Notas iniciais
Hello amores!
Dessa vez eu nem demorei :)
E ainda vim com um capítulo considerável grandinho.
Então, aqui vamos nós...

- Ah, estou morto! — suspirava Shannon se jogando numa cadeira e tirando sua camisa, secou seu rosto com ela. — Emma, massagem por favor!

- Na minha descrição de produtora não estava escrito isso — reclama indo em sua direção.

- Mas na de amiga, sim — Emma começou massagear sua nuca.

- Vamos? — Libby perguntava à Matt.

- Acho que vou tomar um banho — respondeu.

- Toma em casa — pediu. — Estou aqui desde cedo.

- Tá bom, então — Matt pegou sua mochila. — Pessoal, até amanhã!

- Até! — responderam todos.

Os dois saíram.

- Eu vou pro banho — Tomo disse à Vicki.

- Ok.

- Eu sou depois de você — informou Jared.

- Beleza!

Tomo saiu.

Jared sentou-se ao meu lado.

- O que achou do show?

- Foi incrível! — respondi o olhando nos olhos. — Mas, acho que tenho que ir agora.

- Não. Ainda temos mais um lugar para ir.

- Onde?

- Surpresa.

Quando Tomo voltou, Jared pegou sua toalha e saiu.

- Ele gosta de você de verdade — comentava Vicki.

- É mesmo, Keyte — concordou Tomo. — Você virou a cabeça dele.

- Será?

- Com certeza — afirmou.

- Estou numa situação complicada.

- Deixa eu ver se sei qual é... — Vicki fez cara de pensativa — o Jared virou sua cabeça mas você está namorando... ou estava?

- Bom, estava. Mas ele ainda não sabe.

- Vai demorar para ele saber? — questionou Tomo.

- Não.

- Pelo que constatei — ria Vicki -, um pirou a cabeça do outro.

- Falou certo, Vciki — apoiou Tomo.

Continuamos conversando até que o Jared retornasse, o que aconteceu pouco depois. Ele voltou trajando uma blusa com as mangas longas preta, uma calça preta e o tênis preto. Estava secando o cabelo com uma toalha.

- Se divertiram muito com a minha ausência? — perguntou.

- Muito! — responderam todos na sala.

- Obrigado pelo carinho de vocês — jogou a toalha no sofá e sacudiu o cabelo. — Vamos, Keyte?

- Vamos! — me despedi de todos e peguei minha bolsa.

Jared e eu saímos.

Entramos no carro e foi dada a partida. Jared foi me contando do show no caminho e da seção de fotos e autógrafos. Passamos por lugares fantásticos, até que no meio de um bem deserto, ele parou o carro.

- Hora de descer — informou-me.

Nós descemos do carro.

- Um lugar deserto...

- Você confia em mim?

- Não — ele riu.

- Então vamos do mesmo jeito.

Subimos por uma trilha; salto alto não era a opção mais adequada para o passeio. Tinha muito mato, galhos de árvores etc.

- Eu não gosto de trilhas, Jared!

- Pára de reclamar, você vai amar!

Quando chagamos no topo, descobri do que estava falando.

Era o lugar mais belo que já tinha estado. A lua parecia estar mais baixa, as estrelas mais brilhantes, cintilantes, pequenos pontinhos luminosos na imensidão do universo.

Nós sentamos na grama. Haviam flores no chão, ele me deu uma. O vento fazia esvoaçar nossos cabelos.

- É lindo aqui — levantei o olhar para ele.

- Eu disse. A companhia o faz ficar ainda mais belo.

- Por que você faz isso comigo, hein Jared? Você virou minha caleça de um jeito... é inexplicável.

- Você também fez isso comigo.

- Eu não sei se acredito em você.

- Se você não acreditar — mexia no meu cabelo — eu perco a chance de ser muito feliz.

- Eu também sinto isso.

- Então acredita — ele tocou suavemente meu rosto com sua mão macia. Ele me beijou, desta vez não de repente, foi mais marcante, mais intenso.

- Você virou completamente a minha cabeça.

- É melhor irmos... ainda temos mais uma parada.

- Onde?

- Bom, não é um lugar tão bonito quanto este, mas se você estiver lá, o tornará bem agradável.

- Tá bom.

Apreciamos mais a bela paisagem que nos era oferecida, depois seguimos novamente. Observei os lugares pelos quais passávamos. Paramos frente a um prédio muito alto e bonito.

- Chegamos! — me fitou.

- Entendi o "só quando tenho segundas intenções".

- Mas elas são sérias — se aproximou mais.

- É...!? — nos beijamos.

- Vamos?

- Vamos.

Nós descemos do carro.

Passamos pela portaria onde o Jared pegou sua chave. Subimos até o último andar pelo elevador. Jared abriu a porta e nós entramos.

- Bem vinda ao lugar onde passo os dias quando estou na França.

- Já tinha a intenção de me trazer para cá?

- Foi no momento, por quê?

- É o apartamento de um homem e está arrumado.

- Eu voltei pra cá ontem.

- Explicado.

Ele tirou minha bolsa da minha mão e a deixou no chão; acariciou meu rosto e depois colocou suas mãos na minha cintura; nos beijávamos enquanto andávamos, derrubando tudo que nos atrapalhava, até a escada; eu tirei sua blusa e a deixamos para trás junto aos meus saltos altos enquanto subíamos as escadas; chegando ao corredor ele tirou seus sapatos; nós entramos no quarto e eu me deitei na cama, ele, em seguida, deitou-se sobre mim.

- Você me seduz de uma maneira inexplicável — disse à mim, enquanto tirava meu vestido.

- Você me desvirtua de tal forma — disse, enquanto tirava sua calça.

- Menina rebelde — ria.

Ele foi beijando minha barriga, sua barba rala em contato com minha pele me causava arrepios; sua mão macia deslizando pelo meu corpo me confortava; ele tirou meu sutiã e beijava entre meus seios enquanto eu tirava sua cueca; ele tirou minha calcinha, posicionou-se e penetrou-me.

Meus dedos afundavam em seus cabelos e os puxavam instintivamente a medida que seus movimentos se intensificavam; seus dentes arranhavam levemente minha barriga causando mais arrepios; ele estava quente, eu o sentia arder dentro de mim. essa sensação de ardência era ótima; nossos corpos já suavam quando ele tirou de mim.

Seu corpo permanecia sobre o meu; nos fitávamos; estávamos ofegantes; ele sorriu e acariciou meu rosto; deitou-se ao meu lado e segurou minha mão; nos cobrimos com um lençol.

- É diferente — ele disse ainda ofegante.

- O quê? — me virei para ele.

- Você — me fitava.

- Por quê?

- Com você é diferente.

- As vezes eu não entendo o que diz — ele riu.

- Eu te amo!

- Não acha que é cedo pra você dizer isso?

- Não — disse confiante. — Eu estou certo disso.

- Você virou minha cabeça... não tem outra explicação.

- Que explicação?

- Não é só desejo em ter você... Eu também amo você... é algo forte, é inexplicável a forma como me sinto quando estou ao seu lado — ele me beijou.

- Será que quando eu acordar você estará aqui? — perguntou.

- Acha que vou fugir?

- Não. Até poque você não conseguiria.

- Não? — o provoquei.

- Eu a prenderia com as algemas mais fortes na cabeceira da minha cama, colocaria uma venda em seus olhos e uma mordaça em sua boca, só tiraria quando fosse beijá-la.

- Gostei disso.

- Promete que quando eu acordar você estará aqui?

- Prometo.

- Sempre?

- Eu ainda tenho uns assuntos pendentes.

- E depois de tê-los resolvidos?

- Sempre — apoiei minha cabeça em seu peito. — E você? Não me contará mentiras? Não irá me iludir?

- Nunca.

- Eu confio em você.

- Então eu serei muito feliz.

Adormecemos abraçados.

No dia seguinte, logo pela manhã, Jared me acordou aos beijos. Ele estava de toalha e seus cabelos estavam molhados.

- Seu café está na mesa -informava.

- Senta aqui, Jared — disse séria, ele sentou-se. — Eu vou precisar retornar à Los Angeles, hoje.

- Eu entendo.

- Você sabe, Jared... não quero que ele saiba por outra pessoa.

- Tudo bem — me beijou de repente. — Isso ainda não te impede de tomar café.

- Ok.

Eu vesti minha roupa e no trajeto do quarto para a cozinha, coloquei meus saltos que haviam sido deixados na escada. Jared vestiu apenas um roupão e colocou suas pantufas.

- Isso é um café da manhã pra você? — perguntou. — Eu tenho todo o trabalho de preparar uma bela mesa e você pega apenas uma maçã!?

- Desculpe! Se faz tanta questão — me servi de um pedaço de bolo de chocolate. — Está bom pra você?

- Agora sim — o interfone tocou. — Espere um minuto, já volto.

Jared foi até a sala para atender. Voltou minutos depois com uma expressão preocupada.

- Que foi? — questionei-o.

- Temos um problema — disse sério.

Nós fomos para a sacada do apartamento e vimos a multidão de paparazzos que cercavam as entradas do prédio, todos com suas câmeras a postos.

- Ai. Meu. Deus!

- Não é só isso — avisou.

Ele pegou o notebook, ligou e entrou num site de fofocas; na área de "Notícias Quentes", estava a foto de nós dois nos beijando no carro, seguida pelas fotos de nós entrando no prédio, com a matéria que dizia bem claramente que eu traí meu namorado com um astro do Rock.

- A ideia dele não saber por outra pessoa foi por água abaixo — suspirei.

- Também acho — concordou.

- Será que tem um voo pra Los Angeles daqui uma hora?

- Tem.

- Pega uma passagem pra mim? — pedi.

- Vou fazer isso agora.

Jared colocou uma roupa e de seguida deixou reservada a minha passagem, a retiraria lá mesmo.

Peguei minha bolsa, coloquei meus óculos escuros, Jared os dele (seriam muitos flaxes) e descemos. Montes de paparazzos lotavam a portaria, e, quando a porta foi aberta, eles nos cercaram de todos os lados.

- Keyte, Keyte, o que você tem a dizer sobre isso? — essa era a pergunta mais ouvida.

- Agora não, por favor! — dizia enquanto andava.

- Algo a declarar, Jared?

- Não, não, agora não! — respondia.

Nós entramos no táxi que havíamos chamado. Alguns dos paparazzos nos seguiram com suas vans e carros.

- Não devia ter vindo comigo — disse.

- Não deixaria passar por isso sozinha — segurou minha mão.

- Obrigada!

- Estamos juntos, ok?

- Tá.

- Sempre.

Não demorou para chegarmos ao aeroporto. Os paparazzos não puderam entrar. Eu peguei minha passagem a tempo de ser checada.

- Nos vemos em breve!

- Semana que vem estarei lá.

- Passa no meu quarto de hotel e pega minhas coisas? — pedi.

- Eu levo pra você.

- Deixarei a autorização.

- Tudo bem.

Eu entrei.

No trajeto da França até Los Angeles eu fiquei pensando no Jared; no jantar, no show, no belo lugar que levou e, por fim, na noite que passamos juntos.

Não consegui dormir durante o voo.

Quando o avião pousou, eu desci. Como não haviam malas para serem pegas, eu segui caminho até lá fora onde pegaria o táxi. Lá fora, mais paparazzos, mais perguntas, mais flaxes... Eu entrei no táxi e segui para minha casa. Quando chegamos, paguei o taxista, desci do carro e respirei fundo. Passei pelos portões de entrada e segui até chegar à porta de acesso a sala principal.

Eu entrei, e para a minha má sorte, Tom estava sentado no sofá. Coloquei minha bolsa no outro sofá e me sentei frente à ele; ele me fitou.

- Achei que chegasse hoje.

- Er...

- A empregada permitiu a minha entrada, fez errado?

- Não. Eu queria mesmo falar com você... você já sabe o que é.

- Ah sei! — suspirou. — Você vai me explicar a sua traição, é isso?

- Não. Eu não tenho o que explicar.

- Eu achei que não tivesse.

- Eu queria te contar antes disso estar estampado em manchetes.

- Você foi para a França, para se encontrar com ele?

- Não. Você sabe que foi pelo desfile.

- Eu não sei de mais nada.

- Aconteceu, foi... é inexplicável.

- Claro que é — riu debochado. — Você me trocou pelo cara do delininhador e esmalte.

- Não vou entrar nessa questão com você. A questão é que...

- Ele te encantou — constatou. — Ele te disse coisas bonitas, te iludiu e você acreditou.

- Mesmo se for isso...

- Pra você valerá a pena — constatava novamente.

- Sim.

- Ok — engoliu em seco. — Eu sinceramente não consegui absorver a ideia de que me traiu.

- Tom, não foi algo planejado — deixei claro. — O que você acha? Pensa que sai daqui com o intuito de ficar com o Jared!? Não foi, eu não sai daqui pensando nisso.

- Você dá valor a quem não te ama — me ficou com ar de quem estava com raiva e extremamente magoado. — Esse cara, esse com quem me traiu, te levou para cama, e foi só isso.

- Eu não me importo — admiti.

- Claro que não! Você não se importa dele estar com você hoje e amanhã já não estar mais, não se importa de se ele mentiu e você acreditou.

- Não — menti, doeria muito se Jared tivesse mentido.

- Ok — levantou-se. — Felicidades a vocês! — deu as costas e antes de cruzar a porta deu-me um último olhar, então saiu.

Não foi tão difícil quanto esperava. Não foi algo que exigiu "porquês" de mim e foi muito bom o Tom não tê-los requerido, até porque eu não os daria, não seria possível porque era algo inexplicável.

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Um ano depois...

Notas finais
Bom, espero não demorar pelos próximos...
Comments please.
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Na próxima postagem: Organizações e Negações