- Não — disse confiante. — Eu estou certo disso.
- Você virou minha cabeça... não tem outra explicação.
- Que explicação?
- Não é só desejo em ter você... Eu também amo você... é algo forte, é inexplicável a forma como me sinto quando estou ao seu lado — ele me beijou.
- Será que quando eu acordar você estará aqui? — perguntou.
- Acha que vou fugir?
- Não. Até poque você não conseguiria.
- Não? — o provoquei.
- Eu a prenderia com as algemas mais fortes na cabeceira da minha cama, colocaria uma venda em seus olhos e uma mordaça em sua boca, só tiraria quando fosse beijá-la.
- Gostei disso.
- Promete que quando eu acordar você estará aqui?
- Prometo.
- Sempre?
- Eu ainda tenho uns assuntos pendentes.
- E depois de tê-los resolvidos?
- Sempre — apoiei minha cabeça em seu peito. — E você? Não me contará mentiras? Não irá me iludir?
- Nunca.
- Eu confio em você.
- Então eu serei muito feliz.
Adormecemos abraçados.
No dia seguinte, logo pela manhã, Jared me acordou aos beijos. Ele estava de toalha e seus cabelos estavam molhados.
- Seu café está na mesa -informava.
- Senta aqui, Jared — disse séria, ele sentou-se. — Eu vou precisar retornar à Los Angeles, hoje.
- Eu entendo.
- Você sabe, Jared... não quero que ele saiba por outra pessoa.
- Tudo bem — me beijou de repente. — Isso ainda não te impede de tomar café.
- Ok.
Eu vesti minha roupa e no trajeto do quarto para a cozinha, coloquei meus saltos que haviam sido deixados na escada. Jared vestiu apenas um roupão e colocou suas pantufas.
- Isso é um café da manhã pra você? — perguntou. — Eu tenho todo o trabalho de preparar uma bela mesa e você pega apenas uma maçã!?
- Desculpe! Se faz tanta questão — me servi de um pedaço de bolo de chocolate. — Está bom pra você?
- Agora sim — o interfone tocou. — Espere um minuto, já volto.
Jared foi até a sala para atender. Voltou minutos depois com uma expressão preocupada.
- Que foi? — questionei-o.
- Temos um problema — disse sério.
Nós fomos para a sacada do apartamento e vimos a multidão de paparazzos que cercavam as entradas do prédio, todos com suas câmeras a postos.
- Ai. Meu. Deus!
- Não é só isso — avisou.
Ele pegou o notebook, ligou e entrou num site de fofocas; na área de "Notícias Quentes", estava a foto de nós dois nos beijando no carro, seguida pelas fotos de nós entrando no prédio, com a matéria que dizia bem claramente que eu traí meu namorado com um astro do Rock.
- A ideia dele não saber por outra pessoa foi por água abaixo — suspirei.
- Também acho — concordou.
- Será que tem um voo pra Los Angeles daqui uma hora?
- Tem.
- Pega uma passagem pra mim? — pedi.
- Vou fazer isso agora.
Jared colocou uma roupa e de seguida deixou reservada a minha passagem, a retiraria lá mesmo.
Peguei minha bolsa, coloquei meus óculos escuros, Jared os dele (seriam muitos flaxes) e descemos. Montes de paparazzos lotavam a portaria, e, quando a porta foi aberta, eles nos cercaram de todos os lados.
- Keyte, Keyte, o que você tem a dizer sobre isso? — essa era a pergunta mais ouvida.
- Agora não, por favor! — dizia enquanto andava.
- Algo a declarar, Jared?
- Não, não, agora não! — respondia.
Nós entramos no táxi que havíamos chamado. Alguns dos paparazzos nos seguiram com suas vans e carros.
- Não devia ter vindo comigo — disse.
- Não deixaria passar por isso sozinha — segurou minha mão.
- Obrigada!
- Estamos juntos, ok?
- Tá.
- Sempre.
Não demorou para chegarmos ao aeroporto. Os paparazzos não puderam entrar. Eu peguei minha passagem a tempo de ser checada.
- Nos vemos em breve!
- Semana que vem estarei lá.
- Passa no meu quarto de hotel e pega minhas coisas? — pedi.
- Eu levo pra você.
- Deixarei a autorização.
- Tudo bem.
Eu entrei.
No trajeto da França até Los Angeles eu fiquei pensando no Jared; no jantar, no show, no belo lugar que levou e, por fim, na noite que passamos juntos.
Não consegui dormir durante o voo.
Quando o avião pousou, eu desci. Como não haviam malas para serem pegas, eu segui caminho até lá fora onde pegaria o táxi. Lá fora, mais paparazzos, mais perguntas, mais flaxes... Eu entrei no táxi e segui para minha casa. Quando chegamos, paguei o taxista, desci do carro e respirei fundo. Passei pelos portões de entrada e segui até chegar à porta de acesso a sala principal.
Eu entrei, e para a minha má sorte, Tom estava sentado no sofá. Coloquei minha bolsa no outro sofá e me sentei frente à ele; ele me fitou.
- Achei que chegasse hoje.
- Er...
- A empregada permitiu a minha entrada, fez errado?
- Não. Eu queria mesmo falar com você... você já sabe o que é.
- Ah sei! — suspirou. — Você vai me explicar a sua traição, é isso?
- Não. Eu não tenho o que explicar.
- Eu achei que não tivesse.
- Eu queria te contar antes disso estar estampado em manchetes.
- Você foi para a França, para se encontrar com ele?
- Não. Você sabe que foi pelo desfile.
- Eu não sei de mais nada.
- Aconteceu, foi... é inexplicável.
- Claro que é — riu debochado. — Você me trocou pelo cara do delininhador e esmalte.
- Não vou entrar nessa questão com você. A questão é que...
- Ele te encantou — constatou. — Ele te disse coisas bonitas, te iludiu e você acreditou.
- Mesmo se for isso...
- Pra você valerá a pena — constatava novamente.
- Sim.
- Ok — engoliu em seco. — Eu sinceramente não consegui absorver a ideia de que me traiu.
- Tom, não foi algo planejado — deixei claro. — O que você acha? Pensa que sai daqui com o intuito de ficar com o Jared!? Não foi, eu não sai daqui pensando nisso.
- Você dá valor a quem não te ama — me ficou com ar de quem estava com raiva e extremamente magoado. — Esse cara, esse com quem me traiu, te levou para cama, e foi só isso.
- Eu não me importo — admiti.
- Claro que não! Você não se importa dele estar com você hoje e amanhã já não estar mais, não se importa de se ele mentiu e você acreditou.
- Não — menti, doeria muito se Jared tivesse mentido.
- Ok — levantou-se. — Felicidades a vocês! — deu as costas e antes de cruzar a porta deu-me um último olhar, então saiu.
Não foi tão difícil quanto esperava. Não foi algo que exigiu "porquês" de mim e foi muito bom o Tom não tê-los requerido, até porque eu não os daria, não seria possível porque era algo inexplicável.
__________"__________
Um ano depois...
Notas finais
Comments please.
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Na próxima postagem: Organizações e Negações
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